Colheita do grão do tremoço branco no Pólo de Inovação de Coimbra

Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026

A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo.

O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte.

A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE).

Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental.

Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo.

Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.

 

Colheita do grão do tremoço branco no Pólo de Inovação de Coimbra
Colheita do grão do tremoço branco no Pólo de Inovação de Coimbra
Categories: A acontecer nos Polos, Agricultura e Pescas, InformaçãoPublished On: 21/08/2026

A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo.

O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte.

A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE).

Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental.

Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo.

Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.

 

A colheita do grão de tremoço branco (Lupinus albus L.), da variedade “Misak”, realizada no Polo de Inovação de Coimbra – Unidade Experimental do Loreto, teve lugar no início de agosto, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da experimentação e valorização desta cultura no Polo.

O tremoço branco é uma das espécies agrícolas mais indicadas para a prática da fertilização verde (ou sideração). Integrado na família botânica Fabaceae (Leguminosas), apresenta a capacidade de fixar azoto atmosférico e contribuir para o enriquecimento do solo, permitindo uma redução significativa das necessidades de fertilização azotada da cultura seguinte.

A variedade “Misak”, obtida através de um programa de melhoramento conduzido pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia, é a principal variedade de tremoço recomendada para cultivo em Portugal. Encontra-se inscrita no Catálogo Nacional de Variedades, após ter sido testada e avaliada no Polo de Inovação de Coimbra, através da Rede Nacional de Ensaios (RNE).

Nas condições dos solos agrícolas desta unidade experimental, o tremoço integra habitualmente uma rotação em que a cultura seguinte é o milho-grão. A sua utilização como cultura de fertilização verde permite estimar uma redução da fertilização azotada do milho entre 60 e 90 unidades de azoto, em anos de condições normais, representando uma importante vantagem agronómica, económica e ambiental.

Este ano, contudo, as condições meteorológicas condicionaram o desenvolvimento do ciclo cultural. A forte pluviometria registada na região de Coimbra durante o último outono-inverno e o consequente alagamento dos terrenos agrícolas em todo o Vale do Baixo Mondego obrigaram à ressementeira do campo de multiplicação de semente em meados de março, numa data bastante tardia. Esta situação inviabilizou o plano cultural inicialmente previsto para os solos agrícolas do Polo.

Para além do seu valor enquanto cultura de fertilização verde e das suas utilizações na alimentação humana e animal, a semente de tremoço branco apresenta ainda potencial para outras aplicações. Após processamento industrial, pode ser utilizada na produção de um biofungicida autorizado para a prevenção de importantes doenças fúngicas em culturas como os pomares, a vinha, o arroz, o tomateiro, a beringela e o morangueiro, assumindo particular interesse no contexto da Agricultura Biológica.