UNESCO inscreve o Barco Moliceiro como Património Cultural Imaterial da Humanidade
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- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: CulturaPublished On: 22/10/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã. Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço. A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção. Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país. Da Lanifícios Império à Burel Factory A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos. O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção. O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material. A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado. Ciclo encerra com homenagem em Coimbra Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã. O ciclo de 2026 do programa "Património ao Centro - Construções de uma Identidade" termina no dia 24 de outubro, às 15h, [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: CulturaPublished On: 22/10/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã. Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço. A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção. Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país. Da Lanifícios Império à Burel Factory A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos. O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção. O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material. A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado. Ciclo encerra com homenagem em Coimbra Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã. O ciclo de 2026 do programa "Património ao Centro - Construções de uma Identidade" termina no dia 24 de outubro, às 15h, [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 20/10/2026
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, acolhe, no próximo dia 24 de outubro, pelas 15h00, uma homenagem aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, autores do projeto de recuperação e valorização daquele monumento, que contará com a presença da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. Promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Secção Regional Centro da Ordem dos Arquitectos, a iniciativa integra o ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. A homenagem pretende reconhecer o contributo excecional de Alexandre Alves Costa e de Sergio Fernandez para a valorização do património cultural, para o ensino da arquitetura e para a construção de uma cultura arquitetónica profundamente ligada à história, ao território e à identidade coletiva. A iniciativa integra as comemorações do Dia Mundial da Arquitetura e inclui uma sessão evocativa com testemunhos de reconhecidos académicos e especialistas, bem como uma visita guiada ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e ao seu Centro Interpretativo, uma obra de referência na reabilitação do património português, distinguida internacionalmente e apontada como exemplo de boas práticas de conservação e valorização patrimonial. Com esta iniciativa, a CCDR Centro e o Património Cultural, I.P. reafirmam o compromisso com a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural, promovendo simultaneamente a reflexão sobre o papel da arquitetura na construção da identidade dos territórios e das comunidades. A cerimónia é aberta à comunidade, mas sujeita a inscrição aqui. Programa 24 de outubro de 2026 l 15h00 Auditório do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra 14h30 | Receção dos Convidados 15h00 |Início da sessão | Intervenções institucionais - Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa - Presidente CCDR Centro, José Ribau Esteves - Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes 15h30 | Elogio académico: Tributo a Alexandre Alves Costa - José António Bandeirinha Tributo a Sergio Fernandez - Jorge Figueira Tributo à obra de reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Luís Miguel Correia Breve alocução: Alexandre Alves Costa Luísa Lousan, sobrinha de Sergio Fernandez 17h00 | Visita Guiada ao Centro Interpretativo e ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha Breve biografia dos homenageados Alexandre Alves Costa Alexandre Alves Costa nasceu no Porto em 1939, estagiou no LNEC, com Nuno Portas e diplomou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto em 1966. Colaborou com Álvaro Siza e prestou serviço na Câmara Municipal do Porto. Exerce atividade docente desde 1972 nas áreas de Projeto e da História da Arquitetura Portuguesa. É Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A Reabilitação do Convento de Santa Clara-a-Velha valeu-lhe o galardão Europa Nostra, o mais importante prémio europeu para intervenções no património edificado. O seu trabalho sobre o envolvimento político da arquitetura em Portugal, no dealbar da democracia, está documentado numa exposição organizada pela Embaixada de Portugal nos Estados Unidos, pela plataforma cultural Dupont Underground e pelo Museu da Cidade (Porto), na galeria Dupont Circle, em Washington DC. É membro do Conselho [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
A 27 de outubro assinala-se o Dia Nacional do AKIS, o Sistema de Conhecimento e Inovação Agrícola (Agricultural Knowledge and Innovation System). O AKIS é a rede que liga agricultores, investigadores, técnicos, escolas, empresas e organizações do setor, para que o conhecimento circule nos dois sentidos: da ciência para o campo e do campo para a ciência. É um dos pilares da Política Agrícola Comum e uma ferramenta essencial para um desenvolvimento rural mais competitivo, sustentável e capaz de fixar pessoas no território. Para assinalar a data, a CCDR Centro apresenta a rubrica «Elas Sabem. Elas Inovam.». São oito mulheres da Região Centro que mostram, cada uma à sua maneira, como o conhecimento se transforma em inovação e a inovação em futuro para os territórios rurais. Ana Rasteiro: da pequena exploração à produção moderna Ana Maria Rasteiro define-se como uma mulher dedicada ao trabalho, à evolução constante e ao crescimento profissional. Ao longo do seu percurso no setor pecuário, procurou sempre progredir através da dedicação, da persistência e da vontade de melhorar continuamente a atividade que escolheu para a sua vida. A ligação à suinicultura surgiu da vontade de investir numa área que, na altura, apresentava oportunidades de crescimento. Na região de Leiria existia sobretudo atividade ligada à engorda de suínos, mas havia pouca produção de leitão. Foi precisamente aí que Ana decidiu apostar, iniciando um projeto de produção suína com apenas sete ou oito porcas reprodutoras. Com trabalho contínuo e uma visão de crescimento sustentado, a exploração foi evoluindo gradualmente. “Fui crescendo… um pavilhão de cada vez, uma exploração de cada vez.” Ao longo dos anos, a empresa expandiu-se até atingir cerca de 700 reprodutoras distribuídas por diferentes unidades de produção. Para Ana Rasteiro, este crescimento representa não apenas uma conquista empresarial, mas também a concretização de um percurso construído com muito esforço e dedicação. Apesar das dificuldades inerentes ao setor pecuário, onde os lucros nem sempre são garantidos, sente-se realizada pelo caminho que conseguiu construir. A gestão da exploração assenta em princípios de organização, divisão de tarefas e modernização constante. Ana considera fundamental que todos os elementos da equipa assumam responsabilidades e trabalhem em conjunto para garantir o bom funcionamento da produção. Paralelamente, procura acompanhar a evolução tecnológica e introduzir melhorias que permitam otimizar as condições de trabalho e de produção. O bem-estar animal ocupa um lugar central na sua forma de gerir a atividade. A segurança, a sanidade e as boas condições de alojamento dos animais são prioridades permanentes, desde as reprodutoras até aos leitões. Destaca, por exemplo, a importância de boas maternidades dentro da exploração, capazes de assegurar conforto e condições adequadas para os animais durante todas as fases de produção. “A segurança e o bem-estar animal são fundamentais.” Ao refletir sobre o papel da mulher na pecuária, Ana Rasteiro considera que as mulheres têm uma importância crescente no setor e que trazem uma sensibilidade particular ao trabalho com os animais e à gestão das explorações. Para si, a presença feminina representa uma mais-valia não apenas [...]
- Categories: Cultura, InformaçãoPublished On: 23/10/2026
O escultor Alves André venceu o concurso público para a conceção do monumento artístico "Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro", promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A iniciativa presta homenagem ao barco moliceiro, um património cultural imaterial que está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO. A apresentação do projeto vencedor decorreu no âmbito das comemorações do Dia da Região de Aveiro, a 16 de outubro de 2026, e destacou a importância cultural do barco moliceiro e dos saberes tradicionais associados à sua construção e decoração. Intitulada "RIAFLEXUS", a proposta vencedora consiste numa escultura de 5,5 metros de altura que estabelece uma ligação simbólica ao barco moliceiro e à arte da carpintaria naval. A estrutura vertical evoca a silhueta da embarcação a deslizar sobre as águas da Ria de Aveiro, enquanto a parte inferior evoca as ferramentas tradicionais utilizadas pelos artesãos na construção naval. Está prevista a instalação de réplicas do monumento nos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Um património de saberes e técnicas tradicionais A arte da carpintaria naval da Região de Aveiro, mais concretamente a construção de barcos moliceiros, integra conhecimentos, técnicas e práticas tradicionais associados à construção e decoração destas embarcações, que estão profundamente ligadas à história e à identidade cultural da ria de Aveiro. O barco moliceiro distingue-se pelas suas características construtivas e pelos seus painéis decorativos pintados, que incluem elementos figurativos e inscrições associadas à cultura local. A transmissão destes conhecimentos entre gerações é uma parte fundamental deste património cultural imaterial. A sua inscrição, desde dezembro de 2025, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO reconhece o valor cultural desta prática e evidencia a necessidade de assegurar a continuidade dos conhecimentos e das técnicas a ela associados. No âmbito das suas competências na área da Cultura, a CCDR Centro reconhece a importância de valorizar, divulgar e salvaguardar o património cultural imaterial, enquanto expressão da identidade e da diversidade cultural da Região Centro. A publicação "Saber Ser, Saber Fazer - O Património Cultural Imaterial da Região Centro de Portugal" centra-se, precisamente, na valorização dos saberes e práticas tradicionais do território e permite aprofundar os conhecimentos sobre a diversidade do património cultural imaterial regional e a importância da sua transmissão às gerações futuras. Fotografias: Região de Aveiro
- Categories: CulturaPublished On: 22/10/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, no dia 17 de outubro, no âmbito do ciclo “Património ao Centro - Construções de uma Identidade”. Acompanhados pelo arquiteto Pedro Brígida e pela proprietária Isabel Costa, os participantes puderam conhecer os desafios enfrentados na intervenção num espaço industrial, bem como um projeto que associa a continuidade da produção à preservação das máquinas, das técnicas e dos saberes associados à transformação da lã. Pedro Brígida destacou, entre os principais desafios do projeto, o prazo disponível para intervir numa fábrica em funcionamento e as limitações orçamentais. O arquiteto salientou também a necessidade de compreender as especificidades da atividade industrial, dos equipamentos e sistemas aos percursos de produção, a fim de poder responder às exigências funcionais do espaço. A intervenção exigiu, por conseguinte, um processo de aprendizagem sobre a organização da fábrica e o funcionamento dos respetivos dispositivos, num contexto em que as opções arquitetónicas tiveram de ser articuladas com as necessidades da produção. Isabel Costa realçou o compromisso do projeto com a recuperação do património e a valorização da lã como recurso local. Destacou ainda a importância da continuidade das técnicas, das máquinas e do conhecimento ancestral, aliada à inovação e à procura de soluções mais sustentáveis. Na sua opinião, este percurso contribui para valorizar a indústria e a vida no interior do país. Da Lanifícios Império à Burel Factory A história da Burel Factory está ligada à dos Lanifícios Império, que foram fundados em Manteigas em 1947. Em 2011, a recuperação da fábrica, que se encontrava em situação de insolvência, permitiu não só dar continuidade à atividade, como também preservar um valioso património industrial, que incluía teares, cardas e outros equipamentos históricos. O projeto manteve máquinas do século XIX e recuperou padrões de antigos livros de desenho. A transmissão de conhecimentos entre os mestres dos teares e os trabalhadores mais novos foi também uma parte importante da recuperação, tendo como objetivo assegurar a continuidade dos saberes associados à produção. O burel, um tecido tradicional de lã associado à Serra da Estrela, passou a apresentar novas cores e aplicações contemporâneas. Para além de produtos de decoração e vestuário, a marca desenvolve soluções para a arquitetura de interiores, como revestimentos e painéis acústicos. Esta diversificação articula a herança têxtil com o design e novas utilizações do material. A visita a Manteigas permitiu abordar a preservação do património industrial através da sua utilização produtiva e da transmissão dos conhecimentos que lhe conferem significado. Ciclo encerra com homenagem em Coimbra Após as visitas à Cava de Viriato, em Viseu, e ao Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, a sessão na Burel Factory aprofundou a relação entre a arquitetura, o património industrial e os saberes associados à lã. O ciclo de 2026 do programa "Património ao Centro - Construções de uma Identidade" termina no dia 24 de outubro, às 15h, [...]





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