• Published On: 24/08/2026

    A vindima da casta Cercial do Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 24 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo.   A Cercial é cultivada quase exclusivamente na região da Bairrada e distingue-se pela sua elevada acidez, superior à da maioria das restantes castas brancas, com exceção da Arinto. Apresenta um período de maturação semelhante ao da Bical, embora ligeiramente mais tardio.   Na Bairrada, é particularmente valorizada pela capacidade de manter uma elevada acidez mesmo no final da maturação. Esta característica torna-a especialmente adequada à produção de vinhos base para espumantes, sobretudo quando destinados a períodos de envelhecimento prolongados.   A Cercial não deve ser confundida com outras castas que apresentam a mesma sinonímia, nomeadamente o Cerceal do Dão e o Sercial, também conhecido como Esgana-Cão, da Madeira. Tendo em conta o perfil da casta e a sua importância na produção de vinhos base para espumantes, a definição da data de vindima procurou preservar a sua elevada acidez e assegurar uma matéria-prima com características adequadas à elaboração de espumantes com potencial de evolução.   A colheita integra o trabalho de seleção clonal desenvolvido em parceria com a PORVID (Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira), que procura obter clones que conciliem maior qualidade e maior produtividade, valorizando as características enológicas próprias da Cercial.   Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!    

  • Published On: 24/08/2026

    A vindima da casta Bical do Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 24 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo.   A Bical é cultivada sobretudo nas regiões vitivinícolas da Bairrada e do Dão, onde é também conhecida como “Borrado das Moscas”, devido às pequenas pontuações características da película do bago. É uma casta de maturação precoce e com facilidade em atingir elevadas concentrações de açúcar, sendo o desavinho um dos seus principais problemas culturais. Apesar da precocidade, que poderia conduzir a um elevado teor alcoólico potencial, a elevada produtividade da Bical contribui para um maior equilíbrio entre o teor alcoólico e a acidez. A casta apresenta ainda reduzida sensibilidade à oxidação e capacidade para originar vinhos aromáticos, finos e com boa expressão alcoólica, características que lhe conferem particular aptidão para a produção de espumantes. Tendo em conta estas características e os requisitos para a produção de vinho base para espumante, a definição da data de vindima procurou assegurar o equilíbrio entre a maturação da uva e as suas características enológicas.   A colheita integra o trabalho de seleção clonal desenvolvido em parceria com a PORVID (Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira), que tem como objetivo obter clones que conciliem maior qualidade com níveis de produtividade superiores, valorizando as características da casta e o seu potencial para a produção de espumantes.   Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!  

  • Published On: 21/08/2026

    O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho.   A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais.   Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante.   Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica.   Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal.   Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]

  • Published On: 21/08/2026

    A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.  

  • Published On: 18/08/2026

    A vindima da parcela de 1 hectare de Fernão Pires (Maria Gomes) do Polo de Inovação de Anadia - Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 18 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo.   A Fernão Pires, conhecida na região da Bairrada como Maria Gomes, é uma das castas brancas de maior expressão em Portugal, assumindo particular relevância nos concelhos de Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro, onde representa mais de metade do encepamento branco.   É uma casta de maturação precoce, produtiva e de fácil acumulação de açúcar, mas que também apresenta uma rápida perda de acidez à medida que avança a maturação. Em condições de menor disponibilidade hídrica, pode ainda ocorrer o enrugamento dos bagos, com impacto no seu valor enológico.   Tendo em conta estas características e, em particular, a produção de vinho base para espumante, a estratégia passa por realizar a vindima numa fase de maturação ligeiramente mais precoce. O objetivo é obter menor graduação alcoólica e uma acidez mais marcada, preservando simultaneamente a expressão aromática característica da casta.   Esta abordagem permitirá produzir uma matéria-prima adequada à elaboração de um vinho base para espumante, procurando assegurar frescura, equilíbrio, acidez e um perfil aromático elegante, essenciais para a posterior produção de espumante. Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!      

  • Published On: 04/08/2026

    A CCDR Centro promove, de 7 a 11 de setembro, a 120.ª edição do Curso Intensivo de Vinificação, uma formação de reconhecido prestígio no setor vitivinícola nacional, que decorrerá no Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada. O curso tem como objetivo dotar os participantes dos conhecimentos fundamentais sobre conceção e higienização de adegas, tecnologias de vinificação e práticas enológicas, proporcionando uma sólida preparação para a elaboração de vinhos de qualidade. Ao longo de cinco dias, os formandos participarão em sessões teórico-práticas orientadas por especialistas da área, dirigidas a técnicos, enólogos, produtores e outros profissionais do setor. Faça a sua inscrição aqui.

  • Published On: 03/08/2026

    A CCDR Centro apresenta, dia 4 de setembro, as novas variedades de arroz e milho atualmente em estudo na Unidade Experimental do Bico da Barca – Polo de Inovação de Coimbra, com potencial interesse para a região do Baixo Mondego. A sessão dará ainda a conhecer diferentes estratégias de fertilização e de proteção das culturas, centradas no controlo de infestantes, pragas e doenças, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes. Programa 4 de setembro l Unidade Experimental do Bico da Barca, Montemor-o-Velho  09h00 - Receção dos participantes 09h30 - Abertura dos trabalhos Eng.º José Ribau Esteves Presidente da CCDR Centro. 10h00 - Visita comentada aos ensaios do Polo de Inovação de Coimbra/Unidade Experimental do Bico da Barca - Eng.º António José Jordão, responsável e coordenador dos ensaios, CCDR Centro, I.P. I. I. Recursos Genéticos – Conservação e melhoramento de arroz Ensaios de densidades sementeira e fertilização II. Ensaios com bioestimulantes em milho III. Projeto TRANSATION IV. Ensaio de crivagem de novas variedades de arroz V. Ensaio com biofungicidas em arroz VI. Regeneração Produtiva dos Arrozais 12h30 - Encerramento - Dr. Vasco Estrela Vice-presidente da CCDRC Centro.  

  • Published On: 02/07/2026

    O Instituto Politécnico de Viseu, através da Escola Superior Agrária de Viseu, encontra-se a desenvolver o projeto ViD_AS – Viticultura Sustentável no Dão: Práticas de Gestão da Água e do Coberto Vegetal do Solo, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do programa Gulbenkian Água, em parceria com o Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com o Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional. No contexto deste projeto irão realizar-se duas Ações de Capacitação, destina-se a viticultores, técnicos, consultores e estudantes da área das ciências agrárias, visando reforçar competências práticas de gestão da água e do coberto vegetal do solo em viticultura. ViD_AS Workshop: "O revestimento do solo na entrelinha das vinhas do Dão. Importância e contribuição para uma Viticultura Sustentável e Resiliente". 15 de Julho de 2026, 14h e 30 m, NELAS - Auditório do Edifício Multiusos e Polo de Inovação. ViD_AS Workshop: Quando Regar e Quanto Regar? A Importância da Programação da Rega para uma Viticultura Sustentável e Resiliente 22 de Julho de 2026, 14h e 30 m, NELAS - Auditório do Edifício Multiusos e Polo de Inovação.  

  • Published On: 26/06/2026

    No passado dia 18 de junho, o Polo de Inovação de Anadia recebeu uma ação de formação em drones destinada aos técnicos da Divisão de Controlo de Ajudas Diretas (DCAD) da CCDR Centro. Integrada no plano de formação da DCAD, esta iniciativa teve como objetivo capacitar os técnicos para a utilização de drones no âmbito das suas atividades de campo, reforçando competências na recolha de registos fotográficos de apoio às ações de controlo, sem recurso à produção de ortofotomapas. A formação foi ministrada por Ricardo Amaral, da Divisão de Cartografia e Cadastro da CCDR Centro, e incidiu na operação e utilização do drone DJI Mini 5 Pro, proporcionando aos participantes conhecimentos práticos e técnicos essenciais para uma utilização eficaz desta tecnologia. Mais uma iniciativa que reforça a aposta na inovação, na modernização dos processos e na qualificação técnica dos profissionais do setor.

  • Published On: 23/10/2026

    A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais.   Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna  Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]

  • Published On: 16/10/2026

    Assinala-se, a 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que visa sensibilizar para os desafios da fome, da malnutrição e da segurança alimentar. A data assinala o aniversário da fundação da FAO, em 1945, e constitui uma oportunidade para reforçar o compromisso com o acesso de todas as pessoas a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva. Em 2026, a efeméride é assinalada sob o tema «Inovar hoje. Alimentar o amanhã», que destaca o contributo da inovação para a transformação dos sistemas agroalimentares. A ciência, a tecnologia e o conhecimento tradicional, conjugados com a experiência dos agricultores e das comunidades rurais, podem contribuir para melhorar a produção, promover o acesso a alimentos nutritivos, reduzir as perdas e o desperdício alimentar e preservar os recursos naturais. A fome e a insegurança alimentar continuam a constituir desafios à escala mundial. De acordo com o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2026, estima-se que 645 milhões de pessoas tenham enfrentado a fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. O mesmo relatório estima que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas não tinham condições económicas para aceder a uma alimentação saudável. Apesar da diminuição dos indicadores globais da fome pelo terceiro ano consecutivo, os progressos continuam a ser desiguais e insuficientes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), esta data constitui uma oportunidade para salientar a importância da agricultura, do desenvolvimento rural e da valorização agroalimentar na coesão territorial e na sustentabilidade da região. A CCDR Centro intervém no âmbito das políticas de agricultura e desenvolvimento rural, apoiando iniciativas de desenvolvimento dos territórios rurais, a valorização dos produtos agrícolas e agroalimentares e a diversificação da economia rural. Entre as suas atribuições encontram-se o apoio aos agricultores e às suas associações, a promoção do associativismo agrícola e rural e a valorização, certificação e promoção de produtos abrangidos por sistemas nacionais e europeus de qualidade. Neste contexto, o Dia Mundial da Alimentação permite destacar a importância de aproximar o conhecimento e a inovação das necessidades concretas do território. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis, a utilização eficiente dos recursos naturais, a valorização dos produtos locais e a partilha de conhecimento podem contribuir para reforçar a capacidade de adaptação dos sistemas agroalimentares e criar oportunidades para os produtores e as comunidades rurais. A FAO enquadra este trabalho em quatro áreas de ação complementares: melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. Estes objetivos traduzem a necessidade de produzir alimentos de forma eficiente e sustentável, promover uma alimentação adequada, proteger os recursos naturais e criar melhores condições de vida para as populações, em particular nos territórios rurais. Inovar hoje é contribuir para produzir melhor, valorizar os recursos do território e promover um futuro em que o acesso a uma alimentação adequada seja uma realidade para todos.

  • Published On: 15/10/2026

    O Dia Internacional da Mulher Rural assinala-se anualmente a 15 de outubro, na sequência da Resolução 62/136, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 18 de dezembro de 2007, tendo a primeira comemoração oficial ocorrida em 2008. A data constitui uma oportunidade para reconhecer o contributo das mulheres para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades rurais, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que persistem no acesso aos recursos, às oportunidades económicas e à participação nos processos de decisão. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), associa-se a esta efeméride, destacando o papel das mulheres na atividade agrícola, na preservação do património rural e na dinamização económica e social dos territórios. Neste contexto, assume particular relevância a exposição «Raízes de Mulher: Sementes de Futuro», promovida pela CCDR Centro no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, proclamado pelas Nações Unidas. A iniciativa valoriza o percurso histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar e na inovação, cruzando fotografia, narrativa e testemunhos em vídeo. Referenciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, a exposição promovida pela CCDR Centro tem sido divulgada pela imprensa regional e apresentada em diferentes municípios e eventos culturais e agrícolas. O percurso expositivo organiza-se em torno de duas figuras centrais: as «Guardiãs», agricultoras e pastoras que preservam conhecimentos e práticas transmitidos entre gerações, e as «Inovadoras», mulheres que desenvolvem novas abordagens nos campos, nos laboratórios e nas empresas ligadas ao setor rural. A exposição integra materiais iconográficos provenientes do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres com percursos ligados à agricultura e ao desenvolvimento rural. A relevância da iniciativa ultrapassou o contexto nacional, com a sua inclusão na plataforma FAO, dedicada ao Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026. A exposição figura na agenda de iniciativas e atividades de divulgação da organização sob a designação «National Exhibition “Roots of Women: Seeds of the Future”», com Portugal identificado como país de realização e um período de apresentação compreendido entre 14 de janeiro e 15 de dezembro de 2026. Esta referência constitui uma oportunidade de projeção internacional para a iniciativa da CCDR Centro, dando visibilidade às histórias, aos conhecimentos e aos percursos das mulheres rurais portuguesas num contexto de valorização do seu contributo para os sistemas agrícolas e agroalimentares. A importância de valorizar a inovação e a participação das mulheres nas áreas rurais é também evidenciada pelo projeto europeu FLIARA (Female-Led Innovation in Agriculture and Rural Areas), cujos resultados foram divulgados pela Comissão Europeia através da plataforma CORDIS. O projeto entrevistou 200 mulheres inovadoras em 10 países e identificou iniciativas em áreas tão diversas como a agricultura, o turismo, a produção alimentar, a cultura, a economia social e as tecnologias digitais. Os resultados salientam a importância da visibilidade, do acesso a recursos e das oportunidades de [...]

  • Published On: 24/09/2026

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lançou um inquérito dirigido aos agentes do setor agroalimentar da Região Centro. O objetivo é identificar as prioridades regionais a integrar na Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP). As respostas podem ser submetidas até 30 de outubro.   A segurança alimentar não se decide apenas à escala nacional. Constrói-se também no território: nas explorações agrícolas e pecuárias, nas organizações de produtores e cooperativas, nas escolas e nos centros de investigação. Foi com essa convicção que a CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar (UDRA), avançou com um processo de auscultação regional, no âmbito do Grupo de Trabalho da ENSANP.   A ENSANP, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2021, parte de uma visão alargada de segurança alimentar. Essa visão abrange a produção de alimentos, mas também o acesso, a nutrição e a saúde das populações. O contributo da Região Centro organiza-se em três eixos: Produção, Consumo e Saúde. Numa primeira fase de trabalho, foi identificado um conjunto alargado de questões-chave em cada eixo. O inquérito agora lançado pretende reunir o conhecimento de quem trabalha de perto com estas realidades. Com esse contributo, será possível chegar às três questões prioritárias de cada eixo, que integrarão o relatório regional de monitorização da ENSANP.   O inquérito está disponível aqui e demora cerca de 15 minutos a preencher. A CCDR Centro convida todas as entidades e profissionais do setor a participar e a divulgar o inquérito junto dos seus parceiros.  

  • Published On: 23/09/2026

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lança a quarta edição da “Agenda DM – Agenda da Dieta Mediterrânica”, uma revista digital, online no portal da CCDR Centro, que procura valorizar, promover e salvaguardar a Dieta Mediterrânica na Região Centro.   Esta edição de outono confirma a riqueza e a vitalidade deste património, revelando a ligação entre os ciclos da natureza, os produtos e recursos endógenos, os saberes tradicionais, a convivialidade e as comunidades. Encontre informação relativa à agenda de eventos e aos sabores e ao roteiro de outono de toda a Região Centro. Fique a conhecer Dalila Dias, diretora executiva da Aldeias Históricas de Portugal e coordenadora da Estratégia de Eficiência Coletiva da Rede AHP 2030, saboreie as iguarias do restaurante "No Tacho" e aceite a sugestão de leitura, desta, vez com assinatura de Olga Cavaleiro.   Consulte aqui a Agenda DM – A Dieta Mediterrânica no Centro | Edição de outono.   Esta revista tem quatro edições por ano, fazendo coincidir a sua divulgação com o início de cada nova estação, sendo esta terceira dedicada ao verão. Esta opção reflete a vontade de honrar os ciclos da natureza que, desde sempre, orientaram os agricultores nos seus cultivos, amanhos e granjeios, princípios basilares da Dieta Mediterrânica enquanto modelo de vida sustentável.   Mais do que um simples calendário de iniciativas, a Agenda DM afirma-se como uma publicação de referência que propõe uma autêntica viagem cultural, gastronómica e territorial, convidando a descobrir, saborear e experienciar a Dieta Mediterrânica nas suas múltiplas dimensões.

  • Published On: 23/09/2026

    Hoje, 23 de setembro, primeiro dia do outono, assinala-se o Dia Europeu da Agricultura Biológica. A data foi instituída pela Comissão Europeia no âmbito do Plano de Ação da UE para o Desenvolvimento da Produção Biológica, apresentado em 2021, e é dedicada todos os anos à promoção e divulgação deste modo de produção.   A ambição europeia para 2030 é de, pelo menos, 25% da superfície agrícola da União Europeia seja em modo de produção biológico.   Por trás de cada produto biológico há regras exigentes. O Regulamento (UE) 2018/848 define como se produz, certifica, rotula e controla o que chega à nossa mesa com o logótipo bio europeu.   Em Portugal, a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica, aprovada em 2017, fixou metas para o crescimento do setor e para a promoção da produção e do consumo de produtos biológicos. Hoje, o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) inclui uma intervenção específica para a agricultura biológica, na conversão e na manutenção, que apoia os agricultores que assumem os compromissos deste modo de produção.   Este dia é uma oportunidade para dar a conhecer a agricultura biológica, valorizar quem a pratica e compreender o lugar que ocupa nas políticas agrícolas europeias e nacionais.    

  • Published On: 21/09/2026

    O Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas referente ao mês de agosto de 2026, na área de influência da CCDR Centro, encontra-se disponível para consulta. Este documento fornece uma análise detalhada sobre o estado das culturas e as previsões de colheitas na região.   O Estado das Culturas e Previsão de Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que tem como principal objetivo recolher e disponibilizar informação previsional sobre áreas cultivadas, rendimentos e produções das principais culturas agrícolas. Trata-se de uma ferramenta essencial para agricultores, técnicos e todos os interessados no setor agrícola, na medida em que lhes permite planear e gerir as atividades agrícolas de forma mais eficaz.    Para obter mais informações, consulte o relatório completo aqui e fique a par das últimas atualizações sobre o estado das culturas na região.    

  • Published On: 17/09/2026

    Na terça-feira, 15 de setembro, realizou-se a colheita da maçã Bravo no Polo de Inovação – Estação Agrária de Viseu, cumprindo mais uma etapa no acompanhamento do ciclo produtivo desta variedade tão ligada à Região Centro.   Criada em 1886, a Estação Agrária de Viseu celebra 140 anos dedicados à experimentação, à demonstração e à transferência de conhecimento, na área da fruticultura. Aqui guarda-se uma importante coleção de variedades regionais de macieira, que inclui clones da Bravo de Esmolfe. Preservar estas árvores é manter vivos sabores, genética e saberes que o mercado poderia ter deixado desaparecer.   No Polo testa-se: 🔹 a adaptação de variedades e porta-enxertos 🔹 sistemas de condução e novos sistemas de colheita 🔹 formas de valorizar as variedades regionais com maior interesse comercial   A Bravo é uma das protagonistas deste trabalho. Pertence à tipologia da Maçã Bravo de Esmolfe DOP, uma das produções de qualidade reconhecidas da Região Centro.   Do campo experimental ao pomar do agricultor: é assim que o património frutícola do Centro chega ao futuro.      

  • Published On: 11/09/2026

    Painel moderado pela CCDR Centro cruzou agricultura de precisão, agricultura regenerativa e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), que a Comissão dinamiza na Região Centro A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) participou no Mondego Agrícola – Feira das Culturas, que decorreu a 10 de setembro, em Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego. A Diretora de unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro, Vanda Batista, moderou o painel "Inovar para alimentar. Agricultura Regenerativa e Tecnologias de Precisão ao Serviço da Segurança Alimentar". Em formato de mesa redonda, o painel reuniu quatro olhares complementares sobre o mesmo desafio - como inovar para produzir de forma mais sustentável e assegurar a alimentação da população. À volta da mesa cruzaram-se a agricultura de precisão e a digitalização, a agricultura regenerativa e a saúde do solo, a agronomia e a formação, e a política nacional de segurança e abastecimento alimentar. Participaram Luís Alcino da Conceição (Instituto Politécnico de Portalegre), André Antunes (consultor em agricultura regenerativa), Luís Coelho (Escola Superior Agrária de Coimbra) e João Toledo (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral – GPP). O debate deu especial relevo à Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), coordenada a nível nacional pelo GPP e dinamizada na Região Centro pela CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar. Este trabalho tem traduzido o rumo definido a nível nacional em ação no território, trabalhando os eixos da Estratégia e auscultando as fileiras agroalimentares e os parceiros regionais, reforçando a ideia de que a segurança alimentar se joga também à escala regional, junto de quem produz e de quem consome. A Estratégia Nacional dá o rumo; cabe às regiões traduzi-la em ação junto do território. Foi esse o fio deste debate: mostrar que inovar para nos alimentar com segurança não é só uma questão de tecnologia, mas de conhecimento, de solo, de política e de proximidade. O Mondego Agrícola é promovido pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego (EPDRBM), com a colaboração da Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV), da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, da CCDR Centro e da Associação Diogo de Azambuja (ADA). A sessão de abertura contou com o presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, e o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura. O certame prosseguiu no dia 11 com um segundo painel dedicado à evolução dos mercados dos cereais e à PAC pós-2027. Com esta participação, a CCDR Centro reafirma a aproximação da inovação e do conhecimento ao território e às fileiras agroalimentares da Região Centro, ao serviço de uma agricultura mais sustentável e de uma efetiva segurança alimentar.