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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) lança, hoje, dia 27 de agosto, o desafio fotográfico “Mundo Rural: Olhares do Centro”, um convite aberto a fotógrafos amadores e profissionais para partilharem o seu olhar sobre os territórios rurais da Região Centro e sobre quem neles vive e trabalha. Em vez da lógica competitiva, a CCDR Centro pede emprestado um olhar e compromete-se a tratá-lo com critério, a selecioná-lo com curadoria cuidada, a mostrá-lo com qualidade e a creditá-lo sempre. O destino das imagens é uma mostra digital, apresentada publicamente a 27 de outubro, data em que se assinala, pela primeira vez, o Dia Nacional do AKIS - Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola. A participação é livre e gratuita e está aberta a qualquer idade e nacionalidade. São admitidas fotografias captadas nos 77 municípios da área de intervenção da CCDR Centro — Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Beira Baixa. A curadoria organiza-se em torno de quatro eixos temáticos: Terra e Trabalho (a agricultura, a floresta, a pastorícia, a pesca artesanal, o gesto e a ferramenta); Gente do Centro (as pessoas do meio rural, dos agricultores aos jovens que ficaram ou regressaram); Paisagem e Património (mosaicos agrícolas, socalcos, moinhos, espigueiros, arquitetura rural); e Mesa e Convívio (mercados, produtos locais, festas, vindimas, a mesa partilhada). Os participantes terão os seus trabalhos integrados na mostra digital, com crédito de autoria visível, um certificado digital de participação, a divulgação individual nas redes sociais institucionais ao longo de vários meses e a possibilidade de integração na Agenda da Dieta Mediterrânica e noutros materiais da CCDR Centro. Uma seleção de destaque abrirá a mostra, enquanto distinção honorífica. Contactos e esclarecimentos • Formulário de participação: https://forms.gle/mkuuh1vHH3o2d52q7 • Pasta para envio das fotografias: AQUI • Correio eletrónico dedicado: rui.valenca@ccdrc.pt • Os pedidos de esclarecimento e o exercício dos direitos previstos no ponto 6 podem ser dirigidos ao endereço de correio eletrónico rui.valenca@ccdrc.pt ou pelo contacto 239 800 547 Consulte as normas de participação aqui
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. realizou, esta manhã, em Pinhel, a cerimónia de Assinatura dos Contratos de Apoio Financeiro às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários. Estes apoios destinam-se à aquisição de veículos de combate a incêndios em contexto rural e florestal, da tipologia VFCI – Veículo Florestal de Combate a Incêndios, no âmbito da cooperação internacional entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste (RDTL), com origem num apoio de 10 milhões de euros que a RDTL entregou ao Governo de Portugal, no âmbito dos incêndios de 2025. Subscreveram o contrato, que garante o apoio a 75%, 22 Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários da Região Centro: AHBV Pinhelense, Canas de Senhorim, Santa Cruz da Trapa, Condeixa-a-Nova, Tábua, Montemor-o-Velho, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Manteigas, Vila Nova de Oliveirinha, Nelas, de Folgosinho, Vila Nova de Tazem, Vila Nova de Paiva, Santa Comba Dão, Melo, Viseu, Mêda, Soito, Mangualde, Celorico da Beira e Farejinhas. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
A CCDR Centro informa que a Unidade de Ambiente, Conservação da Natureza e Biodiversidade passa a funcionar na Rua General Humberto Delgado, 319, 3030–327 Coimbra
A CCDR Centro promove, de 7 a 11 de setembro, a 120.ª edição do Curso Intensivo de Vinificação, uma formação de reconhecido prestígio no setor vitivinícola nacional, que decorrerá no Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada. O curso tem como objetivo dotar os participantes dos conhecimentos fundamentais sobre conceção e higienização de adegas, tecnologias de vinificação e práticas enológicas, proporcionando uma sólida preparação para a elaboração de vinhos de qualidade. Ao longo de cinco dias, os formandos participarão em sessões teórico-práticas orientadas por especialistas da área, dirigidas a técnicos, enólogos, produtores e outros profissionais do setor. Faça a sua inscrição aqui.
A CCDR Centro apresenta, dia 4 de setembro, as novas variedades de arroz e milho atualmente em estudo na Unidade Experimental do Bico da Barca – Polo de Inovação de Coimbra, com potencial interesse para a região do Baixo Mondego. A sessão dará ainda a conhecer diferentes estratégias de fertilização e de proteção das culturas, centradas no controlo de infestantes, pragas e doenças, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes. 4 de setembro l Unidade Experimental do Bico da Barca, Montemor-o-Velho
Foi publicado o Despacho 9616, que institui o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, assinalado anualmente a 31 de julho. Esta data homenageia um setor que é parte integrante da identidade, da cultura, da economia e da paisagem de Portugal. Na Região Centro, a vinha e o vinho assumem um papel de enorme relevância, refletido na riqueza e diversidade do seu património vitivinícola. O Centro integra quatro Denominações de Origem Protegidas (DOP): DOP Bairrada – reconhecida pelos seus espumantes de excelência e pelos vinhos de grande personalidade, onde a casta Baga assume um papel emblemático. DOP Dão – uma das mais prestigiadas regiões vitivinícolas portuguesas, conhecida pela elegância, frescura e longevidade dos seus vinhos. DOP Beira Interior – vinhos de altitude, produzidos em terroirs singulares que conferem autenticidade e carácter aos seus vinhos. DOP Lafões – uma histórica região demarcada, distinguida pelos seus vinhos brancos frescos e de identidade muito própria. Integra ainda duas Indicações Geográficas (IG): IG Beira Atlântico – marcada pela influência atlântica e pela diversidade dos seus territórios e estilos de vinho. IG Terras da Beira – expressão da riqueza vitivinícola do interior das Beiras, aliando tradição, inovação e sustentabilidade. A vinha molda a paisagem, preserva o património, dinamiza as economias locais, promove o turismo e cria valor para os territórios rurais. Na Região Centro, celebrar a vinha e o vinho é também celebrar a Dieta Mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Mais do que um produto agrícola, o vinho faz parte de um património cultural vivo, simbolizando a partilha, a hospitalidade e a identidade dos nossos territórios. Na tradição mediterrânica, o seu consumo é valorizado quando feito com moderação, responsabilidade e integrado num estilo de vida saudável, reforçando o papel da alimentação como fator de cultura, bem-estar e coesão social. Despacho 9616 Dia Nacional da Vinha e do Vinho
A CCDR Centro apoia o projeto “Bajouca: O Pulsar da Terra”, promovido pela ABAD — Associação Bajouquense para o Desenvolvimento, no âmbito do Cultura ao Centro 2026 — Apoio à Ação Cultural, Medida 1 — Criação Artística/Produção. A apresentação pública realiza-se no dia 1 de agosto de 2026, às 16h00, no Parque Natural do Pisão, na freguesia da Bajouca, concelho de Leiria. O projeto propõe uma criação artística multidisciplinar que cruza teatro, música e dança, tendo como referências a identidade cultural da Bajouca, o cancioneiro local e a Lenda de Santo Aleixo. A componente musical integra instrumentos tradicionais e elementos ligados ao território, como cântaros de barro, pinhas, água, reco-recos, ferrinhos, realejo, cavaquinho e trancanholas. A dança parte de modas do Cancioneiro do Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido da Bajouca, enquanto a dimensão teatral recupera a narrativa associada a Santo Aleixo, padroeiro da freguesia. A apresentação transforma elementos da paisagem e das práticas culturais locais em matéria sonora, cénica e coreográfica. A iniciativa envolve elementos da comunidade da Bajouca na execução artística e integra Língua Gestual Portuguesa, bem como condições destinadas à participação de pessoas com mobilidade reduzida. O projeto promove ainda o encontro entre diferentes gerações, valorizando a transmissão de cantigas, instrumentos e saberes associados à cultura local. Com este apoio, a CCDR Centro reforça a valorização dos agentes culturais da região e contribui para a criação artística, a participação da comunidade e a dinamização cultural dos territórios.
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) lança, hoje, dia 27 de agosto, o desafio fotográfico “Mundo Rural: Olhares do Centro”, um convite aberto a fotógrafos amadores e profissionais para partilharem o seu olhar sobre os territórios rurais da Região Centro e sobre quem neles vive e trabalha. Em vez da lógica competitiva, a CCDR Centro pede emprestado um olhar e compromete-se a tratá-lo com critério, a selecioná-lo com curadoria cuidada, a mostrá-lo com qualidade e a creditá-lo sempre. O destino das imagens é uma mostra digital, apresentada publicamente a 27 de outubro, data em que se assinala, pela primeira vez, o Dia Nacional do AKIS - Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola. A participação é livre e gratuita e está aberta a qualquer idade e nacionalidade. São admitidas fotografias captadas nos 77 municípios da área de intervenção da CCDR Centro — Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Beira Baixa. A curadoria organiza-se em torno de quatro eixos temáticos: Terra e Trabalho (a agricultura, a floresta, a pastorícia, a pesca artesanal, o gesto e a ferramenta); Gente do Centro (as pessoas do meio rural, dos agricultores aos jovens que ficaram ou regressaram); Paisagem e Património (mosaicos agrícolas, socalcos, moinhos, espigueiros, arquitetura rural); e Mesa e Convívio (mercados, produtos locais, festas, vindimas, a mesa partilhada). Os participantes terão os seus trabalhos integrados na mostra digital, com crédito de autoria visível, um certificado digital de participação, a divulgação individual nas redes sociais institucionais ao longo de vários meses e a possibilidade de integração na Agenda da Dieta Mediterrânica e noutros materiais da CCDR Centro. Uma seleção de destaque abrirá a mostra, enquanto distinção honorífica. Contactos e esclarecimentos • Formulário de participação: https://forms.gle/mkuuh1vHH3o2d52q7 • Pasta para envio das fotografias: AQUI • Correio eletrónico dedicado: rui.valenca@ccdrc.pt • Os pedidos de esclarecimento e o exercício dos direitos previstos no ponto 6 podem ser dirigidos ao endereço de correio eletrónico rui.valenca@ccdrc.pt ou pelo contacto 239 800 547 Consulte as normas de participação aqui
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. realizou, esta manhã, em Pinhel, a cerimónia de Assinatura dos Contratos de Apoio Financeiro às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários. Estes apoios destinam-se à aquisição de veículos de combate a incêndios em contexto rural e florestal, da tipologia VFCI – Veículo Florestal de Combate a Incêndios, no âmbito da cooperação internacional entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste (RDTL), com origem num apoio de 10 milhões de euros que a RDTL entregou ao Governo de Portugal, no âmbito dos incêndios de 2025. Subscreveram o contrato, que garante o apoio a 75%, 22 Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários da Região Centro: AHBV Pinhelense, Canas de Senhorim, Santa Cruz da Trapa, Condeixa-a-Nova, Tábua, Montemor-o-Velho, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Manteigas, Vila Nova de Oliveirinha, Nelas, de Folgosinho, Vila Nova de Tazem, Vila Nova de Paiva, Santa Comba Dão, Melo, Viseu, Mêda, Soito, Mangualde, Celorico da Beira e Farejinhas. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
A CCDR Centro informa que a Unidade de Ambiente, Conservação da Natureza e Biodiversidade passa a funcionar na Rua General Humberto Delgado, 319, 3030–327 Coimbra
A CCDR Centro promove, de 7 a 11 de setembro, a 120.ª edição do Curso Intensivo de Vinificação, uma formação de reconhecido prestígio no setor vitivinícola nacional, que decorrerá no Polo de Inovação de Anadia – Estação Vitivinícola da Bairrada. O curso tem como objetivo dotar os participantes dos conhecimentos fundamentais sobre conceção e higienização de adegas, tecnologias de vinificação e práticas enológicas, proporcionando uma sólida preparação para a elaboração de vinhos de qualidade. Ao longo de cinco dias, os formandos participarão em sessões teórico-práticas orientadas por especialistas da área, dirigidas a técnicos, enólogos, produtores e outros profissionais do setor. Faça a sua inscrição aqui.
A CCDR Centro apresenta, dia 4 de setembro, as novas variedades de arroz e milho atualmente em estudo na Unidade Experimental do Bico da Barca – Polo de Inovação de Coimbra, com potencial interesse para a região do Baixo Mondego. A sessão dará ainda a conhecer diferentes estratégias de fertilização e de proteção das culturas, centradas no controlo de infestantes, pragas e doenças, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes. 4 de setembro l Unidade Experimental do Bico da Barca, Montemor-o-Velho
Foi publicado o Despacho 9616, que institui o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, assinalado anualmente a 31 de julho. Esta data homenageia um setor que é parte integrante da identidade, da cultura, da economia e da paisagem de Portugal. Na Região Centro, a vinha e o vinho assumem um papel de enorme relevância, refletido na riqueza e diversidade do seu património vitivinícola. O Centro integra quatro Denominações de Origem Protegidas (DOP): DOP Bairrada – reconhecida pelos seus espumantes de excelência e pelos vinhos de grande personalidade, onde a casta Baga assume um papel emblemático. DOP Dão – uma das mais prestigiadas regiões vitivinícolas portuguesas, conhecida pela elegância, frescura e longevidade dos seus vinhos. DOP Beira Interior – vinhos de altitude, produzidos em terroirs singulares que conferem autenticidade e carácter aos seus vinhos. DOP Lafões – uma histórica região demarcada, distinguida pelos seus vinhos brancos frescos e de identidade muito própria. Integra ainda duas Indicações Geográficas (IG): IG Beira Atlântico – marcada pela influência atlântica e pela diversidade dos seus territórios e estilos de vinho. IG Terras da Beira – expressão da riqueza vitivinícola do interior das Beiras, aliando tradição, inovação e sustentabilidade. A vinha molda a paisagem, preserva o património, dinamiza as economias locais, promove o turismo e cria valor para os territórios rurais. Na Região Centro, celebrar a vinha e o vinho é também celebrar a Dieta Mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Mais do que um produto agrícola, o vinho faz parte de um património cultural vivo, simbolizando a partilha, a hospitalidade e a identidade dos nossos territórios. Na tradição mediterrânica, o seu consumo é valorizado quando feito com moderação, responsabilidade e integrado num estilo de vida saudável, reforçando o papel da alimentação como fator de cultura, bem-estar e coesão social. Despacho 9616 Dia Nacional da Vinha e do Vinho
A CCDR Centro apoia o projeto “Bajouca: O Pulsar da Terra”, promovido pela ABAD — Associação Bajouquense para o Desenvolvimento, no âmbito do Cultura ao Centro 2026 — Apoio à Ação Cultural, Medida 1 — Criação Artística/Produção. A apresentação pública realiza-se no dia 1 de agosto de 2026, às 16h00, no Parque Natural do Pisão, na freguesia da Bajouca, concelho de Leiria. O projeto propõe uma criação artística multidisciplinar que cruza teatro, música e dança, tendo como referências a identidade cultural da Bajouca, o cancioneiro local e a Lenda de Santo Aleixo. A componente musical integra instrumentos tradicionais e elementos ligados ao território, como cântaros de barro, pinhas, água, reco-recos, ferrinhos, realejo, cavaquinho e trancanholas. A dança parte de modas do Cancioneiro do Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido da Bajouca, enquanto a dimensão teatral recupera a narrativa associada a Santo Aleixo, padroeiro da freguesia. A apresentação transforma elementos da paisagem e das práticas culturais locais em matéria sonora, cénica e coreográfica. A iniciativa envolve elementos da comunidade da Bajouca na execução artística e integra Língua Gestual Portuguesa, bem como condições destinadas à participação de pessoas com mobilidade reduzida. O projeto promove ainda o encontro entre diferentes gerações, valorizando a transmissão de cantigas, instrumentos e saberes associados à cultura local. Com este apoio, a CCDR Centro reforça a valorização dos agentes culturais da região e contribui para a criação artística, a participação da comunidade e a dinamização cultural dos territórios.




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