{"id":83941,"date":"2025-11-06T16:09:13","date_gmt":"2025-11-06T16:09:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=83941"},"modified":"2025-11-06T16:09:13","modified_gmt":"2025-11-06T16:09:13","slug":"azeitona-galega-da-beira-baixa-igp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/azeitona-galega-da-beira-baixa-igp\/","title":{"rendered":"Azeitona Galega da Beira Baixa IGP"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-image-carousel fusion-image-carousel-fixed fusion-image-carousel-1 fusion-carousel-border\"><div class=\"awb-carousel awb-swiper awb-swiper-carousel\" data-autoplay=\"no\" data-columns=\"5\" data-itemmargin=\"13\" data-itemwidth=\"180\" data-touchscroll=\"no\" data-imagesize=\"fixed\"><div class=\"swiper-wrapper fusion-flex-align-items-center\"><div class=\"swiper-slide\"><div class=\"fusion-carousel-item-wrapper\"><div class=\"fusion-image-wrapper hover-type-liftup\"><img decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"202\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Azeitona3-320x202.jpg\" class=\"attachment-blog-medium size-blog-medium\" alt=\"Imagem de Azeit\" \/><\/div><\/div><\/div><div class=\"swiper-slide\"><div class=\"fusion-carousel-item-wrapper\"><div class=\"fusion-image-wrapper hover-type-liftup\"><img decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"202\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Azeitona4-320x202.jpg\" class=\"attachment-blog-medium size-blog-medium\" alt=\"Imagem de Azeit\" \/><\/div><\/div><\/div><div class=\"swiper-slide\"><div class=\"fusion-carousel-item-wrapper\"><div class=\"fusion-image-wrapper hover-type-liftup\"><img decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"202\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Azeitona2-320x202.jpg\" class=\"attachment-blog-medium size-blog-medium\" alt=\"Imagem de Azeit\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"awb-swiper-button awb-swiper-button-prev\"><i class=\"awb-icon-angle-left\" aria-hidden=\"true\"><\/i><\/div><div class=\"awb-swiper-button awb-swiper-button-next\"><i class=\"awb-icon-angle-right\" aria-hidden=\"true\"><\/i><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p><strong>Azeitona Galega da Beira Baixa IGP <\/strong><\/p>\n<p>Na paisagem quente e dourada da Beira Baixa, entre olivais centen\u00e1rios rodeados por plan\u00edcies, colinas e serras, nasce uma das muitas preciosidades gastron\u00f3micas da regi\u00e3o: a Azeitona Galega da Beira Baixa IGP.<\/p>\n<p>O cultivo da oliveira est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 regi\u00e3o da Beira Baixa, conforme se comprova em diversos registos hist\u00f3ricos, que indicam que j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI o olival se apresentava bem implantado na regi\u00e3o, sendo que nas imedia\u00e7\u00f5es de Castelo Branco j\u00e1 se formavam extensos olivais. A Azeitona Galega da Beira Baixa obtida da variedade <em>Olea europaea L.<\/em> e atrav\u00e9s de processos de fabrico e t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o que v\u00eam sendo transmitidas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e que se mant\u00eam at\u00e9 aos dias de hoje, \u00e9 considerada um produto tradicional nesta regi\u00e3o, e ocupa desde h\u00e1 muito um importante lugar tanto na alimenta\u00e7\u00e3o dos seus habitantes como no desenvolvimento da economia local.<\/p>\n<p>Para beneficiar da designa\u00e7\u00e3o IGP (Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica Protegida), a produ\u00e7\u00e3o e o fabrico da \u201cAzeitona Galega da Beira Baixa\u201d t\u00eam de ocorrer na \u00e1rea geogr\u00e1fica delimitada, circunscrita aos concelhos de Covilh\u00e3, Belmonte, Fund\u00e3o, Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o, Proen\u00e7a-a-Nova, Oleiros, Sert\u00e3, Vila de Rei e Ma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de qualidade da UE visa proteger os nomes de produtos espec\u00edficos, de modo a promover as suas caracter\u00edsticas \u00fanicas associadas \u00e0 sua origem geogr\u00e1fica e a modos de produ\u00e7\u00e3o tradicionais. As indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas estabelecem direitos de propriedade intelectual para produtos espec\u00edficos cujas qualidades est\u00e3o relacionadas com a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda no que diz respeito sobre a origem geogr\u00e1fica da oliveira, segunda a investigadora Joedna Campos, \u201ct\u00eam sido encontrados registos da sua presen\u00e7a em quase toda bacia mediterr\u00e2nica, desde o Golfo P\u00e9rsico at\u00e9 \u00e0s Ilhas Can\u00e1rias. Nos primeiros acampamentos dos povos n\u00f3madas, em paralelo com o in\u00edcio da pr\u00e1tica da agricultura, pensa-se que a cultura de oliveiras ter\u00e1 sido importante para a obten\u00e7\u00e3o de azeitonas e azeite e tamb\u00e9m de madeira e folhas para a alimenta\u00e7\u00e3o animal. Na dieta e civiliza\u00e7\u00e3o mediterr\u00e2nica, o azeite era utilizado para a prepara\u00e7\u00e3o de alimentos ou como rem\u00e9dio, e as azeitonas eram amplamente consumidas, principalmente por pessoas pobres, que realizavam a conserva como m\u00e9todo para melhorar o sabor e aumentar a vida \u00fatil deste produto\u201d (Campos 2022).<\/p>\n<p>Por outro lado, com base no trabalho desenvolvido por Rita Franco, apura-se que \u201co cultivo de azeitona \u00e9 destinado, essencialmente, para extra\u00e7\u00e3o de azeite (cerca de 90%) e produ\u00e7\u00e3o de azeitona de mesa (cerca de 10%), ambos componentes importantes na dieta mediterr\u00e2nica e largamente consumidos em todo o mundo, devido aos seus efeitos promotores de sa\u00fade. As azeitonas de mesa t\u00eam possu\u00eddo grande import\u00e2ncia na economia de v\u00e1rios pa\u00edses, sendo maioritariamente produzida nos pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo. Hoje em dia s\u00e3o consideradas como um dos maiores vegetais fermentados das ind\u00fastrias alimentares, devido \u00e0 sua riqueza em \u00e1cidos gordos essenciais, prote\u00edna vegetal, vitaminas, minerais e fibra alimentar e por possu\u00edrem um alargado tempo de vida \u00fatil\u201d (Franco 2015).<\/p>\n<p>A Azeitona Galega da Beira Baixa apresenta-se no mercado nas seguintes formas:<\/p>\n<p><strong>Azeitonas inteiras:<\/strong> Azeitonas, com ou sem ped\u00fanculo, com a sua forma natural e cujo caro\u00e7o n\u00e3o foi removido;<\/p>\n<p><strong>Azeitonas retalhadas:<\/strong> Azeitonas golpeadas no sentido longitudinal por cortes na pele e parte da polpa;<\/p>\n<p><strong>Azeitonas descaro\u00e7adas:<\/strong> azeitonas \u00e0s quais o caro\u00e7o foi removido, mantendo praticamente a sua forma natural;<\/p>\n<p><strong>Azeitonas em rodelas:<\/strong> Azeitonas descaro\u00e7adas ou recheadas cortadas no sentido transversal em segmentos de espessura igualmente uniforme;<\/p>\n<p><strong>Pasta de azeitona:<\/strong> obtida a partir da polpa de azeitona mo\u00edda (min. 95%), podendo ser adicionados outros ingredientes: azeite virgem extra, sal, lim\u00e3o, alho e ervas arom\u00e1ticas (como or\u00e9g\u00e3os, tomilho, louro ou malagueta).<\/p>\n<p>A fermenta\u00e7\u00e3o da Azeitona Galega da Beira Baixa IGP \u00e9 efetuada pelo m\u00e9todo de cura natural, sendo que o processo tradicional de fermenta\u00e7\u00e3o utilizado transmitido ao longo de gera\u00e7\u00f5es entre os intervenientes locais, permite real\u00e7ar as caracter\u00edsticas do peso, colora\u00e7\u00e3o, teor de sal e o ligeiro aroma a avinhado, que a distinguem dos seus cong\u00e9neres.<\/p>\n<p>Pequena no tamanho, grande na hist\u00f3ria e no sabor, a Azeitona Galega da Beira Baixa IGP \u00e9 um verdadeiro tesouro portugu\u00eas, que prova que na simplicidade se pode encontrar a perfei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Campos, J. (2022) \u2013 Estudo e valoriza\u00e7\u00e3o de variedades aut\u00f3ctones de oliveira com aptid\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o azeitona de mesa, Escola de Ci\u00eancias, Universidade do Minho.<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Europeia: <a href=\"https:\/\/portugal.representation.ec.europa.eu\/news\/azeitona-galega-da-beira-baixa-recebe-estatuto-de-indicacao-geografica-protegida-2023-03-08_pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/portugal.representation.ec.europa.eu\/news\/azeitona-galega-da-beira-baixa-recebe-estatuto-de-indicacao-geografica-protegida-2023-03-08_pt<\/a><\/p>\n<p>Franco, R. (2015) \u2013 Estudo do tempo de vida \u00fatil de azeitonas galegas embaladas em duas atmosferas diferentes, Instituto Polit\u00e9cnico de Viana do Castelo.&nbsp;<\/p>\n<p>Produtos Tradicionais Portugueses: <a href=\"https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/cat\/azeites-e-azeitonas\/1030-azeitona-galega-da-beira-baixa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/cat\/azeites-e-azeitonas\/1030-azeitona-galega-da-beira-baixa<\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":23,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-83941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83941"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83949,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83941\/revisions\/83949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}