{"id":93849,"date":"2026-10-08T15:04:11","date_gmt":"2026-10-08T15:04:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=93849"},"modified":"2026-10-08T15:04:11","modified_gmt":"2026-10-08T15:04:11","slug":"salada-de-almeirao-um-sabor-com-tradicao-e-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/salada-de-almeirao-um-sabor-com-tradicao-e-memoria\/","title":{"rendered":"Salada de almeir\u00e3o: um sabor com tradi\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-93852\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1021\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-18x10.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-200x106.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-400x213.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-500x266.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-600x319.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-700x372.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-768x408.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-800x425.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-1200x638.jpg 1200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao-1536x817.jpg 1536w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/salada-almeirao.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os sabores que ajudam a contar a hist\u00f3ria gastron\u00f3mica do Centro de Portugal, a salada de almeir\u00e3o ocupa um lugar particular. A sua presen\u00e7a est\u00e1 documentada na alimenta\u00e7\u00e3o tradicional da regi\u00e3o do Pinhal, com especial express\u00e3o no concelho de Proen\u00e7a-a-Nova, onde continua a ser valorizada como parte da gastronomia local. A documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica sobre a alimenta\u00e7\u00e3o da Beira Interior refere o consumo de almeir\u00e3o na chamada \u201czona do pinhal\u201d, enquanto iniciativas gastron\u00f3micas recentes confirmam a continuidade desta tradi\u00e7\u00e3o em Proen\u00e7a-a-Nova.<\/p>\n<p>O almeir\u00e3o \u00e9 geralmente identificado botanicamente como Cichorium intybus L., esp\u00e9cie pertencente \u00e0 fam\u00edlia Asteraceae. Trata-se de uma planta herb\u00e1cea perene, por vezes bienal, que ocorre em diferentes zonas da Europa e da regi\u00e3o mediterr\u00e2nica. Em Portugal, encontra-se associada, entre outros ambientes, a terrenos cultivados e espa\u00e7os ruderais. A esp\u00e9cie \u00e9 aut\u00f3ctone em Portugal continental e est\u00e1 amplamente registada no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Na cozinha, s\u00e3o sobretudo as folhas tenras que s\u00e3o utilizadas. O seu sabor amargo \u00e9 uma das caracter\u00edsticas mais marcantes do almeir\u00e3o e contribui para definir o perfil da salada. Na tradi\u00e7\u00e3o gastron\u00f3mica de Proen\u00e7a-a-Nova, pode ser servido de forma simples ou cortado em juliana e combinado com feij\u00e3o-frade, acompanhando, por exemplo, pratos de peixe frito. Outras refer\u00eancias gastron\u00f3micas da regi\u00e3o apresentam o almeir\u00e3o associado a batata ou a feij\u00e3o, confirmando a variedade de prepara\u00e7\u00f5es existentes.<\/p>\n<p>Esta forma de cozinhar enquadra-se numa tradi\u00e7\u00e3o alimentar marcada pelo aproveitamento de produtos dispon\u00edveis localmente e pela combina\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as, leguminosas, p\u00e3o e azeite. Um registo sobre a alimenta\u00e7\u00e3o na Beira Interior refere expressamente o consumo de almeir\u00e3o com feij\u00f5es e azeite na \u201czona do pinhal\u201d, incluindo a \u00e1rea de Proen\u00e7a-a-Nova, constituindo um testemunho da presen\u00e7a desta planta na alimenta\u00e7\u00e3o regional durante o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A salada de almeir\u00e3o mant\u00e9m tamb\u00e9m uma presen\u00e7a ativa na promo\u00e7\u00e3o gastron\u00f3mica local. Em 2025, o Munic\u00edpio de Proen\u00e7a-a-Nova promoveu um Festival Gastron\u00f3mico da Salada de Almeir\u00e3o, realizado em v\u00e1rios restaurantes do concelho. A valoriza\u00e7\u00e3o desta especialidade ultrapassa tamb\u00e9m o contexto local. Em mar\u00e7o de 2026, alunos do Curso Profissional de T\u00e9cnico de Restaurante-Bar do Agrupamento de Escolas de Proen\u00e7a-a-Nova apresentaram e serviram Salada de Almeir\u00e3o na Bolsa de Turismo de Lisboa, numa a\u00e7\u00e3o integrada no espa\u00e7o do Turismo Centro de Portugal. A iniciativa associou a forma\u00e7\u00e3o profissional \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da gastronomia e dos produtos end\u00f3genos do concelho.<\/p>\n<p>Para quem visita o Centro de Portugal, e em particular a regi\u00e3o do Pinhal, provar uma salada de almeir\u00e3o \u00e9 uma forma de conhecer uma express\u00e3o da gastronomia local que permanece presente nas mesas e nas iniciativas de promo\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Servida como acompanhamento ou integrada numa refei\u00e7\u00e3o tradicional, permite descobrir o sabor caracter\u00edstico desta hortali\u00e7a e conhecer uma prepara\u00e7\u00e3o que continua a fazer parte da identidade gastron\u00f3mica de Proen\u00e7a-a-Nova e da regi\u00e3o envolvente.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Boieiro, M. (2022). Almeir\u00e3o. Sociedade Portuguesa de Naturalogia.<\/p>\n<p>Flora-On. (s.d.). Cichorium intybus L. Flora-On: Flora de Portugal.<\/p>\n<p>Museu Virtual da Biodiversidade. (s.d.). Cichorium intybus Linnaeus. Universidade de \u00c9vora.<\/p>\n<p>Reconquista. (2025, 9 de janeiro). Proen\u00e7a-a-Nova: Almeir\u00e3o \u00e9 o rei \u00e0 mesa e janeiro. Reconquista.<\/p>\n<p>Reconquista. (2026, 12 de mar\u00e7o). Proen\u00e7a-a-Nova: Alunos brilham no Turismo do Centro na BTL. Reconquista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Entre os sabores que ajudam a contar a hist\u00f3ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1451,"featured_media":93851,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":11,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-93849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93849"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93853,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93849\/revisions\/93853"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}