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Na mais recente edição do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística a 15 de junho de 2026, apenas cinco das 26 sub-regiões NUTS III do país superavam a média nacional, destacando-se, no Centro, a Região de Coimbra (101,09), que ocupava o terceiro lugar da hierarquia nacional, seguida da Região de Aveiro (100,97), no quarto lugar. A Grande Lisboa apresentava o índice mais elevado (107,83), seguindo-se a Área Metropolitana do Porto (103,10), ocupando o Alto Minho a quinta posição (100,49). Abaixo da média do país, mas bem posicionada na hierarquia nacional evidenciava-se também a Região de Leiria (7.ª posição, com um índice de 99,65). As sub-regiões Beiras e Serra da Estrela (96,61) e Médio Tejo (96,18) ocupavam a 12.ª e 13.º posição, respetivamente, seguindo-se o Oeste (95,35) e Viseu Dão Lafões (95,07), nas 15.ª e 16.ª posição, respetivamente. A Beira Baixa ocupava a 22.ª posição (92,67) entre as 26 sub-regiões do país. O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) privilegia uma visão multidimensional do desenvolvimento regional, estruturando-o em três dimensões: competitividade, coesão e qualidade ambiental. O ISDR é calculado anualmente para as sub-regiões NUTS III do país, com base numa matriz de 65 indicadores estatísticos que, depois de tratados, originam quatro indicadores compósitos: competitividade, coesão, qualidade ambiental e índice global de desenvolvimento regional. Estes índices são apresentados por referência ao contexto nacional (Portugal = 100). No índice de competitividade, os resultados de 2024 voltaram a revelar que as sub-regiões com melhor desempenho se concentravam no litoral do Continente. A Região de Aveiro (com um índice de 106,84) era uma das três sub-regiões a superar a média nacional, posicionando-se na segunda posição da hierarquia nacional, atrás da Grande Lisboa (116,69), muito destacada das restantes, mas à frente da Área Metropolitana do Porto (106,64). Na Região Centro, seguia-se a Região de Coimbra (7.ª posição na hierarquia nacional – 94,92), a Região de Leiria (9.ª posição – 94,70) e as sub-regiões do Oeste (91,80), Viseu Dão Lafões (90,89) e Beiras e Serra da Estrela (90,30) nas 13.ª, 14.ª e 15.ª posição, respetivamente. A Beira Baixa era a NUTS III do Centro com o índice mais baixo (22.ª posição – 86,13). Na dimensão da coesão, os resultados refletem um retrato territorial um pouco mais equilibrado do que o observado para a competitividade, na medida em que nove sub-regiões superavam a média nacional, ainda que sejam maioritariamente territórios do litoral continental. A Região de Coimbra (106,20) apresentava o segundo melhor desempenho no índice de coesão, após a Grande Lisboa (108,80), posicionando-se à frente do Cávado (104,25), da Área Metropolitana do Porto (102,22), do Alentejo Central (102,20) e de mais três sub-regiões do Centro: o Médio Tejo (101,87 – 6.ª posição), a Região de Leiria (101,82 – 7.ª posição) e a Região de Aveiro (101,13 – 9.ª posição). A Beira Baixa voltava a apresentar o índice mais baixo entre as oito sub-regiões do Centro (90,58), situando-se na 20.ª posição da hierarquia nacional. No índice da qualidade ambiental, as sub-regiões com melhor [...]
No primeiro trimestre de 2026, os edifícios concluídos aumentaram 4,2% na Região Centro, em termos homólogos, superando a evolução nacional de 1,5% e prosseguindo o crescimento dos dois trimestres precedentes. Também o mercado de trabalho, as saídas de bens do comércio internacional e os créditos concedidos às empresas e para habitação e consumo observaram evoluções homólogas favoráveis. Em contraste, as constituições e ações de insolvência de empresas, os indicadores do licenciamento e a atividade turística observaram contrações homólogas neste trimestre. Já a inflação acelerou face ao trimestre homólogo e aos trimestres anteriores. Estas são algumas das conclusões do n.º 70 do “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, publicação que analisa a evolução conjuntural da região Centro. No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto registou um crescimento homólogo real de 2,3%, justificado pelo contributo positivo da procura interna que superou o contributo negativo da procura externa líquida. A taxa de desemprego nacional foi de 6,1%, valor acima do observado no período anterior, mas inferior ao do período homólogo. Já o nível de preços permaneceu nos 2,2%, tendo desacelerado em relação ao mesmo trimestre de 2025. A confiança dos consumidores piorou, enquanto o indicador de clima económico permaneceu positivo e superou o valor do trimestre homólogo. O euro reforçou a valorização face ao dólar registada nos trimestres anteriores, contrariando a depreciação verificada no período homólogo. Relativamente à Região Centro, continuou a assistir-se a uma evolução favorável do mercado de trabalho regional, decorrente dos aumentos das taxas de atividade e de emprego e da diminuição do desemprego. Já o salário médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem voltou a aumentar face a igual período do ano anterior, o que se verifica há mais de dois anos consecutivos. No setor empresarial regional registaram-se diminuições homólogas nas constituições e nas ações de insolvência de empresas, por contraste com o país, que aumentou em ambas as variáveis. Os empréstimos concedidos às empresas aumentaram na região, o que já não sucedia desde meados de 2021. Também o peso regional dos empréstimos vencidos no total dos concedidos aumentou face ao mesmo trimestre do ano de 2025. O setor da construção regional apresentou uma evolução homóloga positiva das obras concluídas, com exceção dos novos fogos para habitação familiar, enquanto o licenciamento evoluiu negativamente. A nível nacional, todos os indicadores das obras concluídas evoluíram favoravelmente, por contraste com o licenciamento que decresceu. Relativamente à evolução dos empréstimos à habitação em termos homólogos reais, o crédito concedido para habitação continuou a acelerar, enquanto os empréstimos vencidos registaram nova quebra significativa. Na atividade turística, os hóspedes, as dormidas e os proveitos dos estabelecimentos de alojamento turístico diminuíram na região, contrariando a tendência de crescimento que se verificava nos trimestres anteriores. Já a estada média na região manteve-se inalterada face a igual período do ano anterior. O comércio internacional de bens evoluiu positivamente na região, decorrente do crescimento homólogo real das saídas e das entradas de bens. A variação regional das saídas reflete o contributo positivo tanto do [...]
A CCDR Centro, através do seu presidente, José Ribau Esteves, manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do Dr. António Júlio Veiga Simão, funcionário em funções, da CCDR Centro, que ocupou os cargos de vice-presidente (2015-2019) e presidente em suplência (2019) da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Uma notícia muito triste para a CCDR Centro, onde será sempre recordado com saudade e com um registo de reconhecimento e agradecimento pelo seu trabalho e pela sua vida. Licenciado em Geografia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e pós-graduado em Planeamento Territorial e Desenho Urbano, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, era especialista em Sistemas de Informação Geográfica. A sua dedicação ao ambiente e ao ordenamento do território é amplamente conhecida e respeitada na Região Centro e no País. O velório realiza-se amanhã, 7 de julho, a partir das 10h00, na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes. O funeral realiza-se às 17h00. À sua família e amigos, a CCDR Centro endereça as mais sentidas condolências.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove, no próximo dia 7 de julho de 2026, pelas 15h00, uma visita técnica à empresa Balbino & Faustino, Lda., localizada na Zona Industrial do Casal da Areia, em Alcobaça. Esta será a primeira de um ciclo de visitas promovidas no âmbito do Pacto para a Economia Circular no Centro, as quais visam dar a conhecer projetos e boas práticas de economia circular desenvolvidos pelas entidades subscritoras da 3.ª edição do Pacto, promovendo a partilha de conhecimento, a inspiração e a replicação de soluções inovadoras na Região Centro. A Balbino & Faustino, Lda., empresa dedicada ao fabrico e comercialização de derivados de madeira e componentes para a indústria do mobiliário, assumiu um conjunto de compromissos relevantes no âmbito da sua adesão ao Pacto, entre os quais se destacam o alargamento do âmbito da certificação ISO 14001, o desenvolvimento da Declaração Ambiental de Produto (DAP), a melhoria da eficiência energética das suas instalações, a criação de uma Ilha de Biodiversidade e a promoção de ações de sensibilização ambiental dirigidas à comunidade. A visita proporcionará aos participantes a oportunidade de conhecer, no terreno, as iniciativas implementadas pela empresa e de contactar com soluções concretas que demonstram como a inovação, a eficiência na utilização dos recursos e a valorização de materiais podem contribuir para acelerar a transição para uma economia mais circular e sustentável. Este roteiro de visitas integra o plano de atividades do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa coordenada pela CCDR Centro que reúne atualmente 210 entidades comprometidas com a implementação de ações concretas de economia circular até dezembro de 2027, reforçando a cooperação entre empresas, instituições de ensino superior, centros de investigação, entidades da administração pública e outras organizações da região. Mais informações sobre o Pacto para a Economia Circular no Centro podem ser consultadas em https://pactoec.ccdrc.pt/
As cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e a operadora de telecomunicações DSTelecom assinaram, hoje, os contratos para a expansão da rede de fibra ótica em territórios de baixa densidade. A instalação destas redes visa permitir que todos os edifícios residenciais e não residenciais, designadamente os destinados à indústria, ao comércio, e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida. A cerimónia contou com a presença dos ministros da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, dos representantes das cinco CCDR, da ANACOM, dos municípios e do consórcio adjudicatário.
Foi publicado o Decreto-Lei n.º 111/2026, de 5 de junho, que estabelece medidas excecionais e temporárias, destinadas às entidades beneficiárias de fundos europeus cuja sede ou projetos cofinanciados se situem nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade. As medidas previstas incluem: A possibilidade de diferimento, por um período de seis meses, dos processos de recuperação de apoios de fundos europeus recebidos indevidamente ou não justificados; A possibilidade de diferimento, por um período de seis meses, das prestações vincendas relativas a operações reembolsáveis no âmbito da eficiência energética. Os beneficiários que pretendam beneficiar destas medidas, devem apresentar o respetivo requerimento à Autoridade de Gestão competente no prazo de 30 dias a contar da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 111/2026. Ou seja, o prazo para submissão dos requerimentos pelas entidades termina a 6 de julho de 2026. Após a recepção do pedido, a Autoridade de Gestão decide no prazo previsto no diploma. Para mais informações, contacte a respetiva Autoridade de Gestão e/ou consulte aqui o Diploma.
O Governo português lançou hoje, dia 01/07/2026, o Aviso n.º 1/2026 para Apresentação de Candidaturas, destinado a apoiar escolas públicas dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, no âmbito do Acordo Sectorial celebrado entre o Governo e a ANMP em 21 de julho de 2023. O financiamento será assegurado através do empréstimo-quadro do Banco Europeu de Investimento (BEI), reforçando o compromisso com melhores condições de ensino e aprendizagem em todo o país. As escolas a construir ou reabilitar, no âmbito do Aviso, encontram-se identificadas no Anexo 1 do Acordo Setorial, classificadas com os níveis de intervenção “P1 - Muito Urgente” e “P2 - Urgente” que, à data da sua candidatura, não tenham contrato em vigor com o PRR. Poderão também concorrer ao presente aviso as escolas gravemente afetadas pela tempestade Kristin e ainda as escolas com candidaturas aprovadas no âmbito do PRR, que venham a ser rescindidas. As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão dos Fundos até às 18 horas do dia 30 de dezembro de 2026. Mais informações sobre as condições, regras de acesso e prazos encontram-se disponíveis no texto integral do Aviso n.º 1/2026. Consulte aqui a errata ao Aviso.
O prazo de validade da habilitação como aplicador de produtos fitofarmacêuticos passa de 10 para 15 anos, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 127/2026, que altera a Lei n.º 26/2013, de 11 de abril. O que muda? A habilitação passa a ter validade de 15 anos. Todos os cartões de aplicador que estavam válidos à data de entrada em vigor da alteração (27/06/2026) beneficiam automaticamente de um acréscimo de 5 anos ao seu prazo de validade, até ao limite de 15 anos. Não é necessária qualquer diligência por parte dos titulares — a atualização é automática. O que se mantém? As exigências de qualificação não são reduzidas. A renovação da habilitação continua a depender da aprovação na ação de formação de atualização em aplicação de produtos fitofarmacêuticos ou, nos casos legalmente previstos, da aprovação em prova de conhecimentos. Porquê esta alteração? Esta medida aproxima o regime da realidade do setor, distribui de forma mais equilibrada a procura de formação ao longo do tempo, reduz a pressão sobre o sistema formativo e simplifica os procedimentos administrativos — sem abdicar dos elevados padrões de qualificação e de utilização segura e sustentável dos produtos fitofarmacêuticos. Em caso de dúvida, contacte a CCDR Centro ou consulte a informação disponível nos nossos canais institucionais. Consulte a legislação aqui.
Estão abertas as candidaturas à 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus até 17 de julho de 2026! Os Prémios dos Fundos Europeus são uma iniciativa promovida pela AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, no âmbito da Rede de Comunicação do Portugal 2030, que visa reconhecer e dar visibilidade a projetos financiados pela União Europeia com impacto significativo no desenvolvimento do país. As candidaturas decorrem até 17 de julho de 2026 e destinam-se a projetos cofinanciados pelos programas Portugal 2020, Portugal 2030, PO APMC, FAMI 2030 e Cooperação Territorial Europeia, desde que já se encontrem concluídos até à data de abertura do concurso – 17 de abril. Reconhecer o impacto dos fundos europeus em Portugal Os Prémios dos Fundos Europeus têm como objetivo destacar projetos que contribuam de forma relevante para o desenvolvimento social, económico e ambiental, reforçando a notoriedade e a percepção pública positiva sobre a aplicação dos fundos europeus em Portugal. A iniciativa pretende evidenciar boas práticas e inspirar novos projetos, demonstrando o papel transformador dos investimentos europeus nas comunidades e nos territórios. Seis categorias temáticas e uma nova dimensão europeia A edição de 2026 inclui seis categorias temáticas: Portugal + inteligente: para investimentos em investigação e inovação, digitalização, competitividade e internacionalização das empresas, competências para a especialização inteligente, transição industrial e empreendedorismo. Portugal + verde: para projetos orientados para a transição verde, eficiência energética, energias renováveis, inovação, economia circular e mobilidade sustentável. Portugal + conectado: dedicada a projetos que potenciem a mobilidade de pessoas e bens, bem como a qualificação dos territórios, garantindo a sua atratividade e competitividade. Portugal + social: para projetos que apoiem a melhoria das qualificações da população, igualdade de acesso aos cuidados de saúde, a promoção do emprego de qualidade e a inclusão social. Portugal + próximo dos cidadãos: para projetos relacionados com o desenvolvimento local, que promovam a coesão social e territorial e o desenvolvimento urbano sustentável. Portugal + Cooperação Territorial Europeia (nova categoria): para projetos desenvolvidos no âmbito da Cooperação Territorial Europeia (CTE/Interreg), que promovam parcerias entre entidades portuguesas e organizações de outros Estados-Membros. Além destas, será atribuída a distinção Escolha do Público, permitindo aos cidadãos votar no projeto finalista que considerem mais relevante. Processo de seleção e calendário Os projetos candidatos serão avaliados por um júri especializado, com base em critérios como coesão, impacto, inovação, sustentabilidade, envolvimento da comunidade e potencial de replicação. Os finalistas serão anunciados até 2 de outubro de 2026, seguindo-se o período de votação pública. A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no âmbito da 3.ª edição da Mostra dos Fundos Europeus. Conheça os vencedores e as menções honrosas da 1.ª edição A 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus convida também à descoberta dos projetos distinguidos na edição inaugural, exemplos concretos do impacto dos fundos europeus em Portugal. Entre os vencedores destacam-se o CIMRLEIRIA.06.13, que inovou na mobilidade urbana com informação em tempo real; a extensão da Linha Amarela do Metro do Porto, investimento estruturante para a mobilidade sustentável; e o Stratio.Databox, solução tecnológica baseada em inteligência artificial para manutenção preditiva de frotas. [...]
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Na mais recente edição do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística a 15 de junho de 2026, apenas cinco das 26 sub-regiões NUTS III do país superavam a média nacional, destacando-se, no Centro, a Região de Coimbra (101,09), que ocupava o terceiro lugar da hierarquia nacional, seguida da Região de Aveiro (100,97), no quarto lugar. A Grande Lisboa apresentava o índice mais elevado (107,83), seguindo-se a Área Metropolitana do Porto (103,10), ocupando o Alto Minho a quinta posição (100,49). Abaixo da média do país, mas bem posicionada na hierarquia nacional evidenciava-se também a Região de Leiria (7.ª posição, com um índice de 99,65). As sub-regiões Beiras e Serra da Estrela (96,61) e Médio Tejo (96,18) ocupavam a 12.ª e 13.º posição, respetivamente, seguindo-se o Oeste (95,35) e Viseu Dão Lafões (95,07), nas 15.ª e 16.ª posição, respetivamente. A Beira Baixa ocupava a 22.ª posição (92,67) entre as 26 sub-regiões do país. O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) privilegia uma visão multidimensional do desenvolvimento regional, estruturando-o em três dimensões: competitividade, coesão e qualidade ambiental. O ISDR é calculado anualmente para as sub-regiões NUTS III do país, com base numa matriz de 65 indicadores estatísticos que, depois de tratados, originam quatro indicadores compósitos: competitividade, coesão, qualidade ambiental e índice global de desenvolvimento regional. Estes índices são apresentados por referência ao contexto nacional (Portugal = 100). No índice de competitividade, os resultados de 2024 voltaram a revelar que as sub-regiões com melhor desempenho se concentravam no litoral do Continente. A Região de Aveiro (com um índice de 106,84) era uma das três sub-regiões a superar a média nacional, posicionando-se na segunda posição da hierarquia nacional, atrás da Grande Lisboa (116,69), muito destacada das restantes, mas à frente da Área Metropolitana do Porto (106,64). Na Região Centro, seguia-se a Região de Coimbra (7.ª posição na hierarquia nacional – 94,92), a Região de Leiria (9.ª posição – 94,70) e as sub-regiões do Oeste (91,80), Viseu Dão Lafões (90,89) e Beiras e Serra da Estrela (90,30) nas 13.ª, 14.ª e 15.ª posição, respetivamente. A Beira Baixa era a NUTS III do Centro com o índice mais baixo (22.ª posição – 86,13). Na dimensão da coesão, os resultados refletem um retrato territorial um pouco mais equilibrado do que o observado para a competitividade, na medida em que nove sub-regiões superavam a média nacional, ainda que sejam maioritariamente territórios do litoral continental. A Região de Coimbra (106,20) apresentava o segundo melhor desempenho no índice de coesão, após a Grande Lisboa (108,80), posicionando-se à frente do Cávado (104,25), da Área Metropolitana do Porto (102,22), do Alentejo Central (102,20) e de mais três sub-regiões do Centro: o Médio Tejo (101,87 – 6.ª posição), a Região de Leiria (101,82 – 7.ª posição) e a Região de Aveiro (101,13 – 9.ª posição). A Beira Baixa voltava a apresentar o índice mais baixo entre as oito sub-regiões do Centro (90,58), situando-se na 20.ª posição da hierarquia nacional. No índice da qualidade ambiental, as sub-regiões com melhor [...]
No primeiro trimestre de 2026, os edifícios concluídos aumentaram 4,2% na Região Centro, em termos homólogos, superando a evolução nacional de 1,5% e prosseguindo o crescimento dos dois trimestres precedentes. Também o mercado de trabalho, as saídas de bens do comércio internacional e os créditos concedidos às empresas e para habitação e consumo observaram evoluções homólogas favoráveis. Em contraste, as constituições e ações de insolvência de empresas, os indicadores do licenciamento e a atividade turística observaram contrações homólogas neste trimestre. Já a inflação acelerou face ao trimestre homólogo e aos trimestres anteriores. Estas são algumas das conclusões do n.º 70 do “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, publicação que analisa a evolução conjuntural da região Centro. No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto registou um crescimento homólogo real de 2,3%, justificado pelo contributo positivo da procura interna que superou o contributo negativo da procura externa líquida. A taxa de desemprego nacional foi de 6,1%, valor acima do observado no período anterior, mas inferior ao do período homólogo. Já o nível de preços permaneceu nos 2,2%, tendo desacelerado em relação ao mesmo trimestre de 2025. A confiança dos consumidores piorou, enquanto o indicador de clima económico permaneceu positivo e superou o valor do trimestre homólogo. O euro reforçou a valorização face ao dólar registada nos trimestres anteriores, contrariando a depreciação verificada no período homólogo. Relativamente à Região Centro, continuou a assistir-se a uma evolução favorável do mercado de trabalho regional, decorrente dos aumentos das taxas de atividade e de emprego e da diminuição do desemprego. Já o salário médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem voltou a aumentar face a igual período do ano anterior, o que se verifica há mais de dois anos consecutivos. No setor empresarial regional registaram-se diminuições homólogas nas constituições e nas ações de insolvência de empresas, por contraste com o país, que aumentou em ambas as variáveis. Os empréstimos concedidos às empresas aumentaram na região, o que já não sucedia desde meados de 2021. Também o peso regional dos empréstimos vencidos no total dos concedidos aumentou face ao mesmo trimestre do ano de 2025. O setor da construção regional apresentou uma evolução homóloga positiva das obras concluídas, com exceção dos novos fogos para habitação familiar, enquanto o licenciamento evoluiu negativamente. A nível nacional, todos os indicadores das obras concluídas evoluíram favoravelmente, por contraste com o licenciamento que decresceu. Relativamente à evolução dos empréstimos à habitação em termos homólogos reais, o crédito concedido para habitação continuou a acelerar, enquanto os empréstimos vencidos registaram nova quebra significativa. Na atividade turística, os hóspedes, as dormidas e os proveitos dos estabelecimentos de alojamento turístico diminuíram na região, contrariando a tendência de crescimento que se verificava nos trimestres anteriores. Já a estada média na região manteve-se inalterada face a igual período do ano anterior. O comércio internacional de bens evoluiu positivamente na região, decorrente do crescimento homólogo real das saídas e das entradas de bens. A variação regional das saídas reflete o contributo positivo tanto do [...]
A CCDR Centro, através do seu presidente, José Ribau Esteves, manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do Dr. António Júlio Veiga Simão, funcionário em funções, da CCDR Centro, que ocupou os cargos de vice-presidente (2015-2019) e presidente em suplência (2019) da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Uma notícia muito triste para a CCDR Centro, onde será sempre recordado com saudade e com um registo de reconhecimento e agradecimento pelo seu trabalho e pela sua vida. Licenciado em Geografia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e pós-graduado em Planeamento Territorial e Desenho Urbano, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, era especialista em Sistemas de Informação Geográfica. A sua dedicação ao ambiente e ao ordenamento do território é amplamente conhecida e respeitada na Região Centro e no País. O velório realiza-se amanhã, 7 de julho, a partir das 10h00, na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes. O funeral realiza-se às 17h00. À sua família e amigos, a CCDR Centro endereça as mais sentidas condolências.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove, no próximo dia 7 de julho de 2026, pelas 15h00, uma visita técnica à empresa Balbino & Faustino, Lda., localizada na Zona Industrial do Casal da Areia, em Alcobaça. Esta será a primeira de um ciclo de visitas promovidas no âmbito do Pacto para a Economia Circular no Centro, as quais visam dar a conhecer projetos e boas práticas de economia circular desenvolvidos pelas entidades subscritoras da 3.ª edição do Pacto, promovendo a partilha de conhecimento, a inspiração e a replicação de soluções inovadoras na Região Centro. A Balbino & Faustino, Lda., empresa dedicada ao fabrico e comercialização de derivados de madeira e componentes para a indústria do mobiliário, assumiu um conjunto de compromissos relevantes no âmbito da sua adesão ao Pacto, entre os quais se destacam o alargamento do âmbito da certificação ISO 14001, o desenvolvimento da Declaração Ambiental de Produto (DAP), a melhoria da eficiência energética das suas instalações, a criação de uma Ilha de Biodiversidade e a promoção de ações de sensibilização ambiental dirigidas à comunidade. A visita proporcionará aos participantes a oportunidade de conhecer, no terreno, as iniciativas implementadas pela empresa e de contactar com soluções concretas que demonstram como a inovação, a eficiência na utilização dos recursos e a valorização de materiais podem contribuir para acelerar a transição para uma economia mais circular e sustentável. Este roteiro de visitas integra o plano de atividades do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa coordenada pela CCDR Centro que reúne atualmente 210 entidades comprometidas com a implementação de ações concretas de economia circular até dezembro de 2027, reforçando a cooperação entre empresas, instituições de ensino superior, centros de investigação, entidades da administração pública e outras organizações da região. Mais informações sobre o Pacto para a Economia Circular no Centro podem ser consultadas em https://pactoec.ccdrc.pt/
As cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e a operadora de telecomunicações DSTelecom assinaram, hoje, os contratos para a expansão da rede de fibra ótica em territórios de baixa densidade. A instalação destas redes visa permitir que todos os edifícios residenciais e não residenciais, designadamente os destinados à indústria, ao comércio, e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida. A cerimónia contou com a presença dos ministros da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, dos representantes das cinco CCDR, da ANACOM, dos municípios e do consórcio adjudicatário.
Foi publicado o Decreto-Lei n.º 111/2026, de 5 de junho, que estabelece medidas excecionais e temporárias, destinadas às entidades beneficiárias de fundos europeus cuja sede ou projetos cofinanciados se situem nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade. As medidas previstas incluem: A possibilidade de diferimento, por um período de seis meses, dos processos de recuperação de apoios de fundos europeus recebidos indevidamente ou não justificados; A possibilidade de diferimento, por um período de seis meses, das prestações vincendas relativas a operações reembolsáveis no âmbito da eficiência energética. Os beneficiários que pretendam beneficiar destas medidas, devem apresentar o respetivo requerimento à Autoridade de Gestão competente no prazo de 30 dias a contar da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 111/2026. Ou seja, o prazo para submissão dos requerimentos pelas entidades termina a 6 de julho de 2026. Após a recepção do pedido, a Autoridade de Gestão decide no prazo previsto no diploma. Para mais informações, contacte a respetiva Autoridade de Gestão e/ou consulte aqui o Diploma.
O Governo português lançou hoje, dia 01/07/2026, o Aviso n.º 1/2026 para Apresentação de Candidaturas, destinado a apoiar escolas públicas dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, no âmbito do Acordo Sectorial celebrado entre o Governo e a ANMP em 21 de julho de 2023. O financiamento será assegurado através do empréstimo-quadro do Banco Europeu de Investimento (BEI), reforçando o compromisso com melhores condições de ensino e aprendizagem em todo o país. As escolas a construir ou reabilitar, no âmbito do Aviso, encontram-se identificadas no Anexo 1 do Acordo Setorial, classificadas com os níveis de intervenção “P1 - Muito Urgente” e “P2 - Urgente” que, à data da sua candidatura, não tenham contrato em vigor com o PRR. Poderão também concorrer ao presente aviso as escolas gravemente afetadas pela tempestade Kristin e ainda as escolas com candidaturas aprovadas no âmbito do PRR, que venham a ser rescindidas. As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão dos Fundos até às 18 horas do dia 30 de dezembro de 2026. Mais informações sobre as condições, regras de acesso e prazos encontram-se disponíveis no texto integral do Aviso n.º 1/2026. Consulte aqui a errata ao Aviso.
O prazo de validade da habilitação como aplicador de produtos fitofarmacêuticos passa de 10 para 15 anos, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 127/2026, que altera a Lei n.º 26/2013, de 11 de abril. O que muda? A habilitação passa a ter validade de 15 anos. Todos os cartões de aplicador que estavam válidos à data de entrada em vigor da alteração (27/06/2026) beneficiam automaticamente de um acréscimo de 5 anos ao seu prazo de validade, até ao limite de 15 anos. Não é necessária qualquer diligência por parte dos titulares — a atualização é automática. O que se mantém? As exigências de qualificação não são reduzidas. A renovação da habilitação continua a depender da aprovação na ação de formação de atualização em aplicação de produtos fitofarmacêuticos ou, nos casos legalmente previstos, da aprovação em prova de conhecimentos. Porquê esta alteração? Esta medida aproxima o regime da realidade do setor, distribui de forma mais equilibrada a procura de formação ao longo do tempo, reduz a pressão sobre o sistema formativo e simplifica os procedimentos administrativos — sem abdicar dos elevados padrões de qualificação e de utilização segura e sustentável dos produtos fitofarmacêuticos. Em caso de dúvida, contacte a CCDR Centro ou consulte a informação disponível nos nossos canais institucionais. Consulte a legislação aqui.
Estão abertas as candidaturas à 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus até 17 de julho de 2026! Os Prémios dos Fundos Europeus são uma iniciativa promovida pela AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, no âmbito da Rede de Comunicação do Portugal 2030, que visa reconhecer e dar visibilidade a projetos financiados pela União Europeia com impacto significativo no desenvolvimento do país. As candidaturas decorrem até 17 de julho de 2026 e destinam-se a projetos cofinanciados pelos programas Portugal 2020, Portugal 2030, PO APMC, FAMI 2030 e Cooperação Territorial Europeia, desde que já se encontrem concluídos até à data de abertura do concurso – 17 de abril. Reconhecer o impacto dos fundos europeus em Portugal Os Prémios dos Fundos Europeus têm como objetivo destacar projetos que contribuam de forma relevante para o desenvolvimento social, económico e ambiental, reforçando a notoriedade e a percepção pública positiva sobre a aplicação dos fundos europeus em Portugal. A iniciativa pretende evidenciar boas práticas e inspirar novos projetos, demonstrando o papel transformador dos investimentos europeus nas comunidades e nos territórios. Seis categorias temáticas e uma nova dimensão europeia A edição de 2026 inclui seis categorias temáticas: Portugal + inteligente: para investimentos em investigação e inovação, digitalização, competitividade e internacionalização das empresas, competências para a especialização inteligente, transição industrial e empreendedorismo. Portugal + verde: para projetos orientados para a transição verde, eficiência energética, energias renováveis, inovação, economia circular e mobilidade sustentável. Portugal + conectado: dedicada a projetos que potenciem a mobilidade de pessoas e bens, bem como a qualificação dos territórios, garantindo a sua atratividade e competitividade. Portugal + social: para projetos que apoiem a melhoria das qualificações da população, igualdade de acesso aos cuidados de saúde, a promoção do emprego de qualidade e a inclusão social. Portugal + próximo dos cidadãos: para projetos relacionados com o desenvolvimento local, que promovam a coesão social e territorial e o desenvolvimento urbano sustentável. Portugal + Cooperação Territorial Europeia (nova categoria): para projetos desenvolvidos no âmbito da Cooperação Territorial Europeia (CTE/Interreg), que promovam parcerias entre entidades portuguesas e organizações de outros Estados-Membros. Além destas, será atribuída a distinção Escolha do Público, permitindo aos cidadãos votar no projeto finalista que considerem mais relevante. Processo de seleção e calendário Os projetos candidatos serão avaliados por um júri especializado, com base em critérios como coesão, impacto, inovação, sustentabilidade, envolvimento da comunidade e potencial de replicação. Os finalistas serão anunciados até 2 de outubro de 2026, seguindo-se o período de votação pública. A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no âmbito da 3.ª edição da Mostra dos Fundos Europeus. Conheça os vencedores e as menções honrosas da 1.ª edição A 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus convida também à descoberta dos projetos distinguidos na edição inaugural, exemplos concretos do impacto dos fundos europeus em Portugal. Entre os vencedores destacam-se o CIMRLEIRIA.06.13, que inovou na mobilidade urbana com informação em tempo real; a extensão da Linha Amarela do Metro do Porto, investimento estruturante para a mobilidade sustentável; e o Stratio.Databox, solução tecnológica baseada em inteligência artificial para manutenção preditiva de frotas. [...]




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