Visita promovida pela CCDR Centro à Burel Factory destacou a valorização do património industrial de Manteigas
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade”.
Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã.
Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço.
A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção.
Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país.
Da Lanifícios Império à Burel Factory
A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos.
O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção.
O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material.
A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado.
Ciclo encerra com homenagem em Coimbra
Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã.
O ciclo de 2026 do programa “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” termina no dia 24 de outubro, às 15h, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, com uma cerimónia de homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernández, organizada pela CCDR Centro e pelo Património Cultural, I. P. A cerimónia está aberta à comunidade, mediante inscrição.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro reforça a valorização e a divulgação do património regional, partilhando experiências que associam a recuperação dos espaços à preservação da memória, dos saberes e das atividades dos territórios.
Saiba mais sobre a homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.




Visita promovida pela CCDR Centro à Burel Factory destacou a valorização do património industrial de Manteigas
Visita promovida pela CCDR Centro à Burel Factory destacou a valorização do património industrial de Manteigas
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade”.
Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã.
Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço.
A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção.
Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país.
Da Lanifícios Império à Burel Factory
A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos.
O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção.
O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material.
A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado.
Ciclo encerra com homenagem em Coimbra
Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã.
O ciclo de 2026 do programa “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” termina no dia 24 de outubro, às 15h, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, com uma cerimónia de homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernández, organizada pela CCDR Centro e pelo Património Cultural, I. P. A cerimónia está aberta à comunidade, mediante inscrição.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro reforça a valorização e a divulgação do património regional, partilhando experiências que associam a recuperação dos espaços à preservação da memória, dos saberes e das atividades dos territórios.
Saiba mais sobre a homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.




A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade”.
Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã.
Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço.
A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção.
Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país.
Da Lanifícios Império à Burel Factory
A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos.
O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção.
O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material.
A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado.
Ciclo encerra com homenagem em Coimbra
Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã.
O ciclo de 2026 do programa “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” termina no dia 24 de outubro, às 15h, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, com uma cerimónia de homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernández, organizada pela CCDR Centro e pelo Património Cultural, I. P. A cerimónia está aberta à comunidade, mediante inscrição.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro reforça a valorização e a divulgação do património regional, partilhando experiências que associam a recuperação dos espaços à preservação da memória, dos saberes e das atividades dos territórios.
Saiba mais sobre a homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.









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