• Published On: 10/12/2025

    O lema designado para o Dia dos Direitos Humanos de 2025, “O essencial de cada dia”, destaca a presença cotidiana dos direitos humanos e sua influência direta na vida de todas as pessoas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos promove esta iniciativa com o objetivo de consciencializar os cidadãos para a importância desses direitos, mesmo em aspetos que muitas vezes passam despercebidos. A campanha ressalta que os direitos humanos são positivos, essenciais e alcançáveis, e incentiva a identificar e compartilhar os elementos que conferem dignidade à vida e que estão relacionados aos princípios universais de dignidade, igualdade e justiça. A CCDR Centro não podia deixar de assinalar esta data, celebrada a 10 de dezembro, reforçando o seu compromisso com a dignidade humana e os direitos fundamentais. Este ano, o destaque recai sobre o direito à alimentação: um direito universal consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948, Art.º 25.º) e no Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1966), que garante a todos o acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos, essenciais para uma vida digna. O direito à alimentação não se limita à satisfação da fome: ele representa saúde, bem-estar e qualidade de vida. A sua efetivação depende de políticas públicas eficazes, da participação da sociedade civil e da solidariedade coletiva. A CCDR Centro, enquanto organismo comprometido com o desenvolvimento territorial e sustentável, reforça a sua responsabilidade de apoiar iniciativas que promovam a segurança alimentar, incentivem a agricultura local e garantam o acesso equitativo a alimentos adequados. Assinalar este dia, à luz do lema “O essencial de cada dia”, é reconhecer que o acesso a uma alimentação adequada não é apenas um direito fundamental, é um elemento essencial da vida quotidiana que confere dignidade e justiça a cada pessoa. Celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos é, acima de tudo, reafirmar que a proteção da dignidade de todos é uma responsabilidade coletiva, que se concretiza em ações concretas no dia a dia.  

  • Published On: 05/12/2025

    O Dia Mundial do Solo (DMS), assinalado anualmente a 5 de dezembro, pretende reforçar a consciência coletiva sobre o papel decisivo que este recurso desempenha no desenvolvimento agrícola, no equilíbrio dos ecossistemas, na segurança alimentar e na resiliência climática. A data foi reconhecida oficialmente em 2014 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Assembleia Geral das Nações Unidas, tornando-se desde então uma plataforma global para a promoção da saúde do solo, articulada pela Parceria Global para o Solo (Global Soil Partnership – GSP). O mote internacional de 2025, “Solos saudáveis para cidades saudáveis”, coloca em destaque o papel dos solos urbanos e os desafios emergentes associados à sua crescente impermeabilização. Estes solos asseguram múltiplos serviços essenciais: filtram e armazenam água, regulam a temperatura, capturam carbono, suportam a biodiversidade e permitem práticas agrícolas em contexto urbano ou periurbano. A CCDR Centro, através da sua Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar (UDRA), desempenha um papel estruturante no acompanhamento de políticas de uso sustentável do solo, no apoio a produtores, e na articulação com municípios e agentes do território. A celebração do Dia Mundial do Solo convida a um compromisso coletivo: promover decisões informadas, adotar práticas sustentáveis e integrar o solo nas estratégias de desenvolvimento urbano e rural. Territórios com solos saudáveis são mais resilientes, mais produtivos e mais preparados para enfrentar os desafios das alterações climáticas, da transição alimentar e da sustentabilidade ambiental.  

  • Published On: 04/12/2025

    A Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro acompanhou a Cerimónia de Abertura do Ano Internacional da Mulher Agricultora (IYWF) 2026, realizada a 4 de dezembro de 2025, entre as 12h30 e as 14h00, na sede da FAO, em Roma, com transmissão online. A iniciativa, integrada na 179.ª Sessão do Conselho da FAO, marcou o arranque oficial do Ano, declarado pelas Nações Unidas, que pretende mobilizar esforços globais em torno do reconhecimento e valorização das mulheres nos sistemas agroalimentares.   O IYWF 2026 dará visibilidade ao papel essencial desempenhado pelas mulheres em todas as fases dos sistemas agroalimentares — da produção ao comércio — apesar de muitas vezes permanecerem invisíveis. O Ano visa ainda promover ações que contribuam para reduzir desigualdades de género, reforçar a segurança alimentar e melhorar as condições de vida das mulheres em todo o mundo.   As agricultoras representam todas as mulheres que trabalham nos sistemas agroalimentares, em diferentes funções e ao longo de todas as etapas das cadeias de valor. Incluem produtoras rurais, camponesas, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras, pastoras, silvicultoras, processadoras, comerciantes, detentoras de conhecimentos tradicionais, profissionais das ciências agrárias, trabalhadoras formais e informais, e empreendedoras rurais. Abrangem ainda mulheres de todas as idades e origens.   O conceito reconhece a participação feminina tanto no trabalho formal como informal, valorizando as suas contribuições independentemente da posse de terra ou vínculo laboral. O papel destas mulheres é determinante para a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares, assegurando liderança, trabalho de cuidado, segurança alimentar, dinamização económica e melhores condições nutricionais e de bem-estar para as suas famílias e comunidades.   Veja aqui a cerimónia de abertura.

  • Published On: 02/12/2025

    A CCDR Centro marcou presença no evento de networking do projeto Inov Rural, realizado recentemente em Trancoso, a convite da Associação InovTerra. O encontro foi uma oportunidade única para partilhar experiências e discutir temas relevantes para o desenvolvimento rural, com especial destaque para “A Mulher na Agricultura”.   O evento contou com a participação de mulheres empreendedoras, da CCDR Centro, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, dos Municípios de Trancoso e Mêda, da Junta de Freguesia de Aldeia Nova, da Empresa Josefinas, do Grupo Intermarché e a participação especial da empreendedora social, Teresa Pouzada.   O encontro promoveu momentos de  partilha entre todos os participantes, reforçando a colaboração entre instituições públicas e privadas, proporcionando um debate rico em perspetivas e experiências.

  • Published On: 28/11/2025

    O Dia do Mediterrâneo de 2025 assume um peso simbólico acrescido por coincidir com o 30º aniversário do Processo de Barcelona (Declaração de Barcelona, 1995). Marco que lançou uma nova agenda de cooperação entre a Europa e os países da bacia mediterrânica, cobrindo domínios políticos, económicos, culturais e ambientais. Celebrar esta data é, por isso, também uma oportunidade para avaliar o legado dessas três décadas: avanços em projetos concretos de cooperação regional, mas igualmente desafios persistentes em matéria de paz, justiça climática e desenvolvimento sustentável. A herança do Processo de Barcelona traduziu-se, ao longo do tempo, na criação de mecanismos e parcerias que hoje continuam ativos, como a União para o Mediterrâneo, e em redes de projetos que procuram ligar investigação, mobilidade académica, inovação e políticas públicas para enfrentar problemas transfronteiriços (recursos hídricos, conservação marinha, adaptação climática, segurança alimentar). A efeméride de 30 anos convida não só à celebração, mas a um balanço crítico que oriente um renovado pacto mediterrânico para a próxima década. Em Portugal, e em especial na região Centro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro tem vindo a articular iniciativas que enquadram o património mediterrânico, como a Dieta Mediterrânica, na estratégia regional de desenvolvimento sustentável. A CCDR Centro organizou sessões e elaborou uma agenda para a valorização e salvaguarda da Dieta Mediterrânica, ligando alimentação, saúde, cultura, agricultura e turismo como componentes de uma política territorial integrada. Essas ações locais são exemplos práticos de como a dimensão mediterrânica se traduz em políticas regionais concretas.

  • Published On: 26/11/2025

    Proclamado em 2019 pela UNESCO, o Dia Mundial da Oliveira celebra-se todos os anos a 26 de novembro e presta homenagem a uma árvore que atravessa civilizações, gerações e culturas.   A oliveira — e especialmente o seu emblemático ramo — simboliza paz, sabedoria e harmonia desde a antiguidade. A sua presença é essencial não apenas nos países onde cresce, mas nas histórias, tradições e identidades de comunidades espalhadas por todo o mundo.   A data convida à reflexão e à celebração, com atividades promovidas pela UNESCO que incluem debates, conferências, workshops, eventos culturais e exposições dedicadas ao valor desta árvore milenar.   Segundo a Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a oliveira é “uma árvore universal, que acompanha a humanidade há milhares de anos”, representando resiliência, continuidade e esperança.   O objetivo deste dia é destacar a importância de proteger e preservar a oliveira — um recurso vital para o património rural, social, económico e ambiental. Num mundo em transformação climática, conservar estas árvores e as paisagens que moldam é mais urgente do que nunca.   Hoje, celebramos não apenas uma árvore, mas um símbolo que inspira união e sustentabilidade para as gerações futuras.

  • Published On: 21/11/2025

    O Dia Mundial da Televisão celebra-se hoje, 21 de novembro, constituindo uma oportunidade para refletir sobre o papel deste meio na difusão do conhecimento e na valorização de setores fundamentais da sociedade, entre os quais se destaca a agricultura. A CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, associa-se a esta efeméride recordando, desde logo, o saudoso Eng.º Sousa Veloso, figura icónica da televisão portuguesa graças ao programa “TV Rural”, emitido pela RTP entre 1960 e 1990. A sua forma calma, pedagógica e acessível de comunicar tornou-o uma referência na divulgação de conhecimentos sobre agricultura, pecuária e vida no meio rural. O programa tornou-se um símbolo da televisão pública e uma verdadeira ponte entre o campo e a cidade, valorizando o trabalho agrícola num período em que Portugal era ainda maioritariamente rural. Mais recentemente, tanto os canais generalistas como os temáticos continuam a reservar espaço à agricultura. Na RTP1, programas como Portugal em Direto e Aqui Portugal dão frequentemente destaque a produtos locais, projetos agrícolas inovadores e iniciativas ligadas à sustentabilidade, tendência igualmente seguida pela SIC e pela TVI. A este panorama televisivo recente soma-se o novo canal “Conta Lá”, uma plataforma de media lançada em 2025, com foco nas regiões, no mundo rural e na proximidade local. A nível internacional, merecem referência dois programas que têm contribuído de forma exemplar para divulgar o universo agrícola, abordando simultaneamente as suas tradições e os desafios contemporâneos da modernização e da sustentabilidade: “Countryfile” (BBC, Reino Unido): um dos mais emblemáticos programas sobre agricultura e vida rural, em exibição desde 1988. Apresenta reportagens sobre práticas agrícolas, políticas rurais, conservação ambiental e histórias das comunidades rurais britânicas, combinando informação técnica com grande sensibilidade humana. “Landline” (ABC, Austrália): no ar desde 1991, é o principal programa australiano dedicado ao mundo rural. Oferece uma cobertura aprofundada de temas como agricultura, pecuária, exportações, clima e políticas agrícolas, sendo amplamente reconhecido pela sua qualidade jornalística e forte ligação às comunidades rurais. No Dia Mundial da Televisão, importa reconhecer o valor deste meio na manutenção da ligação entre os portugueses e a terra que os alimenta.

  • Published On: 21/11/2025

    O Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas referente ao mês de agosto de 2025, na área de influência da CCDR Centro, encontra-se disponível para consulta. Este documento fornece uma análise detalhada sobre o estado das culturas e as previsões de colheitas na região.   O Estado das Culturas e Previsão de Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que tem como principal objetivo recolher e disponibilizar informação previsional sobre áreas cultivadas, rendimentos e produções das principais culturas agrícolas. Trata-se de uma ferramenta essencial para agricultores, técnicos e todos os interessados no setor agrícola, na medida em que lhes permite planear e gerir as atividades agrícolas de forma mais eficaz.    Para obter mais informações, consulte o relatório completo aqui e fique a par das últimas atualizações sobre o estado das culturas na região.

  • Published On: 20/11/2025

    O Dia Mundial da Filosofia celebra-se anualmente como momento de reflexão sobre o papel da filosofia nas nossas vidas. Quando procuramos relacionar esta celebração com o mundo da agricultura, abrimos um caminho pouco convencional de pensamento: como pensar filosoficamente o cultivo da terra, a prática agrícola, e a relação humana/natureza ao longo da história. A Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, da CCDR Centro, associa-se a esta celebração na perspetiva de contribuir para que se passe a olhar para a agricultura não apenas como sector económico ou conjunto de técnicas, mas como espaço de reflexão filosófica: sobre o humano, a natureza, a técnica e a ética. Na Grécia antiga a agricultura não era apenas uma atividade económica, mas uma prática vital que se entrelaçava com a ética, a polis e a constituição da comunidade. O cultivo da terra configurava-se como um modo de vida virtuoso, que formava pessoas e comunidades. Podemos ver neste período uma abordagem ontológica e antropológica: a relação do ser humano com a natureza (terra, solo, animais) aparece como fonte de bem-estar, de virtude e de ordem comunitária. Por exemplo, segundo Aristóteles, o agricultor forma‐se no esforço físico, no cuidado com o solo e no domínio de si, práticas que contribuem para o carácter virtuoso. Por outro lado, autores contemporâneos apontam para o que se designa por “filosofia agrária”: uma corrente que afirma que a agricultura não é apenas mais um ramo económico, mas tem papel constitutivo em instituições sociais, virtudes humanas e ecologia. Um autor central nesta viragem contemporânea é Paul B. Thompson, cujas obras são ponto de convergência entre ética, tecnologia agrícola, identidade alimentar e filosofia ambiental. Para este autor, agricultura torna-se campo de investigação filosófica: “quem somos enquanto seres que cultivam, que comem e que vivem em sistemas alimentares? Que tecnologia empregamos e com que consequências? Que valores moldam esses sistemas?” Em Portugal, a reflexão sobre a relação entre filosofia e agricultura encontra ecos tanto no registo histórico como no ético-normativo. Por exemplo, A. H. de Oliveira Marques, historiador formado em Ciências Histórico-Filosóficas, dedicou-se a estudar a evolução da agricultura portuguesa ao longo dos séculos e publicou a obra Introdução à História da Agricultura em Portugal, em que analisa, entre outros temas, a questão cerealífera na Idade Média em Portugal. Nesta abordagem vemos como a agricultura não é só técnica ou económica, mas também parte integrante da constituição social, cultural e histórica do país, o que remete para uma filosofia da prática agrícola enquanto elemento formador da comunidade e da paisagem. Paralelamente, no domínio mais explicitamente filosófico e ético, a obra de Maria do Céu Patrão Neves, professora de Ética que foi consultora para o setor da Agricultura e Pescas, leva-nos a pensar que a agricultura portuguesa não pode prescindir de uma reflexão ética sobre os fins, práticas e técnicas agrícolas. Assim, celebrando o Dia Mundial da Filosofia, convém lembrar que os agricultores, os decisores e os cidadãos portugueses são chamados a refletir não apenas sobre “como” cultivamos, mas “porquê” e “para quem” [...]

  • Published On: 10/12/2025

    O lema designado para o Dia dos Direitos Humanos de 2025, “O essencial de cada dia”, destaca a presença cotidiana dos direitos humanos e sua influência direta na vida de todas as pessoas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos promove esta iniciativa com o objetivo de consciencializar os cidadãos para a importância desses direitos, mesmo em aspetos que muitas vezes passam despercebidos. A campanha ressalta que os direitos humanos são positivos, essenciais e alcançáveis, e incentiva a identificar e compartilhar os elementos que conferem dignidade à vida e que estão relacionados aos princípios universais de dignidade, igualdade e justiça. A CCDR Centro não podia deixar de assinalar esta data, celebrada a 10 de dezembro, reforçando o seu compromisso com a dignidade humana e os direitos fundamentais. Este ano, o destaque recai sobre o direito à alimentação: um direito universal consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948, Art.º 25.º) e no Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1966), que garante a todos o acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos, essenciais para uma vida digna. O direito à alimentação não se limita à satisfação da fome: ele representa saúde, bem-estar e qualidade de vida. A sua efetivação depende de políticas públicas eficazes, da participação da sociedade civil e da solidariedade coletiva. A CCDR Centro, enquanto organismo comprometido com o desenvolvimento territorial e sustentável, reforça a sua responsabilidade de apoiar iniciativas que promovam a segurança alimentar, incentivem a agricultura local e garantam o acesso equitativo a alimentos adequados. Assinalar este dia, à luz do lema “O essencial de cada dia”, é reconhecer que o acesso a uma alimentação adequada não é apenas um direito fundamental, é um elemento essencial da vida quotidiana que confere dignidade e justiça a cada pessoa. Celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos é, acima de tudo, reafirmar que a proteção da dignidade de todos é uma responsabilidade coletiva, que se concretiza em ações concretas no dia a dia.  

  • Published On: 05/12/2025

    O Dia Mundial do Solo (DMS), assinalado anualmente a 5 de dezembro, pretende reforçar a consciência coletiva sobre o papel decisivo que este recurso desempenha no desenvolvimento agrícola, no equilíbrio dos ecossistemas, na segurança alimentar e na resiliência climática. A data foi reconhecida oficialmente em 2014 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Assembleia Geral das Nações Unidas, tornando-se desde então uma plataforma global para a promoção da saúde do solo, articulada pela Parceria Global para o Solo (Global Soil Partnership – GSP). O mote internacional de 2025, “Solos saudáveis para cidades saudáveis”, coloca em destaque o papel dos solos urbanos e os desafios emergentes associados à sua crescente impermeabilização. Estes solos asseguram múltiplos serviços essenciais: filtram e armazenam água, regulam a temperatura, capturam carbono, suportam a biodiversidade e permitem práticas agrícolas em contexto urbano ou periurbano. A CCDR Centro, através da sua Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar (UDRA), desempenha um papel estruturante no acompanhamento de políticas de uso sustentável do solo, no apoio a produtores, e na articulação com municípios e agentes do território. A celebração do Dia Mundial do Solo convida a um compromisso coletivo: promover decisões informadas, adotar práticas sustentáveis e integrar o solo nas estratégias de desenvolvimento urbano e rural. Territórios com solos saudáveis são mais resilientes, mais produtivos e mais preparados para enfrentar os desafios das alterações climáticas, da transição alimentar e da sustentabilidade ambiental.  

  • Published On: 04/12/2025

    A Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDR Centro acompanhou a Cerimónia de Abertura do Ano Internacional da Mulher Agricultora (IYWF) 2026, realizada a 4 de dezembro de 2025, entre as 12h30 e as 14h00, na sede da FAO, em Roma, com transmissão online. A iniciativa, integrada na 179.ª Sessão do Conselho da FAO, marcou o arranque oficial do Ano, declarado pelas Nações Unidas, que pretende mobilizar esforços globais em torno do reconhecimento e valorização das mulheres nos sistemas agroalimentares.   O IYWF 2026 dará visibilidade ao papel essencial desempenhado pelas mulheres em todas as fases dos sistemas agroalimentares — da produção ao comércio — apesar de muitas vezes permanecerem invisíveis. O Ano visa ainda promover ações que contribuam para reduzir desigualdades de género, reforçar a segurança alimentar e melhorar as condições de vida das mulheres em todo o mundo.   As agricultoras representam todas as mulheres que trabalham nos sistemas agroalimentares, em diferentes funções e ao longo de todas as etapas das cadeias de valor. Incluem produtoras rurais, camponesas, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras, pastoras, silvicultoras, processadoras, comerciantes, detentoras de conhecimentos tradicionais, profissionais das ciências agrárias, trabalhadoras formais e informais, e empreendedoras rurais. Abrangem ainda mulheres de todas as idades e origens.   O conceito reconhece a participação feminina tanto no trabalho formal como informal, valorizando as suas contribuições independentemente da posse de terra ou vínculo laboral. O papel destas mulheres é determinante para a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares, assegurando liderança, trabalho de cuidado, segurança alimentar, dinamização económica e melhores condições nutricionais e de bem-estar para as suas famílias e comunidades.   Veja aqui a cerimónia de abertura.

  • Published On: 02/12/2025

    A CCDR Centro marcou presença no evento de networking do projeto Inov Rural, realizado recentemente em Trancoso, a convite da Associação InovTerra. O encontro foi uma oportunidade única para partilhar experiências e discutir temas relevantes para o desenvolvimento rural, com especial destaque para “A Mulher na Agricultura”.   O evento contou com a participação de mulheres empreendedoras, da CCDR Centro, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, dos Municípios de Trancoso e Mêda, da Junta de Freguesia de Aldeia Nova, da Empresa Josefinas, do Grupo Intermarché e a participação especial da empreendedora social, Teresa Pouzada.   O encontro promoveu momentos de  partilha entre todos os participantes, reforçando a colaboração entre instituições públicas e privadas, proporcionando um debate rico em perspetivas e experiências.

  • Published On: 28/11/2025

    O Dia do Mediterrâneo de 2025 assume um peso simbólico acrescido por coincidir com o 30º aniversário do Processo de Barcelona (Declaração de Barcelona, 1995). Marco que lançou uma nova agenda de cooperação entre a Europa e os países da bacia mediterrânica, cobrindo domínios políticos, económicos, culturais e ambientais. Celebrar esta data é, por isso, também uma oportunidade para avaliar o legado dessas três décadas: avanços em projetos concretos de cooperação regional, mas igualmente desafios persistentes em matéria de paz, justiça climática e desenvolvimento sustentável. A herança do Processo de Barcelona traduziu-se, ao longo do tempo, na criação de mecanismos e parcerias que hoje continuam ativos, como a União para o Mediterrâneo, e em redes de projetos que procuram ligar investigação, mobilidade académica, inovação e políticas públicas para enfrentar problemas transfronteiriços (recursos hídricos, conservação marinha, adaptação climática, segurança alimentar). A efeméride de 30 anos convida não só à celebração, mas a um balanço crítico que oriente um renovado pacto mediterrânico para a próxima década. Em Portugal, e em especial na região Centro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro tem vindo a articular iniciativas que enquadram o património mediterrânico, como a Dieta Mediterrânica, na estratégia regional de desenvolvimento sustentável. A CCDR Centro organizou sessões e elaborou uma agenda para a valorização e salvaguarda da Dieta Mediterrânica, ligando alimentação, saúde, cultura, agricultura e turismo como componentes de uma política territorial integrada. Essas ações locais são exemplos práticos de como a dimensão mediterrânica se traduz em políticas regionais concretas.

  • Published On: 26/11/2025

    Proclamado em 2019 pela UNESCO, o Dia Mundial da Oliveira celebra-se todos os anos a 26 de novembro e presta homenagem a uma árvore que atravessa civilizações, gerações e culturas.   A oliveira — e especialmente o seu emblemático ramo — simboliza paz, sabedoria e harmonia desde a antiguidade. A sua presença é essencial não apenas nos países onde cresce, mas nas histórias, tradições e identidades de comunidades espalhadas por todo o mundo.   A data convida à reflexão e à celebração, com atividades promovidas pela UNESCO que incluem debates, conferências, workshops, eventos culturais e exposições dedicadas ao valor desta árvore milenar.   Segundo a Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a oliveira é “uma árvore universal, que acompanha a humanidade há milhares de anos”, representando resiliência, continuidade e esperança.   O objetivo deste dia é destacar a importância de proteger e preservar a oliveira — um recurso vital para o património rural, social, económico e ambiental. Num mundo em transformação climática, conservar estas árvores e as paisagens que moldam é mais urgente do que nunca.   Hoje, celebramos não apenas uma árvore, mas um símbolo que inspira união e sustentabilidade para as gerações futuras.

  • Published On: 21/11/2025

    O Dia Mundial da Televisão celebra-se hoje, 21 de novembro, constituindo uma oportunidade para refletir sobre o papel deste meio na difusão do conhecimento e na valorização de setores fundamentais da sociedade, entre os quais se destaca a agricultura. A CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, associa-se a esta efeméride recordando, desde logo, o saudoso Eng.º Sousa Veloso, figura icónica da televisão portuguesa graças ao programa “TV Rural”, emitido pela RTP entre 1960 e 1990. A sua forma calma, pedagógica e acessível de comunicar tornou-o uma referência na divulgação de conhecimentos sobre agricultura, pecuária e vida no meio rural. O programa tornou-se um símbolo da televisão pública e uma verdadeira ponte entre o campo e a cidade, valorizando o trabalho agrícola num período em que Portugal era ainda maioritariamente rural. Mais recentemente, tanto os canais generalistas como os temáticos continuam a reservar espaço à agricultura. Na RTP1, programas como Portugal em Direto e Aqui Portugal dão frequentemente destaque a produtos locais, projetos agrícolas inovadores e iniciativas ligadas à sustentabilidade, tendência igualmente seguida pela SIC e pela TVI. A este panorama televisivo recente soma-se o novo canal “Conta Lá”, uma plataforma de media lançada em 2025, com foco nas regiões, no mundo rural e na proximidade local. A nível internacional, merecem referência dois programas que têm contribuído de forma exemplar para divulgar o universo agrícola, abordando simultaneamente as suas tradições e os desafios contemporâneos da modernização e da sustentabilidade: “Countryfile” (BBC, Reino Unido): um dos mais emblemáticos programas sobre agricultura e vida rural, em exibição desde 1988. Apresenta reportagens sobre práticas agrícolas, políticas rurais, conservação ambiental e histórias das comunidades rurais britânicas, combinando informação técnica com grande sensibilidade humana. “Landline” (ABC, Austrália): no ar desde 1991, é o principal programa australiano dedicado ao mundo rural. Oferece uma cobertura aprofundada de temas como agricultura, pecuária, exportações, clima e políticas agrícolas, sendo amplamente reconhecido pela sua qualidade jornalística e forte ligação às comunidades rurais. No Dia Mundial da Televisão, importa reconhecer o valor deste meio na manutenção da ligação entre os portugueses e a terra que os alimenta.

  • Published On: 21/11/2025

    O Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas referente ao mês de agosto de 2025, na área de influência da CCDR Centro, encontra-se disponível para consulta. Este documento fornece uma análise detalhada sobre o estado das culturas e as previsões de colheitas na região.   O Estado das Culturas e Previsão de Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que tem como principal objetivo recolher e disponibilizar informação previsional sobre áreas cultivadas, rendimentos e produções das principais culturas agrícolas. Trata-se de uma ferramenta essencial para agricultores, técnicos e todos os interessados no setor agrícola, na medida em que lhes permite planear e gerir as atividades agrícolas de forma mais eficaz.    Para obter mais informações, consulte o relatório completo aqui e fique a par das últimas atualizações sobre o estado das culturas na região.

  • Published On: 20/11/2025

    O Dia Mundial da Filosofia celebra-se anualmente como momento de reflexão sobre o papel da filosofia nas nossas vidas. Quando procuramos relacionar esta celebração com o mundo da agricultura, abrimos um caminho pouco convencional de pensamento: como pensar filosoficamente o cultivo da terra, a prática agrícola, e a relação humana/natureza ao longo da história. A Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, da CCDR Centro, associa-se a esta celebração na perspetiva de contribuir para que se passe a olhar para a agricultura não apenas como sector económico ou conjunto de técnicas, mas como espaço de reflexão filosófica: sobre o humano, a natureza, a técnica e a ética. Na Grécia antiga a agricultura não era apenas uma atividade económica, mas uma prática vital que se entrelaçava com a ética, a polis e a constituição da comunidade. O cultivo da terra configurava-se como um modo de vida virtuoso, que formava pessoas e comunidades. Podemos ver neste período uma abordagem ontológica e antropológica: a relação do ser humano com a natureza (terra, solo, animais) aparece como fonte de bem-estar, de virtude e de ordem comunitária. Por exemplo, segundo Aristóteles, o agricultor forma‐se no esforço físico, no cuidado com o solo e no domínio de si, práticas que contribuem para o carácter virtuoso. Por outro lado, autores contemporâneos apontam para o que se designa por “filosofia agrária”: uma corrente que afirma que a agricultura não é apenas mais um ramo económico, mas tem papel constitutivo em instituições sociais, virtudes humanas e ecologia. Um autor central nesta viragem contemporânea é Paul B. Thompson, cujas obras são ponto de convergência entre ética, tecnologia agrícola, identidade alimentar e filosofia ambiental. Para este autor, agricultura torna-se campo de investigação filosófica: “quem somos enquanto seres que cultivam, que comem e que vivem em sistemas alimentares? Que tecnologia empregamos e com que consequências? Que valores moldam esses sistemas?” Em Portugal, a reflexão sobre a relação entre filosofia e agricultura encontra ecos tanto no registo histórico como no ético-normativo. Por exemplo, A. H. de Oliveira Marques, historiador formado em Ciências Histórico-Filosóficas, dedicou-se a estudar a evolução da agricultura portuguesa ao longo dos séculos e publicou a obra Introdução à História da Agricultura em Portugal, em que analisa, entre outros temas, a questão cerealífera na Idade Média em Portugal. Nesta abordagem vemos como a agricultura não é só técnica ou económica, mas também parte integrante da constituição social, cultural e histórica do país, o que remete para uma filosofia da prática agrícola enquanto elemento formador da comunidade e da paisagem. Paralelamente, no domínio mais explicitamente filosófico e ético, a obra de Maria do Céu Patrão Neves, professora de Ética que foi consultora para o setor da Agricultura e Pescas, leva-nos a pensar que a agricultura portuguesa não pode prescindir de uma reflexão ética sobre os fins, práticas e técnicas agrícolas. Assim, celebrando o Dia Mundial da Filosofia, convém lembrar que os agricultores, os decisores e os cidadãos portugueses são chamados a refletir não apenas sobre “como” cultivamos, mas “porquê” e “para quem” [...]