Visita a Cava de Viriato abriu ciclo Património ao Centro – Construções de uma Identidade

Categories: CulturaPublished On: 06/10/2026

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica à Cava de Viriato, em Viseu, que contou com a participação de 22 pessoas. A visita, conduzida pelos arquitetos Gonçalo Byrne e Iñaki Zoilo, marcou o início da edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro -Construções de uma Identidade”.

A visita proporcionou a oportunidade de conhecer as opções que orientaram a intervenção neste espaço patrimonial e de explorar a relação entre arquitetura, paisagem e cidade, permitindo uma reflexão sobre a preservação do monumento e as condições para que este possa ser apreciado e compreendido pelo público.

Gonçalo Byrne salientou a importância de compreender a Cava de Viriato no seu contexto territorial e paisagístico, para além dos elementos construídos. Segundo o arquiteto, o monumento é um testemunho da transformação da paisagem pela ação humana, sendo importante comunicar a sua escala e significado a quem o visita e utiliza.

O arquiteto explicou que a intervenção visou combater a erosão e valorizar o espaço de fruição pública num contexto urbano com uma forte ligação à natureza. Gonçalo Byrne sublinhou também a necessidade de tornar o conhecimento sobre este património mais acessível, de modo a permitir aos visitantes compreenderem a sua história e a dimensão da herança que representa. Neste sentido, o arquiteto afirmou que o projeto está incompleto e salientou a importância do centro de interpretação, ainda por concretizar, como instrumento de mediação entre o monumento e o público.

Por seu turno, Iñaki Zoilo explicou que a intervenção deve ser entendida como um projeto de espaço público, em que a proteção do património se articula com as condições de acesso, utilização e compreensão do local. O arquiteto destacou a importância de criar condições para que este espaço possa ser experienciado no presente sem que se perca a sua complexidade histórica.

A dimensão pedagógica foi outro aspeto abordado: para além da preservação, a intervenção visa facilitar a leitura das diferentes camadas da história do local e aproximar o património das formas contemporâneas de utilização do espaço público.

 

Um ciclo dedicado às diferentes dimensões do património

Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” apresenta diferentes tipos de intervenções de várias épocas, distribuídas pela Região Centro. A programação reúne autores com percursos consolidados e jovens arquitetos, através de projetos já reconhecidos por outras entidades.

A primeira sessão, que decorreu na Cava de Viriato, permitiu abordar a escala urbana e a paisagem cultural. No dia 10 de outubro, a programação prossegue no Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, com os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida. Esta visita, cujos participantes serão recebidos no Espinhal, permitirá explorar a ligação entre património e agricultura.

O ciclo termina, a 17 de outubro, na Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. Nesta sessão, serão abordados o património industrial e a dimensão imaterial associada à lã e aos saberes da sua transformação.

A participação nas próximas visitas é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que relacionam a arquitetura, a paisagem, a memória e a vivência dos lugares.

Consulte o programa e as informações sobre as próximas visitas.

 
Visita a Cava de Viriato abriu ciclo Património ao Centro – Construções de uma Identidade
Visita a Cava de Viriato abriu ciclo Património ao Centro – Construções de uma Identidade
Categories: CulturaPublished On: 06/10/2026

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica à Cava de Viriato, em Viseu, que contou com a participação de 22 pessoas. A visita, conduzida pelos arquitetos Gonçalo Byrne e Iñaki Zoilo, marcou o início da edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro -Construções de uma Identidade”.

A visita proporcionou a oportunidade de conhecer as opções que orientaram a intervenção neste espaço patrimonial e de explorar a relação entre arquitetura, paisagem e cidade, permitindo uma reflexão sobre a preservação do monumento e as condições para que este possa ser apreciado e compreendido pelo público.

Gonçalo Byrne salientou a importância de compreender a Cava de Viriato no seu contexto territorial e paisagístico, para além dos elementos construídos. Segundo o arquiteto, o monumento é um testemunho da transformação da paisagem pela ação humana, sendo importante comunicar a sua escala e significado a quem o visita e utiliza.

O arquiteto explicou que a intervenção visou combater a erosão e valorizar o espaço de fruição pública num contexto urbano com uma forte ligação à natureza. Gonçalo Byrne sublinhou também a necessidade de tornar o conhecimento sobre este património mais acessível, de modo a permitir aos visitantes compreenderem a sua história e a dimensão da herança que representa. Neste sentido, o arquiteto afirmou que o projeto está incompleto e salientou a importância do centro de interpretação, ainda por concretizar, como instrumento de mediação entre o monumento e o público.

Por seu turno, Iñaki Zoilo explicou que a intervenção deve ser entendida como um projeto de espaço público, em que a proteção do património se articula com as condições de acesso, utilização e compreensão do local. O arquiteto destacou a importância de criar condições para que este espaço possa ser experienciado no presente sem que se perca a sua complexidade histórica.

A dimensão pedagógica foi outro aspeto abordado: para além da preservação, a intervenção visa facilitar a leitura das diferentes camadas da história do local e aproximar o património das formas contemporâneas de utilização do espaço público.

 

Um ciclo dedicado às diferentes dimensões do património

Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” apresenta diferentes tipos de intervenções de várias épocas, distribuídas pela Região Centro. A programação reúne autores com percursos consolidados e jovens arquitetos, através de projetos já reconhecidos por outras entidades.

A primeira sessão, que decorreu na Cava de Viriato, permitiu abordar a escala urbana e a paisagem cultural. No dia 10 de outubro, a programação prossegue no Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, com os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida. Esta visita, cujos participantes serão recebidos no Espinhal, permitirá explorar a ligação entre património e agricultura.

O ciclo termina, a 17 de outubro, na Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. Nesta sessão, serão abordados o património industrial e a dimensão imaterial associada à lã e aos saberes da sua transformação.

A participação nas próximas visitas é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que relacionam a arquitetura, a paisagem, a memória e a vivência dos lugares.

Consulte o programa e as informações sobre as próximas visitas.

 

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P. (CCDR Centro) promoveu, em parceria com a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, uma visita técnica à Cava de Viriato, em Viseu, que contou com a participação de 22 pessoas. A visita, conduzida pelos arquitetos Gonçalo Byrne e Iñaki Zoilo, marcou o início da edição de 2026 do ciclo “Património ao Centro -Construções de uma Identidade”.

A visita proporcionou a oportunidade de conhecer as opções que orientaram a intervenção neste espaço patrimonial e de explorar a relação entre arquitetura, paisagem e cidade, permitindo uma reflexão sobre a preservação do monumento e as condições para que este possa ser apreciado e compreendido pelo público.

Gonçalo Byrne salientou a importância de compreender a Cava de Viriato no seu contexto territorial e paisagístico, para além dos elementos construídos. Segundo o arquiteto, o monumento é um testemunho da transformação da paisagem pela ação humana, sendo importante comunicar a sua escala e significado a quem o visita e utiliza.

O arquiteto explicou que a intervenção visou combater a erosão e valorizar o espaço de fruição pública num contexto urbano com uma forte ligação à natureza. Gonçalo Byrne sublinhou também a necessidade de tornar o conhecimento sobre este património mais acessível, de modo a permitir aos visitantes compreenderem a sua história e a dimensão da herança que representa. Neste sentido, o arquiteto afirmou que o projeto está incompleto e salientou a importância do centro de interpretação, ainda por concretizar, como instrumento de mediação entre o monumento e o público.

Por seu turno, Iñaki Zoilo explicou que a intervenção deve ser entendida como um projeto de espaço público, em que a proteção do património se articula com as condições de acesso, utilização e compreensão do local. O arquiteto destacou a importância de criar condições para que este espaço possa ser experienciado no presente sem que se perca a sua complexidade histórica.

A dimensão pedagógica foi outro aspeto abordado: para além da preservação, a intervenção visa facilitar a leitura das diferentes camadas da história do local e aproximar o património das formas contemporâneas de utilização do espaço público.

 

Um ciclo dedicado às diferentes dimensões do património

Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Arquitetura, o ciclo “Património ao Centro – Construções de uma Identidade” apresenta diferentes tipos de intervenções de várias épocas, distribuídas pela Região Centro. A programação reúne autores com percursos consolidados e jovens arquitetos, através de projetos já reconhecidos por outras entidades.

A primeira sessão, que decorreu na Cava de Viriato, permitiu abordar a escala urbana e a paisagem cultural. No dia 10 de outubro, a programação prossegue no Centro Interpretativo do Cereal, em Penela, com os arquitetos Eduardo Arnaut e Less Almeida. Esta visita, cujos participantes serão recebidos no Espinhal, permitirá explorar a ligação entre património e agricultura.

O ciclo termina, a 17 de outubro, na Burel Factory, em Manteigas, com o arquiteto Pedro Brígida. Nesta sessão, serão abordados o património industrial e a dimensão imaterial associada à lã e aos saberes da sua transformação.

A participação nas próximas visitas é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Através desta iniciativa, a CCDR Centro visa valorizar e divulgar o património regional, partilhando conhecimentos sobre intervenções que relacionam a arquitetura, a paisagem, a memória e a vivência dos lugares.

Consulte o programa e as informações sobre as próximas visitas.