{"id":83748,"date":"2025-10-28T16:51:13","date_gmt":"2025-10-28T16:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=83748"},"modified":"2025-10-28T16:53:20","modified_gmt":"2025-10-28T16:53:20","slug":"arroz-carolino-do-baixo-mondego-igp-tradicao-excelencia-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/arroz-carolino-do-baixo-mondego-igp-tradicao-excelencia-e-inovacao\/","title":{"rendered":"Arroz Carolino do Baixo Mondego IGP \u2013 Tradi\u00e7\u00e3o, Excel\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt size-full wp-image-83752 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"642\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-18x12.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-200x125.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-320x202.jpg 320w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-400x251.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-500x313.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-600x376.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-700x439.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-768x482.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro-800x502.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Arroz_dentro.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/div>\n<p>Considerando que a colheita do Arroz Carolino do Baixo Mondego se realiza, de modo geral, nas \u00faltimas semanas de setembro e na primeira de outubro, \u00e9 tempo de enaltecer um dos produtos mais emblem\u00e1ticos da cozinha portuguesa. Desde o Arroz Doce ao Arroz de Lampreia, do Arroz de Grelos ao Arroz de Pato, passando pelo Arroz Malandrinho e tantos outros pratos t\u00edpicos da nossa gastronomia, o Arroz Carolino do Baixo Mondego encarna, com todo o m\u00e9rito, a figura de rei \u00e0 nossa mesa.<\/p>\n<p>O arroz \u00e9, sem d\u00favida, um dos produtos naturais mais importantes e saud\u00e1veis ao dispor da humanidade. \u00c9 o alimento b\u00e1sico de mais de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial e ocupa o segundo lugar entre os alimentos mais consumidos no planeta.<\/p>\n<p>Designa-se por Arroz Carolino do Baixo Mondego a cariopse desencasulada da esp\u00e9cie Oryza sativa L., subesp\u00e9cie Jap\u00f3nica, de diversas variedades \u2014 como Ar\u00edete, EuroSis, Augusto, Vasco e Luna \u2014 cultivadas na regi\u00e3o do Baixo Mondego. Ap\u00f3s o descasque e branqueamento, este arroz apresenta um teor de humidade igual ou inferior a 13%, preservando as suas caracter\u00edsticas \u00fanicas de textura e sabor.<\/p>\n<p>Contudo, uma nova estrela come\u00e7a a brilhar nos arrozais do Mondego: o Arroz Carolino Caravela. \u201cEste arroz, obtido atrav\u00e9s do cruzamento de variedades da cole\u00e7\u00e3o portuguesa guardada no Banco Portugu\u00eas de Germoplasma Vegetal em Braga, passou por um processo de sele\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o que durou cerca de 15 anos. Este longo e complexo processo envolveu v\u00e1rias etapas de sele\u00e7\u00e3o em campo e avalia\u00e7\u00e3o da qualidade e produ\u00e7\u00e3o, destacando-se pela sua estabilidade e qualidade, caracter\u00edsticas essenciais para competir com variedades estrangeiras\u201d (INIAV).<\/p>\n<p>De acordo com a mesma fonte, \u201ca investiga\u00e7\u00e3o conjunta do INIAV e COTArroz, com o apoio da CCDR Centro, foi crucial para o desenvolvimento do arroz Carolino Caravela. A combina\u00e7\u00e3o de melhoramento gen\u00e9tico com pr\u00e1ticas culturais inovadoras resultou numa variedade que oferece m\u00faltiplos benef\u00edcios para agricultores, ambiente e consumidores\u201d.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da orizicultura no Mondego \u00e9 antiga e profundamente enraizada na regi\u00e3o. Segundo Irene Vaquinhas, \u201cn\u00e3o h\u00e1 datas precisas quanto \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o da cultura do arroz nos Campos do Mondego. Fontes historiogr\u00e1ficas diversas permitem concluir que o arroz j\u00e1 era cultivado na segunda metade do s\u00e9culo XVIII nos campos do Mondego. Os Frades do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (Frades Cr\u00fazios), um dos mais poderosos propriet\u00e1rios de terras nos Campos do Mondego, praticavam a orizicultura na sua Quinta de Foja, propriedade que funcionou como quinta experimental para v\u00e1rias culturas, entre as quais o arroz\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo a autora, \u201cde acordo com as palavras proferidas, no ano de 1804, pelo insigne bot\u00e2nico e professor da Universidade de Coimbra, Avelar Brotero (1744\u20131828), os terrenos pantanosos de Montemor-o-Velho eram dos mais antigos na produ\u00e7\u00e3o de arroz\u201d (Vaquinhas, p. 16).<\/p>\n<p>Atualmente, a \u00e1rea geogr\u00e1fica de produ\u00e7\u00e3o do Arroz Carolino do Baixo Mondego encontra-se delimitada \u00e0s seguintes freguesias: An\u00e7\u00e3 (Cantanhede); Ameal, Antuzede, Arzila, Ribeira de Frades, S\u00e3o Jo\u00e3o do Campo, S\u00e3o Martinho do Bispo e Taveiro (Coimbra); Anobra (Condeixa-a-Nova); Alqueid\u00e3o, Lavos, Pai\u00e3o, Borda do Campo, Maiorca, Ferreira-a-Nova, Santana e Vila Verde (Figueira da Foz); Tent\u00fagal, Me\u00e3s do Campo, Carapinheira, Montemor-o-Velho, Gat\u00f5es, Abrunheira, Liceia, Verride, Ereira, Vila Nova da Barca, Pereira e Santo Var\u00e3o (Montemor-o-Velho); Louri\u00e7al (Pombal); e Alfarelos, Brunh\u00f3s, Gesteira, Granja do Ulmeiro, Samuel, Soure, Vila Nova de An\u00e7os e Vinha da Rainha (Soure).<\/p>\n<p>Mais do que um simples alimento, o Arroz Carolino do Baixo Mondego \u00e9 s\u00edmbolo de tradi\u00e7\u00e3o, qualidade e inova\u00e7\u00e3o, mantendo viva uma heran\u00e7a agr\u00edcola que continua a evoluir com o tempo e com o saber das gentes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Borges, J. (2014) \u2013 Estudo de Novas Variedades de Arroz Carolino para o Baixo Mondego, Instituto Polit\u00e9cnico de Coimbra, Escola Superior Agr\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/cat\/horticolas-e-cereais\/557-arroz-carolino-do-baixo-mondego-igp\">https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/cat\/horticolas-e-cereais\/557-arroz-carolino-do-baixo-mondego-igp<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iniav.pt\/divulgacao\/noticias-iniav\/4230-o-desenvolvimento-da-variedade-de-arroz-carolino-caravela-e-um-marco-significativo-na-agricultura-portuguesa\">https:\/\/www.iniav.pt\/divulgacao\/noticias-iniav\/4230-o-desenvolvimento-da-variedade-de-arroz-carolino-caravela-e-um-marco-significativo-na-agricultura-portuguesa<\/a><\/p>\n<p>Vaquinhas, I. (2005) \u2013 \u201cBreve historial sobre a Cultura do Arroz nos Campos do Mondego\u201d, Saberes e Sabores do Arroz Carolino do Baixo Mondego, Associa\u00e7\u00e3o dos Agricultores do Vale do Mondego.&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":59,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-83748","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83748"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83748\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83753,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83748\/revisions\/83753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}