Visita promovida pela CCDR Centro em Penela destacou a recuperação do património e a memória dos moleiros
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica ao Centro Interpretativo do Cereal, no Espinhal, em Penela, no dia 10 de outubro. A iniciativa integrou a edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” e proporcionou a oportunidade de conhecer uma intervenção que associa a recuperação do património construído à preservação dos saberes associados à moagem de cereais.
Os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida apresentaram o projeto de reabilitação do antigo moinho de água e da casa do moleiro. A visita incluiu ainda o testemunho de António Alves, proprietário e promotor do centro, que explicou a origem da iniciativa e os desafios enfrentados para a sua concretização.
Segundo Less Almeida, esta intervenção não só recuperou uma atividade e a sua memória como também reabilitou os edifícios. A arquiteta salientou a importância de transmitir às gerações atuais e futuras os conhecimentos associados à moagem, num espaço aberto ao público onde o património construído e o imaterial se complementam.
Por seu turno, Eduardo Arnaut explicou que a reabilitação procurou igualmente recuperar as técnicas e os conhecimentos associados aos edifícios e à atividade que outrora acolheram. Quanto à relação entre a arquitetura contemporânea e o património, sublinhou a importância de distinguir o período da construção original do período da intervenção, de modo a permitir a coexistência de ambos e a contribuir para a compreensão da história do local.
De um moinho em ruínas a um espaço de memória e aprendizagem
Inicialmente, a intenção de António Alves era recuperar a casa e pôr o moinho novamente em funcionamento. No entanto, o projeto acabou por evoluir para a criação de um centro interpretativo dedicado aos moleiros, como forma de reconhecer a importância que esta profissão teve no Espinhal e no concelho de Penela. A recuperação exigiu soluções para os desafios colocados pela intervenção junto a um curso de água e pela reabilitação de edifícios em ruínas. O promotor destacou o trabalho dos arquitetos na procura de soluções para os problemas que foram surgindo durante a obra.
Inaugurado em 19 de julho de 2024, o Centro Interpretativo do Cereal insere-se na tradição local de aproveitar a água para a moagem. Durante séculos, estas estruturas desempenharam um papel fundamental na transformação de cereais em farinha para a produção de pão e de broa.
Atualmente, o espaço inclui um moinho em funcionamento, destinado à moagem de milho e trigo, e uma área dedicada a oficinas relacionadas com a produção de broa. A antiga casa do moleiro alberga exposições de peças e ferramentas relacionadas com o ciclo do cereal, quase todas doadas pela população local. A recuperação do espaço possibilita a transmissão de conhecimentos através do contacto com os mecanismos, objetos e práticas que outrora marcaram a vida das comunidades locais.
O ciclo prossegue em Manteigas
Após a visita à Cava de Viriato, em Viseu, a sessão em Penela explorou a relação entre a arquitetura, o património e as atividades agrícolas, dedicando especial atenção à memória da moagem e aos conhecimentos dos moleiros.
Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” continua, a 17 de outubro, com uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que preservam edifícios, saberes e memórias locais.
Consulte o programa e as informações sobre a próxima visita.







A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica ao Centro Interpretativo do Cereal, no Espinhal, em Penela, no dia 10 de outubro. A iniciativa integrou a edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” e proporcionou a oportunidade de conhecer uma intervenção que associa a recuperação do património construído à preservação dos saberes associados à moagem de cereais.
Os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida apresentaram o projeto de reabilitação do antigo moinho de água e da casa do moleiro. A visita incluiu ainda o testemunho de António Alves, proprietário e promotor do centro, que explicou a origem da iniciativa e os desafios enfrentados para a sua concretização.
Segundo Less Almeida, esta intervenção não só recuperou uma atividade e a sua memória como também reabilitou os edifícios. A arquiteta salientou a importância de transmitir às gerações atuais e futuras os conhecimentos associados à moagem, num espaço aberto ao público onde o património construído e o imaterial se complementam.
Por seu turno, Eduardo Arnaut explicou que a reabilitação procurou igualmente recuperar as técnicas e os conhecimentos associados aos edifícios e à atividade que outrora acolheram. Quanto à relação entre a arquitetura contemporânea e o património, sublinhou a importância de distinguir o período da construção original do período da intervenção, de modo a permitir a coexistência de ambos e a contribuir para a compreensão da história do local.
De um moinho em ruínas a um espaço de memória e aprendizagem
Inicialmente, a intenção de António Alves era recuperar a casa e pôr o moinho novamente em funcionamento. No entanto, o projeto acabou por evoluir para a criação de um centro interpretativo dedicado aos moleiros, como forma de reconhecer a importância que esta profissão teve no Espinhal e no concelho de Penela. A recuperação exigiu soluções para os desafios colocados pela intervenção junto a um curso de água e pela reabilitação de edifícios em ruínas. O promotor destacou o trabalho dos arquitetos na procura de soluções para os problemas que foram surgindo durante a obra.
Inaugurado em 19 de julho de 2024, o Centro Interpretativo do Cereal insere-se na tradição local de aproveitar a água para a moagem. Durante séculos, estas estruturas desempenharam um papel fundamental na transformação de cereais em farinha para a produção de pão e de broa.
Atualmente, o espaço inclui um moinho em funcionamento, destinado à moagem de milho e trigo, e uma área dedicada a oficinas relacionadas com a produção de broa. A antiga casa do moleiro alberga exposições de peças e ferramentas relacionadas com o ciclo do cereal, quase todas doadas pela população local. A recuperação do espaço possibilita a transmissão de conhecimentos através do contacto com os mecanismos, objetos e práticas que outrora marcaram a vida das comunidades locais.
O ciclo prossegue em Manteigas
Após a visita à Cava de Viriato, em Viseu, a sessão em Penela explorou a relação entre a arquitetura, o património e as atividades agrícolas, dedicando especial atenção à memória da moagem e aos conhecimentos dos moleiros.
Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” continua, a 17 de outubro, com uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que preservam edifícios, saberes e memórias locais.
Consulte o programa e as informações sobre a próxima visita.







A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica ao Centro Interpretativo do Cereal, no Espinhal, em Penela, no dia 10 de outubro. A iniciativa integrou a edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” e proporcionou a oportunidade de conhecer uma intervenção que associa a recuperação do património construído à preservação dos saberes associados à moagem de cereais.
Os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida apresentaram o projeto de reabilitação do antigo moinho de água e da casa do moleiro. A visita incluiu ainda o testemunho de António Alves, proprietário e promotor do centro, que explicou a origem da iniciativa e os desafios enfrentados para a sua concretização.
Segundo Less Almeida, esta intervenção não só recuperou uma atividade e a sua memória como também reabilitou os edifícios. A arquiteta salientou a importância de transmitir às gerações atuais e futuras os conhecimentos associados à moagem, num espaço aberto ao público onde o património construído e o imaterial se complementam.
Por seu turno, Eduardo Arnaut explicou que a reabilitação procurou igualmente recuperar as técnicas e os conhecimentos associados aos edifícios e à atividade que outrora acolheram. Quanto à relação entre a arquitetura contemporânea e o património, sublinhou a importância de distinguir o período da construção original do período da intervenção, de modo a permitir a coexistência de ambos e a contribuir para a compreensão da história do local.
De um moinho em ruínas a um espaço de memória e aprendizagem
Inicialmente, a intenção de António Alves era recuperar a casa e pôr o moinho novamente em funcionamento. No entanto, o projeto acabou por evoluir para a criação de um centro interpretativo dedicado aos moleiros, como forma de reconhecer a importância que esta profissão teve no Espinhal e no concelho de Penela. A recuperação exigiu soluções para os desafios colocados pela intervenção junto a um curso de água e pela reabilitação de edifícios em ruínas. O promotor destacou o trabalho dos arquitetos na procura de soluções para os problemas que foram surgindo durante a obra.
Inaugurado em 19 de julho de 2024, o Centro Interpretativo do Cereal insere-se na tradição local de aproveitar a água para a moagem. Durante séculos, estas estruturas desempenharam um papel fundamental na transformação de cereais em farinha para a produção de pão e de broa.
Atualmente, o espaço inclui um moinho em funcionamento, destinado à moagem de milho e trigo, e uma área dedicada a oficinas relacionadas com a produção de broa. A antiga casa do moleiro alberga exposições de peças e ferramentas relacionadas com o ciclo do cereal, quase todas doadas pela população local. A recuperação do espaço possibilita a transmissão de conhecimentos através do contacto com os mecanismos, objetos e práticas que outrora marcaram a vida das comunidades locais.
O ciclo prossegue em Manteigas
Após a visita à Cava de Viriato, em Viseu, a sessão em Penela explorou a relação entre a arquitetura, o património e as atividades agrícolas, dedicando especial atenção à memória da moagem e aos conhecimentos dos moleiros.
Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” continua, a 17 de outubro, com uma visita técnica à Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.
Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que preservam edifícios, saberes e memórias locais.
Consulte o programa e as informações sobre a próxima visita.












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