Cultura
Integrada no X Encontro Descampado, a iniciativa 'Políticas Culturais para o Futuro' foi promovida pela CCDR Centro e pela Associação Cultural A Descampado. A tarde foi dedicada à reflexão e ao debate sobre as políticas culturais de proximidade, que contou com a presença de especialistas nacionais e internacionais, com destaque para a importância da recolha de dados e do diagnóstico na definição de políticas públicas mais eficazes e adaptadas aos territórios, bem como para o desafio de transformar o conhecimento em ação. O programa incluiu também a apresentação da Carta de Princípios para as Políticas Culturais Municipais, construída tendo por base a participação, a inclusão, a sustentabilidade e a cooperação entre instituições, agentes culturais e comunidades. Neste âmbito, realizou-se uma dinâmica participativa com diferentes grupos de trabalho que responderam a vários desafios da Carta, tendo apresentado no final algumas linhas para reflexão futura. Este evento demonstrou a pertinência de se trabalhar coletivamente uma agenda cultural construída com base no diálogo, na evidência e na proximidade.
Tendo em conta os constrangimentos provocados pelos acontecimentos recentes associados à tempestade que afetou a região Centro, informa-se que foi prorrogado o prazo para a entrega das candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026. O novo prazo limite para a submissão das candidaturas passa a ser até ao dia 9 de fevereiro, inclusive. Esta decisão visa garantir condições de equidade e permitir que todos os interessados disponham do tempo necessário para concluir e submeter as suas candidaturas. Para mais informações ou esclarecimentos adicionais, os interessados podem entrar em contacto com a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural, através do email gaac@ccdrc.pt ou do telefone 239 701 391.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) ), em parceria com a Associação Cultural A Descampado promove, no próximo dia 30 de janeiro, uma jornada de discussão e reflexão dedicada ao tema “Políticas Culturais para o Futuro”, integrada no X Encontro Descampado. Este evento, que terá lugar no auditório da CCDR Centro, em Coimbra, pelas 14h00, constitui um espaço público de reflexão, reunindo decisores, investigadores, autarcas e agentes culturais nacionais e convidados espanhóis. O programa dará destaque à importância dos estudos, mapeamentos e dados como ferramentas fundamentais para a definição de políticas culturais ajustadas às especificidades de cada território. Paralelamente, o encontro pretende aprofundar o debate sobre os desafios da transição do desenho das políticas para a sua implementação efetiva, analisando diferentes modelos de ação cultural. O painel de convidados irá partilhar experiências e práticas inovadoras, com enfoque na participação cidadã, na sustentabilidade das políticas culturais e na construção de modelos mais inclusivos, capazes de responder aos desafios do futuro. Durante a tarde, será ainda apresentada a "Carta de Princípios para a Cultura Local", um documento elaborado pela Associação A Descampado. Este documento foi concebido como um instrumento aberto e de construção colaborativa, dirigido a decisores políticos autárquicos, técnicos municipais e agentes culturais. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço, mediante inscrição prévia. Confirmação de presença: adescampado21@gmail.com
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) tem aberta a edição de 2026 do Cultura ao Centro – Apoio à Ação Cultural, cujas candidaturas se encontram abertas até 31 de janeiro, visando apoiar a ação cultural não profissional da região Centro. Ao longo das últimas duas semanas, a CCDR Centro promoveu um conjunto de sessões presenciais de divulgação do programa, realizadas em diferentes pontos da Região, que permitiram um contacto direto com os agentes culturais e um esclarecimento alargado sobre os objetivos, as medidas de apoio e os procedimentos de candidatura, tendo registado uma participação global de perto de 150 agentes culturais. Para os agentes culturais que não tiveram oportunidade de participar nas sessões presenciais ou que, durante a preparação das candidaturas, pretendam ainda esclarecer dúvidas adicionais, a CCDR Centro vai agora disponibilizar mais dois momentos de partilha, em formato online. Nesse âmbito, terá lugar no dia 20 de janeiro, pelas 18h00, uma sessão online de apresentação genérica do Apoio à Ação Cultural, destinada a enfatizar os principais aspetos do concurso, as linhas de apoio e os procedimentos associados à candidatura. Complementarmente, no dia 21 de janeiro, a CCDR Centro irá disponibilizar, ao longo de todo o dia, um conjunto de sessões bilaterais, dirigidas a agentes culturais que pretendam colocar dúvidas de forma mais individualizada sobre o programa e o processo de candidatura. A participação, quer na sessão online de apresentação, quer nas sessões bilaterais, está sujeita a inscrição prévia, a realizar através do endereço de correio eletrónico gaac@ccdrc.pt. Com estas iniciativas, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a proximidade, o esclarecimento e o acompanhamento dos agentes culturais da região Centro, promovendo um acesso mais informado e equitativo ao Cultura ao Centro 2026 – Apoio à Ação Cultural.
Sabia que a Igreja do Convento de Santa Cruz, no Buçaco, tem um dos Presépios portugueses mais incomuns relativamente à sua composição narrativa? Já em 1883, o Guia Histórico do Viajante do Bussaco dava nota que “no fundo co côro, e fronteiro ao altar de Nossa Senhora do Carmo, há um curioso presépio”. Referia-se à iconografia sugestiva, que associa ao nascimento de Jesus temas do Antigo testamento, como “Judite com a cabeça de Holofernes” e “Sansão a lutar com o leão”. No centro deste presépio, em maquineta, está representada a Sagrada Família, seguindo-se outros momentos narrativos dos passos da Natividade: como a "Adoração dos Pastores", "Cortejo dos Reis Magos", "Anúncio aos Pastores" e "Fuga para o Egipto". As duas cenas do Antigo Testamento, na parte superior, têm de ser descodificadas, segundo Alexandre Nobre Pais, à luz da encomenda, que tinha como destino o culto eclesiástico de uma ordem de clausura masculina. As cenas narrativas de Holofernes e Sansão inseridas num Presépio – cujo o tema é o da Natividade – convidavam os Carmelitas Descalços a refletirem sobre as virtudes dos votos de castidade e celibato, através das consequências fatais da sedução. Há ainda um elemento sugestivo, o caracol, que surge como símbolo de paciência, da transitoriedade da vida e da inevitabilidade da morte, inspirado na tendência da pintura barroca holandesa de naturezas-mortas e vanitas. É um elemento compositivo com função moralizante, na qual a virtude advinha da vida espiritual. Artisticamente, este presépio insere-se na tradição barroca de António Ferreira e de Joaquim Machado de Castro. É formado por figuras em barro cozido e policromado, musgo seco, algodão, papel e outros materiais que compõem a cenografia. Numa das portas laterais da maquineta pode ler-se a seguinte inscrição em latim: AVENIETIS INFANTEM PANNIS INVOI UTUM, ET POSITUM IN PRAESEPIO. Luc.c.2 “Encontrão a criança envolta em panos e colocada deitada numa manjedoura." Lucas. 2.12 Imagens: © Rui Baptista/ Fundação Mata do Bussaco F.P.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lança, hoje, 16 de dezembro, a edição de 2026 do Programa Cultura ao Centro – Apoio à Ação Cultural, com um reforço da dotação orçamental em 25%, passando de 120 mil euros para 150 mil euros. As candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026 encontram-se abertas até 31 de janeiro de 2026. Este reforço financeiro, de 30 mil euros anuais, permite uma maior capacidade de resposta às dinâmicas culturais do território, reforçando o apoio a iniciativas culturais de caráter não profissional, promovidas por agentes locais e regionais. Procura fortalecer o ecossistema cultural da região Centro, promovendo a criatividade, a diversidade e a inclusão. As candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026 abrangem quatro medidas distintas: Criação Artística/Produção, Programação/Difusão, Edição e Formação/Capacitação. Destaca-se o reforço do apoio financeiro na área de Criação Artística/Produção, sendo complementado, quando necessário, com algum apoio técnico, por se considerar que as iniciativas de criação artística são determinantes para a sustentabilidade das estruturas não profissionais. As normas de 2026 incorporam, pela primeira vez, um conjunto de requisitos associados à acessibilidade e à inclusão, traduzindo uma orientação estratégica alinhada com políticas públicas nacionais e europeias nesta matéria. Nesta edição, há também um ajustamento ao calendário, antecipando o período de candidaturas, o que garante maior previsibilidade às entidades beneficiárias, bem como a clarificação da calendarização das ações apoiadas, exigindo maior rigor na estruturação dos projetos. Sessões de divulgação Com o objetivo de reforçar a proximidade com os agentes culturais locais, apresentar com mais detalhe as linhas de apoio e esclarecer eventuais dúvidas, a CCDR Centro irá dinamizar sessões de divulgação na Região, pelas 18h00, de acordo com a seguinte calendarização: 6 de janeiro | Beira Baixa – Fábrica da Criatividade, Alameda do Cansado Praça, Castelo Branco 7 de janeiro | Região de Coimbra – CCDR Centro – Coimbra, Rua Bernardim Ribeiro, 80 (auditório) 8 de janeiro | Viseu Dão Lafões – CCDR Centro - Viseu, Quinta Fontela – Estação Agrária Sul, Av. Prof. Reinaldo Cardoso 12 de janeiro | Região de Aveiro – CCDR Centro - Aveiro, Rua de Anadia, 11 13 de janeiro | Beiras e Serra da Estrela – CCDR Centro - Guarda, Bairro da Sr.ª dos Remédios 14 de janeiro | Região de Leiria – Te-Ato (Grupo-Teatro de Leiria), Rua Pedro Nunes, 15A, Leiria Mais informações aqui. Para esclarecimento de detalhes sobre elegibilidades, critérios de avaliação e esclarecimento de dúvidas, os interessados podem entrar em contacto com a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural da CCDR Centro, pelo e-mail gaac@ccdrc.pt ou pelo telefone 239 701 391.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assinaram um protocolo de colaboração que visa a valorização, estudo, conservação e divulgação do património cultural. O protocolo, que estabelece uma estratégia conjunta entre a CCDR Centro e as 118 Misericórdias da região, integra ações dirigidas ao património imóvel, móvel, museológico e imaterial. As equipas técnicas da CCDR Centro prestarão apoio especializado nas áreas de inventário, diagnóstico, conservação, restauro, investigação e divulgação, garantindo intervenções qualificadas e alinhadas com a legislação e orientações estratégicas nacionais e regionais. A vertente do património cultural imaterial, elemento central da identidade e da memória das comunidades acolhidas pelas Misericórdias, assume uma relevância acrescida. A CCDR Centro apoiará metodologias de inventariação e salvaguarda e colaborará na investigação e divulgação das expressões culturais das Misericórdia, como sejam práticas devocionais, rituais, festividades, tradições assistenciais, saberes ou memórias históricas. Para a vice-presidente da CCDR Centro, Alexandra Rodrigues, este protocolo permitirá reforçar a valorização da identidade das Misericórdias, bem como a ligação da cultura à comunidade. “Ao valorizarmos de forma integrada o património material e imaterial, afirmamos uma visão completa da herança das Misericórdias, garantindo que tanto os bens físicos como as memórias, rituais e conhecimentos, transmitidos de geração em geração, continuam vivos e acessíveis. A CCDR Centro está plenamente empenhada em apoiar esta missão, fortalecendo, assim, a relação entre cultura, comunidade e território”. O presidente da UMP, Manuel Lemos, sublinha que este protocolo dá continuidade a uma relação histórica de colaboração com o Governo, anteriormente desenvolvida através do Ministério da Cultura e das extintas Direções Regionais de Cultura. “Com a recente integração das competências culturais nas CCDR, esta parceria assegura a manutenção e o reforço do apoio técnico às Misericórdias, garantindo a valorização do seu património único”.
No âmbito do CULTURA AO CENTRO, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) abriu candidaturas para Apoio ao Associativismo Musical, dirigido a bandas de música, filarmónicas, escolas de música, tunas, fanfarras, ranchos folclóricos e outras agremiações culturais dedicadas à atividade musical na Região Centro. As candidaturas decorrem entre 1 e 31 de dezembro e destinam-se a entidades culturais constituídas como pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos, com sede no território da Região Centro. O apoio assume a natureza de subsídio não reembolsável e é exclusivamente destinado à aquisição de instrumentos de música, respetivo material consumível, fardamentos e trajes destinados ao uso exclusivo das formações musicais. Nos termos do Decreto-Lei n.º 128/2001, de 17 de abril, estas entidades podem candidatar-se ao apoio do Estado à devolução do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) pago e suportado em cada ano orçamental. As candidaturas são apresentadas através de formulário próprio, devidamente instruído com a documentação obrigatória, e enviadas por correio eletrónico para gaac@ccdrc.pt. Na eventualidade de bilhetes de importação, faturas ou documentos equivalentes não serem emitidos eletronicamente, estes devem ser remetidos em suporte físico, por correio postal, à CCDR Centro, impreterivelmente até 31 de dezembro, sendo posteriormente devolvidos aos requerentes. O formulário de candidatura, a lista de documentos obrigatórios, o mapa de registo de faturas, o modelo de declaração de não apoio e o modelo de declaração ao abrigo do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 128/2001, de 17 de abril, encontram-se disponíveis para consulta e descarregamento no site da CCDR Centro. Para mais informações sobre o Apoio ao Associativismo Musical, os interessados podem consultar as FAQ disponíveis no site ou contactar a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural da CCDR Centro, através do endereço eletrónico: gaac@ccdrc.pt ou pelo telefone 239 701 391.
A UNESCO aprovou hoje, durante a 20.ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a inscrição do "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro" na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente. A decisão, anunciada em Nova Deli, representa um marco para o património cultural português e para a região do Centro, que vê assim o seu primeiro elemento inscrito nesta lista ser reconhecido internacionalmente. A candidatura foi promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) em colaboração com mestres construtores e pintores, municípios da região, entidades culturais, educativas e operadores turísticos ligados à Ria. Este trabalho conjunto permitiu realçar o valor cultural e identitário da embarcação e do saber-fazer associado à sua construção tradicional. O Barco Moliceiro, símbolo da Ria de Aveiro e da sua relação com a paisagem lagunar, representa uma prática artesanal profundamente enraizada na história local. A inscrição na lista de salvaguarda urgente reforça a importância de assegurar a continuidade deste conhecimento num contexto em que a sua transmissão enfrenta desafios significativos. No final da sessão, foi exibido o documentário "Barco Moliceiro — Há quem diga que já nasces connosco", que apresentou às delegações internacionais a ligação entre a comunidade, o território e a embarcação, evidenciando a relevância cultural agora reconhecida pela UNESCO. A preservação e valorização desta arte passam agora por um Plano de Salvaguarda, já aprovado e que será operacionalizado pelas entidades envolvidas, traduzindo uma responsabilidade partilhada entre agentes públicos e privados.
Cultura
Cultura
Integrada no X Encontro Descampado, a iniciativa 'Políticas Culturais para o Futuro' foi promovida pela CCDR Centro e pela Associação Cultural A Descampado. A tarde foi dedicada à reflexão e ao debate sobre as políticas culturais de proximidade, que contou com a presença de especialistas nacionais e internacionais, com destaque para a importância da recolha de dados e do diagnóstico na definição de políticas públicas mais eficazes e adaptadas aos territórios, bem como para o desafio de transformar o conhecimento em ação. O programa incluiu também a apresentação da Carta de Princípios para as Políticas Culturais Municipais, construída tendo por base a participação, a inclusão, a sustentabilidade e a cooperação entre instituições, agentes culturais e comunidades. Neste âmbito, realizou-se uma dinâmica participativa com diferentes grupos de trabalho que responderam a vários desafios da Carta, tendo apresentado no final algumas linhas para reflexão futura. Este evento demonstrou a pertinência de se trabalhar coletivamente uma agenda cultural construída com base no diálogo, na evidência e na proximidade.
Tendo em conta os constrangimentos provocados pelos acontecimentos recentes associados à tempestade que afetou a região Centro, informa-se que foi prorrogado o prazo para a entrega das candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026. O novo prazo limite para a submissão das candidaturas passa a ser até ao dia 9 de fevereiro, inclusive. Esta decisão visa garantir condições de equidade e permitir que todos os interessados disponham do tempo necessário para concluir e submeter as suas candidaturas. Para mais informações ou esclarecimentos adicionais, os interessados podem entrar em contacto com a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural, através do email gaac@ccdrc.pt ou do telefone 239 701 391.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) ), em parceria com a Associação Cultural A Descampado promove, no próximo dia 30 de janeiro, uma jornada de discussão e reflexão dedicada ao tema “Políticas Culturais para o Futuro”, integrada no X Encontro Descampado. Este evento, que terá lugar no auditório da CCDR Centro, em Coimbra, pelas 14h00, constitui um espaço público de reflexão, reunindo decisores, investigadores, autarcas e agentes culturais nacionais e convidados espanhóis. O programa dará destaque à importância dos estudos, mapeamentos e dados como ferramentas fundamentais para a definição de políticas culturais ajustadas às especificidades de cada território. Paralelamente, o encontro pretende aprofundar o debate sobre os desafios da transição do desenho das políticas para a sua implementação efetiva, analisando diferentes modelos de ação cultural. O painel de convidados irá partilhar experiências e práticas inovadoras, com enfoque na participação cidadã, na sustentabilidade das políticas culturais e na construção de modelos mais inclusivos, capazes de responder aos desafios do futuro. Durante a tarde, será ainda apresentada a "Carta de Princípios para a Cultura Local", um documento elaborado pela Associação A Descampado. Este documento foi concebido como um instrumento aberto e de construção colaborativa, dirigido a decisores políticos autárquicos, técnicos municipais e agentes culturais. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço, mediante inscrição prévia. Confirmação de presença: adescampado21@gmail.com
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) tem aberta a edição de 2026 do Cultura ao Centro – Apoio à Ação Cultural, cujas candidaturas se encontram abertas até 31 de janeiro, visando apoiar a ação cultural não profissional da região Centro. Ao longo das últimas duas semanas, a CCDR Centro promoveu um conjunto de sessões presenciais de divulgação do programa, realizadas em diferentes pontos da Região, que permitiram um contacto direto com os agentes culturais e um esclarecimento alargado sobre os objetivos, as medidas de apoio e os procedimentos de candidatura, tendo registado uma participação global de perto de 150 agentes culturais. Para os agentes culturais que não tiveram oportunidade de participar nas sessões presenciais ou que, durante a preparação das candidaturas, pretendam ainda esclarecer dúvidas adicionais, a CCDR Centro vai agora disponibilizar mais dois momentos de partilha, em formato online. Nesse âmbito, terá lugar no dia 20 de janeiro, pelas 18h00, uma sessão online de apresentação genérica do Apoio à Ação Cultural, destinada a enfatizar os principais aspetos do concurso, as linhas de apoio e os procedimentos associados à candidatura. Complementarmente, no dia 21 de janeiro, a CCDR Centro irá disponibilizar, ao longo de todo o dia, um conjunto de sessões bilaterais, dirigidas a agentes culturais que pretendam colocar dúvidas de forma mais individualizada sobre o programa e o processo de candidatura. A participação, quer na sessão online de apresentação, quer nas sessões bilaterais, está sujeita a inscrição prévia, a realizar através do endereço de correio eletrónico gaac@ccdrc.pt. Com estas iniciativas, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a proximidade, o esclarecimento e o acompanhamento dos agentes culturais da região Centro, promovendo um acesso mais informado e equitativo ao Cultura ao Centro 2026 – Apoio à Ação Cultural.
Sabia que a Igreja do Convento de Santa Cruz, no Buçaco, tem um dos Presépios portugueses mais incomuns relativamente à sua composição narrativa? Já em 1883, o Guia Histórico do Viajante do Bussaco dava nota que “no fundo co côro, e fronteiro ao altar de Nossa Senhora do Carmo, há um curioso presépio”. Referia-se à iconografia sugestiva, que associa ao nascimento de Jesus temas do Antigo testamento, como “Judite com a cabeça de Holofernes” e “Sansão a lutar com o leão”. No centro deste presépio, em maquineta, está representada a Sagrada Família, seguindo-se outros momentos narrativos dos passos da Natividade: como a "Adoração dos Pastores", "Cortejo dos Reis Magos", "Anúncio aos Pastores" e "Fuga para o Egipto". As duas cenas do Antigo Testamento, na parte superior, têm de ser descodificadas, segundo Alexandre Nobre Pais, à luz da encomenda, que tinha como destino o culto eclesiástico de uma ordem de clausura masculina. As cenas narrativas de Holofernes e Sansão inseridas num Presépio – cujo o tema é o da Natividade – convidavam os Carmelitas Descalços a refletirem sobre as virtudes dos votos de castidade e celibato, através das consequências fatais da sedução. Há ainda um elemento sugestivo, o caracol, que surge como símbolo de paciência, da transitoriedade da vida e da inevitabilidade da morte, inspirado na tendência da pintura barroca holandesa de naturezas-mortas e vanitas. É um elemento compositivo com função moralizante, na qual a virtude advinha da vida espiritual. Artisticamente, este presépio insere-se na tradição barroca de António Ferreira e de Joaquim Machado de Castro. É formado por figuras em barro cozido e policromado, musgo seco, algodão, papel e outros materiais que compõem a cenografia. Numa das portas laterais da maquineta pode ler-se a seguinte inscrição em latim: AVENIETIS INFANTEM PANNIS INVOI UTUM, ET POSITUM IN PRAESEPIO. Luc.c.2 “Encontrão a criança envolta em panos e colocada deitada numa manjedoura." Lucas. 2.12 Imagens: © Rui Baptista/ Fundação Mata do Bussaco F.P.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lança, hoje, 16 de dezembro, a edição de 2026 do Programa Cultura ao Centro – Apoio à Ação Cultural, com um reforço da dotação orçamental em 25%, passando de 120 mil euros para 150 mil euros. As candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026 encontram-se abertas até 31 de janeiro de 2026. Este reforço financeiro, de 30 mil euros anuais, permite uma maior capacidade de resposta às dinâmicas culturais do território, reforçando o apoio a iniciativas culturais de caráter não profissional, promovidas por agentes locais e regionais. Procura fortalecer o ecossistema cultural da região Centro, promovendo a criatividade, a diversidade e a inclusão. As candidaturas ao Apoio à Ação Cultural 2026 abrangem quatro medidas distintas: Criação Artística/Produção, Programação/Difusão, Edição e Formação/Capacitação. Destaca-se o reforço do apoio financeiro na área de Criação Artística/Produção, sendo complementado, quando necessário, com algum apoio técnico, por se considerar que as iniciativas de criação artística são determinantes para a sustentabilidade das estruturas não profissionais. As normas de 2026 incorporam, pela primeira vez, um conjunto de requisitos associados à acessibilidade e à inclusão, traduzindo uma orientação estratégica alinhada com políticas públicas nacionais e europeias nesta matéria. Nesta edição, há também um ajustamento ao calendário, antecipando o período de candidaturas, o que garante maior previsibilidade às entidades beneficiárias, bem como a clarificação da calendarização das ações apoiadas, exigindo maior rigor na estruturação dos projetos. Sessões de divulgação Com o objetivo de reforçar a proximidade com os agentes culturais locais, apresentar com mais detalhe as linhas de apoio e esclarecer eventuais dúvidas, a CCDR Centro irá dinamizar sessões de divulgação na Região, pelas 18h00, de acordo com a seguinte calendarização: 6 de janeiro | Beira Baixa – Fábrica da Criatividade, Alameda do Cansado Praça, Castelo Branco 7 de janeiro | Região de Coimbra – CCDR Centro – Coimbra, Rua Bernardim Ribeiro, 80 (auditório) 8 de janeiro | Viseu Dão Lafões – CCDR Centro - Viseu, Quinta Fontela – Estação Agrária Sul, Av. Prof. Reinaldo Cardoso 12 de janeiro | Região de Aveiro – CCDR Centro - Aveiro, Rua de Anadia, 11 13 de janeiro | Beiras e Serra da Estrela – CCDR Centro - Guarda, Bairro da Sr.ª dos Remédios 14 de janeiro | Região de Leiria – Te-Ato (Grupo-Teatro de Leiria), Rua Pedro Nunes, 15A, Leiria Mais informações aqui. Para esclarecimento de detalhes sobre elegibilidades, critérios de avaliação e esclarecimento de dúvidas, os interessados podem entrar em contacto com a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural da CCDR Centro, pelo e-mail gaac@ccdrc.pt ou pelo telefone 239 701 391.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assinaram um protocolo de colaboração que visa a valorização, estudo, conservação e divulgação do património cultural. O protocolo, que estabelece uma estratégia conjunta entre a CCDR Centro e as 118 Misericórdias da região, integra ações dirigidas ao património imóvel, móvel, museológico e imaterial. As equipas técnicas da CCDR Centro prestarão apoio especializado nas áreas de inventário, diagnóstico, conservação, restauro, investigação e divulgação, garantindo intervenções qualificadas e alinhadas com a legislação e orientações estratégicas nacionais e regionais. A vertente do património cultural imaterial, elemento central da identidade e da memória das comunidades acolhidas pelas Misericórdias, assume uma relevância acrescida. A CCDR Centro apoiará metodologias de inventariação e salvaguarda e colaborará na investigação e divulgação das expressões culturais das Misericórdia, como sejam práticas devocionais, rituais, festividades, tradições assistenciais, saberes ou memórias históricas. Para a vice-presidente da CCDR Centro, Alexandra Rodrigues, este protocolo permitirá reforçar a valorização da identidade das Misericórdias, bem como a ligação da cultura à comunidade. “Ao valorizarmos de forma integrada o património material e imaterial, afirmamos uma visão completa da herança das Misericórdias, garantindo que tanto os bens físicos como as memórias, rituais e conhecimentos, transmitidos de geração em geração, continuam vivos e acessíveis. A CCDR Centro está plenamente empenhada em apoiar esta missão, fortalecendo, assim, a relação entre cultura, comunidade e território”. O presidente da UMP, Manuel Lemos, sublinha que este protocolo dá continuidade a uma relação histórica de colaboração com o Governo, anteriormente desenvolvida através do Ministério da Cultura e das extintas Direções Regionais de Cultura. “Com a recente integração das competências culturais nas CCDR, esta parceria assegura a manutenção e o reforço do apoio técnico às Misericórdias, garantindo a valorização do seu património único”.
No âmbito do CULTURA AO CENTRO, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) abriu candidaturas para Apoio ao Associativismo Musical, dirigido a bandas de música, filarmónicas, escolas de música, tunas, fanfarras, ranchos folclóricos e outras agremiações culturais dedicadas à atividade musical na Região Centro. As candidaturas decorrem entre 1 e 31 de dezembro e destinam-se a entidades culturais constituídas como pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos, com sede no território da Região Centro. O apoio assume a natureza de subsídio não reembolsável e é exclusivamente destinado à aquisição de instrumentos de música, respetivo material consumível, fardamentos e trajes destinados ao uso exclusivo das formações musicais. Nos termos do Decreto-Lei n.º 128/2001, de 17 de abril, estas entidades podem candidatar-se ao apoio do Estado à devolução do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) pago e suportado em cada ano orçamental. As candidaturas são apresentadas através de formulário próprio, devidamente instruído com a documentação obrigatória, e enviadas por correio eletrónico para gaac@ccdrc.pt. Na eventualidade de bilhetes de importação, faturas ou documentos equivalentes não serem emitidos eletronicamente, estes devem ser remetidos em suporte físico, por correio postal, à CCDR Centro, impreterivelmente até 31 de dezembro, sendo posteriormente devolvidos aos requerentes. O formulário de candidatura, a lista de documentos obrigatórios, o mapa de registo de faturas, o modelo de declaração de não apoio e o modelo de declaração ao abrigo do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 128/2001, de 17 de abril, encontram-se disponíveis para consulta e descarregamento no site da CCDR Centro. Para mais informações sobre o Apoio ao Associativismo Musical, os interessados podem consultar as FAQ disponíveis no site ou contactar a Unidade de Cultura – Divisão de Promoção Cultural da CCDR Centro, através do endereço eletrónico: gaac@ccdrc.pt ou pelo telefone 239 701 391.
A UNESCO aprovou hoje, durante a 20.ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a inscrição do "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro" na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente. A decisão, anunciada em Nova Deli, representa um marco para o património cultural português e para a região do Centro, que vê assim o seu primeiro elemento inscrito nesta lista ser reconhecido internacionalmente. A candidatura foi promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) em colaboração com mestres construtores e pintores, municípios da região, entidades culturais, educativas e operadores turísticos ligados à Ria. Este trabalho conjunto permitiu realçar o valor cultural e identitário da embarcação e do saber-fazer associado à sua construção tradicional. O Barco Moliceiro, símbolo da Ria de Aveiro e da sua relação com a paisagem lagunar, representa uma prática artesanal profundamente enraizada na história local. A inscrição na lista de salvaguarda urgente reforça a importância de assegurar a continuidade deste conhecimento num contexto em que a sua transmissão enfrenta desafios significativos. No final da sessão, foi exibido o documentário "Barco Moliceiro — Há quem diga que já nasces connosco", que apresentou às delegações internacionais a ligação entre a comunidade, o território e a embarcação, evidenciando a relevância cultural agora reconhecida pela UNESCO. A preservação e valorização desta arte passam agora por um Plano de Salvaguarda, já aprovado e que será operacionalizado pelas entidades envolvidas, traduzindo uma responsabilidade partilhada entre agentes públicos e privados.




Deixar comentário ou sugestão