Super Horta

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- Categories: Sem categoriaPublished On: 13/04/2026
A RCM 196/2023, 26 de dezembro) (atualizada pela RCM 200/2025, de 23/dezembro) e a RCM 53/2026 (12 de março) estabelecem as medidas preventivas e as áreas de incidência para salvaguarda, respetivamente, dos troços Porto-Campanhã/Soure e Soure/Carregado da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa. As RCM determinam que, na área de incidência territorial das medidas preventivas e pelo prazo de vigência destas, as normas dos planos territoriais em vigor aplicam-se de forma articulada com estas. As áreas de incidência podem ser consultadas no portal das Infraestruturas de Portugal.
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Conheça os eventos culturais e artísticos em destaque de 1 a 4 de abril de 2026. As sugestões culturais da CCDR Centro privilegiam iniciativas promovidas por agentes culturais da região, evidenciando a diversidade artística e a vitalidade cultural do território. Para o próximo fim de semana, a seleção inclui propostas que combinam música, teatro e tradições associadas à Semana Santa, incentivando a participação e o usufruto da cultura em vários municípios da região. 📍 Porto de Mós 3 de abril | 16h00 Local: Igreja de S. Pedro Via Sacra Trata-se de uma recriação histórica promovida pelo Leirena Teatro - Companhia de Teatro de Leiria, integrada nas celebrações da Semana Santa, que dá vida aos últimos momentos da vida de Cristo através de uma encenação marcada pelo simbolismo e pela intensidade emocional. Facebook 📍 Coimbra 3 de abril | 18h00 Local: Convento São Francisco XIV Ciclo de Requiem de Coimbra – Concerto de Páscoa Concerto integrado no XIV Ciclo de Requiem de Coimbra, promovido pela Associação Ecos do Passado, que assinala a Páscoa com um programa de música coral e sinfónica. A iniciativa reúne o Coro Sinfónico Inês de Castro, o Coimbra Cantat – coro infantojuvenil e a Orquestra Inês de Castro, num momento de grande intensidade musical em torno de obras de Brahms e Fauré. Reserva de Bilhetes | Facebook | Instagram 📍 Sabugal 3 de abril | 21h30 Local: Centro histórico de Vilar Maior Vida e Paixão de Cristo A encenação, promovida pela Associação Muralhas de Vilar Maior, recria os últimos momentos da vida de Jesus Cristo e envolve a comunidade local numa representação ao ar livre, marcada pelo simbolismo e pela dimensão cénica. Mais informação | Facebook 📍 São Pedro do Sul 3 de abril | 21h30 Local: Igreja Paroquial de Figueiredo de Alva VI Encontro de Cantares Quaresmais A iniciativa reúne vários grupos da região Centro num momento de partilha dos cantares associados ao período da Quaresma, valorizando a preservação e transmissão de práticas culturais enraizadas no território. O encontro destaca a dimensão comunitária destas manifestações, através de repertórios tradicionais interpretados por diferentes formações. Facebook 📍 Penela 4 de abril | 21h00 Local: Casa Família Oliveira Guimarães, Espinhal Penela Qual Idade? 2026 Trata-se de uma iniciativa promovida pela Companhia da Chanca que reúne diferentes expressões artísticas, incluindo uma exposição de pintura, esboços de teatro e uma mesa-redonda dedicada ao tema da longevidade criativa. Facebook 📍 Belmonte 4 de abril | 23h55 Local: Largo da Igreja – Caria Canto das Alvíssaras A iniciativa, promovida pelo Grupo de Cantares Toca da Moura e com a participação da Banda Filarmónica de Caria, recria uma tradição associada ao Sábado de Aleluia, valorizando práticas culturais enraizadas no território. Facebook
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Os espigueiros constituem uma das mais relevantes expressões da arquitetura vernacular portuguesa, assumindo particular significado na leitura da paisagem rural da região Centro. Enquanto estruturas associadas à produção agrícola tradicional, integram um sistema funcional e cultural que articula espaços, práticas e saberes, refletindo modos de vida profundamente enraizados no território. Do ponto de vista funcional, o espigueiro é um celeiro elevado destinado à secagem e ao armazenamento do milho, concebido para responder às condições climáticas húmidas características de grande parte do território português. A presença de fendas laterais assegura a ventilação contínua, indispensável à secagem do cereal, enquanto a elevação sobre pilares, frequentemente dotados de elementos de proteção, impede o acesso de roedores. Estas soluções revelam um conhecimento empírico consolidado, transmitido entre gerações e adaptado às condições ambientais locais. Na região Centro, os espigueiros surgem frequentemente associados à eira, espaço de trabalho agrícola onde se realizavam atividades como a debulha e a secagem dos cereais. Esta associação evidencia a existência de práticas comunitárias estruturadas em torno do ciclo agrícola, nas quais diferentes elementos construídos desempenham funções complementares. A articulação entre o espigueiro, a eira e outras estruturas de apoio configura, assim, um sistema coerente que organiza o espaço rural e reforça a dimensão coletiva da atividade agrícola. Do ponto de vista morfológico e construtivo, os espigueiros apresentam variações que refletem a diversidade regional. Na região Centro, observa-se a utilização de materiais como a pedra e a madeira, muitas vezes combinados, em função da disponibilidade local. As estruturas tendem a apresentar planta retangular, cobertura de duas águas e paredes laterais ripadas ou fendidas, garantindo a ventilação. Elementos como os apoios elevados e os dispositivos de proteção contra animais demonstram uma preocupação simultaneamente funcional e técnica, enquanto certos remates superiores podem evidenciar simbologias de natureza religiosa ou protetora. Para além da sua função utilitária, os espigueiros assumem um importante valor simbólico e identitário. Enquanto parte integrante do quotidiano rural, estão associados a práticas sociais e culturais ligadas ao ciclo do milho, incluindo momentos de trabalho coletivo e convívio comunitário. A sua presença na paisagem contribui para a construção de uma identidade local, funcionando como testemunho material de sistemas agrícolas tradicionais e de formas de organização social baseadas na cooperação. A análise destas estruturas permite também enquadrá-las num contexto mais amplo de arquitetura tradicional adaptada ao meio, em que as soluções construtivas resultam de uma relação direta com os recursos disponíveis e com as exigências ambientais. Este princípio é observável noutras tipologias vernaculares em Portugal, nas quais a forma construída emerge como resposta às condições naturais e aos modos de vida específicos de cada comunidade. Atualmente, os espigueiros são reconhecidos como elementos relevantes do património cultural, tanto na sua dimensão material como imaterial. A sua preservação coloca desafios associados ao abandono das práticas agrícolas tradicionais e à transformação dos territórios rurais. Neste contexto, iniciativas de valorização patrimonial, incluindo propostas de reconhecimento internacional, sublinham a importância de salvaguardar não apenas as estruturas físicas, mas também os conhecimentos e práticas a elas associados. Em [...]
- Categories: Sem categoriaPublished On: 13/04/2026
A RCM 196/2023, 26 de dezembro) (atualizada pela RCM 200/2025, de 23/dezembro) e a RCM 53/2026 (12 de março) estabelecem as medidas preventivas e as áreas de incidência para salvaguarda, respetivamente, dos troços Porto-Campanhã/Soure e Soure/Carregado da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa. As RCM determinam que, na área de incidência territorial das medidas preventivas e pelo prazo de vigência destas, as normas dos planos territoriais em vigor aplicam-se de forma articulada com estas. As áreas de incidência podem ser consultadas no portal das Infraestruturas de Portugal.
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Conheça os eventos culturais e artísticos em destaque de 1 a 4 de abril de 2026. As sugestões culturais da CCDR Centro privilegiam iniciativas promovidas por agentes culturais da região, evidenciando a diversidade artística e a vitalidade cultural do território. Para o próximo fim de semana, a seleção inclui propostas que combinam música, teatro e tradições associadas à Semana Santa, incentivando a participação e o usufruto da cultura em vários municípios da região. 📍 Porto de Mós 3 de abril | 16h00 Local: Igreja de S. Pedro Via Sacra Trata-se de uma recriação histórica promovida pelo Leirena Teatro - Companhia de Teatro de Leiria, integrada nas celebrações da Semana Santa, que dá vida aos últimos momentos da vida de Cristo através de uma encenação marcada pelo simbolismo e pela intensidade emocional. Facebook 📍 Coimbra 3 de abril | 18h00 Local: Convento São Francisco XIV Ciclo de Requiem de Coimbra – Concerto de Páscoa Concerto integrado no XIV Ciclo de Requiem de Coimbra, promovido pela Associação Ecos do Passado, que assinala a Páscoa com um programa de música coral e sinfónica. A iniciativa reúne o Coro Sinfónico Inês de Castro, o Coimbra Cantat – coro infantojuvenil e a Orquestra Inês de Castro, num momento de grande intensidade musical em torno de obras de Brahms e Fauré. Reserva de Bilhetes | Facebook | Instagram 📍 Sabugal 3 de abril | 21h30 Local: Centro histórico de Vilar Maior Vida e Paixão de Cristo A encenação, promovida pela Associação Muralhas de Vilar Maior, recria os últimos momentos da vida de Jesus Cristo e envolve a comunidade local numa representação ao ar livre, marcada pelo simbolismo e pela dimensão cénica. Mais informação | Facebook 📍 São Pedro do Sul 3 de abril | 21h30 Local: Igreja Paroquial de Figueiredo de Alva VI Encontro de Cantares Quaresmais A iniciativa reúne vários grupos da região Centro num momento de partilha dos cantares associados ao período da Quaresma, valorizando a preservação e transmissão de práticas culturais enraizadas no território. O encontro destaca a dimensão comunitária destas manifestações, através de repertórios tradicionais interpretados por diferentes formações. Facebook 📍 Penela 4 de abril | 21h00 Local: Casa Família Oliveira Guimarães, Espinhal Penela Qual Idade? 2026 Trata-se de uma iniciativa promovida pela Companhia da Chanca que reúne diferentes expressões artísticas, incluindo uma exposição de pintura, esboços de teatro e uma mesa-redonda dedicada ao tema da longevidade criativa. Facebook 📍 Belmonte 4 de abril | 23h55 Local: Largo da Igreja – Caria Canto das Alvíssaras A iniciativa, promovida pelo Grupo de Cantares Toca da Moura e com a participação da Banda Filarmónica de Caria, recria uma tradição associada ao Sábado de Aleluia, valorizando práticas culturais enraizadas no território. Facebook
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Os espigueiros constituem uma das mais relevantes expressões da arquitetura vernacular portuguesa, assumindo particular significado na leitura da paisagem rural da região Centro. Enquanto estruturas associadas à produção agrícola tradicional, integram um sistema funcional e cultural que articula espaços, práticas e saberes, refletindo modos de vida profundamente enraizados no território. Do ponto de vista funcional, o espigueiro é um celeiro elevado destinado à secagem e ao armazenamento do milho, concebido para responder às condições climáticas húmidas características de grande parte do território português. A presença de fendas laterais assegura a ventilação contínua, indispensável à secagem do cereal, enquanto a elevação sobre pilares, frequentemente dotados de elementos de proteção, impede o acesso de roedores. Estas soluções revelam um conhecimento empírico consolidado, transmitido entre gerações e adaptado às condições ambientais locais. Na região Centro, os espigueiros surgem frequentemente associados à eira, espaço de trabalho agrícola onde se realizavam atividades como a debulha e a secagem dos cereais. Esta associação evidencia a existência de práticas comunitárias estruturadas em torno do ciclo agrícola, nas quais diferentes elementos construídos desempenham funções complementares. A articulação entre o espigueiro, a eira e outras estruturas de apoio configura, assim, um sistema coerente que organiza o espaço rural e reforça a dimensão coletiva da atividade agrícola. Do ponto de vista morfológico e construtivo, os espigueiros apresentam variações que refletem a diversidade regional. Na região Centro, observa-se a utilização de materiais como a pedra e a madeira, muitas vezes combinados, em função da disponibilidade local. As estruturas tendem a apresentar planta retangular, cobertura de duas águas e paredes laterais ripadas ou fendidas, garantindo a ventilação. Elementos como os apoios elevados e os dispositivos de proteção contra animais demonstram uma preocupação simultaneamente funcional e técnica, enquanto certos remates superiores podem evidenciar simbologias de natureza religiosa ou protetora. Para além da sua função utilitária, os espigueiros assumem um importante valor simbólico e identitário. Enquanto parte integrante do quotidiano rural, estão associados a práticas sociais e culturais ligadas ao ciclo do milho, incluindo momentos de trabalho coletivo e convívio comunitário. A sua presença na paisagem contribui para a construção de uma identidade local, funcionando como testemunho material de sistemas agrícolas tradicionais e de formas de organização social baseadas na cooperação. A análise destas estruturas permite também enquadrá-las num contexto mais amplo de arquitetura tradicional adaptada ao meio, em que as soluções construtivas resultam de uma relação direta com os recursos disponíveis e com as exigências ambientais. Este princípio é observável noutras tipologias vernaculares em Portugal, nas quais a forma construída emerge como resposta às condições naturais e aos modos de vida específicos de cada comunidade. Atualmente, os espigueiros são reconhecidos como elementos relevantes do património cultural, tanto na sua dimensão material como imaterial. A sua preservação coloca desafios associados ao abandono das práticas agrícolas tradicionais e à transformação dos territórios rurais. Neste contexto, iniciativas de valorização patrimonial, incluindo propostas de reconhecimento internacional, sublinham a importância de salvaguardar não apenas as estruturas físicas, mas também os conhecimentos e práticas a elas associados. Em [...]
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
No coração da região Centro de Portugal, mais precisamente em Condeixa-a-Nova, nasce um doce singular que alia simplicidade, tradição e identidade: a escarpiada. Muito mais do que um simples bolo, este produto representa a herança gastronómica local, transmitida de geração em geração e profundamente enraizada na cultura da região. A escarpiada é confecionada a partir de ingredientes simples e genuínos — massa de pão, açúcar amarelo, azeite e canela — que, através de uma técnica cuidada, dão origem a uma iguaria única. O segredo reside na arte de dobrar a massa, criando camadas que retêm um delicioso molho, resultante da fusão do açúcar com a canela e o azeite. O resultado final apresenta uma textura contrastante: crocante no exterior e macia, húmida e aromática no interior, evocando as paisagens escarpadas da Serra de Sicó, que inspiram o seu nome. A origem da escarpiada perde-se no tempo, podendo estar associada à presença romana na região ou a práticas culinárias medievais baseadas na massa de pão enriquecida com açúcar e especiarias. Ao longo dos séculos, a receita foi preservada pela tradição oral, tornando-se presença obrigatória em momentos festivos, nomeadamente nas celebrações de Santa Cristina. Inicialmente produzida em grandes formatos familiares, evoluiu posteriormente para versões individuais, estando hoje disponível ao longo de todo o ano em padarias e pastelarias locais. Reconhecida como um doce genuinamente condeixense, a escarpiada afirma-se como um dos principais símbolos gastronómicos do concelho e da Região de Coimbra, tendo sido candidata às “7 Maravilhas Doces de Portugal”, o que reforça o seu valor enquanto património cultural e gastronómico. Integra ainda o conjunto de Produtos Tradicionais de Qualidade da região Centro, destacando-se pela autenticidade dos ingredientes, pelo saber-fazer artesanal e pela forte ligação ao território. Este doce constitui um exemplo claro de como a gastronomia tradicional contribui para a valorização turística e económica das regiões, promovendo experiências autênticas e diferenciadoras. A par de outros produtos emblemáticos, a escarpiada reforça a identidade da região Centro como destino de excelência para o turismo gastronómico. Referências Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova. https://cm-condeixa.pt/turismo/gastronomia/ Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Escarpiada de Condeixa-a-Nova. https://tradicional.dgadr.gov.pt/en/categories/desserts-and-pastry/1091-escarpiada-de-condeixa-a-nova Região de Coimbra. (2022). Carta gastronómica da Região de Coimbra. Disponível em https://visitregiaodecoimbra.pt
- Categories: Sem categoriaPublished On: 13/04/2026
A RCM 196/2023, 26 de dezembro) (atualizada pela RCM 200/2025, de 23/dezembro) e a RCM 53/2026 (12 de março) estabelecem as medidas preventivas e as áreas de incidência para salvaguarda, respetivamente, dos troços Porto-Campanhã/Soure e Soure/Carregado da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa. As RCM determinam que, na área de incidência territorial das medidas preventivas e pelo prazo de vigência destas, as normas dos planos territoriais em vigor aplicam-se de forma articulada com estas. As áreas de incidência podem ser consultadas no portal das Infraestruturas de Portugal.
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Conheça os eventos culturais e artísticos em destaque de 1 a 4 de abril de 2026. As sugestões culturais da CCDR Centro privilegiam iniciativas promovidas por agentes culturais da região, evidenciando a diversidade artística e a vitalidade cultural do território. Para o próximo fim de semana, a seleção inclui propostas que combinam música, teatro e tradições associadas à Semana Santa, incentivando a participação e o usufruto da cultura em vários municípios da região. 📍 Porto de Mós 3 de abril | 16h00 Local: Igreja de S. Pedro Via Sacra Trata-se de uma recriação histórica promovida pelo Leirena Teatro - Companhia de Teatro de Leiria, integrada nas celebrações da Semana Santa, que dá vida aos últimos momentos da vida de Cristo através de uma encenação marcada pelo simbolismo e pela intensidade emocional. Facebook 📍 Coimbra 3 de abril | 18h00 Local: Convento São Francisco XIV Ciclo de Requiem de Coimbra – Concerto de Páscoa Concerto integrado no XIV Ciclo de Requiem de Coimbra, promovido pela Associação Ecos do Passado, que assinala a Páscoa com um programa de música coral e sinfónica. A iniciativa reúne o Coro Sinfónico Inês de Castro, o Coimbra Cantat – coro infantojuvenil e a Orquestra Inês de Castro, num momento de grande intensidade musical em torno de obras de Brahms e Fauré. Reserva de Bilhetes | Facebook | Instagram 📍 Sabugal 3 de abril | 21h30 Local: Centro histórico de Vilar Maior Vida e Paixão de Cristo A encenação, promovida pela Associação Muralhas de Vilar Maior, recria os últimos momentos da vida de Jesus Cristo e envolve a comunidade local numa representação ao ar livre, marcada pelo simbolismo e pela dimensão cénica. Mais informação | Facebook 📍 São Pedro do Sul 3 de abril | 21h30 Local: Igreja Paroquial de Figueiredo de Alva VI Encontro de Cantares Quaresmais A iniciativa reúne vários grupos da região Centro num momento de partilha dos cantares associados ao período da Quaresma, valorizando a preservação e transmissão de práticas culturais enraizadas no território. O encontro destaca a dimensão comunitária destas manifestações, através de repertórios tradicionais interpretados por diferentes formações. Facebook 📍 Penela 4 de abril | 21h00 Local: Casa Família Oliveira Guimarães, Espinhal Penela Qual Idade? 2026 Trata-se de uma iniciativa promovida pela Companhia da Chanca que reúne diferentes expressões artísticas, incluindo uma exposição de pintura, esboços de teatro e uma mesa-redonda dedicada ao tema da longevidade criativa. Facebook 📍 Belmonte 4 de abril | 23h55 Local: Largo da Igreja – Caria Canto das Alvíssaras A iniciativa, promovida pelo Grupo de Cantares Toca da Moura e com a participação da Banda Filarmónica de Caria, recria uma tradição associada ao Sábado de Aleluia, valorizando práticas culturais enraizadas no território. Facebook
- Categories: Sem categoriaPublished On: 09/04/2026
Os espigueiros constituem uma das mais relevantes expressões da arquitetura vernacular portuguesa, assumindo particular significado na leitura da paisagem rural da região Centro. Enquanto estruturas associadas à produção agrícola tradicional, integram um sistema funcional e cultural que articula espaços, práticas e saberes, refletindo modos de vida profundamente enraizados no território. Do ponto de vista funcional, o espigueiro é um celeiro elevado destinado à secagem e ao armazenamento do milho, concebido para responder às condições climáticas húmidas características de grande parte do território português. A presença de fendas laterais assegura a ventilação contínua, indispensável à secagem do cereal, enquanto a elevação sobre pilares, frequentemente dotados de elementos de proteção, impede o acesso de roedores. Estas soluções revelam um conhecimento empírico consolidado, transmitido entre gerações e adaptado às condições ambientais locais. Na região Centro, os espigueiros surgem frequentemente associados à eira, espaço de trabalho agrícola onde se realizavam atividades como a debulha e a secagem dos cereais. Esta associação evidencia a existência de práticas comunitárias estruturadas em torno do ciclo agrícola, nas quais diferentes elementos construídos desempenham funções complementares. A articulação entre o espigueiro, a eira e outras estruturas de apoio configura, assim, um sistema coerente que organiza o espaço rural e reforça a dimensão coletiva da atividade agrícola. Do ponto de vista morfológico e construtivo, os espigueiros apresentam variações que refletem a diversidade regional. Na região Centro, observa-se a utilização de materiais como a pedra e a madeira, muitas vezes combinados, em função da disponibilidade local. As estruturas tendem a apresentar planta retangular, cobertura de duas águas e paredes laterais ripadas ou fendidas, garantindo a ventilação. Elementos como os apoios elevados e os dispositivos de proteção contra animais demonstram uma preocupação simultaneamente funcional e técnica, enquanto certos remates superiores podem evidenciar simbologias de natureza religiosa ou protetora. Para além da sua função utilitária, os espigueiros assumem um importante valor simbólico e identitário. Enquanto parte integrante do quotidiano rural, estão associados a práticas sociais e culturais ligadas ao ciclo do milho, incluindo momentos de trabalho coletivo e convívio comunitário. A sua presença na paisagem contribui para a construção de uma identidade local, funcionando como testemunho material de sistemas agrícolas tradicionais e de formas de organização social baseadas na cooperação. A análise destas estruturas permite também enquadrá-las num contexto mais amplo de arquitetura tradicional adaptada ao meio, em que as soluções construtivas resultam de uma relação direta com os recursos disponíveis e com as exigências ambientais. Este princípio é observável noutras tipologias vernaculares em Portugal, nas quais a forma construída emerge como resposta às condições naturais e aos modos de vida específicos de cada comunidade. Atualmente, os espigueiros são reconhecidos como elementos relevantes do património cultural, tanto na sua dimensão material como imaterial. A sua preservação coloca desafios associados ao abandono das práticas agrícolas tradicionais e à transformação dos territórios rurais. Neste contexto, iniciativas de valorização patrimonial, incluindo propostas de reconhecimento internacional, sublinham a importância de salvaguardar não apenas as estruturas físicas, mas também os conhecimentos e práticas a elas associados. Em [...]





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