CCDRC consulta a Região sobre Agenda para a Valorização dos Territórios Termais da Região Centro

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) coloca em consulta à Região a Agenda para a Valorização dos Territórios Termais da Região Centro.
O processo de construção desta Agenda tem sido um esforço coletivo regional, iniciado em maio de 2022, com o objetivo principal de garantir a maximização da valorização (económica, social e ambiental) dos territórios termais, numa perspetiva integrada dos seus diversos recursos e potencialidades. A Região Centro ambiciona ser líder na inovação e na sustentabilidade do recurso água mineral natural, tendo em vista a competitividade e atratividade da região, a fixação de população qualificada e a promoção de bem-estar e de estilos de vida saudáveis e equilibrados.
O processo de desenvolvimento desta Agenda decorreu no contexto da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS3) do Centro, em particular no âmbito da Plataforma de Inovação “Promover a Inovação Territorial”.
A ponderação dos contributos recebidos através de mais este momento de auscultação à Região permitirá chegar ao documento final, que servirá de referencial estratégico para a valorização dos territórios termais no Centro na próxima década.
Este processo de consulta estará aberto até ao dia 28 de fevereiro de 2023 e o envio de contributos deverá ser feito através deste formulário.
A apresentação formal da Agenda decorrerá no dia 22 de março de 2023, nas Termas de São Pedro do Sul.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) coloca em consulta à Região a Agenda para a Valorização dos Territórios Termais da Região Centro.
O processo de construção desta Agenda tem sido um esforço coletivo regional, iniciado em maio de 2022, com o objetivo principal de garantir a maximização da valorização (económica, social e ambiental) dos territórios termais, numa perspetiva integrada dos seus diversos recursos e potencialidades. A Região Centro ambiciona ser líder na inovação e na sustentabilidade do recurso água mineral natural, tendo em vista a competitividade e atratividade da região, a fixação de população qualificada e a promoção de bem-estar e de estilos de vida saudáveis e equilibrados.
O processo de desenvolvimento desta Agenda decorreu no contexto da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS3) do Centro, em particular no âmbito da Plataforma de Inovação “Promover a Inovação Territorial”.
A ponderação dos contributos recebidos através de mais este momento de auscultação à Região permitirá chegar ao documento final, que servirá de referencial estratégico para a valorização dos territórios termais no Centro na próxima década.
Este processo de consulta estará aberto até ao dia 28 de fevereiro de 2023 e o envio de contributos deverá ser feito através deste formulário.
A apresentação formal da Agenda decorrerá no dia 22 de março de 2023, nas Termas de São Pedro do Sul.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) coloca em consulta à Região a Agenda para a Valorização dos Territórios Termais da Região Centro.
O processo de construção desta Agenda tem sido um esforço coletivo regional, iniciado em maio de 2022, com o objetivo principal de garantir a maximização da valorização (económica, social e ambiental) dos territórios termais, numa perspetiva integrada dos seus diversos recursos e potencialidades. A Região Centro ambiciona ser líder na inovação e na sustentabilidade do recurso água mineral natural, tendo em vista a competitividade e atratividade da região, a fixação de população qualificada e a promoção de bem-estar e de estilos de vida saudáveis e equilibrados.
O processo de desenvolvimento desta Agenda decorreu no contexto da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS3) do Centro, em particular no âmbito da Plataforma de Inovação “Promover a Inovação Territorial”.
A ponderação dos contributos recebidos através de mais este momento de auscultação à Região permitirá chegar ao documento final, que servirá de referencial estratégico para a valorização dos territórios termais no Centro na próxima década.
Este processo de consulta estará aberto até ao dia 28 de fevereiro de 2023 e o envio de contributos deverá ser feito através deste formulário.
A apresentação formal da Agenda decorrerá no dia 22 de março de 2023, nas Termas de São Pedro do Sul.
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- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 29/12/2025
A CCDR Centro publicou a edição de 2025 do documento “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”, que atualiza o painel de indicadores usado para acompanhar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais (PEDS) na região. Esta brochura, atualizada anualmente, acompanha as dinâmicas da região em torno dos três domínios essenciais do Pilar - igualdade de oportunidades, condições de trabalho justas e proteção social e inclusão - permitindo comparar a região Centro com Portugal e com a União Europeia. Esta atualização enquadra-se no contexto do novo Plano de Ação do PEDS 2025-2030 e articula-se com o Semestre Europeu e as metas sociais para 2030, reforçando a ligação entre a agenda social europeia e a realidade territorial da região Centro. O documento combina dados regionais, comparáveis ao nível europeu, relativos aos indicadores principais do painel europeu, com informação complementar para as sub-regiões. No domínio da igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho, a região Centro evidencia sinais positivos na aprendizagem ao longo da vida, com a participação de adultos em atividades de formação a atingir 16,7% em 2024, acima das médias nacional e europeia. Mantém-se uma proporção de jovens que não estão empregados, nem em formação, nem em educação (NEET) inferior à de Portugal e uma desigualdade de rendimentos ligeiramente mais favorável, mas agravam-se o abandono escolar precoce e recua a taxa de escolaridade no ensino superior (38,8% no grupo 30-34 anos). Quanto às condições de trabalho justas, a região continua a apresentar taxas de desemprego e de desemprego de longa duração inferiores às do país e uma redução do risco de pobreza entre trabalhadores, o que aponta para alguma melhoria dos rendimentos da população empregada. Persistem, contudo, desafios na integração dos jovens no mercado de trabalho, com a subida do desemprego jovem em 2024, e na sinistralidade laboral, que continua a justificar atenção. No domínio da proteção social e inclusão, a região Centro mantém um desempenho globalmente mais favorável do que o nacional, com taxas de risco de pobreza ou exclusão social, pobreza monetária, privação severa e sobrecarga com despesas de habitação sistematicamente inferiores às de Portugal e menor privação nas condições de habitação. Ainda assim, verificam-se sinais de agravamento recente nas taxas de risco de pobreza e na sobrecarga com despesas de habitação, que traduzem maior esforço financeiro das famílias. Ao atualizar este painel, a CCDR Centro reafirma o compromisso com uma Europa social forte, justa e inclusiva, colocando os direitos sociais, a redução das desigualdades e o acesso a serviços essenciais no centro das políticas regionais, em articulação com o Programa Regional Centro 2030, a Visão Estratégica para a Região Centro 2030 e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Consulte aqui a edição de 2025 da brochura “Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números - região Centro”
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
A CCDR Centro publica a segunda edição anual do relatório que acompanha a implementação da Agenda 2030 na região Centro. O documento dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024 e atualiza o quadro regional de monitorização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) composto por 110 indicadores. A leitura territorial dos resultados, permite identificar as áreas onde o progresso se tem consolidado e onde é preciso acelerar até 2030. Ao observar a evolução recente, verifica-se um retrato globalmente favorável. No curto prazo (últimos cinco anos), 55% dos indicadores evidenciam tendência positiva significativa; 4% apresentam evolução positiva moderada, 18% permanecem sem progresso e 23% registam trajetória negativa. Num horizonte mais longo, desde 2015, 58% dos indicadores apresentam tendência positiva significativa, 4% moderada, 20% sem progresso e 18% negativa, o que indica consolidação estrutural em várias áreas, coexistindo com segmentos que exigem uma resposta mais eficaz. A distribuição por pilares confirma dinâmicas diferenciadas: Pessoas, Prosperidade e Parcerias reúnem maiorias de tendências positivas, refletindo ganhos consistentes no plano social e económico; no Planeta, permanecem níveis relevantes de estagnação, típicos de processos de ciclo longo, que requerem execução plurianual e políticas persistentes; o pilar da Paz continua a ser o domínio mais exigente, onde se concentram indicadores com evolução desfavorável. O quadro de monitorização regional resulta do percurso desenvolvido no projeto europeu REGIONS2030, seguindo o enquadramento metodológico do Joint Research Center e complementando os dados do Instituto Nacional de Estatística a (principal fonte da informação) com dados de outras entidades setoriais nacionais e europeias. Esta arquitetura assegura qualidade, comparabilidade e, sempre que possível, desagregação por sub-regiões e municípios. Para tornar os dados úteis a decisores e cidadãos, a CCDR Centro disponibiliza a informação em acesso aberto. Em 25 de setembro de 2025, data em que se assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade, foi lançado o domínio “ODS” do DataCentro, com séries temporais, mapas e documentação que permite acompanhar, em detalhe, a trajetória da região Centro nos 17 ODS e apoiar políticas públicas informadas, colaborativas e orientadas para resultados. Com esta publicação, a CCDR Centro renova o compromisso com uma monitorização rigorosa e com a construção de soluções partilhadas. O relatório identifica áreas onde o progresso deve acelerar, reforça a cultura de avaliação e convida instituições, empresas, academia e cidadãos a acompanharem, com base em evidência, o caminho da região Centro rumo à Agenda 2030. Consulte aqui o Relatório de Progresso dos ODS na Região Centro 2025.
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro (77 municípios) ascendia a 39,7 mil milhões de euros, representando 13,7% do total do país e posicionando o Centro no terceiro lugar a nível nacional, depois da Grande Lisboa e do Norte. Todas as regiões portuguesas registaram um aumento da atividade económica, mais acentuada no Algarve, na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira, enquanto o Centro registou um aumento de 6,7%, inferior à média nacional (7,1%). Ainda assim, o PIB regional registou uma variação real de 2,1% face a 2023, igual à média nacional. O dinamismo económico da região resultou sobretudo do crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria e energia e do VAB do comércio, transportes, alojamento e restauração, com acréscimos em volume de 3,2% e 2,6%, respetivamente. Também em todas as sub-regiões da região Centro, o PIB aumentou em termos nominais e reais, destacando-se os crescimentos nominais registados na Região de Coimbra, na Beira Baixa e nas Beiras e Serra da Estrela, acima da média regional e nacional. Já os aumentos mais modestos do PIB ocorreram na Região de Aveiro e em Viseu Dão Lafões. As três sub-regiões do litoral eram responsáveis por mais de 70% da riqueza criada na região Centro em 2024: Região de Coimbra (26,7%), Região de Aveiro (25,1%) e Região de Leiria (19,3%). As sub-regiões com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela. Em 2024, o PIB por habitante da região Centro cifrava-se nos 23.236 euros, traduzindo um aumento de 1.163 euros por habitante em relação a 2023. Este valor representava 85,9% da média nacional tendo divergido face à média nacional, uma vez que diminuiu 0,5 pontos percentuais face ao ano anterior (86,4%). O Centro mantinha-se como uma das regiões portuguesas com menor PIB por habitante, apenas atrás da Península de Setúbal e do Oeste e Vale do Tejo. As regiões com o PIB por habitante mais elevado e acima da média do país eram a Grande Lisboa, o Algarve e a Região Autónoma da Madeira. Na comparação internacional, em 2024, o PIB por habitante da região Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 70,7% da média da União Europeia (UE27), tendo melhorado 0,7 pontos percentuais face ao ano anterior (70,0%). A média nacional também se aproximou da média da União Europeia, situando-se nos 82,4%. A coesão regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, diminuiu face a 2023, apontando, assim, para um agravamento das assimetrias regionais, uma vez que a diferença entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas nove regiões portuguesas aumentou (em 2023, esta diferença era de 22.940 euros, tendo aumentado para 24.140 euros, em 2024). Considerando as sub-regiões do Centro, verificava-se que, em 2024, a Região de Aveiro, a Região de Leiria e a Região de Coimbra constituíam o grupo de sub-regiões com melhor desempenho em termos do PIB por habitante e que mais se [...]
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 29/12/2025
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- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
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- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro (77 municípios) ascendia a 39,7 mil milhões de euros, representando 13,7% do total do país e posicionando o Centro no terceiro lugar a nível nacional, depois da Grande Lisboa e do Norte. Todas as regiões portuguesas registaram um aumento da atividade económica, mais acentuada no Algarve, na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira, enquanto o Centro registou um aumento de 6,7%, inferior à média nacional (7,1%). Ainda assim, o PIB regional registou uma variação real de 2,1% face a 2023, igual à média nacional. O dinamismo económico da região resultou sobretudo do crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria e energia e do VAB do comércio, transportes, alojamento e restauração, com acréscimos em volume de 3,2% e 2,6%, respetivamente. Também em todas as sub-regiões da região Centro, o PIB aumentou em termos nominais e reais, destacando-se os crescimentos nominais registados na Região de Coimbra, na Beira Baixa e nas Beiras e Serra da Estrela, acima da média regional e nacional. Já os aumentos mais modestos do PIB ocorreram na Região de Aveiro e em Viseu Dão Lafões. As três sub-regiões do litoral eram responsáveis por mais de 70% da riqueza criada na região Centro em 2024: Região de Coimbra (26,7%), Região de Aveiro (25,1%) e Região de Leiria (19,3%). As sub-regiões com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela. Em 2024, o PIB por habitante da região Centro cifrava-se nos 23.236 euros, traduzindo um aumento de 1.163 euros por habitante em relação a 2023. Este valor representava 85,9% da média nacional tendo divergido face à média nacional, uma vez que diminuiu 0,5 pontos percentuais face ao ano anterior (86,4%). O Centro mantinha-se como uma das regiões portuguesas com menor PIB por habitante, apenas atrás da Península de Setúbal e do Oeste e Vale do Tejo. As regiões com o PIB por habitante mais elevado e acima da média do país eram a Grande Lisboa, o Algarve e a Região Autónoma da Madeira. Na comparação internacional, em 2024, o PIB por habitante da região Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 70,7% da média da União Europeia (UE27), tendo melhorado 0,7 pontos percentuais face ao ano anterior (70,0%). A média nacional também se aproximou da média da União Europeia, situando-se nos 82,4%. A coesão regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, diminuiu face a 2023, apontando, assim, para um agravamento das assimetrias regionais, uma vez que a diferença entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas nove regiões portuguesas aumentou (em 2023, esta diferença era de 22.940 euros, tendo aumentado para 24.140 euros, em 2024). Considerando as sub-regiões do Centro, verificava-se que, em 2024, a Região de Aveiro, a Região de Leiria e a Região de Coimbra constituíam o grupo de sub-regiões com melhor desempenho em termos do PIB por habitante e que mais se [...]
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 17/12/2025
No terceiro trimestre de 2025, o setor da construção apresentou uma evolução positiva na região, justificada pelos acréscimos nos edifícios licenciados e nas obras concluídas, destacando-se os novos fogos para habitação familiar licenciados que aumentaram 25,3% face ao período homólogo. Também as taxas de atividade e de emprego, o salário médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem, as empresas constituídas, a atividade turística, o comércio internacional de bens e os créditos concedidos para habitação e consumo cresceram face a igual período do ano anterior. Já o desemprego, as ações de insolvência e os empréstimos à habitação vencidos continuaram a diminuir. A inflação acelerou face ao trimestre homólogo e aos primeiros trimestres do ano. Estas são algumas das conclusões do n.º 68 do “Centro de Portugal – Boletim Trimestral”, publicação que analisa a evolução conjuntural da região Centro. No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto registou um crescimento homólogo real de 2,4%, justificado pelos contributos positivo da procura interna e negativo da procura externa líquida. A taxa de desemprego nacional foi de 5,8%, continuando a diminuir em relação aos trimestres homólogo e anteriores. Já o nível de preços atingiu os 2,6%, tendo acelerado face ao mesmo trimestre de 2024 e aos primeiros trimestres de 2025. A confiança dos consumidores manteve-se negativa e piorou em termos homólogos, apesar de ter melhorado face ao segundo trimestre do ano. O indicador de clima económico permaneceu positivo, superando o valor dos períodos homólogo e anteriores. O euro voltou a valorizar face ao dólar, acentuando a apreciação verificada nos trimestres homólogo e anterior. Relativamente à Região Centro, assistiu-se a uma evolução favorável do mercado de trabalho regional, evidenciada pelos aumentos das taxas de atividade e de emprego e pela diminuição do desemprego. Já o salário médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem continuou a registar os valores mais elevados desde 2008, o que já ocorre há dois anos consecutivos. No setor empresarial regional continuou a assistir-se a um aumento das empresas constituídas e a uma contração das ações de insolvência face a igual trimestre do ano anterior. Os empréstimos concedidos às empresas mantiveram a tendência de decréscimo observada há quase quatro anos consecutivos. Também o peso dos empréstimos vencidos no total dos concedidos permaneceu em queda na região e no país em termos homólogos. O setor da construção apresentou uma evolução positiva na região, evidenciada pelos aumentos homólogos em todos os indicadores de licenciamento e das obras concluídas. Em contraste, a nível nacional, o setor contraiu-se, com exceção dos novos fogos para habitação familiar que aumentaram. No que respeita à evolução dos empréstimos à habitação em termos homólogos reais, ocorreu uma aceleração do crédito concedido, enquanto os empréstimos vencidos diminuíram de forma expressiva, intensificando a tendência observada nos trimestres anteriores. Na atividade turística, os hóspedes, as dormidas e os proveitos dos estabelecimentos de alojamento turístico continuaram a crescer na região e no país, tendo, no entanto, desacelerado face aos trimestres homólogo e anterior. A estada média aumentou ligeiramente face [...]
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 29/12/2025
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- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
A CCDR Centro publica a segunda edição anual do relatório que acompanha a implementação da Agenda 2030 na região Centro. O documento dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024 e atualiza o quadro regional de monitorização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) composto por 110 indicadores. A leitura territorial dos resultados, permite identificar as áreas onde o progresso se tem consolidado e onde é preciso acelerar até 2030. Ao observar a evolução recente, verifica-se um retrato globalmente favorável. No curto prazo (últimos cinco anos), 55% dos indicadores evidenciam tendência positiva significativa; 4% apresentam evolução positiva moderada, 18% permanecem sem progresso e 23% registam trajetória negativa. Num horizonte mais longo, desde 2015, 58% dos indicadores apresentam tendência positiva significativa, 4% moderada, 20% sem progresso e 18% negativa, o que indica consolidação estrutural em várias áreas, coexistindo com segmentos que exigem uma resposta mais eficaz. A distribuição por pilares confirma dinâmicas diferenciadas: Pessoas, Prosperidade e Parcerias reúnem maiorias de tendências positivas, refletindo ganhos consistentes no plano social e económico; no Planeta, permanecem níveis relevantes de estagnação, típicos de processos de ciclo longo, que requerem execução plurianual e políticas persistentes; o pilar da Paz continua a ser o domínio mais exigente, onde se concentram indicadores com evolução desfavorável. O quadro de monitorização regional resulta do percurso desenvolvido no projeto europeu REGIONS2030, seguindo o enquadramento metodológico do Joint Research Center e complementando os dados do Instituto Nacional de Estatística a (principal fonte da informação) com dados de outras entidades setoriais nacionais e europeias. Esta arquitetura assegura qualidade, comparabilidade e, sempre que possível, desagregação por sub-regiões e municípios. Para tornar os dados úteis a decisores e cidadãos, a CCDR Centro disponibiliza a informação em acesso aberto. Em 25 de setembro de 2025, data em que se assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade, foi lançado o domínio “ODS” do DataCentro, com séries temporais, mapas e documentação que permite acompanhar, em detalhe, a trajetória da região Centro nos 17 ODS e apoiar políticas públicas informadas, colaborativas e orientadas para resultados. Com esta publicação, a CCDR Centro renova o compromisso com uma monitorização rigorosa e com a construção de soluções partilhadas. O relatório identifica áreas onde o progresso deve acelerar, reforça a cultura de avaliação e convida instituições, empresas, academia e cidadãos a acompanharem, com base em evidência, o caminho da região Centro rumo à Agenda 2030. Consulte aqui o Relatório de Progresso dos ODS na Região Centro 2025.
- Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 23/12/2025
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro (77 municípios) ascendia a 39,7 mil milhões de euros, representando 13,7% do total do país e posicionando o Centro no terceiro lugar a nível nacional, depois da Grande Lisboa e do Norte. Todas as regiões portuguesas registaram um aumento da atividade económica, mais acentuada no Algarve, na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira, enquanto o Centro registou um aumento de 6,7%, inferior à média nacional (7,1%). Ainda assim, o PIB regional registou uma variação real de 2,1% face a 2023, igual à média nacional. O dinamismo económico da região resultou sobretudo do crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria e energia e do VAB do comércio, transportes, alojamento e restauração, com acréscimos em volume de 3,2% e 2,6%, respetivamente. Também em todas as sub-regiões da região Centro, o PIB aumentou em termos nominais e reais, destacando-se os crescimentos nominais registados na Região de Coimbra, na Beira Baixa e nas Beiras e Serra da Estrela, acima da média regional e nacional. Já os aumentos mais modestos do PIB ocorreram na Região de Aveiro e em Viseu Dão Lafões. As três sub-regiões do litoral eram responsáveis por mais de 70% da riqueza criada na região Centro em 2024: Região de Coimbra (26,7%), Região de Aveiro (25,1%) e Região de Leiria (19,3%). As sub-regiões com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela. Em 2024, o PIB por habitante da região Centro cifrava-se nos 23.236 euros, traduzindo um aumento de 1.163 euros por habitante em relação a 2023. Este valor representava 85,9% da média nacional tendo divergido face à média nacional, uma vez que diminuiu 0,5 pontos percentuais face ao ano anterior (86,4%). O Centro mantinha-se como uma das regiões portuguesas com menor PIB por habitante, apenas atrás da Península de Setúbal e do Oeste e Vale do Tejo. As regiões com o PIB por habitante mais elevado e acima da média do país eram a Grande Lisboa, o Algarve e a Região Autónoma da Madeira. Na comparação internacional, em 2024, o PIB por habitante da região Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 70,7% da média da União Europeia (UE27), tendo melhorado 0,7 pontos percentuais face ao ano anterior (70,0%). A média nacional também se aproximou da média da União Europeia, situando-se nos 82,4%. A coesão regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, diminuiu face a 2023, apontando, assim, para um agravamento das assimetrias regionais, uma vez que a diferença entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas nove regiões portuguesas aumentou (em 2023, esta diferença era de 22.940 euros, tendo aumentado para 24.140 euros, em 2024). Considerando as sub-regiões do Centro, verificava-se que, em 2024, a Região de Aveiro, a Região de Leiria e a Região de Coimbra constituíam o grupo de sub-regiões com melhor desempenho em termos do PIB por habitante e que mais se [...]




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