CENTRO reforça a sua coesão em 2025

Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 16/01/2026

A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40).

O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente.

Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”.

Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”.

Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar).

Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais.

Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao consumo de energia primária, apesar de se terem verificado incrementos na produção de energia através de fontes renováveis nos últimos anos.

Estas são algumas das conclusões da última atualização do Barómetro do Centro de Portugal, que pode ser consultado here

Nesta edição, para além da atualização anual do Indicador Global de Avaliação da Região Centro, foram ainda atualizados os indicadores referentes à criação de empresas (ficha n.º 7), produto interno bruto (ficha n.º 8), produtividade do trabalho (ficha n.º 9) e produto interno bruto por habitante (ficha n.º 18).

O Barómetro do Centro de Portugal é um elemento de monitorização, produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que tem como objetivo avaliar o progresso alcançado pela Região Centro em termos de crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética. Contempla um conjunto de 25 indicadores-chave, objeto de permanente atualização, que identificam tendências e lacunas de progresso, permitindo desenvolver eventuais ações corretivas e preventivas.

 

CENTRO reforça a sua coesão em 2025
CENTRO reforça a sua coesão em 2025
Categories: Desenvolvimento regionalPublished On: 16/01/2026

A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40).

O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente.

Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”.

Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”.

Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar).

Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais.

Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao consumo de energia primária, apesar de se terem verificado incrementos na produção de energia através de fontes renováveis nos últimos anos.

Estas são algumas das conclusões da última atualização do Barómetro do Centro de Portugal, que pode ser consultado here

Nesta edição, para além da atualização anual do Indicador Global de Avaliação da Região Centro, foram ainda atualizados os indicadores referentes à criação de empresas (ficha n.º 7), produto interno bruto (ficha n.º 8), produtividade do trabalho (ficha n.º 9) e produto interno bruto por habitante (ficha n.º 18).

O Barómetro do Centro de Portugal é um elemento de monitorização, produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que tem como objetivo avaliar o progresso alcançado pela Região Centro em termos de crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética. Contempla um conjunto de 25 indicadores-chave, objeto de permanente atualização, que identificam tendências e lacunas de progresso, permitindo desenvolver eventuais ações corretivas e preventivas.

 

A região Centro apresentava, em 2025, um valor de 4,41 no Indicador Global de Avaliação (numa escala de 1 a 7), traduzindo uma ligeira melhoria no seu desempenho global face ao ano anterior (4,40).

O Indicador Global de Avaliação tem como objetivo acompanhar a evolução da região numa perspetiva global do sucesso regional, permitindo uma leitura sintética e imediata do seu comportamento relativo face às restantes seis regiões portuguesas. Os resultados do indicador global encontram-se desagregados por cinco dimensões de análise e a sua atualização é feita anualmente.

Relativamente a estas cinco dimensões, a região melhorou quantitativamente na “coesão” e no “crescimento e competitividade”, manteve-se estável na dimensão “qualidade de vida” e piorou nas dimensões “potencial humano” e “sustentabilidade ambiental e energética”.

Face ao ano anterior, destacaram-se, pela evolução favorável, os indicadores que aferem as desigualdades na distribuição do rendimento na região e as assimetrias territoriais, cujas melhorias tiveram impacto positivo na dimensão “coesão”, bem como os indicadores relativos ao crescimento do Investimento Direto Estrangeiro e do peso do investimento em Investigação e Desenvolvimento no Produto Interno Bruto, que contribuíram para a melhoria na componente “crescimento e competitividade”. Pelo contrário, entre os indicadores com evoluções mais desfavoráveis, destaca-se a taxa de desemprego jovem, a taxa de variação da população residente e o peso da população jovem com formação superior, que contribuíram negativamente para a componente “potencial humano”, e a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia elétrica e o consumo de energia primária no PIB, que tiveram impacto negativo na dimensão “sustentabilidade ambiental e energética”.

Em 2025, o Centro manteve-se como a terceira região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa e da região Norte. Na dimensão “coesão” subiu para a primeira posição da hierarquia nacional (na edição anterior, encontrava-se em terceiro), tendo mantido o primeiro lugar no “potencial humano”, o terceiro no “crescimento e competitividade” e a sétima posição no que respeita à “qualidade de vida”. No entanto, na “sustentabilidade ambiental e energética” desceu para a quinta posição da hierarquia nacional (em 2024, ocupava o quarto lugar).

Os resultados obtidos pela região Centro continuam a evidenciar um desempenho muito positivo na educação e no emprego, traduzido pelos bons resultados de exames nacionais, pela crescente participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida, pela elevada percentagem da população com formação superior e pela baixa taxa de desemprego. Destaca-se ainda um posicionamento favorável no que respeita ao investimento direto estrangeiro, à inovação e às exportações de bens. De salientar também, a capacidade de atração de população para a região, que tem permitido atenuar o declínio demográfico que se tinha vindo a verificar, bem como a redução das desigualdades na distribuição do rendimento e das assimetrias regionais.

Ainda assim, persistem assimetrias territoriais e fragilidades ao nível da produtividade e da criação de riqueza, problemas estruturais da região Centro. Continuam ainda a evidenciar-se debilidades na área energética, no que respeita à emissão de gases com efeito de estufa e ao consumo de energia primária, apesar de se terem verificado incrementos na produção de energia através de fontes renováveis nos últimos anos.

Estas são algumas das conclusões da última atualização do Barómetro do Centro de Portugal, que pode ser consultado here

Nesta edição, para além da atualização anual do Indicador Global de Avaliação da Região Centro, foram ainda atualizados os indicadores referentes à criação de empresas (ficha n.º 7), produto interno bruto (ficha n.º 8), produtividade do trabalho (ficha n.º 9) e produto interno bruto por habitante (ficha n.º 18).

O Barómetro do Centro de Portugal é um elemento de monitorização, produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que tem como objetivo avaliar o progresso alcançado pela Região Centro em termos de crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética. Contempla um conjunto de 25 indicadores-chave, objeto de permanente atualização, que identificam tendências e lacunas de progresso, permitindo desenvolver eventuais ações corretivas e preventivas.