{"id":83456,"date":"2025-10-16T07:36:39","date_gmt":"2025-10-16T07:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=83456"},"modified":"2025-10-16T07:36:39","modified_gmt":"2025-10-16T07:36:39","slug":"a-ccdr-centro-associa-se-a-comemoracao-do-dia-mundial-da-alimentacao-e-do-dia-mundial-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/a-ccdr-centro-associa-se-a-comemoracao-do-dia-mundial-da-alimentacao-e-do-dia-mundial-do-pao\/","title":{"rendered":"A CCDR Centro associa-se \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o e do Dia Mundial do P\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>CCDR Centro<\/strong> associa-se \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do <strong>Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong> e do <strong>Dia Mundial do P\u00e3o<\/strong>, que se assinalam hoje, <strong>16 de outubro<\/strong>, destacando a import\u00e2ncia de uma <strong>alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, sustent\u00e1vel e acess\u00edvel a todos<\/strong>.<\/p>\n<p>Estas duas efem\u00e9rides sublinham a necessidade de <strong>promover a seguran\u00e7a alimentar<\/strong><strong>, <\/strong><strong>valorizar os produtos locais<\/strong> e <strong>reconhecer o papel central do p\u00e3o<\/strong>, enquanto alimento universal, na <strong>cultura, na economia e na dieta das popula\u00e7\u00f5es<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Sobre o Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>O Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o celebra-se por iniciativa da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO).<\/p>\n<p>O tema escolhido para este ano \u00e9 \u00abDe m\u00e3os dadas para uma alimenta\u00e7\u00e3o melhor e um futuro melhor\u00bb, que pretende refor\u00e7ar a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o global na constru\u00e7\u00e3o de sistemas alimentares mais justos, saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Como refere a FAO, <em>\u201cem alguns lugares, a gravidade da inseguran\u00e7a alimentar \u00e9 avassaladora. Estima-se que 673 milh\u00f5es de pessoas vivam com fome. Noutros, os n\u00edveis crescentes de obesidade e o desperd\u00edcio generalizado de alimentos apontam para um sistema desequilibrado \u2014 onde abund\u00e2ncia e escassez coexistem, muitas vezes lado a lado.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A <strong>CCDR Centro<\/strong> partilha a convic\u00e7\u00e3o de que <strong>a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito humano fundamental<\/strong>. Neste dia, queremos <strong>alertar e sensibilizar<\/strong> para as condi\u00e7\u00f5es de <strong>m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o e fome<\/strong> que continuam a afetar milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, incluindo crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Ao longo de <strong>80 anos<\/strong>, a <strong>FAO<\/strong> tem promovido a coopera\u00e7\u00e3o entre na\u00e7\u00f5es, ajudando a garantir o <strong>direito a uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e suficiente<\/strong>, a <strong>reduzir desigualdades<\/strong>, a <strong>combater a pobreza<\/strong> e a <strong>responder a emerg\u00eancias alimentares<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a FAO prop\u00f5e quatro grandes desafios que s\u00f3 podem ser alcan\u00e7ados em uni\u00e3o, com o contributo dos decisores, agricultores, investigadores e de cada um de n\u00f3s:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Melhor produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> apoiar os agricultores na produ\u00e7\u00e3o de mais alimentos, sem prejudicar a natureza, aliando inova\u00e7\u00e3o e saberes tradicionais.<\/li>\n<li><strong>Melhor nutri\u00e7\u00e3o:<\/strong> garantir que todos t\u00eam acesso a alimentos nutritivos, evitando a fome e a obesidade.<\/li>\n<li><strong>Melhor ambiente:<\/strong> proteger o planeta atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, pisc\u00edcolas e pecu\u00e1rias sustent\u00e1veis, que preservem os recursos naturais.<\/li>\n<li><strong>Melhor qualidade de vida:<\/strong> criar sistemas agroalimentares que assegurem sa\u00fade, emprego digno e educa\u00e7\u00e3o, especialmente para mulheres e jovens.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>Sobre o Dia Mundial do P\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>S\u00edmbolo de <strong>partilha, uni\u00e3o e sustento<\/strong>, o <strong>p\u00e3o<\/strong> est\u00e1 presente em todas as culturas, trazendo <strong>sabor, mem\u00f3ria e significado<\/strong> \u00e0s nossas mesas.<\/p>\n<p>Neste <strong>Dia Mundial do P\u00e3o<\/strong>, a <strong>CCDR Centro<\/strong> celebra e d\u00e1 a conhecer as melhores variedades produzidas na regi\u00e3o, valorizando os <strong>produtores, padeiros e confrarias<\/strong> que mant\u00eam viva esta heran\u00e7a que <strong>alimenta o corpo e a alma<\/strong>.<\/p>\n<p>Porque no Centro de Portugal, <strong>cada p\u00e3o tem o sabor do nosso patrim\u00f3nio<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Como recordam os investigadores <strong>Norberto Santos<\/strong><strong> e <\/strong><strong>Ant\u00f3nio Gama<\/strong>, <em>\u201co p\u00e3o foi sempre a base da ordem alimentar para ricos e pobres, tanto em meio rural como urbano. Produto de civiliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do dom\u00ednio da arte do fogo, cobre uma variedade de tipos ao sabor do cereal de que \u00e9 feito, mas tamb\u00e9m das terras e das gentes que o produzem.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Os p\u00e3es tradicionais, sejam de trigo, centeio ou milho, fazem parte do patrim\u00f3nio culin\u00e1rio e cultural do Centro de Portugal. S\u00e3o produtos com identidade, que perduram porque continuam a responder a necessidades alimentares, afetivas e simb\u00f3licas.<\/strong><\/p>\n<h3><strong>P\u00e3es tradicionais do Centro de Portugal<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Broa de Avanca<\/strong><\/p>\n<p>Antigamente, era o p\u00e3o nosso de cada dia \u2014 a base da alimenta\u00e7\u00e3o de todos. Apenas os mais abastados comiam p\u00e3o branco de trigo ao fim de semana. Com a abund\u00e2ncia do trigo e as novas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas, a broa de milho foi, gradualmente, cedendo lugar ao p\u00e3o de trigo. Da\u00ed nasceu a <strong>Confraria da Broa de Avanca<\/strong>, que tem desempenhado um papel essencial na preserva\u00e7\u00e3o desta tradi\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as ao seu trabalho, pode afirmar-se que, atualmente, a broa de milho representa cerca de <strong>60% da alimenta\u00e7\u00e3o local<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Broa de Loriga<\/strong><\/p>\n<p>A Broa de Loriga est\u00e1 profundamente enraizada na hist\u00f3ria local. Foi consumida quase exclusivamente durante mais de dois s\u00e9culos, num contexto de intensa atividade industrial. Os oper\u00e1rios, que constitu\u00edam a maioria da popula\u00e7\u00e3o, conciliavam o cultivo do milho com o trabalho na ind\u00fastria. A broa para consumo dom\u00e9stico era cozida em <strong>fornos comunit\u00e1rios<\/strong>, geridos por forneiras (arrendat\u00e1rias ou propriet\u00e1rias) respons\u00e1veis por todo o processo de cozedura. Depois de amassada, colocava-se um pouco de farinha por cima da massa e benzia-se, tra\u00e7ando uma cruz para que fosse aben\u00e7oada. Entoavam-se ainda rezas para que a broa crescesse bem durante a leveda\u00e7\u00e3o. As broas eram identificadas com sinais que permitiam reconhecer o seu dono \u2014 atrav\u00e9s do n\u00famero de \u201cbeliscos\u201d, buracos, ou at\u00e9 com pequenos objetos met\u00e1licos espetados na massa.<\/p>\n<p><strong>B<\/strong><strong>roa de Milho da Beira Alta<\/strong><\/p>\n<p>Produto regional t\u00edpico da zona, a Broa de Milho da Beira Alta distingue-se pela forma, apar\u00eancia pesada, crosta gretada, sabor e textura. A sua origem \u00e9 antiga e dif\u00edcil de precisar, pois integra h\u00e1 s\u00e9culos a alimenta\u00e7\u00e3o tradicional da popula\u00e7\u00e3o. Nesta regi\u00e3o, o trigo praticamente n\u00e3o se cultiva, sendo o <strong>milho o cereal por excel\u00eancia<\/strong> utilizado na panifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Broa de Vil Moinhos<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e3o tradicional em todo o distrito de Viseu, mas fabricado sobretudo na localidade de <strong>Vil Moinhos<\/strong>, nos arredores da cidade \u2014 conhecida, na Idade M\u00e9dia, como <em>Villa de Molinis<\/em>. Esta foi sempre uma terra de moleiros, e ainda hoje ali se moe a farinha usada pelas padeiras para fabricar a broa (ou \u201cboroa\u201d), que depois \u00e9 levada para venda nos mercados. As origens desta broa perdem-se na mem\u00f3ria dos tempos.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Broa Mimosa do Boco<\/strong><\/p>\n<p>Confecionada numa regi\u00e3o onde predominavam as azenhas que mo\u00edam as farinhas, a <strong>Broa Mimosa do Boco<\/strong> era enriquecida com ovos e a\u00e7\u00facar por altura das festas de <strong>Nossa Senhora das Candeias<\/strong> e de <strong>Santo In\u00e1cio<\/strong>, sendo tradicionalmente acompanhada por carneiro assado em forno de lenha. A <strong>Confraria dos Sabores da Ab\u00f3bora<\/strong>, sediada na freguesia de Soza (\u00e0 qual pertence o lugar do Boco), continua a cozer, uma vez por m\u00eas, esta broa de forma tradicional, mantendo viva uma pr\u00e1tica que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>P\u00e3o de Centeio da Guarda<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00e3o de centeio foi, ao longo dos tempos, um alimento base das gentes do distrito da Guarda. O livro <em>Mem\u00f3rias do Concelho do Sabugal<\/em> documenta esta tradi\u00e7\u00e3o: \u201c&#8230; em todas as freguesias h\u00e1 o forno do povo onde os vizinhos cozem o seu p\u00e3o. Cada vizinho tem obriga\u00e7\u00e3o de \u2018desamuar\u2019 o forno, isto \u00e9, aquec\u00ea-lo ou lan\u00e7ar-lhe fogo quando for a sua vez&#8230; Todas as filhas de lavradores sabem amassar e tender o p\u00e3o, preparar o forno ou, pelo menos, dirigir quem o aque\u00e7a e meta o p\u00e3o, virando-o e tirando-o depois de cozido&#8230; O p\u00e3o vai ao forno em tabuleiros largos e fortes, de castanho, envolto em panais de linho grosseiro&#8230; Cada p\u00e3o costuma pesar cinco ou seis arr\u00e1teis, e cada fornada, de muitos alqueires de centeio, chega para oito dias.\u201d Ainda hoje subsistem, em algumas aldeias do distrito, costumes antigos como o de <strong>oferecer p\u00e3o cozido em cerim\u00f3nias f\u00fanebres<\/strong>, sob a forma de esmola.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o de Centeio do Sabugueiro<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e3o tradicional da regi\u00e3o de Sabugueiro, a aldeia situada a maior altitude em Portugal.<br \/>\nO escritor <strong>Joaquim Manuel Correia<\/strong> descreve o modo de vida das gentes da Beira, referindo-se ao costume de \u201cdesamuar o forno\u201d e \u00e0 simplicidade da alimenta\u00e7\u00e3o local: \u201cs\u00f3bria a alimenta\u00e7\u00e3o dos habitantes da Beira (&#8230;). O p\u00e3o de centeio (&#8230;), a carne de porco (&#8230;)\u201d. Durante muito tempo, o p\u00e3o foi tamb\u00e9m objeto de <strong>esmolas em cerim\u00f3nias f\u00fanebres<\/strong>, designadamente a \u201cesmola das almas\u201d, em que se distribu\u00edam peda\u00e7os de p\u00e3o de centeio a todos os presentes, pobres e ricos.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o de Cornos<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e3o caseiro origin\u00e1rio do concelho de Vagos, freguesia de Soza, lugar de Lavandeira, tradicionalmente confecionado em ocasi\u00f5es festivas. Era oferecido em casamentos \u00e0s crian\u00e7as que, na igreja, atiravam flores aos noivos. Este produto encontra-se <strong>em vias de extin\u00e7\u00e3o<\/strong>, sendo atualmente confecionado apenas por algumas pessoas idosas \u2014 \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de uma padeira que se dedicou a recuperar e divulgar esta tradi\u00e7\u00e3o. Por ser um p\u00e3o mais caro, n\u00e3o tinha grande representatividade na alimenta\u00e7\u00e3o quotidiana, sendo reservado para <strong>festas ou comemora\u00e7\u00f5es familiares<\/strong>. Hoje, o P\u00e3o de Cornos come\u00e7a a ser <strong>comercializado e promovido em eventos culturais<\/strong>, onde tem conquistado grande apre\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o de Escalh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Produto regional t\u00edpico da Regi\u00e3o Centro, o P\u00e3o de Escalh\u00e3o \u00e9 lembrado pelas pessoas mais velhas como parte integrante da sua alimenta\u00e7\u00e3o desde sempre. \u00c9 confecionado com <strong>farinha de trigo e de centeio<\/strong>, sal e fermento de padeiro. Apresenta um <strong>miolo seco e poroso<\/strong>, tem <strong>40 a 50 cm de di\u00e2metro<\/strong> e cerca de <strong>1 kg de peso<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>P\u00e3o de Trigo em \u201cPadas\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Fabricado a partir de uma massa <strong>amassada \u00e0 m\u00e3o, lenta e demoradamente<\/strong>, como faziam as padeiras de v\u00e1rias localidades do distrito de Aveiro, nomeadamente da regi\u00e3o de \u00cdlhavo. \u00c9 um p\u00e3o de formato r\u00fastico, constitu\u00eddo por <strong>duas pequenas unidades (cerca de 50 g cada)<\/strong> sobrepostas num dos extremos.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o Doce<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e3o caseiro t\u00edpico do concelho de Vagos, tradicionalmente confecionado em <strong>ocasi\u00f5es festivas<\/strong>. \u00c9 preparado com 24 horas de anteced\u00eancia e cozido em forno de lenha, o que lhe confere sabor e textura caracter\u00edsticos.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o Doce das 24 Horas<\/strong><\/p>\n<p>Descendente dos p\u00e3es doces que as civiliza\u00e7\u00f5es <strong>gregas e romanas<\/strong> ofereciam aos deuses para lhes apaziguar a ira, este p\u00e3o chegou aos nossos dias como <strong>oferenda em manifesta\u00e7\u00f5es religiosas<\/strong>. \u00c9 preparado com <strong>farinha, leite, ovos, a\u00e7\u00facar, azeite, banha e levedura natural<\/strong>, resultando num bolo de massa levedada, de <strong><em>miolo fofo e febrado<\/em><\/strong>, ao qual a gordura confere <strong>excelente conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o Santoro de P\u00eaga<\/strong><\/p>\n<p>Produto regional t\u00edpico do distrito da Guarda, particularmente da freguesia de <strong>P\u00eaga<\/strong>, de onde se difundiu por todo o concelho do Sabugal. Trata-se de um <strong>p\u00e3o de festas<\/strong>, associado \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de <strong>Todos-os-Santos<\/strong>, altura em que os padrinhos oferecem o <strong>P\u00e3o Santoro<\/strong> aos afilhados \u2014 tal como noutras zonas do distrito se oferece, pela P\u00e1scoa, o <strong>Bolo Folar da Guarda<\/strong>. Este gesto simboliza a import\u00e2ncia do Santoro, em contraste com o p\u00e3o escuro de centeio ou de milho, que era o alimento di\u00e1rio dos lavradores. Um antigo livro de mem\u00f3rias refere: \u201cOs padrinhos mais pobres apenas d\u00e3o bolos de vint\u00e9m aos afilhados, que consistem em simples bolos de p\u00e3o, cuja massa \u00e9 espalmada e untada com azeite antes de ir ao forno.\u201d<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o-de-L\u00f3 (Regi\u00e3o Centro)<\/strong><\/p>\n<p>Bolo de massa fofa e ligeiramente esponjosa, de <strong>tonalidade amarela<\/strong> e <strong>aroma a citrinos<\/strong>.<br \/>\nCom ingredientes simples \u2014 ovos e farinha de trigo, facilmente dispon\u00edveis nas casas rurais \u2014 o P\u00e3o-de-L\u00f3 tornou-se um <strong>doce acess\u00edvel e popular<\/strong>, s\u00edmbolo da do\u00e7aria tradicional da Regi\u00e3o Centro.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Europeia: <a href=\"https:\/\/commission.europa.eu\/food-farming-fisheries_pt\">https:\/\/commission.europa.eu\/food-farming-fisheries_pt<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>EUROCID: <a href=\"https:\/\/eurocid.mne.gov.pt\/eventos\/dia-mundial-da-alimentacao\">https:\/\/eurocid.mne.gov.pt\/eventos\/dia-mundial-da-alimentacao<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>FAO: <a href=\"https:\/\/www.fao.org\/world-food-day\/en\">https:\/\/www.fao.org\/world-food-day\/en<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Produtos Tradicionais Portugueses: <a href=\"https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/zona-geografica\/centro?start=60\">https:\/\/tradicional.dgadr.gov.pt\/pt\/zona-geografica\/centro?start=60<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>Santos, N.; Gama, A. (2011) \u2013 \u201cAs tradi\u00e7\u00f5es do p\u00e3o, territ\u00f3rios e desenvolvimento\u201d, Trunfos de uma Geografia ativa. Desenvolvimento Local, Ambiente, Ordenamento e Tecnologia, Imprensa da Universidade de Coimbra, (pp. 273-282).&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CCDR Centro associa-se \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do Dia Mundial da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1451,"featured_media":83459,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[763,307],"tags":[],"class_list":["post-83456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-rural-agroalimentar-e-pescas","category-informacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83456"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83460,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83456\/revisions\/83460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}