População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes

Categories: Desenvolvimento regional, InformaçãoPublished On: 29/08/2025
População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes
 

Na região Centro residiam 2,3 milhões de pessoas, em 2024, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, das quais 1,1 milhões eram homens (48%) e 1,2 milhões mulheres (52%). Assim, o Centro concentrava 21,7% da população residente em Portugal, tendo observado o maior peso no total nacional dos últimos oito anos (igualando o valor de 2016). Comparativamente a 2023, a população do Centro cresceu 1,35% (ou seja, mais 31.047 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 1,03%. A população residente na região aumentou pelo sexto ano consecutivo, contrariando a tendência de decréscimo populacional verificada entre 2003 e 2018.


População residente na região Centro entre 2011 e 2024

O acréscimo populacional no Centro, em 2024, resultou de um crescimento migratório (+1,91%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,57%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional dos últimos anos, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, desde 2019, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). No entanto, o saldo migratório tem sido positivo desde 2017 e, em 2024, apesar de ter diminuído face ao ano anterior, atingiu o segundo valor mais elevado dos últimos 14 anos.

Taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) da população residente na região Centro, 2011-2024

 

 

As quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – abrangiam 66,1% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,4% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu em todas as sub-regiões, destacando-se a Região de Aveiro (+1,95%), o Oeste (+1,81%) e a Região de Leiria (+1,52%) com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (1,35%) e nacional (1,03%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontram-se a Região de Coimbra (+1,24%) e Viseu Dão Lafões (1,08%). Em 2024, as variações positivas da população ocorridas em todas as oito sub-regiões do Centro resultaram dos movimentos migratórios positivos, que mais que compensaram a evolução negativa do saldo natural. De facto, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural foi negativa e a taxa de crescimento migratório positiva.

 

População residente e taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) nas sub-regiões da região Centro, 2024

 

Os municípios mais populosos da região, isto é, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais oito municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Ovar, Caldas da Rainha, Castelo Branco e Pombal. Estes 11 municípios concentram 38,7% da população regional.

Em 2024, a quase totalidade dos municípios (94 dos 100 municípios da região) observou acréscimos populacionais relativamente a 2023, destacando-se Óbidos e Vila Nova da Barquinha, com aumentos de 3,15% cada. Apenas seis municípios registaram ligeiras perdas populacionais: Almeida (-0,74%), Figueira de Castelo Rodrigo (-0,46%), Pinhel (-0,41%), Seia (-0,14%), Abrantes (-0,12%) e Mação (-0,06%). É ainda de referir que, dos 94 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 38 cresceram acima da média regional (1,35%) e 53 acima da média nacional (1,03%). O crescimento populacional observado nestes 94 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,09%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2023. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles seis municípios que registaram perdas populacionais).

 

 

É ainda de salientar que Óbidos e Vila Nova da Barquinha eram os dois municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3,5%, sendo que, como acima referido, também foram aqueles com o maior crescimento populacional da região (ambos com saldos naturais negativos). Já nos seis municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.

Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Information for the Region” (https://tinyurl.com/xu2vfzna) e na última edição da publicação «Barómetro Centro de Portugal» (https://tinyurl.com/584mhnaa).

População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes
População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes
Categories: Desenvolvimento regional, InformaçãoPublished On: 29/08/2025
População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes
 

Na região Centro residiam 2,3 milhões de pessoas, em 2024, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, das quais 1,1 milhões eram homens (48%) e 1,2 milhões mulheres (52%). Assim, o Centro concentrava 21,7% da população residente em Portugal, tendo observado o maior peso no total nacional dos últimos oito anos (igualando o valor de 2016). Comparativamente a 2023, a população do Centro cresceu 1,35% (ou seja, mais 31.047 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 1,03%. A população residente na região aumentou pelo sexto ano consecutivo, contrariando a tendência de decréscimo populacional verificada entre 2003 e 2018.


População residente na região Centro entre 2011 e 2024

O acréscimo populacional no Centro, em 2024, resultou de um crescimento migratório (+1,91%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,57%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional dos últimos anos, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, desde 2019, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). No entanto, o saldo migratório tem sido positivo desde 2017 e, em 2024, apesar de ter diminuído face ao ano anterior, atingiu o segundo valor mais elevado dos últimos 14 anos.

Taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) da população residente na região Centro, 2011-2024

 

 

As quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – abrangiam 66,1% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,4% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu em todas as sub-regiões, destacando-se a Região de Aveiro (+1,95%), o Oeste (+1,81%) e a Região de Leiria (+1,52%) com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (1,35%) e nacional (1,03%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontram-se a Região de Coimbra (+1,24%) e Viseu Dão Lafões (1,08%). Em 2024, as variações positivas da população ocorridas em todas as oito sub-regiões do Centro resultaram dos movimentos migratórios positivos, que mais que compensaram a evolução negativa do saldo natural. De facto, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural foi negativa e a taxa de crescimento migratório positiva.

 

População residente e taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) nas sub-regiões da região Centro, 2024

 

Os municípios mais populosos da região, isto é, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais oito municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Ovar, Caldas da Rainha, Castelo Branco e Pombal. Estes 11 municípios concentram 38,7% da população regional.

Em 2024, a quase totalidade dos municípios (94 dos 100 municípios da região) observou acréscimos populacionais relativamente a 2023, destacando-se Óbidos e Vila Nova da Barquinha, com aumentos de 3,15% cada. Apenas seis municípios registaram ligeiras perdas populacionais: Almeida (-0,74%), Figueira de Castelo Rodrigo (-0,46%), Pinhel (-0,41%), Seia (-0,14%), Abrantes (-0,12%) e Mação (-0,06%). É ainda de referir que, dos 94 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 38 cresceram acima da média regional (1,35%) e 53 acima da média nacional (1,03%). O crescimento populacional observado nestes 94 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,09%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2023. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles seis municípios que registaram perdas populacionais).

 

 

É ainda de salientar que Óbidos e Vila Nova da Barquinha eram os dois municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3,5%, sendo que, como acima referido, também foram aqueles com o maior crescimento populacional da região (ambos com saldos naturais negativos). Já nos seis municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.

Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Information for the Region” (https://tinyurl.com/xu2vfzna) e na última edição da publicação «Barómetro Centro de Portugal» (https://tinyurl.com/584mhnaa).

População da região Centro volta a aumentar e atinge os 2,3 milhões de habitantes
 

Na região Centro residiam 2,3 milhões de pessoas, em 2024, segundo as Estimativas de População Residente divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, das quais 1,1 milhões eram homens (48%) e 1,2 milhões mulheres (52%). Assim, o Centro concentrava 21,7% da população residente em Portugal, tendo observado o maior peso no total nacional dos últimos oito anos (igualando o valor de 2016). Comparativamente a 2023, a população do Centro cresceu 1,35% (ou seja, mais 31.047 pessoas do que no ano anterior), superando a variação nacional de 1,03%. A população residente na região aumentou pelo sexto ano consecutivo, contrariando a tendência de decréscimo populacional verificada entre 2003 e 2018.


População residente na região Centro entre 2011 e 2024

O acréscimo populacional no Centro, em 2024, resultou de um crescimento migratório (+1,91%) que mais do que compensou o decréscimo natural (-0,57%). Isto significa que o aumento do número de imigrantes foi superior ao de emigrantes e que superou o saldo natural negativo resultante dos óbitos serem superiores aos nados-vivos. Analisando a evolução populacional dos últimos anos, observa-se que o crescimento migratório tem justificado, desde 2019, o aumento da população residente no Centro (uma vez que o crescimento natural foi sempre negativo). No entanto, o saldo migratório tem sido positivo desde 2017 e, em 2024, apesar de ter diminuído face ao ano anterior, atingiu o segundo valor mais elevado dos últimos 14 anos.

Taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) da população residente na região Centro, 2011-2024

 

 

As quatro sub-regiões do litoral – Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Oeste – abrangiam 66,1% da população total do Centro, valor que aumenta para os 87,4% considerando o Médio Tejo e Viseu Dão Lafões. Face ao ano anterior, o efetivo populacional cresceu em todas as sub-regiões, destacando-se a Região de Aveiro (+1,95%), o Oeste (+1,81%) e a Região de Leiria (+1,52%) com acréscimos simultaneamente acima das médias regional (1,35%) e nacional (1,03%). Ainda com aumentos populacionais superiores à média do país (mas abaixo da média da região) encontram-se a Região de Coimbra (+1,24%) e Viseu Dão Lafões (1,08%). Em 2024, as variações positivas da população ocorridas em todas as oito sub-regiões do Centro resultaram dos movimentos migratórios positivos, que mais que compensaram a evolução negativa do saldo natural. De facto, em todas as sub-regiões do Centro, a taxa de crescimento natural foi negativa e a taxa de crescimento migratório positiva.

 

População residente e taxas de crescimento (efetivo, natural e migratório) nas sub-regiões da região Centro, 2024

 

Os municípios mais populosos da região, isto é, com efetivos populacionais acima de 100.000 habitantes, continuam a ser Coimbra, Leiria e Viseu. Se consideramos também os municípios com mais de 50.000 habitantes, passaríamos a abranger mais oito municípios: Torres Vedras, Aveiro, Figueira da Foz, Alcobaça, Ovar, Caldas da Rainha, Castelo Branco e Pombal. Estes 11 municípios concentram 38,7% da população regional.

Em 2024, a quase totalidade dos municípios (94 dos 100 municípios da região) observou acréscimos populacionais relativamente a 2023, destacando-se Óbidos e Vila Nova da Barquinha, com aumentos de 3,15% cada. Apenas seis municípios registaram ligeiras perdas populacionais: Almeida (-0,74%), Figueira de Castelo Rodrigo (-0,46%), Pinhel (-0,41%), Seia (-0,14%), Abrantes (-0,12%) e Mação (-0,06%). É ainda de referir que, dos 94 municípios da região que registaram variações populacionais positivas, 38 cresceram acima da média regional (1,35%) e 53 acima da média nacional (1,03%). O crescimento populacional observado nestes 94 municípios deveu-se ao crescimento migratório que foi positivo e superou os decréscimos naturais observados em quase todos eles, com exceção do Entroncamento. De facto, o Entroncamento foi o único município da região com crescimento natural positivo (+0,09%), tendo os restantes 99 municípios do Centro registado taxas de crescimento natural negativas face a 2023. Em oposição, o crescimento migratório foi positivo em todos os 100 municípios (mesmo naqueles seis municípios que registaram perdas populacionais).

 

 

É ainda de salientar que Óbidos e Vila Nova da Barquinha eram os dois municípios com a maior taxa de crescimento migratório, superior a 3,5%, sendo que, como acima referido, também foram aqueles com o maior crescimento populacional da região (ambos com saldos naturais negativos). Já nos seis municípios com decréscimos populacionais pode concluir-se que apesar das taxas de crescimento migratório positivas, estas não foram suficientes para compensar os decréscimos naturais.

Estas são algumas das conclusões da análise dos dados das Estimativas de População Residente relativos ao ano de 2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Consulte mais informação sobre a população no domínio “CENTRO” da plataforma “DataCentro – Information for the Region” (https://tinyurl.com/xu2vfzna) e na última edição da publicação «Barómetro Centro de Portugal» (https://tinyurl.com/584mhnaa).