{"id":93289,"date":"2026-09-17T16:04:52","date_gmt":"2026-09-17T16:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=93289"},"modified":"2026-09-17T16:10:31","modified_gmt":"2026-09-17T16:10:31","slug":"pinhas-de-montemor-um-doce-com-identidade-do-centro-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/pinhas-de-montemor-um-doce-com-identidade-do-centro-de-portugal\/","title":{"rendered":"Pinhas de Montemor: um doce com identidade do Centro de Portugal"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-93292\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor.jpg\" alt=\"\" width=\"1328\" height=\"889\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-18x12.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-200x134.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-400x268.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-500x335.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-600x402.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-700x469.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-800x536.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor-1200x803.jpg 1200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PinhasdeMontemor.jpg 1328w\" sizes=\"(max-width: 1328px) 100vw, 1328px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o do Baixo Mondego, em Montemor-o-Velho, h\u00e1 um doce que se distingue pela forma, pela receita e pela liga\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio: as Pinhas de Montemor.<\/p>\n<p>Com o formato de uma pinha fechada, este pequeno bolo de massa enformada integra a do\u00e7aria regional de Montemor-o-Velho e a oferta gastron\u00f3mica da Regi\u00e3o de Coimbra. Na gastronomia do concelho, surge associado a outras especialidades como o Pastel de Tent\u00fagal, a Queijada de Pereira e o arroz doce. A pr\u00f3pria C\u00e2mara Municipal de Montemor-o-Velho inclui as Pinhas entre as iguarias que caracterizam a gastronomia local.<\/p>\n<p>A Pinha de Montemor \u00e9 constitu\u00edda por uma massa preparada com farinha, manteiga, raspa de lim\u00e3o e canela, que envolve um recheio feito com \u00e1gua, a\u00e7\u00facar, ovos e casca de lim\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o resulta numa massa crocante, semelhante a uma bolacha, com um recheio de textura cremosa e uma nota de carameliza\u00e7\u00e3o conferida pela cozedura.<\/p>\n<p>A forma do doce \u00e9 uma das suas caracter\u00edsticas distintivas. Os moldes utilizados na produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o constitu\u00eddos por duas partes, que se encaixam para permitir a confe\u00e7\u00e3o da Pinha sem que o recheio saia para o exterior. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto, os moldes s\u00e3o de ferro fundido e foram feitos a partir de uma pinha verdadeira. Depois de preenchidos, s\u00e3o colocados numa caixa de tubos e levados ao forno em posi\u00e7\u00e3o vertical. Cada fornada demora cerca de 30 minutos e as Pinhas s\u00e3o desenformadas ainda quentes. No conjunto, desde a prepara\u00e7\u00e3o da massa e do recheio at\u00e9 \u00e0 retirada das formas, o processo demora cerca de duas horas.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das Pinhas de Montemor est\u00e1 associada \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto, institui\u00e7\u00e3o de solidariedade social sediada em Montemor-o-Velho. A sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada como resultado da iniciativa de representantes da comunidade ligados \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o e enquadra-se na continuidade da experi\u00eancia desta institui\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de do\u00e7aria. A Pinha foi inspirada na espiga doce, um doce tradicional montemorense cuja origem \u00e9 situada em meados do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A cronologia dispon\u00edvel deve ser apresentada com alguma precis\u00e3o. De acordo com a Carta Gastron\u00f3mica da Regi\u00e3o de Coimbra, embora a cria\u00e7\u00e3o da Pinha seja anterior, 1997 foi o ano em que se finalizou o seu registo, passando desde ent\u00e3o a ser produzida exclusivamente pela Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto. A pr\u00f3pria Associa\u00e7\u00e3o informa que as Pinhas de Montemor est\u00e3o patenteadas desde novembro de 1998.<\/p>\n<p>Assim, 1997 corresponde ao registo referido na documenta\u00e7\u00e3o gastron\u00f3mica e novembro de 1998 \u00e0 patente indicada pela entidade produtora.<br \/>\nAs Pinhas de Montemor apresentam-se em tr\u00eas tamanhos: grande, m\u00e9dio e miniatura. S\u00e3o produzidas ao longo de todo o ano no empreendimento hoteleiro A Cadeia Velha, da Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto, em Montemor-o-Velho, e podem tamb\u00e9m ser adquiridas atrav\u00e9s de estabelecimentos comerciais que distribuem o produto pela regi\u00e3o. A sua comercializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 atividade da institui\u00e7\u00e3o e \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o social.<\/p>\n<p>Mais do que uma especialidade de do\u00e7aria, a Pinha de Montemor constitui um exemplo de valoriza\u00e7\u00e3o de um produto associado \u00e0 identidade gastron\u00f3mica local. A sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o doceira de Montemor-o-Velho, \u00e0 paisagem do Baixo Mondego e \u00e0 atividade da Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto contribui para a sua integra\u00e7\u00e3o no patrim\u00f3nio gastron\u00f3mico da Regi\u00e3o de Coimbra. A Carta Gastron\u00f3mica da Regi\u00e3o de Coimbra reconhece-a como um doce regional e vincula a sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o das Freguesias de Montemor-o-Velho e Gat\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Montemor-o-Velho, provar uma Pinha \u00e9 descobrir uma especialidade da do\u00e7aria local e conhecer uma parte da hist\u00f3ria gastron\u00f3mica do Baixo Mondego.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto. Cadeia Velha: Pastelaria: Pinhas de Montemor. <a href=\"https:\/\/afmp1977.webnode.pt\/cadeia-velha-pastelaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/afmp1977.webnode.pt\/cadeia-velha-pastelaria\/<\/a><\/p>\n<p>C\u00e2mara Municipal de Montemor-o-Velho. (s.d.). Gastronomia: Pinhas Doces de Montemor. <a href=\"https:\/\/turismo.cm-montemorvelho.pt\/gastronomia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/turismo.cm-montemorvelho.pt\/gastronomia\/<\/a><\/p>\n<p>C\u00e2ndido, G. (Coord.). (2022). Carta Gastron\u00f3mica da Regi\u00e3o de Coimbra. Comunidade Intermunicipal da Regi\u00e3o de Coimbra.<\/p>\n<p>Turismo Regi\u00e3o de Coimbra. (s.d.). Pinhas doces de Montemor. <a href=\"https:\/\/visitregiaodecoimbra.pt\/roteiros-de-3-dias\/montemor-o-velho\/pinhas-doces-de-montemor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/visitregiaodecoimbra.pt\/roteiros-de-3-dias\/montemor-o-velho\/pinhas-doces-de-montemor\/<\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":93291,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":6,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-93289","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93289"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93295,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93289\/revisions\/93295"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}