Agricultura e Pescas
A vindima da casta Cercial do Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 24 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo. A Cercial é cultivada quase exclusivamente na região da Bairrada e distingue-se pela sua elevada acidez, superior à da maioria das restantes castas brancas, com exceção da Arinto. Apresenta um período de maturação semelhante ao da Bical, embora ligeiramente mais tardio. Na Bairrada, é particularmente valorizada pela capacidade de manter uma elevada acidez mesmo no final da maturação. Esta característica torna-a especialmente adequada à produção de vinhos base para espumantes, sobretudo quando destinados a períodos de envelhecimento prolongados. A Cercial não deve ser confundida com outras castas que apresentam a mesma sinonímia, nomeadamente o Cerceal do Dão e o Sercial, também conhecido como Esgana-Cão, da Madeira. Tendo em conta o perfil da casta e a sua importância na produção de vinhos base para espumantes, a definição da data de vindima procurou preservar a sua elevada acidez e assegurar uma matéria-prima com características adequadas à elaboração de espumantes com potencial de evolução. A colheita integra o trabalho de seleção clonal desenvolvido em parceria com a PORVID (Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira), que procura obter clones que conciliem maior qualidade e maior produtividade, valorizando as características enológicas próprias da Cercial. Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!
A vindima da casta Bical do Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 24 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo. A Bical é cultivada sobretudo nas regiões vitivinícolas da Bairrada e do Dão, onde é também conhecida como “Borrado das Moscas”, devido às pequenas pontuações características da película do bago. É uma casta de maturação precoce e com facilidade em atingir elevadas concentrações de açúcar, sendo o desavinho um dos seus principais problemas culturais. Apesar da precocidade, que poderia conduzir a um elevado teor alcoólico potencial, a elevada produtividade da Bical contribui para um maior equilíbrio entre o teor alcoólico e a acidez. A casta apresenta ainda reduzida sensibilidade à oxidação e capacidade para originar vinhos aromáticos, finos e com boa expressão alcoólica, características que lhe conferem particular aptidão para a produção de espumantes. Tendo em conta estas características e os requisitos para a produção de vinho base para espumante, a definição da data de vindima procurou assegurar o equilíbrio entre a maturação da uva e as suas características enológicas. A colheita integra o trabalho de seleção clonal desenvolvido em parceria com a PORVID (Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira), que tem como objetivo obter clones que conciliem maior qualidade com níveis de produtividade superiores, valorizando as características da casta e o seu potencial para a produção de espumantes. Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
A vindima da parcela de 1 hectare de Fernão Pires (Maria Gomes) do Polo de Inovação de Anadia - Estação Vitivinícola da Bairrada teve início hoje, 18 de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos em execução no Polo. A Fernão Pires, conhecida na região da Bairrada como Maria Gomes, é uma das castas brancas de maior expressão em Portugal, assumindo particular relevância nos concelhos de Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro, onde representa mais de metade do encepamento branco. É uma casta de maturação precoce, produtiva e de fácil acumulação de açúcar, mas que também apresenta uma rápida perda de acidez à medida que avança a maturação. Em condições de menor disponibilidade hídrica, pode ainda ocorrer o enrugamento dos bagos, com impacto no seu valor enológico. Tendo em conta estas características e, em particular, a produção de vinho base para espumante, a estratégia passa por realizar a vindima numa fase de maturação ligeiramente mais precoce. O objetivo é obter menor graduação alcoólica e uma acidez mais marcada, preservando simultaneamente a expressão aromática característica da casta. Esta abordagem permitirá produzir uma matéria-prima adequada à elaboração de um vinho base para espumante, procurando assegurar frescura, equilíbrio, acidez e um perfil aromático elegante, essenciais para a posterior produção de espumante. Acompanhe esta vindima e o trabalho de inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia!
A CCDR Centro promove, de 7 a 11 de setembro, a 120.ª edição do Curso Intensivo de Vinificação, uma formação de reconhecido prestígio no setor vitivinícola nacional, que decorrerá no Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada. O curso tem como objetivo dotar os participantes dos conhecimentos fundamentais sobre conceção e higienização de adegas, tecnologias de vinificação e práticas enológicas, proporcionando uma sólida preparação para a elaboração de vinhos de qualidade. Ao longo de cinco dias, os formandos participarão em sessões teórico-práticas orientadas por especialistas da área, dirigidas a técnicos, enólogos, produtores e outros profissionais do setor. Faça a sua inscrição aqui.
A CCDR Centro apresenta, dia 4 de setembro, as novas variedades de arroz e milho atualmente em estudo na Unidade Experimental do Bico da Barca – Polo de Inovação de Coimbra, com potencial interesse para a região do Baixo Mondego. A sessão dará ainda a conhecer diferentes estratégias de fertilização e de proteção das culturas, centradas no controlo de infestantes, pragas e doenças, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes. Programa 4 de setembro l Unidade Experimental do Bico da Barca, Montemor-o-Velho 09h00 - Receção dos participantes 09h30 - Abertura dos trabalhos Eng.º José Ribau Esteves Presidente da CCDR Centro. 10h00 - Visita comentada aos ensaios do Polo de Inovação de Coimbra/Unidade Experimental do Bico da Barca - Eng.º António José Jordão, responsável e coordenador dos ensaios, CCDR Centro, I.P. I. I. Recursos Genéticos – Conservação e melhoramento de arroz Ensaios de densidades sementeira e fertilização II. Ensaios com bioestimulantes em milho III. Projeto TRANSATION IV. Ensaio de crivagem de novas variedades de arroz V. Ensaio com biofungicidas em arroz VI. Regeneração Produtiva dos Arrozais 12h30 - Encerramento - Dr. Vasco Estrela Vice-presidente da CCDRC Centro.
O Instituto Politécnico de Viseu, através da Escola Superior Agrária de Viseu, encontra-se a desenvolver o projeto ViD_AS – Viticultura Sustentável no Dão: Práticas de Gestão da Água e do Coberto Vegetal do Solo, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do programa Gulbenkian Água, em parceria com o Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com o Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional. No contexto deste projeto irão realizar-se duas Ações de Capacitação, destina-se a viticultores, técnicos, consultores e estudantes da área das ciências agrárias, visando reforçar competências práticas de gestão da água e do coberto vegetal do solo em viticultura. ViD_AS Workshop: "O revestimento do solo na entrelinha das vinhas do Dão. Importância e contribuição para uma Viticultura Sustentável e Resiliente". 15 de Julho de 2026, 14h e 30 m, NELAS - Auditório do Edifício Multiusos e Polo de Inovação. ViD_AS Workshop: Quando Regar e Quanto Regar? A Importância da Programação da Rega para uma Viticultura Sustentável e Resiliente 22 de Julho de 2026, 14h e 30 m, NELAS - Auditório do Edifício Multiusos e Polo de Inovação.
No passado dia 18 de junho, o Polo de Inovação de Anadia recebeu uma ação de formação em drones destinada aos técnicos da Divisão de Controlo de Ajudas Diretas (DCAD) da CCDR Centro. Integrada no plano de formação da DCAD, esta iniciativa teve como objetivo capacitar os técnicos para a utilização de drones no âmbito das suas atividades de campo, reforçando competências na recolha de registos fotográficos de apoio às ações de controlo, sem recurso à produção de ortofotomapas. A formação foi ministrada por Ricardo Amaral, da Divisão de Cartografia e Cadastro da CCDR Centro, e incidiu na operação e utilização do drone DJI Mini 5 Pro, proporcionando aos participantes conhecimentos práticos e técnicos essenciais para uma utilização eficaz desta tecnologia. Mais uma iniciativa que reforça a aposta na inovação, na modernização dos processos e na qualificação técnica dos profissionais do setor.
Agricultura e Pescas
Agricultura e Pescas
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lançou um inquérito dirigido aos agentes do setor agroalimentar da Região Centro. O objetivo é identificar as prioridades regionais a integrar na Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP). As respostas podem ser submetidas até 30 de outubro. A segurança alimentar não se decide apenas à escala nacional. Constrói-se também no território: nas explorações agrícolas e pecuárias, nas organizações de produtores e cooperativas, nas escolas e nos centros de investigação. Foi com essa convicção que a CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar (UDRA), avançou com um processo de auscultação regional, no âmbito do Grupo de Trabalho da ENSANP. A ENSANP, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2021, parte de uma visão alargada de segurança alimentar. Essa visão abrange a produção de alimentos, mas também o acesso, a nutrição e a saúde das populações. O contributo da Região Centro organiza-se em três eixos: Produção, Consumo e Saúde. Numa primeira fase de trabalho, foi identificado um conjunto alargado de questões-chave em cada eixo. O inquérito agora lançado pretende reunir o conhecimento de quem trabalha de perto com estas realidades. Com esse contributo, será possível chegar às três questões prioritárias de cada eixo, que integrarão o relatório regional de monitorização da ENSANP. O inquérito está disponível aqui e demora cerca de 15 minutos a preencher. A CCDR Centro convida todas as entidades e profissionais do setor a participar e a divulgar o inquérito junto dos seus parceiros.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lança a quarta edição da “Agenda DM – Agenda da Dieta Mediterrânica”, uma revista digital, online no portal da CCDR Centro, que procura valorizar, promover e salvaguardar a Dieta Mediterrânica na Região Centro. Esta edição de outono confirma a riqueza e a vitalidade deste património, revelando a ligação entre os ciclos da natureza, os produtos e recursos endógenos, os saberes tradicionais, a convivialidade e as comunidades. Encontre informação relativa à agenda de eventos e aos sabores e ao roteiro de outono de toda a Região Centro. Fique a conhecer Dalila Dias, diretora executiva da Aldeias Históricas de Portugal e coordenadora da Estratégia de Eficiência Coletiva da Rede AHP 2030, saboreie as iguarias do restaurante "No Tacho" e aceite a sugestão de leitura, desta, vez com assinatura de Olga Cavaleiro. Consulte aqui a Agenda DM – A Dieta Mediterrânica no Centro | Edição de outono. Esta revista tem quatro edições por ano, fazendo coincidir a sua divulgação com o início de cada nova estação, sendo esta terceira dedicada ao verão. Esta opção reflete a vontade de honrar os ciclos da natureza que, desde sempre, orientaram os agricultores nos seus cultivos, amanhos e granjeios, princípios basilares da Dieta Mediterrânica enquanto modelo de vida sustentável. Mais do que um simples calendário de iniciativas, a Agenda DM afirma-se como uma publicação de referência que propõe uma autêntica viagem cultural, gastronómica e territorial, convidando a descobrir, saborear e experienciar a Dieta Mediterrânica nas suas múltiplas dimensões.
Hoje, 23 de setembro, primeiro dia do outono, assinala-se o Dia Europeu da Agricultura Biológica. A data foi instituída pela Comissão Europeia no âmbito do Plano de Ação da UE para o Desenvolvimento da Produção Biológica, apresentado em 2021, e é dedicada todos os anos à promoção e divulgação deste modo de produção. A ambição europeia para 2030 é de, pelo menos, 25% da superfície agrícola da União Europeia seja em modo de produção biológico. Por trás de cada produto biológico há regras exigentes. O Regulamento (UE) 2018/848 define como se produz, certifica, rotula e controla o que chega à nossa mesa com o logótipo bio europeu. Em Portugal, a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica, aprovada em 2017, fixou metas para o crescimento do setor e para a promoção da produção e do consumo de produtos biológicos. Hoje, o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) inclui uma intervenção específica para a agricultura biológica, na conversão e na manutenção, que apoia os agricultores que assumem os compromissos deste modo de produção. Este dia é uma oportunidade para dar a conhecer a agricultura biológica, valorizar quem a pratica e compreender o lugar que ocupa nas políticas agrícolas europeias e nacionais.
O Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas referente ao mês de agosto de 2026, na área de influência da CCDR Centro, encontra-se disponível para consulta. Este documento fornece uma análise detalhada sobre o estado das culturas e as previsões de colheitas na região. O Estado das Culturas e Previsão de Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que tem como principal objetivo recolher e disponibilizar informação previsional sobre áreas cultivadas, rendimentos e produções das principais culturas agrícolas. Trata-se de uma ferramenta essencial para agricultores, técnicos e todos os interessados no setor agrícola, na medida em que lhes permite planear e gerir as atividades agrícolas de forma mais eficaz. Para obter mais informações, consulte o relatório completo aqui e fique a par das últimas atualizações sobre o estado das culturas na região.
Na terça-feira, 15 de setembro, realizou-se a colheita da maçã Bravo no Polo de Inovação – Estação Agrária de Viseu, cumprindo mais uma etapa no acompanhamento do ciclo produtivo desta variedade tão ligada à Região Centro. Criada em 1886, a Estação Agrária de Viseu celebra 140 anos dedicados à experimentação, à demonstração e à transferência de conhecimento, na área da fruticultura. Aqui guarda-se uma importante coleção de variedades regionais de macieira, que inclui clones da Bravo de Esmolfe. Preservar estas árvores é manter vivos sabores, genética e saberes que o mercado poderia ter deixado desaparecer. No Polo testa-se: 🔹 a adaptação de variedades e porta-enxertos 🔹 sistemas de condução e novos sistemas de colheita 🔹 formas de valorizar as variedades regionais com maior interesse comercial A Bravo é uma das protagonistas deste trabalho. Pertence à tipologia da Maçã Bravo de Esmolfe DOP, uma das produções de qualidade reconhecidas da Região Centro. Do campo experimental ao pomar do agricultor: é assim que o património frutícola do Centro chega ao futuro.
Painel moderado pela CCDR Centro cruzou agricultura de precisão, agricultura regenerativa e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), que a Comissão dinamiza na Região Centro A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) participou no Mondego Agrícola – Feira das Culturas, que decorreu a 10 de setembro, em Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego. A Diretora de unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro, Vanda Batista, moderou o painel "Inovar para alimentar. Agricultura Regenerativa e Tecnologias de Precisão ao Serviço da Segurança Alimentar". Em formato de mesa redonda, o painel reuniu quatro olhares complementares sobre o mesmo desafio - como inovar para produzir de forma mais sustentável e assegurar a alimentação da população. À volta da mesa cruzaram-se a agricultura de precisão e a digitalização, a agricultura regenerativa e a saúde do solo, a agronomia e a formação, e a política nacional de segurança e abastecimento alimentar. Participaram Luís Alcino da Conceição (Instituto Politécnico de Portalegre), André Antunes (consultor em agricultura regenerativa), Luís Coelho (Escola Superior Agrária de Coimbra) e João Toledo (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral – GPP). O debate deu especial relevo à Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), coordenada a nível nacional pelo GPP e dinamizada na Região Centro pela CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar. Este trabalho tem traduzido o rumo definido a nível nacional em ação no território, trabalhando os eixos da Estratégia e auscultando as fileiras agroalimentares e os parceiros regionais, reforçando a ideia de que a segurança alimentar se joga também à escala regional, junto de quem produz e de quem consome. A Estratégia Nacional dá o rumo; cabe às regiões traduzi-la em ação junto do território. Foi esse o fio deste debate: mostrar que inovar para nos alimentar com segurança não é só uma questão de tecnologia, mas de conhecimento, de solo, de política e de proximidade. O Mondego Agrícola é promovido pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego (EPDRBM), com a colaboração da Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV), da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, da CCDR Centro e da Associação Diogo de Azambuja (ADA). A sessão de abertura contou com o presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, e o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura. O certame prosseguiu no dia 11 com um segundo painel dedicado à evolução dos mercados dos cereais e à PAC pós-2027. Com esta participação, a CCDR Centro reafirma a aproximação da inovação e do conhecimento ao território e às fileiras agroalimentares da Região Centro, ao serviço de uma agricultura mais sustentável e de uma efetiva segurança alimentar.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) marca presença no Mondego Agrícola – Feira das Culturas, que decorre a 10 e 11 de setembro, em Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego, com a moderação do painel "Inovar para alimentar. Agricultura Regenerativa e Tecnologias de Precisão ao Serviço da Segurança Alimentar". A participação insere-se no trabalho que a CCDR Centro tem desenvolvido na dinamização da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP) à escala regional, traduzindo o rumo definido a nível nacional em ação no território, trabalhando os seus eixos e auscultando as fileiras agroalimentares e os parceiros da Região Centro. O painel é, precisamente, um dos pontos onde a estratégia nacional e a sua concretização regional se encontram, coordenada pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP). Em formato de mesa-redonda, o painel reúne, dia 10 de setembro, às 14h15, quatro olhares complementares sobre o mesmo desafio: como inovar para produzir de forma mais sustentável e assegurar a alimentação da população. Participam Luís Alcino da Conceição (Instituto Politécnico de Portalegre), pela agricultura de precisão e digitalização; André Antunes, consultor em agricultura regenerativa e saúde do solo; Luís Coelho (Escola Superior Agrária de Coimbra), pela agronomia e formação; e João Toledo (GPP), pela segurança e abastecimento alimentar e pela ENSANP. O Mondego Agrícola é promovido pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego (EPDRBM), com a colaboração da Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV), da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, da CCDR Centro e da Associação Diogo de Azambuja (ADA). Localização do evento: https://maps.app.goo.gl/yFwfAAU2we1bMDRK9 10 setembro de 2026 às 14h15.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) participou no colóquio "Mulheres Agricultoras: Vozes, Experiências, Desafios", integrado nas comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, elas que são muitas vezes a força silenciosa das explorações agrícolas, mas raramente ocupam o centro do palco. O colóquio, que decorreu no dia 7 de setembro, no Auditório da APORMOR, em Montemor-o-Novo, no dia 7 de setembro, contou com a presença de Vanda Batista, diretora da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro, de Maria do Céu Salgueiro, da APORMOR, de Laura Regueiro, da Quinta Casa Amarela, de Rita Bonacho, do Monte do Areeiro, de Inês Marques Lopes, da PTachio e de Pia Sanchez, da FEDEHESA, num painel reuniu vozes de diferentes subsetores e regiões de Portugal e Espanha - do vinho à horticultura biológica, da produção de pistácio à pecuária - para debater a gestão de explorações, a inovação no setor agroalimentar e a superação das barreiras de género nas zonas rurais. A presença da CCDR Centro afirmou-se ainda através da exposição itinerante "Raízes de Mulher: Sementes de Futuro", um projeto de valorização do papel das mulheres no mundo rural promovido pela CCDR Centro, elas que são, muitas vezes, a força silenciosa das explorações agrícolas, mas raramente ocupam o centro do palco. Organizado pela APORMOR - Associação de Produtores de Bovinos, Ovinos e Suínos da Região de Montemor-o-Novo, e sob a liderança da sua vice-presidente Maria do Céu Salgueiro, o colóquio contou também com testemunhos em vídeo de produtoras do Brasil e da candidata a Diretora-Geral da FAO, Josefa Leonel Correia Sacko, que sublinhou o papel vital da mulher no mundo rural. A sessão de abertura reuniu Joaquim Capoulas, presidente da APORMOR, Ana Mémé, vice-presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, e Luís Mira, em representação da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). O encerramento institucional esteve a cargo de Teresa Pinto Correia, vice-presidente da Agência Nacional de Inovação, e de João Moura, Secretário de Estado da Agricultura, que reafirmou o compromisso do Governo com políticas públicas mais inclusivas para o setor primário. A iniciativa contou igualmente com o reconhecimento da Rede Nacional PAC. Ao participar neste encontro, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com um desenvolvimento rural que reconheça e valorize quem, no terreno e no dia a dia, garante a vitalidade dos territórios e a coesão do interior.
O Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, dá a conhecer, através da realização do Dia Aberto – Os Cereais do Baixo Mondego, o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido nas culturas do arroz e do milho. O arroz e o milho assumem particular importância na agricultura do Baixo Mondego, constituindo culturas de referência na região e com relevante expressão económica e produtiva. O trabalho de experimentação desenvolvido no Polo procura contribuir para a sua sustentabilidade, eficiência e adaptação aos desafios atuais da produção agrícola. Durante o Dia Aberto são apresentados os ensaios em curso, com destaque para novas variedades de arroz e milho, diferentes estratégias de fertilização e proteção das culturas e soluções inovadoras para a melhoria dos sistemas de produção. Entre os trabalhos em estudo encontram-se a conservação e melhoramento do arroz, densidades de sementeira e fertilização, utilização de bioestimulantes em milho, avaliação de novas variedades de arroz, utilização de biofungicidas e regeneração produtiva dos arrozais. A iniciativa promove a partilha de conhecimento entre a experimentação, os agricultores, técnicos e outros agentes do setor, aproximando a investigação e a inovação das necessidades concretas da produção agrícola no Baixo Mondego. Acompanhe e fique a conhecer o trabalho de inovação e experimentação desenvolvido no Polo de Inovação de Coimbra!




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