Regional Development
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza um novo domínio de informação na plataforma “DataCentro – Informação para a Região” relativo à monitorização e acompanhamento dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma concisa, que permite conhecer melhor a aplicação do PRR, em diferentes escalas territoriais, de modo a ser possível a análise dos seus efeitos. O novo domínio “PRR” disponibiliza 32 indicadores, que permitem acompanhar, trimestralmente, a evolução dos montantes aprovados, contratados e pagos pelo PRR em Portugal e na região Centro. A sua atualização regular constitui uma ferramenta essencial para compreender a evolução dos grandes números do PRR, com informação desagregada pelas três dimensões do PRR, Resiliência, Transição Climática e Transição Digital, respetivas componentes de investimento e pelas sub-regiões da região Centro. Consulte esta informação na plataforma DataCentro. Recorde-se que a CCDR Centro disponibilizou, no início deste mês, uma nova infografia trimestral de monitorização do PRR na região, cujos dados estão agora compilados na plataforma DataCentro, podendo ser consultada em: Infografia PRR 3T2025. Também a publicação “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, no seu capítulo “Políticas Públicas”, analisa esta informação agora disponibilizada na plataforma DataCentro, podendo ser consultada aqui. Com este novo domínio de informação, reforçamos o compromisso de promover a literacia das políticas públicas, informar os agentes regionais e o público em geral sobre a situação da região e qualificar o debate público regional, permitindo a formação de opiniões fundamentadas.
A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40). O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente. Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”. Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”. Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar). Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais. Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove na quinta-feira, dia 15 de janeiro, às 14h30, em Castelo Branco, uma visita à INOVCLUSTER - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro e ao CATAA - Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a INOVCLUSTER e o CATAA assumiram compromissos relacionados com a valorização de produtos alimentares endógenos, desenvolvimento de novos produtos e, ainda, com a sensibilização da comunidade para a importância da economia circular no setor agroalimentar. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto continua a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui.
Encontra-se aberto o período de subscrição da 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa promovida pela CCDR Centro que se baseia no compromisso das entidades aderentes em desenvolver ações que contribuam para uma economia mais circular na região Centro. Com o objetivo de reforçar a partilha e a capacitação, esta edição do Pacto será estruturada em Comunidades de Prática, dinamizadas pela CCDR Centro, permitindo às entidades subscritoras um trabalho mais colaborativo e orientado para os desafios específicos das suas áreas de intervenção. A subscrição poderá ser efetuada até ao dia 15 de janeiro de 2026. Para aderir à iniciativa, basta preencher este formulário. Junte-se ao compromisso pela circularidade na região Centro e acompanhe todas as novidades aqui.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza uma nova ferramenta de monitorização e acompanhamento trimestral dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma clara e concisa, que permite conhecer melhor a evolução das aprovações e da execução financeira do PRR, em diferentes escalas territoriais. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, são também apresentadas infografias para cada uma das oito sub-regiões, que incorporam alguma informação por município. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. No PRR, até 30 de setembro de 2025, estavam aprovados 3,8 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,7 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na Região Centro). Os projetos contratados totalizavam 71.982 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 40,6% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,8 mil milhões de euros), correspondendo a 77% do total contratado na região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 664 milhões de euros contratados (18%) e a dimensão da Transição Digital, com 198,4 milhões de euros contratados (5%). Peso do montante contratado na região Centro por Dimensão (%) Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (410 milhões de euros) e Agendas/Alianças Verdes para a Inovação Empresarial (390 milhões de euros), que, em conjunto, representam 21,6% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (279 milhões de euros contratados, que representam 7,6% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,5%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,0% e 21,9%do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Águeda, Viseu, Ílhavo, Figueira da Foz, Marinha Grande, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Consulte aqui a versão integral da infografia.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove quinta-feira, dia 8 de janeiro, às 14h30, uma visita à Saint Gobain Portugal, S.A., em Pombal, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a Saint Gobain Portugal, S.A. assumiu compromissos relacionados com a redução de utilização de materiais virgens, eliminação de embalagens não recicláveis e a diminuição de emissões de CO2 associadas ao Scope 3. Esta visita permitirá, assim, conhecer o modo como os princípios da economia circular se articulam com o domínio dos materiais, tooling e tecnologias de produção, evidenciando práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto está já a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui .
A CCDR Centro publicou a edição de 2025 do documento “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”, que atualiza o painel de indicadores usado para acompanhar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais (PEDS) na região. Esta brochura, atualizada anualmente, acompanha as dinâmicas da região em torno dos três domínios essenciais do Pilar - igualdade de oportunidades, condições de trabalho justas e proteção social e inclusão - permitindo comparar a região Centro com Portugal e com a União Europeia. Esta atualização enquadra-se no contexto do novo Plano de Ação do PEDS 2025-2030 e articula-se com o Semestre Europeu e as metas sociais para 2030, reforçando a ligação entre a agenda social europeia e a realidade territorial da região Centro. O documento combina dados regionais, comparáveis ao nível europeu, relativos aos indicadores principais do painel europeu, com informação complementar para as sub-regiões. No domínio da igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho, a região Centro evidencia sinais positivos na aprendizagem ao longo da vida, com a participação de adultos em atividades de formação a atingir 16,7% em 2024, acima das médias nacional e europeia. Mantém-se uma proporção de jovens que não estão empregados, nem em formação, nem em educação (NEET) inferior à de Portugal e uma desigualdade de rendimentos ligeiramente mais favorável, mas agravam-se o abandono escolar precoce e recua a taxa de escolaridade no ensino superior (38,8% no grupo 30-34 anos). Quanto às condições de trabalho justas, a região continua a apresentar taxas de desemprego e de desemprego de longa duração inferiores às do país e uma redução do risco de pobreza entre trabalhadores, o que aponta para alguma melhoria dos rendimentos da população empregada. Persistem, contudo, desafios na integração dos jovens no mercado de trabalho, com a subida do desemprego jovem em 2024, e na sinistralidade laboral, que continua a justificar atenção. No domínio da proteção social e inclusão, a região Centro mantém um desempenho globalmente mais favorável do que o nacional, com taxas de risco de pobreza ou exclusão social, pobreza monetária, privação severa e sobrecarga com despesas de habitação sistematicamente inferiores às de Portugal e menor privação nas condições de habitação. Ainda assim, verificam-se sinais de agravamento recente nas taxas de risco de pobreza e na sobrecarga com despesas de habitação, que traduzem maior esforço financeiro das famílias. Ao atualizar este painel, a CCDR Centro reafirma o compromisso com uma Europa social forte, justa e inclusiva, colocando os direitos sociais, a redução das desigualdades e o acesso a serviços essenciais no centro das políticas regionais, em articulação com o Programa Regional Centro 2030, a Visão Estratégica para a Região Centro 2030 e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Consulte aqui a edição de 2025 da brochura “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”
A CCDR Centro publica a segunda edição anual do relatório que acompanha a implementação da Agenda 2030 na região Centro. O documento dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024 e atualiza o quadro regional de monitorização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) composto por 110 indicadores. A leitura territorial dos resultados, permite identificar as áreas onde o progresso se tem consolidado e onde é preciso acelerar até 2030. Ao observar a evolução recente, verifica-se um retrato globalmente favorável. No curto prazo (últimos cinco anos), 55% dos indicadores evidenciam tendência positiva significativa; 4% apresentam evolução positiva moderada, 18% permanecem sem progresso e 23% registam trajetória negativa. Num horizonte mais longo, desde 2015, 58% dos indicadores apresentam tendência positiva significativa, 4% moderada, 20% sem progresso e 18% negativa, o que indica consolidação estrutural em várias áreas, coexistindo com segmentos que exigem uma resposta mais eficaz. A distribuição por pilares confirma dinâmicas diferenciadas: Pessoas, Prosperidade e Parcerias reúnem maiorias de tendências positivas, refletindo ganhos consistentes no plano social e económico; no Planeta, permanecem níveis relevantes de estagnação, típicos de processos de ciclo longo, que requerem execução plurianual e políticas persistentes; o pilar da Paz continua a ser o domínio mais exigente, onde se concentram indicadores com evolução desfavorável. O quadro de monitorização regional resulta do percurso desenvolvido no projeto europeu REGIONS2030, seguindo o enquadramento metodológico do Joint Research Center e complementando os dados do Instituto Nacional de Estatística a (principal fonte da informação) com dados de outras entidades setoriais nacionais e europeias. Esta arquitetura assegura qualidade, comparabilidade e, sempre que possível, desagregação por sub-regiões e municípios. Para tornar os dados úteis a decisores e cidadãos, a CCDR Centro disponibiliza a informação em acesso aberto. Em 25 de setembro de 2025, data em que se assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade, foi lançado o domínio “ODS” do DataCentro, com séries temporais, mapas e documentação que permite acompanhar, em detalhe, a trajetória da região Centro nos 17 ODS e apoiar políticas públicas informadas, colaborativas e orientadas para resultados. Com esta publicação, a CCDR Centro renova o compromisso com uma monitorização rigorosa e com a construção de soluções partilhadas. O relatório identifica áreas onde o progresso deve acelerar, reforça a cultura de avaliação e convida instituições, empresas, academia e cidadãos a acompanharem, com base em evidência, o caminho da região Centro rumo à Agenda 2030. Consulte aqui o Relatório de Progresso dos ODS na Região Centro 2025.
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro (77 municípios) ascendia a 39,7 mil milhões de euros, representando 13,7% do total do país e posicionando o Centro no terceiro lugar a nível nacional, depois da Grande Lisboa e do Norte. Todas as regiões portuguesas registaram um aumento da atividade económica, mais acentuada no Algarve, na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira, enquanto o Centro registou um aumento de 6,7%, inferior à média nacional (7,1%). Ainda assim, o PIB regional registou uma variação real de 2,1% face a 2023, igual à média nacional. O dinamismo económico da região resultou sobretudo do crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria e energia e do VAB do comércio, transportes, alojamento e restauração, com acréscimos em volume de 3,2% e 2,6%, respetivamente. Também em todas as sub-regiões da região Centro, o PIB aumentou em termos nominais e reais, destacando-se os crescimentos nominais registados na Região de Coimbra, na Beira Baixa e nas Beiras e Serra da Estrela, acima da média regional e nacional. Já os aumentos mais modestos do PIB ocorreram na Região de Aveiro e em Viseu Dão Lafões. As três sub-regiões do litoral eram responsáveis por mais de 70% da riqueza criada na região Centro em 2024: Região de Coimbra (26,7%), Região de Aveiro (25,1%) e Região de Leiria (19,3%). As sub-regiões com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela. Em 2024, o PIB por habitante da região Centro cifrava-se nos 23.236 euros, traduzindo um aumento de 1.163 euros por habitante em relação a 2023. Este valor representava 85,9% da média nacional tendo divergido face à média nacional, uma vez que diminuiu 0,5 pontos percentuais face ao ano anterior (86,4%). O Centro mantinha-se como uma das regiões portuguesas com menor PIB por habitante, apenas atrás da Península de Setúbal e do Oeste e Vale do Tejo. As regiões com o PIB por habitante mais elevado e acima da média do país eram a Grande Lisboa, o Algarve e a Região Autónoma da Madeira. Na comparação internacional, em 2024, o PIB por habitante da região Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 70,7% da média da União Europeia (UE27), tendo melhorado 0,7 pontos percentuais face ao ano anterior (70,0%). A média nacional também se aproximou da média da União Europeia, situando-se nos 82,4%. A coesão regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, diminuiu face a 2023, apontando, assim, para um agravamento das assimetrias regionais, uma vez que a diferença entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas nove regiões portuguesas aumentou (em 2023, esta diferença era de 22.940 euros, tendo aumentado para 24.140 euros, em 2024). Considerando as sub-regiões do Centro, verificava-se que, em 2024, a Região de Aveiro, a Região de Leiria e a Região de Coimbra constituíam o grupo de sub-regiões com melhor desempenho em termos do PIB por habitante e que mais se [...]
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza um novo domínio de informação na plataforma “DataCentro – Informação para a Região” relativo à monitorização e acompanhamento dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma concisa, que permite conhecer melhor a aplicação do PRR, em diferentes escalas territoriais, de modo a ser possível a análise dos seus efeitos. O novo domínio “PRR” disponibiliza 32 indicadores, que permitem acompanhar, trimestralmente, a evolução dos montantes aprovados, contratados e pagos pelo PRR em Portugal e na região Centro. A sua atualização regular constitui uma ferramenta essencial para compreender a evolução dos grandes números do PRR, com informação desagregada pelas três dimensões do PRR, Resiliência, Transição Climática e Transição Digital, respetivas componentes de investimento e pelas sub-regiões da região Centro. Consulte esta informação na plataforma DataCentro. Recorde-se que a CCDR Centro disponibilizou, no início deste mês, uma nova infografia trimestral de monitorização do PRR na região, cujos dados estão agora compilados na plataforma DataCentro, podendo ser consultada em: Infografia PRR 3T2025. Também a publicação “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, no seu capítulo “Políticas Públicas”, analisa esta informação agora disponibilizada na plataforma DataCentro, podendo ser consultada aqui. Com este novo domínio de informação, reforçamos o compromisso de promover a literacia das políticas públicas, informar os agentes regionais e o público em geral sobre a situação da região e qualificar o debate público regional, permitindo a formação de opiniões fundamentadas.
A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40). O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente. Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”. Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”. Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar). Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais. Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove na quinta-feira, dia 15 de janeiro, às 14h30, em Castelo Branco, uma visita à INOVCLUSTER - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro e ao CATAA - Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a INOVCLUSTER e o CATAA assumiram compromissos relacionados com a valorização de produtos alimentares endógenos, desenvolvimento de novos produtos e, ainda, com a sensibilização da comunidade para a importância da economia circular no setor agroalimentar. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto continua a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui.
Encontra-se aberto o período de subscrição da 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa promovida pela CCDR Centro que se baseia no compromisso das entidades aderentes em desenvolver ações que contribuam para uma economia mais circular na região Centro. Com o objetivo de reforçar a partilha e a capacitação, esta edição do Pacto será estruturada em Comunidades de Prática, dinamizadas pela CCDR Centro, permitindo às entidades subscritoras um trabalho mais colaborativo e orientado para os desafios específicos das suas áreas de intervenção. A subscrição poderá ser efetuada até ao dia 15 de janeiro de 2026. Para aderir à iniciativa, basta preencher este formulário. Junte-se ao compromisso pela circularidade na região Centro e acompanhe todas as novidades aqui.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza uma nova ferramenta de monitorização e acompanhamento trimestral dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma clara e concisa, que permite conhecer melhor a evolução das aprovações e da execução financeira do PRR, em diferentes escalas territoriais. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, são também apresentadas infografias para cada uma das oito sub-regiões, que incorporam alguma informação por município. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. No PRR, até 30 de setembro de 2025, estavam aprovados 3,8 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,7 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na Região Centro). Os projetos contratados totalizavam 71.982 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 40,6% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,8 mil milhões de euros), correspondendo a 77% do total contratado na região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 664 milhões de euros contratados (18%) e a dimensão da Transição Digital, com 198,4 milhões de euros contratados (5%). Peso do montante contratado na região Centro por Dimensão (%) Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (410 milhões de euros) e Agendas/Alianças Verdes para a Inovação Empresarial (390 milhões de euros), que, em conjunto, representam 21,6% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (279 milhões de euros contratados, que representam 7,6% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,5%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,0% e 21,9%do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Águeda, Viseu, Ílhavo, Figueira da Foz, Marinha Grande, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Consulte aqui a versão integral da infografia.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove quinta-feira, dia 8 de janeiro, às 14h30, uma visita à Saint Gobain Portugal, S.A., em Pombal, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a Saint Gobain Portugal, S.A. assumiu compromissos relacionados com a redução de utilização de materiais virgens, eliminação de embalagens não recicláveis e a diminuição de emissões de CO2 associadas ao Scope 3. Esta visita permitirá, assim, conhecer o modo como os princípios da economia circular se articulam com o domínio dos materiais, tooling e tecnologias de produção, evidenciando práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto está já a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui .
A CCDR Centro publicou a edição de 2025 do documento “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”, que atualiza o painel de indicadores usado para acompanhar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais (PEDS) na região. Esta brochura, atualizada anualmente, acompanha as dinâmicas da região em torno dos três domínios essenciais do Pilar - igualdade de oportunidades, condições de trabalho justas e proteção social e inclusão - permitindo comparar a região Centro com Portugal e com a União Europeia. Esta atualização enquadra-se no contexto do novo Plano de Ação do PEDS 2025-2030 e articula-se com o Semestre Europeu e as metas sociais para 2030, reforçando a ligação entre a agenda social europeia e a realidade territorial da região Centro. O documento combina dados regionais, comparáveis ao nível europeu, relativos aos indicadores principais do painel europeu, com informação complementar para as sub-regiões. No domínio da igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho, a região Centro evidencia sinais positivos na aprendizagem ao longo da vida, com a participação de adultos em atividades de formação a atingir 16,7% em 2024, acima das médias nacional e europeia. Mantém-se uma proporção de jovens que não estão empregados, nem em formação, nem em educação (NEET) inferior à de Portugal e uma desigualdade de rendimentos ligeiramente mais favorável, mas agravam-se o abandono escolar precoce e recua a taxa de escolaridade no ensino superior (38,8% no grupo 30-34 anos). Quanto às condições de trabalho justas, a região continua a apresentar taxas de desemprego e de desemprego de longa duração inferiores às do país e uma redução do risco de pobreza entre trabalhadores, o que aponta para alguma melhoria dos rendimentos da população empregada. Persistem, contudo, desafios na integração dos jovens no mercado de trabalho, com a subida do desemprego jovem em 2024, e na sinistralidade laboral, que continua a justificar atenção. No domínio da proteção social e inclusão, a região Centro mantém um desempenho globalmente mais favorável do que o nacional, com taxas de risco de pobreza ou exclusão social, pobreza monetária, privação severa e sobrecarga com despesas de habitação sistematicamente inferiores às de Portugal e menor privação nas condições de habitação. Ainda assim, verificam-se sinais de agravamento recente nas taxas de risco de pobreza e na sobrecarga com despesas de habitação, que traduzem maior esforço financeiro das famílias. Ao atualizar este painel, a CCDR Centro reafirma o compromisso com uma Europa social forte, justa e inclusiva, colocando os direitos sociais, a redução das desigualdades e o acesso a serviços essenciais no centro das políticas regionais, em articulação com o Programa Regional Centro 2030, a Visão Estratégica para a Região Centro 2030 e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Consulte aqui a edição de 2025 da brochura “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”
A CCDR Centro publica a segunda edição anual do relatório que acompanha a implementação da Agenda 2030 na região Centro. O documento dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024 e atualiza o quadro regional de monitorização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) composto por 110 indicadores. A leitura territorial dos resultados, permite identificar as áreas onde o progresso se tem consolidado e onde é preciso acelerar até 2030. Ao observar a evolução recente, verifica-se um retrato globalmente favorável. No curto prazo (últimos cinco anos), 55% dos indicadores evidenciam tendência positiva significativa; 4% apresentam evolução positiva moderada, 18% permanecem sem progresso e 23% registam trajetória negativa. Num horizonte mais longo, desde 2015, 58% dos indicadores apresentam tendência positiva significativa, 4% moderada, 20% sem progresso e 18% negativa, o que indica consolidação estrutural em várias áreas, coexistindo com segmentos que exigem uma resposta mais eficaz. A distribuição por pilares confirma dinâmicas diferenciadas: Pessoas, Prosperidade e Parcerias reúnem maiorias de tendências positivas, refletindo ganhos consistentes no plano social e económico; no Planeta, permanecem níveis relevantes de estagnação, típicos de processos de ciclo longo, que requerem execução plurianual e políticas persistentes; o pilar da Paz continua a ser o domínio mais exigente, onde se concentram indicadores com evolução desfavorável. O quadro de monitorização regional resulta do percurso desenvolvido no projeto europeu REGIONS2030, seguindo o enquadramento metodológico do Joint Research Center e complementando os dados do Instituto Nacional de Estatística a (principal fonte da informação) com dados de outras entidades setoriais nacionais e europeias. Esta arquitetura assegura qualidade, comparabilidade e, sempre que possível, desagregação por sub-regiões e municípios. Para tornar os dados úteis a decisores e cidadãos, a CCDR Centro disponibiliza a informação em acesso aberto. Em 25 de setembro de 2025, data em que se assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade, foi lançado o domínio “ODS” do DataCentro, com séries temporais, mapas e documentação que permite acompanhar, em detalhe, a trajetória da região Centro nos 17 ODS e apoiar políticas públicas informadas, colaborativas e orientadas para resultados. Com esta publicação, a CCDR Centro renova o compromisso com uma monitorização rigorosa e com a construção de soluções partilhadas. O relatório identifica áreas onde o progresso deve acelerar, reforça a cultura de avaliação e convida instituições, empresas, academia e cidadãos a acompanharem, com base em evidência, o caminho da região Centro rumo à Agenda 2030. Consulte aqui o Relatório de Progresso dos ODS na Região Centro 2025.
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro (77 municípios) ascendia a 39,7 mil milhões de euros, representando 13,7% do total do país e posicionando o Centro no terceiro lugar a nível nacional, depois da Grande Lisboa e do Norte. Todas as regiões portuguesas registaram um aumento da atividade económica, mais acentuada no Algarve, na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira, enquanto o Centro registou um aumento de 6,7%, inferior à média nacional (7,1%). Ainda assim, o PIB regional registou uma variação real de 2,1% face a 2023, igual à média nacional. O dinamismo económico da região resultou sobretudo do crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria e energia e do VAB do comércio, transportes, alojamento e restauração, com acréscimos em volume de 3,2% e 2,6%, respetivamente. Também em todas as sub-regiões da região Centro, o PIB aumentou em termos nominais e reais, destacando-se os crescimentos nominais registados na Região de Coimbra, na Beira Baixa e nas Beiras e Serra da Estrela, acima da média regional e nacional. Já os aumentos mais modestos do PIB ocorreram na Região de Aveiro e em Viseu Dão Lafões. As três sub-regiões do litoral eram responsáveis por mais de 70% da riqueza criada na região Centro em 2024: Região de Coimbra (26,7%), Região de Aveiro (25,1%) e Região de Leiria (19,3%). As sub-regiões com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela. Em 2024, o PIB por habitante da região Centro cifrava-se nos 23.236 euros, traduzindo um aumento de 1.163 euros por habitante em relação a 2023. Este valor representava 85,9% da média nacional tendo divergido face à média nacional, uma vez que diminuiu 0,5 pontos percentuais face ao ano anterior (86,4%). O Centro mantinha-se como uma das regiões portuguesas com menor PIB por habitante, apenas atrás da Península de Setúbal e do Oeste e Vale do Tejo. As regiões com o PIB por habitante mais elevado e acima da média do país eram a Grande Lisboa, o Algarve e a Região Autónoma da Madeira. Na comparação internacional, em 2024, o PIB por habitante da região Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 70,7% da média da União Europeia (UE27), tendo melhorado 0,7 pontos percentuais face ao ano anterior (70,0%). A média nacional também se aproximou da média da União Europeia, situando-se nos 82,4%. A coesão regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, diminuiu face a 2023, apontando, assim, para um agravamento das assimetrias regionais, uma vez que a diferença entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas nove regiões portuguesas aumentou (em 2023, esta diferença era de 22.940 euros, tendo aumentado para 24.140 euros, em 2024). Considerando as sub-regiões do Centro, verificava-se que, em 2024, a Região de Aveiro, a Região de Leiria e a Região de Coimbra constituíam o grupo de sub-regiões com melhor desempenho em termos do PIB por habitante e que mais se [...]




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