Discussão pública do programa nacional da política de ordenamento do território
O PNPOT constitui um instrumento fundamental para garantir o desenvolvimento e a coesão do território nacional, atenuando assimetrias regionais e assegurando a igualdade de oportunidades
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em colaboração com a Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), organizou dia 22 de Junho, no auditório da CCDRC, uma sessão pública para discussão PNPOT e das propostas para a Região Centro. A sessão foi aberta pelo presidente da CCDRC, Alfredo Marques, e pelo director-geral da DGOTDU, Vítor Campos. Depois da apresentação geral do plano, seguiram-se os comentários de Jorge Gaspar (Coordenador Nacional do PNPOT), José Reis (Universidade de Coimbra), Manuel Queiró (Universidade de Coimbra) e Teresa Fidélis (Universidade de Aveiro). Após um debate bastante participado, a sessão foi encerrada pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão.
Discussão pública do programa nacional da política de ordenamento do território
Discussão pública do programa nacional da política de ordenamento do território
O PNPOT constitui um instrumento fundamental para garantir o desenvolvimento e a coesão do território nacional, atenuando assimetrias regionais e assegurando a igualdade de oportunidades
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em colaboração com a Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), organizou dia 22 de Junho, no auditório da CCDRC, uma sessão pública para discussão PNPOT e das propostas para a Região Centro. A sessão foi aberta pelo presidente da CCDRC, Alfredo Marques, e pelo director-geral da DGOTDU, Vítor Campos. Depois da apresentação geral do plano, seguiram-se os comentários de Jorge Gaspar (Coordenador Nacional do PNPOT), José Reis (Universidade de Coimbra), Manuel Queiró (Universidade de Coimbra) e Teresa Fidélis (Universidade de Aveiro). Após um debate bastante participado, a sessão foi encerrada pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão.
O PNPOT constitui um instrumento fundamental para garantir o desenvolvimento e a coesão do território nacional, atenuando assimetrias regionais e assegurando a igualdade de oportunidades
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em colaboração com a Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), organizou dia 22 de Junho, no auditório da CCDRC, uma sessão pública para discussão PNPOT e das propostas para a Região Centro. A sessão foi aberta pelo presidente da CCDRC, Alfredo Marques, e pelo director-geral da DGOTDU, Vítor Campos. Depois da apresentação geral do plano, seguiram-se os comentários de Jorge Gaspar (Coordenador Nacional do PNPOT), José Reis (Universidade de Coimbra), Manuel Queiró (Universidade de Coimbra) e Teresa Fidélis (Universidade de Aveiro). Após um debate bastante participado, a sessão foi encerrada pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão.
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- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 20/10/2026
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, acolhe, no próximo dia 24 de outubro, pelas 15h00, uma homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, autores do projeto de recuperação e valorização daquele monumento, que contará com a presença da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. Promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Secção Regional Centro da Ordem dos Arquitectos, a iniciativa integra o ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. A homenagem pretende reconhecer o contributo excecional de Alexandre Alves Costa e de Sergio Fernandez para a valorização do património cultural, para o ensino da arquitetura e para a construção de uma cultura arquitetónica profundamente ligada à história, ao território e à identidade coletiva. A iniciativa integra as comemorações do Dia Mundial da Arquitetura e inclui uma sessão evocativa com testemunhos de reconhecidos académicos e especialistas, bem como uma visita guiada ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e ao seu Centro Interpretativo, uma obra de referência na reabilitação do património português, distinguida internacionalmente e apontada como exemplo de boas práticas de conservação e valorização patrimonial. Com esta iniciativa, a CCDR Centro e o Património Cultural, I.P. reafirmam o compromisso com a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural, promovendo simultaneamente a reflexão sobre o papel da arquitetura na construção da identidade dos territórios e das comunidades. A cerimónia é aberta à comunidade, mas sujeita a inscrição aqui. Programa 24 de outubro de 2026 l 15h00 Auditório do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra 14h30 | Receção dos Convidados 15h00 |Início da sessão | Intervenções institucionais - Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa - Presidente CCDR Centro, José Ribau Esteves - Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes 15h30 | Elogio académico: Tributo a Alexandre Alves Costa - José António Bandeirinha Tributo a Sergio Fernandez - Jorge Figueira Tributo à obra de reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Luís Miguel Correia Breve alocução: Alexandre Alves Costa Luísa Lousan, sobrinha de Sergio Fernandez 17h00 | Visita Guiada ao Centro Interpretativo e ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha Breve biografia dos homenageados Alexandre Alves Costa Alexandre Alves Costa nasceu no Porto em 1939, estagiou no LNEC, com Nuno Portas e diplomou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto em 1966. Colaborou com Álvaro Siza e prestou serviço na Câmara Municipal do Porto. Exerce atividade docente desde 1972 nas áreas de Projeto e da História da Arquitetura Portuguesa. É Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A Reabilitação do Convento de Santa Clara-a-Velha valeu-lhe o galardão Europa Nostra, o mais importante prémio europeu para intervenções no património edificado. O seu trabalho sobre o envolvimento político da arquitetura em Portugal, no dealbar da democracia, está documentado numa exposição organizada pela Embaixada de Portugal nos Estados Unidos, pela plataforma cultural Dupont Underground e pelo Museu da Cidade (Porto), na galeria Dupont Circle, em Washington DC. É membro do Conselho [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 20/10/2026
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, acolhe, no próximo dia 24 de outubro, pelas 15h00, uma homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, autores do projeto de recuperação e valorização daquele monumento, que contará com a presença da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. Promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Secção Regional Centro da Ordem dos Arquitectos, a iniciativa integra o ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. A homenagem pretende reconhecer o contributo excecional de Alexandre Alves Costa e de Sergio Fernandez para a valorização do património cultural, para o ensino da arquitetura e para a construção de uma cultura arquitetónica profundamente ligada à história, ao território e à identidade coletiva. A iniciativa integra as comemorações do Dia Mundial da Arquitetura e inclui uma sessão evocativa com testemunhos de reconhecidos académicos e especialistas, bem como uma visita guiada ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e ao seu Centro Interpretativo, uma obra de referência na reabilitação do património português, distinguida internacionalmente e apontada como exemplo de boas práticas de conservação e valorização patrimonial. Com esta iniciativa, a CCDR Centro e o Património Cultural, I.P. reafirmam o compromisso com a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural, promovendo simultaneamente a reflexão sobre o papel da arquitetura na construção da identidade dos territórios e das comunidades. A cerimónia é aberta à comunidade, mas sujeita a inscrição aqui. Programa 24 de outubro de 2026 l 15h00 Auditório do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra 14h30 | Receção dos Convidados 15h00 |Início da sessão | Intervenções institucionais - Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa - Presidente CCDR Centro, José Ribau Esteves - Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes 15h30 | Elogio académico: Tributo a Alexandre Alves Costa - José António Bandeirinha Tributo a Sergio Fernandez - Jorge Figueira Tributo à obra de reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Luís Miguel Correia Breve alocução: Alexandre Alves Costa Luísa Lousan, sobrinha de Sergio Fernandez 17h00 | Visita Guiada ao Centro Interpretativo e ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha Breve biografia dos homenageados Alexandre Alves Costa Alexandre Alves Costa nasceu no Porto em 1939, estagiou no LNEC, com Nuno Portas e diplomou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto em 1966. Colaborou com Álvaro Siza e prestou serviço na Câmara Municipal do Porto. Exerce atividade docente desde 1972 nas áreas de Projeto e da História da Arquitetura Portuguesa. É Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A Reabilitação do Convento de Santa Clara-a-Velha valeu-lhe o galardão Europa Nostra, o mais importante prémio europeu para intervenções no património edificado. O seu trabalho sobre o envolvimento político da arquitetura em Portugal, no dealbar da democracia, está documentado numa exposição organizada pela Embaixada de Portugal nos Estados Unidos, pela plataforma cultural Dupont Underground e pelo Museu da Cidade (Porto), na galeria Dupont Circle, em Washington DC. É membro do Conselho [...]
- Categories: InformaçãoPublished On: 15/10/2026
O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro), José Ribau Esteves, participou em alguns eventos da Semana Europeia das Cidades e Regiões, realizada em Bruxelas, de 12 a 14 de outubro, tendo aproveitado a viagem para realizar um conjunto de reuniões de grande relevância, com alguns dos mais destacados dirigentes da Comissão e do Conselho Europeu, assim como do Comité das Regiões da União Europeia. Segunda-feira, 12 de outubro de 2026 Abertura do Ponto de Contacto da CIM Região de Leiria O Presidente da CCDR Centro participou na reunião de trabalho e no ato formal de abertura do “Ponto de Contacto da CIM Região de Leiria” junto das Instituições da União Europeia”, Brussels Office IrRADIARE, associando-se com uma intervenção que saudou a iniciativa e que partilhou alguns dos desafios mais importantes da União Europeia, nomeadamente o acordo em construção para o Quadro Financeiro Plurianual 2028/2034 da União Europeia, em especial o novo Fundo Europeu para a Competitividade, assim como matérias ligadas à execução do Centro 2030 e do Portugal 2030. Reunião com Vice-Presidente da Comissão Europeia Raffaele Fitto Uma das reuniões mais importantes desta visita foi a realizada com o Vice-Presidente da Comissão Europeia, Raffaele Fitto. O primeiro objetivo desta reunião foi o de sensibilizar o Comissário para aprovar e assinar a proposta de Reprogramação extraordinária do Programa Regional Centro 2030, que lhe será entregue pelos Serviços da DG REGIO nas próximas semanas, tendo o Vice-Presidente da Comissão Europeia assumido o compromisso com o Presidente da CCDR Centro, de o fazer rapidamente. Essa proposta de reprogramação é uma componente importante da estratégia definida e em execução para que o Centro 2030 possa cumprir o objetivo de execução fixado para este ano 2026 (a chamada regra do N+3). Foram também partilhadas perspetivas sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028/2034 (nomeadamente sobre a proposta da presidência irlandesa e sobre o novo Fundo Europeu para a Competitividade), sobre o funcionamento e a reforma dos Serviços da Comissão Europeia, entre outras. Terça-feira, 13 de outubro de 2026 Reunião com o Presidente do Conselho Europeu António Costa Durante cerca de uma hora, Ribau Esteves e o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, debateram temas importantes da atualidade da União Europeia, nomeadamente sobre a negociação do QFP 2028/2034, o alargamento da União Europeia, os desafios principais da CCDR Centro, entre outros, numa perspetiva globalmente positiva sobre a evolução dos vários dossiers, mau grado a difícil situação europeia e internacional em que vivemos. Reunião com a Presidente do Comité das Regiões e o Presidente da Comissão COTER do CdR Além de contactos com membros da Delegação de Portugal no Comité das Regiões (CdR), Ribau Esteves, que pertenceu ao CdR durante 12 anos, realizou uma reunião com o Presidente da Comissão COTER do CdR, Vasco Cordeiro (e ex-Presidente do CdR), assim como com a Presidente do CdR, a húngara Kata Tutto. Nestas reuniões, o tema principal foi a defesa da continuidade [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 20/10/2026
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, acolhe, no próximo dia 24 de outubro, pelas 15h00, uma homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, autores do projeto de recuperação e valorização daquele monumento, que contará com a presença da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. Promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Secção Regional Centro da Ordem dos Arquitectos, a iniciativa integra o ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. A homenagem pretende reconhecer o contributo excecional de Alexandre Alves Costa e de Sergio Fernandez para a valorização do património cultural, para o ensino da arquitetura e para a construção de uma cultura arquitetónica profundamente ligada à história, ao território e à identidade coletiva. A iniciativa integra as comemorações do Dia Mundial da Arquitetura e inclui uma sessão evocativa com testemunhos de reconhecidos académicos e especialistas, bem como uma visita guiada ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e ao seu Centro Interpretativo, uma obra de referência na reabilitação do património português, distinguida internacionalmente e apontada como exemplo de boas práticas de conservação e valorização patrimonial. Com esta iniciativa, a CCDR Centro e o Património Cultural, I.P. reafirmam o compromisso com a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural, promovendo simultaneamente a reflexão sobre o papel da arquitetura na construção da identidade dos territórios e das comunidades. A cerimónia é aberta à comunidade, mas sujeita a inscrição aqui. Programa 24 de outubro de 2026 l 15h00 Auditório do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra 14h30 | Receção dos Convidados 15h00 |Início da sessão | Intervenções institucionais - Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa - Presidente CCDR Centro, José Ribau Esteves - Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes 15h30 | Elogio académico: Tributo a Alexandre Alves Costa - José António Bandeirinha Tributo a Sergio Fernandez - Jorge Figueira Tributo à obra de reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Luís Miguel Correia Breve alocução: Alexandre Alves Costa Luísa Lousan, sobrinha de Sergio Fernandez 17h00 | Visita Guiada ao Centro Interpretativo e ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha Breve biografia dos homenageados Alexandre Alves Costa Alexandre Alves Costa nasceu no Porto em 1939, estagiou no LNEC, com Nuno Portas e diplomou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto em 1966. Colaborou com Álvaro Siza e prestou serviço na Câmara Municipal do Porto. Exerce atividade docente desde 1972 nas áreas de Projeto e da História da Arquitetura Portuguesa. É Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A Reabilitação do Convento de Santa Clara-a-Velha valeu-lhe o galardão Europa Nostra, o mais importante prémio europeu para intervenções no património edificado. O seu trabalho sobre o envolvimento político da arquitetura em Portugal, no dealbar da democracia, está documentado numa exposição organizada pela Embaixada de Portugal nos Estados Unidos, pela plataforma cultural Dupont Underground e pelo Museu da Cidade (Porto), na galeria Dupont Circle, em Washington DC. É membro do Conselho [...]




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