População dos 100 municípios da Região Centro atinge os 2,4 milhões de habitantes, regressando aos níveis de 1960
Nos 100 municípios da Região Centro residiam 2,4 milhões de pessoas, em 2025, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), das quais 1,17 milhões eram homens (49%) e 1,24 milhões mulheres (51%). O Centro concentrava, assim, 21,1% da população residente em Portugal, mantendo o peso no total nacional registado nos dois anos anteriores. Comparativamente a 2024, a população do Centro cresceu 0,57% (ou seja, mais 13.611 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 0,32%. Entre 2021 e 2025, o efetivo populacional da região aumentou 160.324 pessoas, traduzindo um acréscimo populacional de 7,1%. A população da Região Centro em 2025 é a segunda maior dos últimos 65 anos (tendo em consideração os valores dos últimos recenseamentos da população, ficando muito próxima dos valores registados em 1960.

O acréscimo populacional no Centro, em 2025, resultou de um crescimento migratório (+1,13%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,56%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional recente, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, pelo menos desde 2021, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). Em 2025, o saldo migratório manteve-se positivo e com um crescimento acima de 1%, apesar de ter desacelerado face aos quatro anos anteriores (onde sobressaem os anos de 2022, 2023 e 2024 com fluxos migratórios excecionalmente elevados).

Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu na quase totalidade das sub-regiões do Centro, destacando-se o Médio Tejo (+0,88%), o Oeste (+0,86%), Viseu Dão Lafões (0,82%), a Região de Leiria (+0,68%) e a Região de Aveiro (+0,58%), com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (0,57%) e nacional (0,32%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontrava-se a Beira Baixa (+0,36%). Apenas nas Beiras e Serra da Estrela se registou um ligeiro decréscimo populacional (-0,17%). Assim, pode-se concluir que, em 2025, apesar de, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural ter sido negativa e a taxa de crescimento migratório positiva, apenas na sub-região Beiras e Serra da Estrela, o movimento migratório positivo não compensou a evolução negativa do saldo natural.

Em 2025, as quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – concentravam 66,3% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,6% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Os municípios mais populosos da região, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais 11 municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Ovar, Pombal, Covilhã, Alenquer e Águeda. Estes 14 municípios concentram praticamente metade da população regional (45,9%).
Em 2025, 82 dos 100 municípios da região observaram acréscimos populacionais relativamente a 2024, destacando-se, Constância e Entroncamento, com aumentos de 2,88% e 2,34%, respetivamente. Nos restantes 18 municípios registaram-se perdas populacionais, tendo as mais negativas ocorrido nos municípios de Manteigas (-1,41%) e Trancoso (-1,12%). É ainda de referir que, dos 82 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 42 apresentaram um crescimento acima da média regional (0,57%), 16 registaram um crescimento inferior à média regional, mas acima da média nacional (0,32%), enquanto os restantes 24 municípios cresceram abaixo das médias regional e nacional. O crescimento populacional observado nestes 82 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,20%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2024. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles 18 municípios que registaram perdas populacionais).

É ainda de salientar que Aguiar da Beira, Penamacor e Constância eram os três municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3%, sendo que Constância, como acima referido, também foi aquele com o maior crescimento populacional da região (embora com saldo natural negativo). Quanto aos 18 municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que, apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.
Se analisarmos também a evolução populacional entre 2021 e 2025, verifica-se que, em 2025, a população residente em 91 dos 100 municípios da região é superior àquela que residia em 2021 nestes territórios, destacando-se quatro municípios com crescimentos acima dos 12%: Entroncamento (19,2%), Sobral de Monte Agraço (12,9%), Bombarral (12,8%) e Óbidos (12,5%). Nos restantes nove municípios, o número de habitantes diminuiu entre 2021 e 2025: Trancoso (-0,5%), Penacova (-1,0%), Pinhel (-1,3%), Almeida (-1,650%), Manteigas (-1, 9%), Pampilhosa da Serra (-2,0%), Mêda (-2,2%), Sabugal (-3,0%) e Figueira de Castelo Rodrigo (-4,0%).
Analisando ainda a evolução populacional entre 1960 e 2025, constata-se que, em apenas 32 dos 100 municípios da Região Centro, o número de habitantes aumentou nestes 65 anos, evidenciando-se o Entroncamento com mais do triplo de pessoas (ou seja, passou de 7.355 para 24.743 pessoas), a Marinha Grande, que mais do que duplicou a sua população (passando de 20.483 para 45.511 habitantes), Aveiro (que aumentou de 46.055 para 91.397 residentes), Arruda dos Vinhos (que passou de 8.021 para 16.018 habitantes), Leiria (que cresceu de 82.988 para 145.861 residentes) e Ílhavo (que passou de 25.108 para 43.297 pessoas). Nos restantes 68 municípios do Centro, a população residente em 2025 foi inferior à registada em 1960, apesar do efetivo total em ambos os períodos atingir valores muito próximos. Com os maiores decréscimos populacionais, em que os efetivos passam para cerca de um quarto nestes 65 anos, surgem cinco municípios da região: Sabugal (-75,4%), Pampilhosa da Serra (-75,3%), Penamacor (-73,8%), Idanha-a-Nova (-72,5%) e Oleiros (-71,0%).
Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Informação para a Região”.
Nota: As Estimativas Anuais de População Residente agora divulgadas para 2025 e com início em 2021 correspondem às primeiras de base totalmente administrativa, pelo que refletem uma mudança estrutural nas fontes de dados utilizadas e nos métodos de cálculo. Com efeito, a metodologia utilizada baseia-se exclusivamente na utilização e integração de dados de fontes administrativas e na aplicação de métodos de indícios de residência, tendo como objetivo obter estimativas de população residente de melhor qualidade, incorporando dados de todas as fontes relevantes disponíveis no INE, referenciadas a 31 de dezembro de cada ano, e em conformidade com o conceito estatístico de população residente.
Os valores de 1960 a 2011 correspondem aos recenseamentos da população (CENSOS).
População dos 100 municípios da Região Centro atinge os 2,4 milhões de habitantes, regressando aos níveis de 1960
População dos 100 municípios da Região Centro atinge os 2,4 milhões de habitantes, regressando aos níveis de 1960
Nos 100 municípios da Região Centro residiam 2,4 milhões de pessoas, em 2025, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), das quais 1,17 milhões eram homens (49%) e 1,24 milhões mulheres (51%). O Centro concentrava, assim, 21,1% da população residente em Portugal, mantendo o peso no total nacional registado nos dois anos anteriores. Comparativamente a 2024, a população do Centro cresceu 0,57% (ou seja, mais 13.611 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 0,32%. Entre 2021 e 2025, o efetivo populacional da região aumentou 160.324 pessoas, traduzindo um acréscimo populacional de 7,1%. A população da Região Centro em 2025 é a segunda maior dos últimos 65 anos (tendo em consideração os valores dos últimos recenseamentos da população, ficando muito próxima dos valores registados em 1960.

O acréscimo populacional no Centro, em 2025, resultou de um crescimento migratório (+1,13%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,56%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional recente, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, pelo menos desde 2021, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). Em 2025, o saldo migratório manteve-se positivo e com um crescimento acima de 1%, apesar de ter desacelerado face aos quatro anos anteriores (onde sobressaem os anos de 2022, 2023 e 2024 com fluxos migratórios excecionalmente elevados).

Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu na quase totalidade das sub-regiões do Centro, destacando-se o Médio Tejo (+0,88%), o Oeste (+0,86%), Viseu Dão Lafões (0,82%), a Região de Leiria (+0,68%) e a Região de Aveiro (+0,58%), com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (0,57%) e nacional (0,32%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontrava-se a Beira Baixa (+0,36%). Apenas nas Beiras e Serra da Estrela se registou um ligeiro decréscimo populacional (-0,17%). Assim, pode-se concluir que, em 2025, apesar de, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural ter sido negativa e a taxa de crescimento migratório positiva, apenas na sub-região Beiras e Serra da Estrela, o movimento migratório positivo não compensou a evolução negativa do saldo natural.

Em 2025, as quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – concentravam 66,3% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,6% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Os municípios mais populosos da região, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais 11 municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Ovar, Pombal, Covilhã, Alenquer e Águeda. Estes 14 municípios concentram praticamente metade da população regional (45,9%).
Em 2025, 82 dos 100 municípios da região observaram acréscimos populacionais relativamente a 2024, destacando-se, Constância e Entroncamento, com aumentos de 2,88% e 2,34%, respetivamente. Nos restantes 18 municípios registaram-se perdas populacionais, tendo as mais negativas ocorrido nos municípios de Manteigas (-1,41%) e Trancoso (-1,12%). É ainda de referir que, dos 82 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 42 apresentaram um crescimento acima da média regional (0,57%), 16 registaram um crescimento inferior à média regional, mas acima da média nacional (0,32%), enquanto os restantes 24 municípios cresceram abaixo das médias regional e nacional. O crescimento populacional observado nestes 82 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,20%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2024. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles 18 municípios que registaram perdas populacionais).

É ainda de salientar que Aguiar da Beira, Penamacor e Constância eram os três municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3%, sendo que Constância, como acima referido, também foi aquele com o maior crescimento populacional da região (embora com saldo natural negativo). Quanto aos 18 municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que, apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.
Se analisarmos também a evolução populacional entre 2021 e 2025, verifica-se que, em 2025, a população residente em 91 dos 100 municípios da região é superior àquela que residia em 2021 nestes territórios, destacando-se quatro municípios com crescimentos acima dos 12%: Entroncamento (19,2%), Sobral de Monte Agraço (12,9%), Bombarral (12,8%) e Óbidos (12,5%). Nos restantes nove municípios, o número de habitantes diminuiu entre 2021 e 2025: Trancoso (-0,5%), Penacova (-1,0%), Pinhel (-1,3%), Almeida (-1,650%), Manteigas (-1, 9%), Pampilhosa da Serra (-2,0%), Mêda (-2,2%), Sabugal (-3,0%) e Figueira de Castelo Rodrigo (-4,0%).
Analisando ainda a evolução populacional entre 1960 e 2025, constata-se que, em apenas 32 dos 100 municípios da Região Centro, o número de habitantes aumentou nestes 65 anos, evidenciando-se o Entroncamento com mais do triplo de pessoas (ou seja, passou de 7.355 para 24.743 pessoas), a Marinha Grande, que mais do que duplicou a sua população (passando de 20.483 para 45.511 habitantes), Aveiro (que aumentou de 46.055 para 91.397 residentes), Arruda dos Vinhos (que passou de 8.021 para 16.018 habitantes), Leiria (que cresceu de 82.988 para 145.861 residentes) e Ílhavo (que passou de 25.108 para 43.297 pessoas). Nos restantes 68 municípios do Centro, a população residente em 2025 foi inferior à registada em 1960, apesar do efetivo total em ambos os períodos atingir valores muito próximos. Com os maiores decréscimos populacionais, em que os efetivos passam para cerca de um quarto nestes 65 anos, surgem cinco municípios da região: Sabugal (-75,4%), Pampilhosa da Serra (-75,3%), Penamacor (-73,8%), Idanha-a-Nova (-72,5%) e Oleiros (-71,0%).
Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Informação para a Região”.
Nota: As Estimativas Anuais de População Residente agora divulgadas para 2025 e com início em 2021 correspondem às primeiras de base totalmente administrativa, pelo que refletem uma mudança estrutural nas fontes de dados utilizadas e nos métodos de cálculo. Com efeito, a metodologia utilizada baseia-se exclusivamente na utilização e integração de dados de fontes administrativas e na aplicação de métodos de indícios de residência, tendo como objetivo obter estimativas de população residente de melhor qualidade, incorporando dados de todas as fontes relevantes disponíveis no INE, referenciadas a 31 de dezembro de cada ano, e em conformidade com o conceito estatístico de população residente.
Os valores de 1960 a 2011 correspondem aos recenseamentos da população (CENSOS).
Nos 100 municípios da Região Centro residiam 2,4 milhões de pessoas, em 2025, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), das quais 1,17 milhões eram homens (49%) e 1,24 milhões mulheres (51%). O Centro concentrava, assim, 21,1% da população residente em Portugal, mantendo o peso no total nacional registado nos dois anos anteriores. Comparativamente a 2024, a população do Centro cresceu 0,57% (ou seja, mais 13.611 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 0,32%. Entre 2021 e 2025, o efetivo populacional da região aumentou 160.324 pessoas, traduzindo um acréscimo populacional de 7,1%. A população da Região Centro em 2025 é a segunda maior dos últimos 65 anos (tendo em consideração os valores dos últimos recenseamentos da população, ficando muito próxima dos valores registados em 1960.

O acréscimo populacional no Centro, em 2025, resultou de um crescimento migratório (+1,13%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,56%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional recente, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, pelo menos desde 2021, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). Em 2025, o saldo migratório manteve-se positivo e com um crescimento acima de 1%, apesar de ter desacelerado face aos quatro anos anteriores (onde sobressaem os anos de 2022, 2023 e 2024 com fluxos migratórios excecionalmente elevados).

Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu na quase totalidade das sub-regiões do Centro, destacando-se o Médio Tejo (+0,88%), o Oeste (+0,86%), Viseu Dão Lafões (0,82%), a Região de Leiria (+0,68%) e a Região de Aveiro (+0,58%), com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (0,57%) e nacional (0,32%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontrava-se a Beira Baixa (+0,36%). Apenas nas Beiras e Serra da Estrela se registou um ligeiro decréscimo populacional (-0,17%). Assim, pode-se concluir que, em 2025, apesar de, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural ter sido negativa e a taxa de crescimento migratório positiva, apenas na sub-região Beiras e Serra da Estrela, o movimento migratório positivo não compensou a evolução negativa do saldo natural.

Em 2025, as quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – concentravam 66,3% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,6% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Os municípios mais populosos da região, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais 11 municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Ovar, Pombal, Covilhã, Alenquer e Águeda. Estes 14 municípios concentram praticamente metade da população regional (45,9%).
Em 2025, 82 dos 100 municípios da região observaram acréscimos populacionais relativamente a 2024, destacando-se, Constância e Entroncamento, com aumentos de 2,88% e 2,34%, respetivamente. Nos restantes 18 municípios registaram-se perdas populacionais, tendo as mais negativas ocorrido nos municípios de Manteigas (-1,41%) e Trancoso (-1,12%). É ainda de referir que, dos 82 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 42 apresentaram um crescimento acima da média regional (0,57%), 16 registaram um crescimento inferior à média regional, mas acima da média nacional (0,32%), enquanto os restantes 24 municípios cresceram abaixo das médias regional e nacional. O crescimento populacional observado nestes 82 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,20%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2024. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles 18 municípios que registaram perdas populacionais).

É ainda de salientar que Aguiar da Beira, Penamacor e Constância eram os três municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3%, sendo que Constância, como acima referido, também foi aquele com o maior crescimento populacional da região (embora com saldo natural negativo). Quanto aos 18 municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que, apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.
Se analisarmos também a evolução populacional entre 2021 e 2025, verifica-se que, em 2025, a população residente em 91 dos 100 municípios da região é superior àquela que residia em 2021 nestes territórios, destacando-se quatro municípios com crescimentos acima dos 12%: Entroncamento (19,2%), Sobral de Monte Agraço (12,9%), Bombarral (12,8%) e Óbidos (12,5%). Nos restantes nove municípios, o número de habitantes diminuiu entre 2021 e 2025: Trancoso (-0,5%), Penacova (-1,0%), Pinhel (-1,3%), Almeida (-1,650%), Manteigas (-1, 9%), Pampilhosa da Serra (-2,0%), Mêda (-2,2%), Sabugal (-3,0%) e Figueira de Castelo Rodrigo (-4,0%).
Analisando ainda a evolução populacional entre 1960 e 2025, constata-se que, em apenas 32 dos 100 municípios da Região Centro, o número de habitantes aumentou nestes 65 anos, evidenciando-se o Entroncamento com mais do triplo de pessoas (ou seja, passou de 7.355 para 24.743 pessoas), a Marinha Grande, que mais do que duplicou a sua população (passando de 20.483 para 45.511 habitantes), Aveiro (que aumentou de 46.055 para 91.397 residentes), Arruda dos Vinhos (que passou de 8.021 para 16.018 habitantes), Leiria (que cresceu de 82.988 para 145.861 residentes) e Ílhavo (que passou de 25.108 para 43.297 pessoas). Nos restantes 68 municípios do Centro, a população residente em 2025 foi inferior à registada em 1960, apesar do efetivo total em ambos os períodos atingir valores muito próximos. Com os maiores decréscimos populacionais, em que os efetivos passam para cerca de um quarto nestes 65 anos, surgem cinco municípios da região: Sabugal (-75,4%), Pampilhosa da Serra (-75,3%), Penamacor (-73,8%), Idanha-a-Nova (-72,5%) e Oleiros (-71,0%).
Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Informação para a Região”.
Nota: As Estimativas Anuais de População Residente agora divulgadas para 2025 e com início em 2021 correspondem às primeiras de base totalmente administrativa, pelo que refletem uma mudança estrutural nas fontes de dados utilizadas e nos métodos de cálculo. Com efeito, a metodologia utilizada baseia-se exclusivamente na utilização e integração de dados de fontes administrativas e na aplicação de métodos de indícios de residência, tendo como objetivo obter estimativas de população residente de melhor qualidade, incorporando dados de todas as fontes relevantes disponíveis no INE, referenciadas a 31 de dezembro de cada ano, e em conformidade com o conceito estatístico de população residente.
Os valores de 1960 a 2011 correspondem aos recenseamentos da população (CENSOS).





Deixar comentário ou sugestão