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Painel moderado pela CCDR Centro cruzou agricultura de precisão, agricultura regenerativa e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), que a Comissão dinamiza na Região Centro A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) participou no Mondego Agrícola – Feira das Culturas, que decorreu a 10 de setembro, em Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego. A Diretora de unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro, Vanda Batista, moderou o painel "Inovar para alimentar. Agricultura Regenerativa e Tecnologias de Precisão ao Serviço da Segurança Alimentar". Em formato de mesa redonda, o painel reuniu quatro olhares complementares sobre o mesmo desafio - como inovar para produzir de forma mais sustentável e assegurar a alimentação da população. À volta da mesa cruzaram-se a agricultura de precisão e a digitalização, a agricultura regenerativa e a saúde do solo, a agronomia e a formação, e a política nacional de segurança e abastecimento alimentar. Participaram Luís Alcino da Conceição (Instituto Politécnico de Portalegre), André Antunes (consultor em agricultura regenerativa), Luís Coelho (Escola Superior Agrária de Coimbra) e João Toledo (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral – GPP). O debate deu especial relevo à Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), coordenada a nível nacional pelo GPP e dinamizada na Região Centro pela CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar. Este trabalho tem traduzido o rumo definido a nível nacional em ação no território, trabalhando os eixos da Estratégia e auscultando as fileiras agroalimentares e os parceiros regionais, reforçando a ideia de que a segurança alimentar se joga também à escala regional, junto de quem produz e de quem consome. A Estratégia Nacional dá o rumo; cabe às regiões traduzi-la em ação junto do território. Foi esse o fio deste debate: mostrar que inovar para nos alimentar com segurança não é só uma questão de tecnologia, mas de conhecimento, de solo, de política e de proximidade. O Mondego Agrícola é promovido pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego (EPDRBM), com a colaboração da Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV), da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, da CCDR Centro e da Associação Diogo de Azambuja (ADA). A sessão de abertura contou com o presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, e o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura. O certame prosseguiu no dia 11 com um segundo painel dedicado à evolução dos mercados dos cereais e à PAC pós-2027. Com esta participação, a CCDR Centro reafirma a aproximação da inovação e do conhecimento ao território e às fileiras agroalimentares da Região Centro, ao serviço de uma agricultura mais sustentável e de uma efetiva segurança alimentar.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. promove, no próximo dia 22 de setembro de 2026, entre as 10h30 e as 15h00, o primeiro Encontro Temático da Comunidade de Prática "Investigação Científica e Tecnológica", dedicado ao tema "Construção, Habitat e Economia Circular". A sessão terá lugar no ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade - Rua Pedro Hispano, 3030-289 Coimbra - e tem como principal objetivo promover a transferência de conhecimento e de tecnologia do sistema científico para as empresas, estimulando o desenvolvimento de novas oportunidades de colaboração. O encontro abrangerá uma visita às instalações do ITeCons e momentos de networking para a partilha de projetos, processos, produtos e soluções de circularidade no setor da construção e do habitat. Esta iniciativa insere-se no âmbito do Pacto para a Economia Circular do Centro, subscrito por 210 entidades regionais. Com o objetivo de facilitar a troca de experiências e a capacitação de todas as entidades, em diferentes áreas da economia circular, a atual edição do Pacto encontra-se organizada em Comunidades de Prática. Uma dessas comunidades é dedicada à "Investigação Científica e Tecnológica", visando estimular a criação de conhecimento científico e tecnológico que permita o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para acelerar a transição para uma economia mais circular. O Encontro Temático «Construção, Habitat e Economia Circular» será, assim, o primeiro de um conjunto de encontros que procurarão reforçar a ligação entre a investigação, a inovação e o tecido empresarial da Região Centro, criando oportunidades para a partilha de conhecimento e o desenvolvimento de novas parcerias. Inscrições aqui.
O Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, dá a conhecer, através da realização do Dia Aberto – Os Cereais do Baixo Mondego, o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido nas culturas do arroz e do milho. O arroz e o milho assumem particular importância na agricultura do Baixo Mondego, constituindo culturas de referência na região e com relevante expressão económica e produtiva. O trabalho de experimentação desenvolvido no Polo procura contribuir para a sua sustentabilidade, eficiência e adaptação aos desafios atuais da produção agrícola. Durante o Dia Aberto são apresentados os ensaios em curso, com destaque para novas variedades de arroz e milho, diferentes estratégias de fertilização e proteção das culturas e soluções inovadoras para a melhoria dos sistemas de produção. Entre os trabalhos em estudo encontram-se a conservação e melhoramento do arroz, densidades de sementeira e fertilização, utilização de bioestimulantes em milho, avaliação de novas variedades de arroz, utilização de biofungicidas e regeneração produtiva dos arrozais. A iniciativa promove a partilha de conhecimento entre a experimentação, os agricultores, técnicos e outros agentes do setor, aproximando a investigação e a inovação das necessidades concretas da produção agrícola no Baixo Mondego. Acompanhe e fique a conhecer o trabalho de inovação e experimentação desenvolvido no Polo de Inovação de Coimbra!
A CCDR Centro promove, no dia 28 de setembro de 2026, em Leiria, mais uma sessão da iniciativa «Património ao Centro – À conversa com os arqueólogos da Região Centro», dedicada à temática do Espólio Arqueológico e integrada nas Jornadas Europeias do Património de 2026. A iniciativa começa com uma visita guiada ao Abrigo do Lagar Velho, no Vale do Lapedo, um local de reconhecida importância arqueológica. O ponto de encontro será no Museu de Leiria. Durante a tarde, realiza-se uma visita guiada às reservas do Museu de Leiria, dedicada ao depósito e à gestão de espólio arqueológico, seguindo-se uma mesa-redonda para reflexão e debate sobre esta temática. A sessão contará com a participação de Mauro Correia, arqueólogo da CCDR Centro, Ana Sofia Gomes, arqueóloga do Património Cultural, I.P., e Vânia Carvalho, arqueóloga da Câmara Municipal de Leiria. Promovido no âmbito da iniciativa Património ao Centro, este encontro dá continuidade à estratégia de aproximação da CCDR Centro aos profissionais de arqueologia que desenvolvem a sua atividade na região, promovendo a partilha de conhecimento, a sensibilização para a proteção do património cultural e a divulgação de boas práticas. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória aqui. Para mais informações, contacte a CCDR Centro através do endereço eletrónico gaac@ccdrc.pt ou do telefone 239 701 391. Programa 10h00–12h30 Visita guiada ao Abrigo do Lagar Velho, no Vale do Lapedo Ponto de encontro: Museu de Leiria 12h30–14h30 Almoço livre 14h30–16h30 Sessão temática «Espólio Arqueológico» Visita guiada às reservas do Museu de Leiria – depósito de espólio arqueológico Mesa-redonda com: Mauro Correia, arqueólogo da CCDR Centro; Ana Sofia Gomes, arqueóloga do Património Cultural, I.P.; Vânia Carvalho, arqueóloga da Câmara Municipal de Leiria. Local: Museu de Leiria
De 01 a 30 de setembro encontram-se abertas as candidaturas ao Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro – edição 2026. Este Prémio, que vai já na sua 9.ª edição, pretende potenciar a divulgação e o reconhecimento dos projetos e práticas que promovam o envelhecimento ativo, saudável e inclusivo existentes na Região Centro. Nas oito edições já realizadas, foram submetidas mais de 1.000 iniciativas, que envolveram várias centenas de promotores e mais de mil entidades parceiras. Estas iniciativas podem ser consultadas no Catálogo de Boas Práticas em Envelhecimento ao Centro - CCDRC Esta é uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P., em colaboração com os consórcios Ageing@Coimbra e AgeINfuture. O envolvimento e a participação dos nossos atores locais é fundamental! Em nome de um território mais amigo do idoso, mais coeso e inclusivo, capaz de inovar e de partilhar conhecimento, participe! Consulte as Normas e aceda ao Formulário de candidatura.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) lança, hoje, dia 27 de agosto, o desafio fotográfico “Mundo Rural: Olhares do Centro”, um convite aberto a fotógrafos amadores e profissionais para partilharem o seu olhar sobre os territórios rurais da Região Centro e sobre quem neles vive e trabalha. Em vez da lógica competitiva, a CCDR Centro pede emprestado um olhar e compromete-se a tratá-lo com critério, a selecioná-lo com curadoria cuidada, a mostrá-lo com qualidade e a creditá-lo sempre. O destino das imagens é uma mostra digital, apresentada publicamente a 27 de outubro, data em que se assinala, pela primeira vez, o Dia Nacional do AKIS - Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola. A participação é livre e gratuita e está aberta a qualquer idade e nacionalidade. São admitidas fotografias captadas nos 77 municípios da área de intervenção da CCDR Centro — Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Beira Baixa. A curadoria organiza-se em torno de quatro eixos temáticos: Terra e Trabalho (a agricultura, a floresta, a pastorícia, a pesca artesanal, o gesto e a ferramenta); Gente do Centro (as pessoas do meio rural, dos agricultores aos jovens que ficaram ou regressaram); Paisagem e Património (mosaicos agrícolas, socalcos, moinhos, espigueiros, arquitetura rural); e Mesa e Convívio (mercados, produtos locais, festas, vindimas, a mesa partilhada). Os participantes terão os seus trabalhos integrados na mostra digital, com crédito de autoria visível, um certificado digital de participação, a divulgação individual nas redes sociais institucionais ao longo de vários meses e a possibilidade de integração na Agenda da Dieta Mediterrânica e noutros materiais da CCDR Centro. Uma seleção de destaque abrirá a mostra, enquanto distinção honorífica. Contactos e esclarecimentos • Formulário de participação: https://forms.gle/mkuuh1vHH3o2d52q7 • Pasta para envio das fotografias: AQUI • Correio eletrónico dedicado: rui.valenca@ccdrc.pt • Os pedidos de esclarecimento e o exercício dos direitos previstos no ponto 6 podem ser dirigidos ao endereço de correio eletrónico rui.valenca@ccdrc.pt ou pelo contacto 239 800 547 Consulte as normas de participação aqui
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. realizou, esta manhã, em Pinhel, a cerimónia de Assinatura dos Contratos de Apoio Financeiro às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários. Estes apoios destinam-se à aquisição de veículos de combate a incêndios em contexto rural e florestal, da tipologia VFCI – Veículo Florestal de Combate a Incêndios, no âmbito da cooperação internacional entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste (RDTL), com origem num apoio de 10 milhões de euros que a RDTL entregou ao Governo de Portugal, no âmbito dos incêndios de 2025. Subscreveram o contrato, que garante o apoio a 75%, 22 Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários da Região Centro: AHBV Pinhelense, Canas de Senhorim, Santa Cruz da Trapa, Condeixa-a-Nova, Tábua, Montemor-o-Velho, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Manteigas, Vila Nova de Oliveirinha, Nelas, de Folgosinho, Vila Nova de Tazem, Vila Nova de Paiva, Santa Comba Dão, Melo, Viseu, Mêda, Soito, Mangualde, Celorico da Beira e Farejinhas. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
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Painel moderado pela CCDR Centro cruzou agricultura de precisão, agricultura regenerativa e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), que a Comissão dinamiza na Região Centro A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) participou no Mondego Agrícola – Feira das Culturas, que decorreu a 10 de setembro, em Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego. A Diretora de unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro, Vanda Batista, moderou o painel "Inovar para alimentar. Agricultura Regenerativa e Tecnologias de Precisão ao Serviço da Segurança Alimentar". Em formato de mesa redonda, o painel reuniu quatro olhares complementares sobre o mesmo desafio - como inovar para produzir de forma mais sustentável e assegurar a alimentação da população. À volta da mesa cruzaram-se a agricultura de precisão e a digitalização, a agricultura regenerativa e a saúde do solo, a agronomia e a formação, e a política nacional de segurança e abastecimento alimentar. Participaram Luís Alcino da Conceição (Instituto Politécnico de Portalegre), André Antunes (consultor em agricultura regenerativa), Luís Coelho (Escola Superior Agrária de Coimbra) e João Toledo (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral – GPP). O debate deu especial relevo à Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), coordenada a nível nacional pelo GPP e dinamizada na Região Centro pela CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar. Este trabalho tem traduzido o rumo definido a nível nacional em ação no território, trabalhando os eixos da Estratégia e auscultando as fileiras agroalimentares e os parceiros regionais, reforçando a ideia de que a segurança alimentar se joga também à escala regional, junto de quem produz e de quem consome. A Estratégia Nacional dá o rumo; cabe às regiões traduzi-la em ação junto do território. Foi esse o fio deste debate: mostrar que inovar para nos alimentar com segurança não é só uma questão de tecnologia, mas de conhecimento, de solo, de política e de proximidade. O Mondego Agrícola é promovido pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego (EPDRBM), com a colaboração da Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV), da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, da CCDR Centro e da Associação Diogo de Azambuja (ADA). A sessão de abertura contou com o presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, e o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura. O certame prosseguiu no dia 11 com um segundo painel dedicado à evolução dos mercados dos cereais e à PAC pós-2027. Com esta participação, a CCDR Centro reafirma a aproximação da inovação e do conhecimento ao território e às fileiras agroalimentares da Região Centro, ao serviço de uma agricultura mais sustentável e de uma efetiva segurança alimentar.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. promove, no próximo dia 22 de setembro de 2026, entre as 10h30 e as 15h00, o primeiro Encontro Temático da Comunidade de Prática "Investigação Científica e Tecnológica", dedicado ao tema "Construção, Habitat e Economia Circular". A sessão terá lugar no ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade - Rua Pedro Hispano, 3030-289 Coimbra - e tem como principal objetivo promover a transferência de conhecimento e de tecnologia do sistema científico para as empresas, estimulando o desenvolvimento de novas oportunidades de colaboração. O encontro abrangerá uma visita às instalações do ITeCons e momentos de networking para a partilha de projetos, processos, produtos e soluções de circularidade no setor da construção e do habitat. Esta iniciativa insere-se no âmbito do Pacto para a Economia Circular do Centro, subscrito por 210 entidades regionais. Com o objetivo de facilitar a troca de experiências e a capacitação de todas as entidades, em diferentes áreas da economia circular, a atual edição do Pacto encontra-se organizada em Comunidades de Prática. Uma dessas comunidades é dedicada à "Investigação Científica e Tecnológica", visando estimular a criação de conhecimento científico e tecnológico que permita o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para acelerar a transição para uma economia mais circular. O Encontro Temático «Construção, Habitat e Economia Circular» será, assim, o primeiro de um conjunto de encontros que procurarão reforçar a ligação entre a investigação, a inovação e o tecido empresarial da Região Centro, criando oportunidades para a partilha de conhecimento e o desenvolvimento de novas parcerias. Inscrições aqui.
O Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Bico da Barca, em Montemor-o-Velho, dá a conhecer, através da realização do Dia Aberto – Os Cereais do Baixo Mondego, o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido nas culturas do arroz e do milho. O arroz e o milho assumem particular importância na agricultura do Baixo Mondego, constituindo culturas de referência na região e com relevante expressão económica e produtiva. O trabalho de experimentação desenvolvido no Polo procura contribuir para a sua sustentabilidade, eficiência e adaptação aos desafios atuais da produção agrícola. Durante o Dia Aberto são apresentados os ensaios em curso, com destaque para novas variedades de arroz e milho, diferentes estratégias de fertilização e proteção das culturas e soluções inovadoras para a melhoria dos sistemas de produção. Entre os trabalhos em estudo encontram-se a conservação e melhoramento do arroz, densidades de sementeira e fertilização, utilização de bioestimulantes em milho, avaliação de novas variedades de arroz, utilização de biofungicidas e regeneração produtiva dos arrozais. A iniciativa promove a partilha de conhecimento entre a experimentação, os agricultores, técnicos e outros agentes do setor, aproximando a investigação e a inovação das necessidades concretas da produção agrícola no Baixo Mondego. Acompanhe e fique a conhecer o trabalho de inovação e experimentação desenvolvido no Polo de Inovação de Coimbra!
A CCDR Centro promove, no dia 28 de setembro de 2026, em Leiria, mais uma sessão da iniciativa «Património ao Centro – À conversa com os arqueólogos da Região Centro», dedicada à temática do Espólio Arqueológico e integrada nas Jornadas Europeias do Património de 2026. A iniciativa começa com uma visita guiada ao Abrigo do Lagar Velho, no Vale do Lapedo, um local de reconhecida importância arqueológica. O ponto de encontro será no Museu de Leiria. Durante a tarde, realiza-se uma visita guiada às reservas do Museu de Leiria, dedicada ao depósito e à gestão de espólio arqueológico, seguindo-se uma mesa-redonda para reflexão e debate sobre esta temática. A sessão contará com a participação de Mauro Correia, arqueólogo da CCDR Centro, Ana Sofia Gomes, arqueóloga do Património Cultural, I.P., e Vânia Carvalho, arqueóloga da Câmara Municipal de Leiria. Promovido no âmbito da iniciativa Património ao Centro, este encontro dá continuidade à estratégia de aproximação da CCDR Centro aos profissionais de arqueologia que desenvolvem a sua atividade na região, promovendo a partilha de conhecimento, a sensibilização para a proteção do património cultural e a divulgação de boas práticas. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória aqui. Para mais informações, contacte a CCDR Centro através do endereço eletrónico gaac@ccdrc.pt ou do telefone 239 701 391. Programa 10h00–12h30 Visita guiada ao Abrigo do Lagar Velho, no Vale do Lapedo Ponto de encontro: Museu de Leiria 12h30–14h30 Almoço livre 14h30–16h30 Sessão temática «Espólio Arqueológico» Visita guiada às reservas do Museu de Leiria – depósito de espólio arqueológico Mesa-redonda com: Mauro Correia, arqueólogo da CCDR Centro; Ana Sofia Gomes, arqueóloga do Património Cultural, I.P.; Vânia Carvalho, arqueóloga da Câmara Municipal de Leiria. Local: Museu de Leiria
De 01 a 30 de setembro encontram-se abertas as candidaturas ao Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro – edição 2026. Este Prémio, que vai já na sua 9.ª edição, pretende potenciar a divulgação e o reconhecimento dos projetos e práticas que promovam o envelhecimento ativo, saudável e inclusivo existentes na Região Centro. Nas oito edições já realizadas, foram submetidas mais de 1.000 iniciativas, que envolveram várias centenas de promotores e mais de mil entidades parceiras. Estas iniciativas podem ser consultadas no Catálogo de Boas Práticas em Envelhecimento ao Centro - CCDRC Esta é uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P., em colaboração com os consórcios Ageing@Coimbra e AgeINfuture. O envolvimento e a participação dos nossos atores locais é fundamental! Em nome de um território mais amigo do idoso, mais coeso e inclusivo, capaz de inovar e de partilhar conhecimento, participe! Consulte as Normas e aceda ao Formulário de candidatura.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) lança, hoje, dia 27 de agosto, o desafio fotográfico “Mundo Rural: Olhares do Centro”, um convite aberto a fotógrafos amadores e profissionais para partilharem o seu olhar sobre os territórios rurais da Região Centro e sobre quem neles vive e trabalha. Em vez da lógica competitiva, a CCDR Centro pede emprestado um olhar e compromete-se a tratá-lo com critério, a selecioná-lo com curadoria cuidada, a mostrá-lo com qualidade e a creditá-lo sempre. O destino das imagens é uma mostra digital, apresentada publicamente a 27 de outubro, data em que se assinala, pela primeira vez, o Dia Nacional do AKIS - Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola. A participação é livre e gratuita e está aberta a qualquer idade e nacionalidade. São admitidas fotografias captadas nos 77 municípios da área de intervenção da CCDR Centro — Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Beira Baixa. A curadoria organiza-se em torno de quatro eixos temáticos: Terra e Trabalho (a agricultura, a floresta, a pastorícia, a pesca artesanal, o gesto e a ferramenta); Gente do Centro (as pessoas do meio rural, dos agricultores aos jovens que ficaram ou regressaram); Paisagem e Património (mosaicos agrícolas, socalcos, moinhos, espigueiros, arquitetura rural); e Mesa e Convívio (mercados, produtos locais, festas, vindimas, a mesa partilhada). Os participantes terão os seus trabalhos integrados na mostra digital, com crédito de autoria visível, um certificado digital de participação, a divulgação individual nas redes sociais institucionais ao longo de vários meses e a possibilidade de integração na Agenda da Dieta Mediterrânica e noutros materiais da CCDR Centro. Uma seleção de destaque abrirá a mostra, enquanto distinção honorífica. Contactos e esclarecimentos • Formulário de participação: https://forms.gle/mkuuh1vHH3o2d52q7 • Pasta para envio das fotografias: AQUI • Correio eletrónico dedicado: rui.valenca@ccdrc.pt • Os pedidos de esclarecimento e o exercício dos direitos previstos no ponto 6 podem ser dirigidos ao endereço de correio eletrónico rui.valenca@ccdrc.pt ou pelo contacto 239 800 547 Consulte as normas de participação aqui
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. realizou, esta manhã, em Pinhel, a cerimónia de Assinatura dos Contratos de Apoio Financeiro às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários. Estes apoios destinam-se à aquisição de veículos de combate a incêndios em contexto rural e florestal, da tipologia VFCI – Veículo Florestal de Combate a Incêndios, no âmbito da cooperação internacional entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste (RDTL), com origem num apoio de 10 milhões de euros que a RDTL entregou ao Governo de Portugal, no âmbito dos incêndios de 2025. Subscreveram o contrato, que garante o apoio a 75%, 22 Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários da Região Centro: AHBV Pinhelense, Canas de Senhorim, Santa Cruz da Trapa, Condeixa-a-Nova, Tábua, Montemor-o-Velho, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Manteigas, Vila Nova de Oliveirinha, Nelas, de Folgosinho, Vila Nova de Tazem, Vila Nova de Paiva, Santa Comba Dão, Melo, Viseu, Mêda, Soito, Mangualde, Celorico da Beira e Farejinhas. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.




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