Colheita da maçã Bravo no Polo de Inovação de Viseu
🔹 a adaptação de variedades e porta-enxertos
🔹 sistemas de condução e novos sistemas de colheita
🔹 formas de valorizar as variedades regionais com maior interesse comercial


Colheita da maçã Bravo no Polo de Inovação de Viseu
Colheita da maçã Bravo no Polo de Inovação de Viseu
🔹 a adaptação de variedades e porta-enxertos
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- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 16/10/2026
Assinala-se, a 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que visa sensibilizar para os desafios da fome, da malnutrição e da segurança alimentar. A data assinala o aniversário da fundação da FAO, em 1945, e constitui uma oportunidade para reforçar o compromisso com o acesso de todas as pessoas a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva. Em 2026, a efeméride é assinalada sob o tema «Inovar hoje. Alimentar o amanhã», que destaca o contributo da inovação para a transformação dos sistemas agroalimentares. A ciência, a tecnologia e o conhecimento tradicional, conjugados com a experiência dos agricultores e das comunidades rurais, podem contribuir para melhorar a produção, promover o acesso a alimentos nutritivos, reduzir as perdas e o desperdício alimentar e preservar os recursos naturais. A fome e a insegurança alimentar continuam a constituir desafios à escala mundial. De acordo com o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2026, estima-se que 645 milhões de pessoas tenham enfrentado a fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. O mesmo relatório estima que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas não tinham condições económicas para aceder a uma alimentação saudável. Apesar da diminuição dos indicadores globais da fome pelo terceiro ano consecutivo, os progressos continuam a ser desiguais e insuficientes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), esta data constitui uma oportunidade para salientar a importância da agricultura, do desenvolvimento rural e da valorização agroalimentar na coesão territorial e na sustentabilidade da região. A CCDR Centro intervém no âmbito das políticas de agricultura e desenvolvimento rural, apoiando iniciativas de desenvolvimento dos territórios rurais, a valorização dos produtos agrícolas e agroalimentares e a diversificação da economia rural. Entre as suas atribuições encontram-se o apoio aos agricultores e às suas associações, a promoção do associativismo agrícola e rural e a valorização, certificação e promoção de produtos abrangidos por sistemas nacionais e europeus de qualidade. Neste contexto, o Dia Mundial da Alimentação permite destacar a importância de aproximar o conhecimento e a inovação das necessidades concretas do território. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis, a utilização eficiente dos recursos naturais, a valorização dos produtos locais e a partilha de conhecimento podem contribuir para reforçar a capacidade de adaptação dos sistemas agroalimentares e criar oportunidades para os produtores e as comunidades rurais. A FAO enquadra este trabalho em quatro áreas de ação complementares: melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. Estes objetivos traduzem a necessidade de produzir alimentos de forma eficiente e sustentável, promover uma alimentação adequada, proteger os recursos naturais e criar melhores condições de vida para as populações, em particular nos territórios rurais. Inovar hoje é contribuir para produzir melhor, valorizar os recursos do território e promover um futuro em que o acesso a uma alimentação adequada seja uma realidade para todos.
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 15/10/2026
O Dia Internacional da Mulher Rural assinala-se anualmente a 15 de outubro, na sequência da Resolução 62/136, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 18 de dezembro de 2007, tendo a primeira comemoração oficial ocorrida em 2008. A data constitui uma oportunidade para reconhecer o contributo das mulheres para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades rurais, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que persistem no acesso aos recursos, às oportunidades económicas e à participação nos processos de decisão. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), associa-se a esta efeméride, destacando o papel das mulheres na atividade agrícola, na preservação do património rural e na dinamização económica e social dos territórios. Neste contexto, assume particular relevância a exposição «Raízes de Mulher: Sementes de Futuro», promovida pela CCDR Centro no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, proclamado pelas Nações Unidas. A iniciativa valoriza o percurso histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar e na inovação, cruzando fotografia, narrativa e testemunhos em vídeo. Referenciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, a exposição promovida pela CCDR Centro tem sido divulgada pela imprensa regional e apresentada em diferentes municípios e eventos culturais e agrícolas. O percurso expositivo organiza-se em torno de duas figuras centrais: as «Guardiãs», agricultoras e pastoras que preservam conhecimentos e práticas transmitidos entre gerações, e as «Inovadoras», mulheres que desenvolvem novas abordagens nos campos, nos laboratórios e nas empresas ligadas ao setor rural. A exposição integra materiais iconográficos provenientes do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres com percursos ligados à agricultura e ao desenvolvimento rural. A relevância da iniciativa ultrapassou o contexto nacional, com a sua inclusão na plataforma FAO, dedicada ao Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026. A exposição figura na agenda de iniciativas e atividades de divulgação da organização sob a designação «National Exhibition “Roots of Women: Seeds of the Future”», com Portugal identificado como país de realização e um período de apresentação compreendido entre 14 de janeiro e 15 de dezembro de 2026. Esta referência constitui uma oportunidade de projeção internacional para a iniciativa da CCDR Centro, dando visibilidade às histórias, aos conhecimentos e aos percursos das mulheres rurais portuguesas num contexto de valorização do seu contributo para os sistemas agrícolas e agroalimentares. A importância de valorizar a inovação e a participação das mulheres nas áreas rurais é também evidenciada pelo projeto europeu FLIARA (Female-Led Innovation in Agriculture and Rural Areas), cujos resultados foram divulgados pela Comissão Europeia através da plataforma CORDIS. O projeto entrevistou 200 mulheres inovadoras em 10 países e identificou iniciativas em áreas tão diversas como a agricultura, o turismo, a produção alimentar, a cultura, a economia social e as tecnologias digitais. Os resultados salientam a importância da visibilidade, do acesso a recursos e das oportunidades de [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 16/10/2026
Assinala-se, a 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que visa sensibilizar para os desafios da fome, da malnutrição e da segurança alimentar. A data assinala o aniversário da fundação da FAO, em 1945, e constitui uma oportunidade para reforçar o compromisso com o acesso de todas as pessoas a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva. Em 2026, a efeméride é assinalada sob o tema «Inovar hoje. Alimentar o amanhã», que destaca o contributo da inovação para a transformação dos sistemas agroalimentares. A ciência, a tecnologia e o conhecimento tradicional, conjugados com a experiência dos agricultores e das comunidades rurais, podem contribuir para melhorar a produção, promover o acesso a alimentos nutritivos, reduzir as perdas e o desperdício alimentar e preservar os recursos naturais. A fome e a insegurança alimentar continuam a constituir desafios à escala mundial. De acordo com o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2026, estima-se que 645 milhões de pessoas tenham enfrentado a fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. O mesmo relatório estima que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas não tinham condições económicas para aceder a uma alimentação saudável. Apesar da diminuição dos indicadores globais da fome pelo terceiro ano consecutivo, os progressos continuam a ser desiguais e insuficientes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), esta data constitui uma oportunidade para salientar a importância da agricultura, do desenvolvimento rural e da valorização agroalimentar na coesão territorial e na sustentabilidade da região. A CCDR Centro intervém no âmbito das políticas de agricultura e desenvolvimento rural, apoiando iniciativas de desenvolvimento dos territórios rurais, a valorização dos produtos agrícolas e agroalimentares e a diversificação da economia rural. Entre as suas atribuições encontram-se o apoio aos agricultores e às suas associações, a promoção do associativismo agrícola e rural e a valorização, certificação e promoção de produtos abrangidos por sistemas nacionais e europeus de qualidade. Neste contexto, o Dia Mundial da Alimentação permite destacar a importância de aproximar o conhecimento e a inovação das necessidades concretas do território. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis, a utilização eficiente dos recursos naturais, a valorização dos produtos locais e a partilha de conhecimento podem contribuir para reforçar a capacidade de adaptação dos sistemas agroalimentares e criar oportunidades para os produtores e as comunidades rurais. A FAO enquadra este trabalho em quatro áreas de ação complementares: melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. Estes objetivos traduzem a necessidade de produzir alimentos de forma eficiente e sustentável, promover uma alimentação adequada, proteger os recursos naturais e criar melhores condições de vida para as populações, em particular nos territórios rurais. Inovar hoje é contribuir para produzir melhor, valorizar os recursos do território e promover um futuro em que o acesso a uma alimentação adequada seja uma realidade para todos.
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 15/10/2026
O Dia Internacional da Mulher Rural assinala-se anualmente a 15 de outubro, na sequência da Resolução 62/136, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 18 de dezembro de 2007, tendo a primeira comemoração oficial ocorrida em 2008. A data constitui uma oportunidade para reconhecer o contributo das mulheres para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades rurais, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que persistem no acesso aos recursos, às oportunidades económicas e à participação nos processos de decisão. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), associa-se a esta efeméride, destacando o papel das mulheres na atividade agrícola, na preservação do património rural e na dinamização económica e social dos territórios. Neste contexto, assume particular relevância a exposição «Raízes de Mulher: Sementes de Futuro», promovida pela CCDR Centro no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, proclamado pelas Nações Unidas. A iniciativa valoriza o percurso histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar e na inovação, cruzando fotografia, narrativa e testemunhos em vídeo. Referenciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, a exposição promovida pela CCDR Centro tem sido divulgada pela imprensa regional e apresentada em diferentes municípios e eventos culturais e agrícolas. O percurso expositivo organiza-se em torno de duas figuras centrais: as «Guardiãs», agricultoras e pastoras que preservam conhecimentos e práticas transmitidos entre gerações, e as «Inovadoras», mulheres que desenvolvem novas abordagens nos campos, nos laboratórios e nas empresas ligadas ao setor rural. A exposição integra materiais iconográficos provenientes do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres com percursos ligados à agricultura e ao desenvolvimento rural. A relevância da iniciativa ultrapassou o contexto nacional, com a sua inclusão na plataforma FAO, dedicada ao Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026. A exposição figura na agenda de iniciativas e atividades de divulgação da organização sob a designação «National Exhibition “Roots of Women: Seeds of the Future”», com Portugal identificado como país de realização e um período de apresentação compreendido entre 14 de janeiro e 15 de dezembro de 2026. Esta referência constitui uma oportunidade de projeção internacional para a iniciativa da CCDR Centro, dando visibilidade às histórias, aos conhecimentos e aos percursos das mulheres rurais portuguesas num contexto de valorização do seu contributo para os sistemas agrícolas e agroalimentares. A importância de valorizar a inovação e a participação das mulheres nas áreas rurais é também evidenciada pelo projeto europeu FLIARA (Female-Led Innovation in Agriculture and Rural Areas), cujos resultados foram divulgados pela Comissão Europeia através da plataforma CORDIS. O projeto entrevistou 200 mulheres inovadoras em 10 países e identificou iniciativas em áreas tão diversas como a agricultura, o turismo, a produção alimentar, a cultura, a economia social e as tecnologias digitais. Os resultados salientam a importância da visibilidade, do acesso a recursos e das oportunidades de [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 24/09/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) lançou um inquérito dirigido aos agentes do setor agroalimentar da Região Centro. O objetivo é identificar as prioridades regionais a integrar na Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP). As respostas podem ser submetidas até 30 de outubro. A segurança alimentar não se decide apenas à escala nacional. Constrói-se também no território: nas explorações agrícolas e pecuárias, nas organizações de produtores e cooperativas, nas escolas e nos centros de investigação. Foi com essa convicção que a CCDR Centro, através da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar (UDRA), avançou com um processo de auscultação regional, no âmbito do Grupo de Trabalho da ENSANP. A ENSANP, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2021, parte de uma visão alargada de segurança alimentar. Essa visão abrange a produção de alimentos, mas também o acesso, a nutrição e a saúde das populações. O contributo da Região Centro organiza-se em três eixos: Produção, Consumo e Saúde. Numa primeira fase de trabalho, foi identificado um conjunto alargado de questões-chave em cada eixo. O inquérito agora lançado pretende reunir o conhecimento de quem trabalha de perto com estas realidades. Com esse contributo, será possível chegar às três questões prioritárias de cada eixo, que integrarão o relatório regional de monitorização da ENSANP. O inquérito está disponível aqui e demora cerca de 15 minutos a preencher. A CCDR Centro convida todas as entidades e profissionais do setor a participar e a divulgar o inquérito junto dos seus parceiros.
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 16/10/2026
Assinala-se, a 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que visa sensibilizar para os desafios da fome, da malnutrição e da segurança alimentar. A data assinala o aniversário da fundação da FAO, em 1945, e constitui uma oportunidade para reforçar o compromisso com o acesso de todas as pessoas a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva. Em 2026, a efeméride é assinalada sob o tema «Inovar hoje. Alimentar o amanhã», que destaca o contributo da inovação para a transformação dos sistemas agroalimentares. A ciência, a tecnologia e o conhecimento tradicional, conjugados com a experiência dos agricultores e das comunidades rurais, podem contribuir para melhorar a produção, promover o acesso a alimentos nutritivos, reduzir as perdas e o desperdício alimentar e preservar os recursos naturais. A fome e a insegurança alimentar continuam a constituir desafios à escala mundial. De acordo com o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2026, estima-se que 645 milhões de pessoas tenham enfrentado a fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. O mesmo relatório estima que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas não tinham condições económicas para aceder a uma alimentação saudável. Apesar da diminuição dos indicadores globais da fome pelo terceiro ano consecutivo, os progressos continuam a ser desiguais e insuficientes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), esta data constitui uma oportunidade para salientar a importância da agricultura, do desenvolvimento rural e da valorização agroalimentar na coesão territorial e na sustentabilidade da região. A CCDR Centro intervém no âmbito das políticas de agricultura e desenvolvimento rural, apoiando iniciativas de desenvolvimento dos territórios rurais, a valorização dos produtos agrícolas e agroalimentares e a diversificação da economia rural. Entre as suas atribuições encontram-se o apoio aos agricultores e às suas associações, a promoção do associativismo agrícola e rural e a valorização, certificação e promoção de produtos abrangidos por sistemas nacionais e europeus de qualidade. Neste contexto, o Dia Mundial da Alimentação permite destacar a importância de aproximar o conhecimento e a inovação das necessidades concretas do território. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis, a utilização eficiente dos recursos naturais, a valorização dos produtos locais e a partilha de conhecimento podem contribuir para reforçar a capacidade de adaptação dos sistemas agroalimentares e criar oportunidades para os produtores e as comunidades rurais. A FAO enquadra este trabalho em quatro áreas de ação complementares: melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. Estes objetivos traduzem a necessidade de produzir alimentos de forma eficiente e sustentável, promover uma alimentação adequada, proteger os recursos naturais e criar melhores condições de vida para as populações, em particular nos territórios rurais. Inovar hoje é contribuir para produzir melhor, valorizar os recursos do território e promover um futuro em que o acesso a uma alimentação adequada seja uma realidade para todos.
- Categories: Desenvolvimento Rural e AgroalimentarPublished On: 15/10/2026
O Dia Internacional da Mulher Rural assinala-se anualmente a 15 de outubro, na sequência da Resolução 62/136, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 18 de dezembro de 2007, tendo a primeira comemoração oficial ocorrida em 2008. A data constitui uma oportunidade para reconhecer o contributo das mulheres para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades rurais, bem como para chamar a atenção para as desigualdades que persistem no acesso aos recursos, às oportunidades económicas e à participação nos processos de decisão. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), associa-se a esta efeméride, destacando o papel das mulheres na atividade agrícola, na preservação do património rural e na dinamização económica e social dos territórios. Neste contexto, assume particular relevância a exposição «Raízes de Mulher: Sementes de Futuro», promovida pela CCDR Centro no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, proclamado pelas Nações Unidas. A iniciativa valoriza o percurso histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar e na inovação, cruzando fotografia, narrativa e testemunhos em vídeo. Referenciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, a exposição promovida pela CCDR Centro tem sido divulgada pela imprensa regional e apresentada em diferentes municípios e eventos culturais e agrícolas. O percurso expositivo organiza-se em torno de duas figuras centrais: as «Guardiãs», agricultoras e pastoras que preservam conhecimentos e práticas transmitidos entre gerações, e as «Inovadoras», mulheres que desenvolvem novas abordagens nos campos, nos laboratórios e nas empresas ligadas ao setor rural. A exposição integra materiais iconográficos provenientes do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres com percursos ligados à agricultura e ao desenvolvimento rural. A relevância da iniciativa ultrapassou o contexto nacional, com a sua inclusão na plataforma FAO, dedicada ao Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026. A exposição figura na agenda de iniciativas e atividades de divulgação da organização sob a designação «National Exhibition “Roots of Women: Seeds of the Future”», com Portugal identificado como país de realização e um período de apresentação compreendido entre 14 de janeiro e 15 de dezembro de 2026. Esta referência constitui uma oportunidade de projeção internacional para a iniciativa da CCDR Centro, dando visibilidade às histórias, aos conhecimentos e aos percursos das mulheres rurais portuguesas num contexto de valorização do seu contributo para os sistemas agrícolas e agroalimentares. A importância de valorizar a inovação e a participação das mulheres nas áreas rurais é também evidenciada pelo projeto europeu FLIARA (Female-Led Innovation in Agriculture and Rural Areas), cujos resultados foram divulgados pela Comissão Europeia através da plataforma CORDIS. O projeto entrevistou 200 mulheres inovadoras em 10 países e identificou iniciativas em áreas tão diversas como a agricultura, o turismo, a produção alimentar, a cultura, a economia social e as tecnologias digitais. Os resultados salientam a importância da visibilidade, do acesso a recursos e das oportunidades de [...]





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