CCDR Centro encerra ciclo “Património ao Centro” em São Pedro do Sul


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- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
- Categories: CulturaPublished On: 12/08/2026
O Município de Castelo Branco realiza a Bienal Internacional de Artes e Ofícios 2026, nos dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Ao longo de dois dias, a Bienal reunirá especialistas, artesãos, investigadores, representantes das Cidades Criativas da UNESCO e o público em geral, promovendo a reflexão, a partilha de experiências e a valorização das artes e dos ofícios tradicionais, com especial destaque para o Bordado de Castelo Branco. O programa inclui mesas-redondas sobre património, tradição, inovação e economia criativa, a apresentação de projetos e boas práticas das Cidades Criativas da UNESCO e a inauguração da exposição "O Mundo Bordado à Mão". O evento contará com a participação de várias Cidades Criativas da UNESCO portuguesas, nomeadamente Idanha-a-Nova, Covilhã, Barcelos, Caldas da Rainha, Amarante, Leiria, Braga, Santa Maria da Feira e Matosinhos, proporcionando um espaço privilegiado para a partilha de experiências, boas práticas e projetos de cooperação entre municípios. A iniciativa realiza-se em paralelo com o Festival ‘Sabores de Perdição’, agendado para os dias 3 a 6 de setembro. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia e à lotação dos espaços. Inscrições em https://forms.gle/T66vSVagK8MmMLEy6 Consulte o Programa em https://www.cm-castelobranco.pt/.../bienal2026_programa.pdf
- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
- Categories: CulturaPublished On: 12/08/2026
O Município de Castelo Branco realiza a Bienal Internacional de Artes e Ofícios 2026, nos dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Ao longo de dois dias, a Bienal reunirá especialistas, artesãos, investigadores, representantes das Cidades Criativas da UNESCO e o público em geral, promovendo a reflexão, a partilha de experiências e a valorização das artes e dos ofícios tradicionais, com especial destaque para o Bordado de Castelo Branco. O programa inclui mesas-redondas sobre património, tradição, inovação e economia criativa, a apresentação de projetos e boas práticas das Cidades Criativas da UNESCO e a inauguração da exposição "O Mundo Bordado à Mão". O evento contará com a participação de várias Cidades Criativas da UNESCO portuguesas, nomeadamente Idanha-a-Nova, Covilhã, Barcelos, Caldas da Rainha, Amarante, Leiria, Braga, Santa Maria da Feira e Matosinhos, proporcionando um espaço privilegiado para a partilha de experiências, boas práticas e projetos de cooperação entre municípios. A iniciativa realiza-se em paralelo com o Festival ‘Sabores de Perdição’, agendado para os dias 3 a 6 de setembro. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia e à lotação dos espaços. Inscrições em https://forms.gle/T66vSVagK8MmMLEy6 Consulte o Programa em https://www.cm-castelobranco.pt/.../bienal2026_programa.pdf
- Categories: CulturaPublished On: 10/08/2026
A CCDR Centro apoia o projeto “Funky Remedy Five – Sessions”, promovido pela Associação Festival das Artes QuebraJazz, no âmbito do Cultura ao Centro 2026 — Apoio à Ação Cultural, através da Medida 2 | Programação/Difusão. A iniciativa integra a programação do Festival das Artes QuebraJazz e prevê a realização de dois concertos de fusão Jazz-Funk, nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, às 22h00, nas Escadas Quebra Costas, em Coimbra. O projeto apresenta um conjunto de músicos da Região Centro e propõe a reinterpretação contemporânea de standards de jazz, com arranjos próprios, contribuindo para a diversidade da oferta cultural e para a valorização dos agentes culturais do território. A programação decorre em espaço urbano de forte ligação patrimonial, no centro histórico de Coimbra, articulando a criação musical contemporânea com a dinamização cultural da cidade. Com este apoio, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a valorização da atividade cultural na Região Centro, apoiando projetos que contribuem para a difusão das artes e para a participação das comunidades na vida cultural dos territórios.
- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua Adega, através da aquisição de novos equipamentos destinados à microvinificação e à posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com diversas entidades públicas e privadas. Os novos equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola. Estes equipamentos permitem experimentar diferentes estratégias e processos de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma rigorosa as várias etapas e avaliando o seu impacto nas características dos vinhos obtidos. No âmbito do projeto, esta capacidade está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, contribuindo para identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido. A capacidade instalada poderá igualmente apoiar outros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento em diferentes tipologias de vinho. A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos. Tendo em conta as características de cada casta e o perfil de vinho que se pretende obter, torna-se fundamental trabalhar em condições que permitam preservar a sanidade da matéria-prima e, simultaneamente, valorizar as suas características varietais. Um dos procedimentos utilizados é a passagem das uvas pela câmara de frio, durante um período de 12 a 24 horas. A redução da temperatura da matéria-prima antes da transformação contribui para preservar os aromas primários e a acidez, características particularmente importantes na definição do perfil dos vinhos base para espumante. Após este período, as uvas são submetidas à prensagem, utilizando valores de pressão definidos de acordo com as características físicas de cada casta, nomeadamente a resistência da película do bago e o rendimento esperado. O controlo desta etapa permite estudar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade do vinho obtido, procurando minimizar a extração de compostos indesejáveis. Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante aproximadamente 24 horas. Após a trasfega e separação das borras mais grosseiras, são inoculados com leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica. Durante a fermentação são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução do processo e assegurar que este decorre de forma adequada e controlada. No final da fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação que permitam preservar as suas características físico-químicas e organoléticas. Este trabalho permite ao Polo de Inovação de Anadia reforçar a sua capacidade de experimentação à escala de adega, criando condições para testar diferentes abordagens e avaliar o seu impacto na qualidade dos vinhos base. O objetivo é contribuir para um melhor conhecimento do comportamento das castas e para o desenvolvimento de estratégias de vinificação ajustadas à produção de espumantes de qualidade, com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal. Acompanhe o trabalho de experimentação e inovação desenvolvido no Polo de Inovação de Anadia, desde a vinha até à adega, contribuindo para o conhecimento e valorização [...]
- Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026
A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra - Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo. O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte. A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE). Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental. Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo. Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.
- Categories: CulturaPublished On: 12/08/2026
O Município de Castelo Branco realiza a Bienal Internacional de Artes e Ofícios 2026, nos dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Ao longo de dois dias, a Bienal reunirá especialistas, artesãos, investigadores, representantes das Cidades Criativas da UNESCO e o público em geral, promovendo a reflexão, a partilha de experiências e a valorização das artes e dos ofícios tradicionais, com especial destaque para o Bordado de Castelo Branco. O programa inclui mesas-redondas sobre património, tradição, inovação e economia criativa, a apresentação de projetos e boas práticas das Cidades Criativas da UNESCO e a inauguração da exposição "O Mundo Bordado à Mão". O evento contará com a participação de várias Cidades Criativas da UNESCO portuguesas, nomeadamente Idanha-a-Nova, Covilhã, Barcelos, Caldas da Rainha, Amarante, Leiria, Braga, Santa Maria da Feira e Matosinhos, proporcionando um espaço privilegiado para a partilha de experiências, boas práticas e projetos de cooperação entre municípios. A iniciativa realiza-se em paralelo com o Festival ‘Sabores de Perdição’, agendado para os dias 3 a 6 de setembro. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia e à lotação dos espaços. Inscrições em https://forms.gle/T66vSVagK8MmMLEy6 Consulte o Programa em https://www.cm-castelobranco.pt/.../bienal2026_programa.pdf





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