Regional Development
No Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), até 31 de dezembro de 2025, estavam aprovados 3,9 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,8 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na região Centro). Os projetos contratados totalizavam 75.746 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,6 mil milhões de euros, o que corresponde a 44% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,9 mil milhões de euros), correspondendo a 77,5% do total da região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 649,7 milhões de euros contratados (16,9%) e a dimensão da Transição Digital, com 216,3 milhões de euros contratados (5,6%). Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças mobilizadoras e verdes para a inovação empresarial (821 milhões de euros), que representam 21,4% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (272 milhões de euros contratados, que representam 7,1% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,3%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,2% e 21,8% do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Águeda, Figueira da Foz, Marinha Grande, Ílhavo, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Esta informação encontra-se disponível na nova edição da infografia “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro”, referente ao do quarto trimestre de 2025, que acompanha os investimentos financiados pelo PRR na região Centro. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, é também apresentada informação para cada uma das oito sub-regiões. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. Consulte aqui a infografia “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro”.
Um total de 934 empresas da região Centro foi distinguido com o estatuto PME Excelência 2024, representando 23,8% do total nacional. Em Portugal, foram reconhecidas 3.925 empresas, o que correspondeu a uma redução de 5,1% face a 2023, refletindo um contexto económico mais exigente e critérios de distinção mais seletivos. A região Centro manteve-se como a segunda região portuguesa com mais PME Excelência, em 2024, apenas atrás da região Norte. A concentração de PME Excelência na região (23,8%) continuou a superar o peso de PME existentes no Centro (cerca de 19,6%), confirmando a relevância do tecido empresarial regional de excelência no panorama nacional. Comparativamente a 2023, o número de empresas distinguidas na região registou uma variação de -11,7%, traduzindo-se em menos 124 empresas galardoadas, uma evolução negativa mais acentuada do que a observada a nível nacional. As PME Excelência da região Centro estavam presentes em 87 dos 100 municípios, evidenciando uma ampla disseminação territorial do estatuto, ainda que ligeiramente inferior à verificada no ano anterior (91 municípios em 2023). Os municípios de Leiria (com 97 empresas), Aveiro (56), Coimbra (51), Viseu (44) e Ourém (42) destacavam-se com o maior número de PME Excelência. Tal como em anos anteriores, verificava-se uma maior concentração de empresas distinguidas nos municípios do litoral, refletindo a maior densidade empresarial e a presença de polos urbanos, industriais e logísticos mais consolidados. Distribuição das PME Excelência 2024 na região Centro por municípios As PME Excelência repartiam-se por diversos setores de atividade na região, mantendo-se, contudo, a predominância de alguns setores-chave. A indústria continuou a ser o setor mais expressivo, com 269 empresas distinguidas, seguida do comércio, com 231 empresas, representando, em conjunto, mais de metade das PME Excelência regionais. Destacava-se igualmente o crescimento muito significativo registado no setor do turismo, que passou de 69 para 121 empresas, reforçando o peso setor desta atividade na estrutura regional. Considerando o peso das PME Excelência do Centro no total nacional de cada setor de atividade, sobressaíam a agricultura e pescas (36%), os transportes (32%) e a indústria (32%), setores em que a região concentrava uma parte substancial das empresas distinguidas a nível nacional. Face a 2023, verificaram-se ajustamentos diferenciados entre setores. A indústria, o comércio e os transportes registaram quebras significativas no número de PME Excelência, o que, no caso da indústria e dos transportes, levou à perda de representatividade no total nacional. Já a construção, a agricultura e pescas e, sobretudo, o turismo, evidenciaram crescimentos absolutos relevantes. No caso do turismo, apesar do aumento expressivo do número de empresas distinguidas na região, a sua representatividade no total nacional manteve-se moderada, refletindo a forte expansão do setor em todo o país. As PME Excelência assumem um papel fundamental como motor do desenvolvimento económico e como indicador das dinâmicas empresariais, pelo que [...]
Estão abertas, para este ano, convocatórias para o Programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores (CERV), um programa da União Europeia criado para proteger e promover os valores e direitos consagrados nos Tratados da União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais. O CERV financia projetos que reforcem o Estado de direito, combatam a discriminação, promovam a igualdade de género e incentivem a participação ativa dos cidadãos na vida democrática. Tem como objetivo principal apoiar organizações e entidades públicas na promoção de: Direitos fundamentais Igualdade e não discriminação Participação cívica e democrática Combate à violência, incluindo violência de género e contra crianças Memória histórica europeia e valores comuns da EU O programa organiza-se em quatro grandes vertentes: Valores da União – Apoio a iniciativas que defendam a democracia, o Estado de direito e os direitos fundamentais. Igualdade, Direitos e Igualdade de Género – Promoção da igualdade e combate a todas as formas de discriminação. Envolvimento e Participação dos Cidadãos – Estímulo à participação cívica, geminações de cidades, redes de cidades e iniciativas de memória europeia. Daphne – Prevenção e combate à violência contra mulheres, jovens e crianças. O CERV dispõe de um orçamento de 1,5 mil milhões de euros, e é uma grande oportunidade para ONG, entidades públicas e organizações sem fins lucrativos desenvolverem projetos com impacto real na sociedade. Quer promover direitos, igualdade e cidadania ativa? Como participar? O financiamento é atribuído através de convites à apresentação de propostas - convocatórias, publicados regularmente pela Comissão Europeia. As organizações interessadas devem acompanhar estas oportunidades e preparar candidaturas alinhadas com as prioridades do programa. Saiba mais aqui. Convocatórias abertas ou com prazos em 2026 Programme: Citizens, Equality, Rights and Values Programme (CERV) | Type of action: CERV Lump Sum Grants: Supporting work-life balance, equal share of care responsibilities, family-friendly policies among employers and the value of care sector jobs. CERV-2026-GE-WORK-LIFE | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Supporting equal participation and representation of women and men in economic and political decision-making. CERV-2026-GE-EQUAL-PART-REP | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Promoting and supporting the implementation of the provisions of the Pay Transparency Directive and respect of equal pay for equal work and work of equal value. CERV-2026-GE-PAY-TRANSP-DIR | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Tackling gender stereotypes in media and advertising. CERV-2026-GE-GENDER-STEREO | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Programme: Citizens, Equality, Rights and Values Programme (CERV) Call 3 – Financial Support to Third Parties focusing on Youth Democratic Participation. GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Call 1 – Financial Support to Third Parties focusing on the Right to Education GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Call 2 – Financial Support to Third Parties focusing on the Right to Social Security, Assistance and Work. GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Stream I (Incubator) – second call ImpactAS 2 | Cascade funding Opening date: 20 January 2026 | Deadline [...]
Mais de duas centenas de entidades de toda a região Centro assinam, amanhã, dia 22 de janeiro, às 14h30, em Condeixa-a-Nova, a formalização do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), que tem como objetivo dar visibilidade e valorizar o trabalho que os agentes regionais já desenvolvem na área da economia circular, promovendo simultaneamente a partilha de conhecimento e a cooperação entre os diferentes atores do território. O Pacto para a Economia Circular no Centro entra, em 2026/27, na sua terceira edição com o número mais elevado de sempre de entidades subscritoras. Entre empresas, associações empresariais, instituições de ensino superior, comunidades intermunicipais, câmaras municipais, juntas de freguesia, instituições particulares de solidariedade social e associações de desenvolvimento local, são 202 as entidades que assumem este compromisso de promoção de economia circular. Na primeira edição, em 2019/20, o Pacto contou com a adesão de 86 entidades, subindo para uma centena na segunda edição, em 2023-2025. A iniciativa abrange a totalidade da região Centro, destacando-se, nesta 3.ª edição, a Região de Coimbra, com 63 entidades subscritoras, seguida da Região de Aveiro, com 35, e da Região das Beiras e Serra da Estrela com 25. Com 16 entidades subscritoras cada, surgem as regiões da Beira Baixa e de Leiria. Seguem-se as regiões do Oeste e Médio Tejo com 15 e Viseu Dão Lafões com 14 entidades. A estas juntam-se outras 10 entidades não localizadas na região Centro, mas que se comprometeram a desenvolver ações de economia circular neste território. Entidades subscritoras por Comunidade Intermunicipal Entidades da Região de Coimbra Administração do Porto da Figueira da Foz, S.A. Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste Águas do Centro Litoral, S.A. António J Cardoso Simões, SAI, Unipessoal, Lda. Associação BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação Associação CECOLAB – Collaborative Laboratory towards Circular Economy Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares - ADIP Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego - AD ELO Associação Nacional de Jovens Empresários – Núcleo do Centro Associação Portuguesa de Bioindústria - P-BIO Associação Verdeviver - Sustentabilidade e Bem-estar Aurora Desperta Crl. Bluepharma Indústria Farmacêutica S.A. Câmara Municipal da Figueira da Foz Câmara Municipal da Mealhada Câmara Municipal de Arganil Câmara Municipal de Cantanhede Câmara Municipal de Coimbra Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova Câmara Municipal de Góis Câmara Municipal de Mira Câmara Municipal de Miranda do Corvo Câmara Municipal de Montemor-o-Velho Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Câmara Municipal de Penacova Câmara Municipal de Soure Câmara Municipal de Tábua Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares Casa da Esquina – Associação Cultural Casa do Brasil em Coimbra Centro da Biomassa para a Energia - CBE Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património - CEARTE Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro - CTCV CERES - Chemical Engineering and Renewable Resources for Sustainability Cluster Habitat Sustentável CoimbraMaisFuturo - Associação de Desenvolvimento Local de Coimbra Colégio de São José Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza um novo domínio de informação na plataforma “DataCentro – Informação para a Região” relativo à monitorização e acompanhamento dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma concisa, que permite conhecer melhor a aplicação do PRR, em diferentes escalas territoriais, de modo a ser possível a análise dos seus efeitos. O novo domínio “PRR” disponibiliza 32 indicadores, que permitem acompanhar, trimestralmente, a evolução dos montantes aprovados, contratados e pagos pelo PRR em Portugal e na região Centro. A sua atualização regular constitui uma ferramenta essencial para compreender a evolução dos grandes números do PRR, com informação desagregada pelas três dimensões do PRR, Resiliência, Transição Climática e Transição Digital, respetivas componentes de investimento e pelas sub-regiões da região Centro. Consulte esta informação na plataforma DataCentro. Recorde-se que a CCDR Centro disponibilizou, no início deste mês, uma nova infografia trimestral de monitorização do PRR na região, cujos dados estão agora compilados na plataforma DataCentro, podendo ser consultada em: Infografia PRR 3T2025. Também a publicação “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, no seu capítulo “Políticas Públicas”, analisa esta informação agora disponibilizada na plataforma DataCentro, podendo ser consultada aqui. Com este novo domínio de informação, reforçamos o compromisso de promover a literacia das políticas públicas, informar os agentes regionais e o público em geral sobre a situação da região e qualificar o debate público regional, permitindo a formação de opiniões fundamentadas.
A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40). O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente. Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”. Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”. Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar). Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais. Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove na quinta-feira, dia 15 de janeiro, às 14h30, em Castelo Branco, uma visita à INOVCLUSTER - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro e ao CATAA - Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a INOVCLUSTER e o CATAA assumiram compromissos relacionados com a valorização de produtos alimentares endógenos, desenvolvimento de novos produtos e, ainda, com a sensibilização da comunidade para a importância da economia circular no setor agroalimentar. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto continua a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui.
Encontra-se aberto o período de subscrição da 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa promovida pela CCDR Centro que se baseia no compromisso das entidades aderentes em desenvolver ações que contribuam para uma economia mais circular na região Centro. Com o objetivo de reforçar a partilha e a capacitação, esta edição do Pacto será estruturada em Comunidades de Prática, dinamizadas pela CCDR Centro, permitindo às entidades subscritoras um trabalho mais colaborativo e orientado para os desafios específicos das suas áreas de intervenção. A subscrição poderá ser efetuada até ao dia 15 de janeiro de 2026. Para aderir à iniciativa, basta preencher este formulário. Junte-se ao compromisso pela circularidade na região Centro e acompanhe todas as novidades aqui.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza uma nova ferramenta de monitorização e acompanhamento trimestral dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma clara e concisa, que permite conhecer melhor a evolução das aprovações e da execução financeira do PRR, em diferentes escalas territoriais. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, são também apresentadas infografias para cada uma das oito sub-regiões, que incorporam alguma informação por município. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. No PRR, até 30 de setembro de 2025, estavam aprovados 3,8 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,7 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na Região Centro). Os projetos contratados totalizavam 71.982 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 40,6% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,8 mil milhões de euros), correspondendo a 77% do total contratado na região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 664 milhões de euros contratados (18%) e a dimensão da Transição Digital, com 198,4 milhões de euros contratados (5%). Peso do montante contratado na região Centro por Dimensão (%) Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (410 milhões de euros) e Agendas/Alianças Verdes para a Inovação Empresarial (390 milhões de euros), que, em conjunto, representam 21,6% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (279 milhões de euros contratados, que representam 7,6% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,5%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,0% e 21,9%do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Águeda, Viseu, Ílhavo, Figueira da Foz, Marinha Grande, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Consulte aqui a versão integral da infografia.
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No Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), até 31 de dezembro de 2025, estavam aprovados 3,9 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,8 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na região Centro). Os projetos contratados totalizavam 75.746 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,6 mil milhões de euros, o que corresponde a 44% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,9 mil milhões de euros), correspondendo a 77,5% do total da região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 649,7 milhões de euros contratados (16,9%) e a dimensão da Transição Digital, com 216,3 milhões de euros contratados (5,6%). Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças mobilizadoras e verdes para a inovação empresarial (821 milhões de euros), que representam 21,4% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (272 milhões de euros contratados, que representam 7,1% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,3%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,2% e 21,8% do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Águeda, Figueira da Foz, Marinha Grande, Ílhavo, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Esta informação encontra-se disponível na nova edição da infografia “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro”, referente ao do quarto trimestre de 2025, que acompanha os investimentos financiados pelo PRR na região Centro. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, é também apresentada informação para cada uma das oito sub-regiões. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. Consulte aqui a infografia “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro”.
Um total de 934 empresas da região Centro foi distinguido com o estatuto PME Excelência 2024, representando 23,8% do total nacional. Em Portugal, foram reconhecidas 3.925 empresas, o que correspondeu a uma redução de 5,1% face a 2023, refletindo um contexto económico mais exigente e critérios de distinção mais seletivos. A região Centro manteve-se como a segunda região portuguesa com mais PME Excelência, em 2024, apenas atrás da região Norte. A concentração de PME Excelência na região (23,8%) continuou a superar o peso de PME existentes no Centro (cerca de 19,6%), confirmando a relevância do tecido empresarial regional de excelência no panorama nacional. Comparativamente a 2023, o número de empresas distinguidas na região registou uma variação de -11,7%, traduzindo-se em menos 124 empresas galardoadas, uma evolução negativa mais acentuada do que a observada a nível nacional. As PME Excelência da região Centro estavam presentes em 87 dos 100 municípios, evidenciando uma ampla disseminação territorial do estatuto, ainda que ligeiramente inferior à verificada no ano anterior (91 municípios em 2023). Os municípios de Leiria (com 97 empresas), Aveiro (56), Coimbra (51), Viseu (44) e Ourém (42) destacavam-se com o maior número de PME Excelência. Tal como em anos anteriores, verificava-se uma maior concentração de empresas distinguidas nos municípios do litoral, refletindo a maior densidade empresarial e a presença de polos urbanos, industriais e logísticos mais consolidados. Distribuição das PME Excelência 2024 na região Centro por municípios As PME Excelência repartiam-se por diversos setores de atividade na região, mantendo-se, contudo, a predominância de alguns setores-chave. A indústria continuou a ser o setor mais expressivo, com 269 empresas distinguidas, seguida do comércio, com 231 empresas, representando, em conjunto, mais de metade das PME Excelência regionais. Destacava-se igualmente o crescimento muito significativo registado no setor do turismo, que passou de 69 para 121 empresas, reforçando o peso setor desta atividade na estrutura regional. Considerando o peso das PME Excelência do Centro no total nacional de cada setor de atividade, sobressaíam a agricultura e pescas (36%), os transportes (32%) e a indústria (32%), setores em que a região concentrava uma parte substancial das empresas distinguidas a nível nacional. Face a 2023, verificaram-se ajustamentos diferenciados entre setores. A indústria, o comércio e os transportes registaram quebras significativas no número de PME Excelência, o que, no caso da indústria e dos transportes, levou à perda de representatividade no total nacional. Já a construção, a agricultura e pescas e, sobretudo, o turismo, evidenciaram crescimentos absolutos relevantes. No caso do turismo, apesar do aumento expressivo do número de empresas distinguidas na região, a sua representatividade no total nacional manteve-se moderada, refletindo a forte expansão do setor em todo o país. As PME Excelência assumem um papel fundamental como motor do desenvolvimento económico e como indicador das dinâmicas empresariais, pelo que [...]
Estão abertas, para este ano, convocatórias para o Programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores (CERV), um programa da União Europeia criado para proteger e promover os valores e direitos consagrados nos Tratados da União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais. O CERV financia projetos que reforcem o Estado de direito, combatam a discriminação, promovam a igualdade de género e incentivem a participação ativa dos cidadãos na vida democrática. Tem como objetivo principal apoiar organizações e entidades públicas na promoção de: Direitos fundamentais Igualdade e não discriminação Participação cívica e democrática Combate à violência, incluindo violência de género e contra crianças Memória histórica europeia e valores comuns da EU O programa organiza-se em quatro grandes vertentes: Valores da União – Apoio a iniciativas que defendam a democracia, o Estado de direito e os direitos fundamentais. Igualdade, Direitos e Igualdade de Género – Promoção da igualdade e combate a todas as formas de discriminação. Envolvimento e Participação dos Cidadãos – Estímulo à participação cívica, geminações de cidades, redes de cidades e iniciativas de memória europeia. Daphne – Prevenção e combate à violência contra mulheres, jovens e crianças. O CERV dispõe de um orçamento de 1,5 mil milhões de euros, e é uma grande oportunidade para ONG, entidades públicas e organizações sem fins lucrativos desenvolverem projetos com impacto real na sociedade. Quer promover direitos, igualdade e cidadania ativa? Como participar? O financiamento é atribuído através de convites à apresentação de propostas - convocatórias, publicados regularmente pela Comissão Europeia. As organizações interessadas devem acompanhar estas oportunidades e preparar candidaturas alinhadas com as prioridades do programa. Saiba mais aqui. Convocatórias abertas ou com prazos em 2026 Programme: Citizens, Equality, Rights and Values Programme (CERV) | Type of action: CERV Lump Sum Grants: Supporting work-life balance, equal share of care responsibilities, family-friendly policies among employers and the value of care sector jobs. CERV-2026-GE-WORK-LIFE | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Supporting equal participation and representation of women and men in economic and political decision-making. CERV-2026-GE-EQUAL-PART-REP | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Promoting and supporting the implementation of the provisions of the Pay Transparency Directive and respect of equal pay for equal work and work of equal value. CERV-2026-GE-PAY-TRANSP-DIR | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Tackling gender stereotypes in media and advertising. CERV-2026-GE-GENDER-STEREO | Calls for proposals Opening date: 29 January 2026 | Deadline date: 28 April 2026 | Single-stage Programme: Citizens, Equality, Rights and Values Programme (CERV) Call 3 – Financial Support to Third Parties focusing on Youth Democratic Participation. GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Call 1 – Financial Support to Third Parties focusing on the Right to Education GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Call 2 – Financial Support to Third Parties focusing on the Right to Social Security, Assistance and Work. GROW | Cascade funding Opening date: 27 January 2026 | Next deadline: 27 March 2026 | Multiple Cut-off Stream I (Incubator) – second call ImpactAS 2 | Cascade funding Opening date: 20 January 2026 | Deadline [...]
Mais de duas centenas de entidades de toda a região Centro assinam, amanhã, dia 22 de janeiro, às 14h30, em Condeixa-a-Nova, a formalização do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), que tem como objetivo dar visibilidade e valorizar o trabalho que os agentes regionais já desenvolvem na área da economia circular, promovendo simultaneamente a partilha de conhecimento e a cooperação entre os diferentes atores do território. O Pacto para a Economia Circular no Centro entra, em 2026/27, na sua terceira edição com o número mais elevado de sempre de entidades subscritoras. Entre empresas, associações empresariais, instituições de ensino superior, comunidades intermunicipais, câmaras municipais, juntas de freguesia, instituições particulares de solidariedade social e associações de desenvolvimento local, são 202 as entidades que assumem este compromisso de promoção de economia circular. Na primeira edição, em 2019/20, o Pacto contou com a adesão de 86 entidades, subindo para uma centena na segunda edição, em 2023-2025. A iniciativa abrange a totalidade da região Centro, destacando-se, nesta 3.ª edição, a Região de Coimbra, com 63 entidades subscritoras, seguida da Região de Aveiro, com 35, e da Região das Beiras e Serra da Estrela com 25. Com 16 entidades subscritoras cada, surgem as regiões da Beira Baixa e de Leiria. Seguem-se as regiões do Oeste e Médio Tejo com 15 e Viseu Dão Lafões com 14 entidades. A estas juntam-se outras 10 entidades não localizadas na região Centro, mas que se comprometeram a desenvolver ações de economia circular neste território. Entidades subscritoras por Comunidade Intermunicipal Entidades da Região de Coimbra Administração do Porto da Figueira da Foz, S.A. Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste Águas do Centro Litoral, S.A. António J Cardoso Simões, SAI, Unipessoal, Lda. Associação BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação Associação CECOLAB – Collaborative Laboratory towards Circular Economy Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares - ADIP Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego - AD ELO Associação Nacional de Jovens Empresários – Núcleo do Centro Associação Portuguesa de Bioindústria - P-BIO Associação Verdeviver - Sustentabilidade e Bem-estar Aurora Desperta Crl. Bluepharma Indústria Farmacêutica S.A. Câmara Municipal da Figueira da Foz Câmara Municipal da Mealhada Câmara Municipal de Arganil Câmara Municipal de Cantanhede Câmara Municipal de Coimbra Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova Câmara Municipal de Góis Câmara Municipal de Mira Câmara Municipal de Miranda do Corvo Câmara Municipal de Montemor-o-Velho Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Câmara Municipal de Penacova Câmara Municipal de Soure Câmara Municipal de Tábua Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares Casa da Esquina – Associação Cultural Casa do Brasil em Coimbra Centro da Biomassa para a Energia - CBE Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património - CEARTE Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro - CTCV CERES - Chemical Engineering and Renewable Resources for Sustainability Cluster Habitat Sustentável CoimbraMaisFuturo - Associação de Desenvolvimento Local de Coimbra Colégio de São José Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza um novo domínio de informação na plataforma “DataCentro – Informação para a Região” relativo à monitorização e acompanhamento dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma concisa, que permite conhecer melhor a aplicação do PRR, em diferentes escalas territoriais, de modo a ser possível a análise dos seus efeitos. O novo domínio “PRR” disponibiliza 32 indicadores, que permitem acompanhar, trimestralmente, a evolução dos montantes aprovados, contratados e pagos pelo PRR em Portugal e na região Centro. A sua atualização regular constitui uma ferramenta essencial para compreender a evolução dos grandes números do PRR, com informação desagregada pelas três dimensões do PRR, Resiliência, Transição Climática e Transição Digital, respetivas componentes de investimento e pelas sub-regiões da região Centro. Consulte esta informação na plataforma DataCentro. Recorde-se que a CCDR Centro disponibilizou, no início deste mês, uma nova infografia trimestral de monitorização do PRR na região, cujos dados estão agora compilados na plataforma DataCentro, podendo ser consultada em: Infografia PRR 3T2025. Também a publicação “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, no seu capítulo “Políticas Públicas”, analisa esta informação agora disponibilizada na plataforma DataCentro, podendo ser consultada aqui. Com este novo domínio de informação, reforçamos o compromisso de promover a literacia das políticas públicas, informar os agentes regionais e o público em geral sobre a situação da região e qualificar o debate público regional, permitindo a formação de opiniões fundamentadas.
A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40). O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente. Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”. Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”. Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar). Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais. Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao [...]
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove na quinta-feira, dia 15 de janeiro, às 14h30, em Castelo Branco, uma visita à INOVCLUSTER - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro e ao CATAA - Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, no âmbito do Roteiro da Economia Circular na Região Centro, com o objetivo de mostrar práticas que contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. Este Roteiro, integrado na Agenda de Economia Circular do Centro, tem como objetivo divulgar e valorizar boas práticas de economia circular desenvolvidas na região, através de um conjunto de visitas a entidades que subscreveram a 2.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro. No âmbito da sua adesão ao Pacto, a INOVCLUSTER e o CATAA assumiram compromissos relacionados com a valorização de produtos alimentares endógenos, desenvolvimento de novos produtos e, ainda, com a sensibilização da comunidade para a importância da economia circular no setor agroalimentar. Esta edição do roteiro teve início a 21 de novembro de 2025 e terminará a 22 de janeiro de 2026, sendo de participação aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia. O programa completo e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em https://agendacircular.ccdrc.pt/roteiro-2-a-edicao. Entretanto continua a decorrer o período de subscrições para a 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular do Centro. Todas as entidades regionais interessadas, poderão formalizar a sua adesão, até ao próximo dia 15 de janeiro de 2026, aqui.
Encontra-se aberto o período de subscrição da 3.ª edição do Pacto para a Economia Circular no Centro, uma iniciativa promovida pela CCDR Centro que se baseia no compromisso das entidades aderentes em desenvolver ações que contribuam para uma economia mais circular na região Centro. Com o objetivo de reforçar a partilha e a capacitação, esta edição do Pacto será estruturada em Comunidades de Prática, dinamizadas pela CCDR Centro, permitindo às entidades subscritoras um trabalho mais colaborativo e orientado para os desafios específicos das suas áreas de intervenção. A subscrição poderá ser efetuada até ao dia 15 de janeiro de 2026. Para aderir à iniciativa, basta preencher este formulário. Junte-se ao compromisso pela circularidade na região Centro e acompanhe todas as novidades aqui.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) disponibiliza uma nova ferramenta de monitorização e acompanhamento trimestral dos investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na região Centro. Trata-se da sistematização da informação disponibilizada por este programa, apresentada de forma clara e concisa, que permite conhecer melhor a evolução das aprovações e da execução financeira do PRR, em diferentes escalas territoriais. Para além de sintetizar os principais agregados para a região Centro, são também apresentadas infografias para cada uma das oito sub-regiões, que incorporam alguma informação por município. Note-se, no entanto, que, sendo o PRR um programa nacional, existem projetos de implementação nacional, com montantes significativos de fundos aplicados em investimentos transversais ao país. Esses fundos não se encontram regionalizados, pelo que não são considerados nesta análise, sendo, apenas, monitorizados os projetos com investimentos aplicados diretamente na região Centro. No PRR, até 30 de setembro de 2025, estavam aprovados 3,8 mil milhões de euros para aplicação na região Centro, dos quais 3,7 mil milhões de euros estavam já contratados (tratam-se apenas de investimentos aplicados diretamente na Região Centro). Os projetos contratados totalizavam 71.982 e os pagamentos aos beneficiários ascendiam a 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 40,6% do valor contratado. A dimensão Resiliência, associada a um aumento da capacidade de reação e de superação face a crises eminentes e aos desafios atuais e futuros, destaca-se pelo maior valor de montante contratado (2,8 mil milhões de euros), correspondendo a 77% do total contratado na região. Segue-se a dimensão da Transição Climática, com 664 milhões de euros contratados (18%) e a dimensão da Transição Digital, com 198,4 milhões de euros contratados (5%). Peso do montante contratado na região Centro por Dimensão (%) Destacam-se pelos elevados montantes contratados, os investimentos associados às Agendas/Alianças Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (410 milhões de euros) e Agendas/Alianças Verdes para a Inovação Empresarial (390 milhões de euros), que, em conjunto, representam 21,6% do total contratado na região; os investimentos para projetos de descarbonização do setor industrial e empresarial (279 milhões de euros contratados, que representam 7,6% do total da região); e os investimentos destinados à renovação ou à construção de novas escolas na região (6,5%, que correspondem a 242 milhões de euros). Montantes contratados na região Centro por Tipologia de Investimentos (M€) Em termos sub-regionais destacam-se a Região de Coimbra e a Região de Aveiro como os territórios com maior montante contratado da região, concentrando 24,0% e 21,9%do total regional, respetivamente, sendo também estas duas sub-regiões que registaram os maiores valores contratados por habitante, superando os 2.000 euros por habitante. À escala municipal, destacam-se os municípios de Coimbra, Aveiro, Leiria, Águeda, Viseu, Ílhavo, Figueira da Foz, Marinha Grande, Estarreja e Guarda pelos elevados montantes contratados e pagos. Consulte aqui a versão integral da infografia.




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