{"id":71319,"date":"2025-02-12T16:01:06","date_gmt":"2025-02-12T16:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=71319"},"modified":"2025-02-12T16:04:38","modified_gmt":"2025-02-12T16:04:38","slug":"aproveitamentos-hidroagricolas-ccdrc-ip","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/aproveitamentos-hidroagricolas-ccdrc-ip\/","title":{"rendered":"Aproveitamentos Hidroagr\u00edcolas CCDRC, IP"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><h3><label for=\"ap1\">V\u00e1rzea de Calde<\/label><\/h3>\n<div>\n<h3><em><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/h3>\n<p>O Aproveitamento Hidroagr\u00edcola da V\u00e1rzea de Calde situa-se na freguesia de Calde, concelho e distrito de Viseu.<\/p>\n<p>A \u00e1rea abrangida pelo per\u00edmetro \u00e9 de 116 ha, sendo a &#8220;\u00e1rea \u00fatil&#8221; de 107 ha. Tendo em conta a distribui\u00e7\u00e3o espacial das \u00e1reas a beneficiar e a geomorfologia da zona, dividiu-se o per\u00edmetro em 4 blocos de rega.<\/p>\n<p>O bloco A possui uma \u00e1rea potencial de 16,1 ha e uma &#8220;\u00e1rea \u00fatil&#8221; de 12,7 ha, desenvolvendo-se imediatamente a jusante da barragem na ribeira da V\u00e1rzea. O bloco B compreende os restantes pr\u00e9dios da bacia desta linha de \u00e1gua e possui uma \u00e1rea potencial de 73,0 ha,com uma &#8220;\u00e1rea \u00fatil&#8221; de 58,7 ha. Os blocos C e D distribuem-se ao longo das margens da segunda linha de \u00e1gua, situada a oeste da V\u00e1rzea. O primeiro situa-se a cotas mais elevadas e possui uma \u00e1rea potencial de 33,5 ha, sendo a &#8220;\u00e1rea \u00fatil&#8221; de 25,2 ha, e o segundo possui uma \u00e1rea potencial de 10,4 ha, sendo a &#8220;\u00e1rea \u00fatil&#8221; de 10,1 ha.<\/p>\n<p>O conjunto de infraestruturas que integram o aproveitamento hidroagr\u00edcola compreende uma barragem e respectivas redes de rega, drenagem e vi\u00e1ria.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>A insola\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de cerca de 2550 horas e a radia\u00e7\u00e3o global m\u00e9dia anual varia entre 145 e 150 Kcal\/cm<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio da temperatura di\u00e1ria \u00e9 de cerca de 13\u00ba C.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperaturas inferiores a 0\u00ba C \u00e9 de 6 a 11 dias por m\u00eas e verifica-se nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Fora deste per\u00edodo, o n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperaturas m\u00ednimas negativas \u00e9 praticamente nulo.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperatura m\u00e1xima do ar superior a 25\u00ba C \u00e9 muito pequeno a nulo de Novembro a Abril e atinge os maiores valores de Junho a Setembro, com um valor m\u00e9dio superior a 15 dias.<\/p>\n<p>As amplitudes t\u00e9rmicas anuais, na zona do aproveitamento, s\u00e3o acentuadas e da ordem dos 14\u00ba C.<\/p>\n<p>As geadas apresentam alguma incid\u00eancia, registando-se em m\u00e9dia 51 dias com geadas repartidas por 6 meses, geralmente de Novembro a Abril.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia de granizo, saraiva e neve n\u00e3o t\u00eam significado na zona do per\u00edmetro.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia sobre a zona do aproveitamento \u00e9 da ordem dos 1220 mm, verificando-se alguma irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o ao longo do ano.<\/p>\n<p>Assim, pode concluir-se que para o potencial uso agr\u00edcola do per\u00edmetro os par\u00e2metros clim\u00e1ticos s\u00e3o favor\u00e1veis quanto ao regime t\u00e9rmico e pluviom\u00e9trico, no que diz respeito \u00e0 pluviosidade total, mas condicionante, quanto \u00e0 sua distribui\u00e7\u00e3o anual. O risco moderado de ocorr\u00eancia de geadas \u00e9 medianamente condicionante, enquanto que o risco baixo de ocorr\u00eancia de granizo e muito baixo de ocorr\u00eancia de outros meteoros \u00e9, respectivamente, medianamente favor\u00e1vel e favor\u00e1vel.<\/p>\n<h3><em>Solos e aptid\u00e3o ao regadio<\/em><\/h3>\n<p>O per\u00edmetro de rega \u00e9 constitu\u00eddo por 4 blocos: os blocos A e B em ambas as margens da ribeira da V\u00e1rzea; e os blocos C e D igualmente nas margens de uma segunda linha de \u00e1gua, tamb\u00e9m afluente do rio Vouga, um pouco a jusante da conflu\u00eancia da ribeira da V\u00e1rzea. A origem dos solos \u00e9 predominantemente aluvionar, com unidades agrol\u00f3gicas com texturas variando de medianas a grosseiras, declive predominantemente nas classes inferior a 2% e entre 2 a 5%. Os terrenos mais pr\u00f3ximos da povoa\u00e7\u00e3o est\u00e3o armados em socalcos que se estendem praticamente at\u00e9 \u00e0 ribeira, sendo os de maiores dimens\u00f5es no vale central mais pr\u00f3ximo do rio Vouga. O risco de eros\u00e3o dos solos \u00e9 nulo ou ligeiro, gra\u00e7as \u00e0 progressiva adapta\u00e7\u00e3o dos terrenos ao regadio. A avalia\u00e7\u00e3o global do potencial uso agr\u00edcola \u00e9 de grau elevado em 51,8% da \u00e1rea total, m\u00e9dio em 46,4% da \u00e1rea total e baixo em apenas 1,8% da \u00e1rea do per\u00edmetro.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>O conjunto de infraestruturas que integram o aproveitamento \u00e9 formado essencialmente, como atr\u00e1s dissemos, por uma barragem e por redes de rega, de drenagem e vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>A barragem constru\u00edda na Ribeira da V\u00e1rzea, cerca de 2,5 Km a montante da conflu\u00eancia desta ribeira com o rio Vouga, armazena os volumes de \u00e1gua necess\u00e1rios \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades h\u00eddricas dos sistemas culturais previstos e garante ainda o abastecimento p\u00fablico \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da freguesia de Calde.<\/p>\n<p>A rede de rega \u00e9 constitu\u00edda por condutas enterradas, com um desenvolvimento total de cerca de 15 Km, com uma rede prim\u00e1ria a partir da qual derivam 11 ramais secund\u00e1rios. As tomadas de \u00e1gua, localizam-se nos pontos mais altos da respectiva \u00e1rea dominada, junto das levadas em terra, quando existem, funcionando estas como uma rede de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela. Est\u00e3o instalados 91 hidrantes, dispersos pelos 4 blocos, equipados com bocas de rega de 5 l\/s e reguladores de press\u00e3o para 3 Kg\/cm<sup>2<\/sup>. As caixas de dissipa\u00e7\u00e3o de energia \u00e0 sa\u00edda das bocas de rega, permitem optar entre a rega por gravidade e a rega em baixa press\u00e3o.<\/p>\n<p>As bocas de rega permitem adapta\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea \u00e0 rega por aspers\u00e3o e rega por gravidade.<\/p>\n<p>A rede de drenagem \u00e9 constitu\u00edda unicamente pelas linhas de \u00e1gua e valas de enxugo principais, que foram limpas e regularizadas. Foram tamb\u00e9m constru\u00eddos 2 aquedutos na Ribeira da V\u00e1rzea.<\/p>\n<p>Foi ainda beneficiado\/restabelecido um caminho de acesso \u00e0 barragem e \u00f3rg\u00e3os hidr\u00e1ulicos, a partir da aldeia, com pavimento betuminoso, para al\u00e9m de um ramal de acesso \u00e0 albufeira rede de rega.<\/p>\n<h3><em>Limita\u00e7\u00f5es e Potencialidades<\/em><\/h3>\n<p>O per\u00edmetro apresenta algumas especificidades e limita\u00e7\u00f5es que podem ter influ\u00eancia no uso t\u00e9cnico e econ\u00f3mico dos solos com destaque para:<\/p>\n<ul>\n<li>a reduzida dimens\u00e3o f\u00edsica e econ\u00f3mica das explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas<\/li>\n<li>a estrutura predial actual e perspectiva<\/li>\n<\/ul>\n<p>A \u00e1rea beneficiada est\u00e1 repartida por 417 propriet\u00e1rios e 1817 pr\u00e9dios. O n\u00famero m\u00e9dio de pr\u00e9dios por propriet\u00e1rio \u00e9 de 4,4, sendo a \u00e1rea m\u00e9dia, por propriet\u00e1rio, de 2554 m<sup>2<\/sup>&nbsp;e, por pr\u00e9dio, 584 m<sup>2<\/sup>. A mobilidade e concentra\u00e7\u00e3o parcelar apresenta manchas f\u00edsicas de dificuldade prov\u00e1vel diferenciadas: dif\u00edcil, nos terra\u00e7os superiores do bloco B, junto \u00e0 povoa\u00e7\u00e3o, facilitada, na restante \u00e1rea do bloco B, e muito facilitada nos blocos A, C e D.<\/p>\n<p>Com esta estrutura fundi\u00e1ria, e apesar da densidade razo\u00e1vel da rede vi\u00e1ria, persistem 786 pr\u00e9dios encravados.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos recursos naturais evidencia a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es naturais fortemente favor\u00e1veis para a agricultura. O solo \u00e9 um recurso importante, qualitativa e quantitativamente que importa conservar; o clima comporta algumas condicionantes (distribui\u00e7\u00e3o mensal da pluviosidade) que s\u00e3o em grande parte supridas pelas disponibilidades de \u00e1gua para regadio.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o das infraestruturas de rega possibilita um servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua a pedido, em baixa press\u00e3o, sem custos de bombagem.<\/p>\n<p>Neste contexto, visando tirar o m\u00e1ximo partido dos recursos existentes (solos e \u00e1gua) numa \u00f3ptica de moderniza\u00e7\u00e3o em equil\u00edbrio com as caracter\u00edsticas estruturais do per\u00edmetro, o uso agr\u00edcola dever\u00e1 orientar-se segundo 3 eixos de op\u00e7\u00f5es produtivas:<\/p>\n<ul>\n<li>Eixo 1 &#8211; Horticultura orientada no sentido do autoconsumo<\/li>\n<li>Eixo 2 &#8211; Arvenses e pequenos ruminantes, orientado no sentido de produtos vegetais e animais de qualidade, com valor comercial<\/li>\n<li>Eixo 3 &#8211; Fruteiras com objetivos mistos (autoconsumo e mercado), com carga de diversidade produtiva e complementaridade de rendimentos<\/li>\n<\/ul>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A Junta de Agricultores do Regadio de V\u00e1rzea de Calde \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento. De acordo com os estatutos, a Junta de Agricultores instituiu um sistema de quotas em fun\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento da obra. Pelo servi\u00e7o disponibilizado, todos os benefici\u00e1rios pagam um montante fixo, quase simb\u00f3lico, dadas as caracter\u00edsticas das explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Os regantes pagam a \u00e1gua consumida, de forma indireta, em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1rea regada, uma vez que n\u00e3o existem contadores de caudal. Os n\u00e3o benefici\u00e1rios pagam uma taxa agravada e os Servi\u00e7os Municipalizados de \u00c1gua, Saneamento e Piscinas de Viseu (SMAS) pagam um valor estabelecido no contrato, por unidade de volume. Os montantes s\u00e3o aprovados anualmente em Assembleia Geral Ordin\u00e1ria e na campanha de 2009 vigoraram os seguintes pre\u00e7os:<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt wp-image-71320 size-fusion-800 alignnone\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-800x492.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"492\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-200x123.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-400x246.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-500x308.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-600x369.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro1-700x431.png 700w, 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implementa\u00e7\u00e3o do Sistema de Aviso e Alerta.<\/p>\n<h3><em>Documenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/varzea_calde_carta_localizacao.pdf\">Carta de Localiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/varzea_calde_carta_caract_perim.pdf\">Carta de Caracteriza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/varzea_calde_planeamento_agric.pdf\">Carta de Planeamento Agr\u00edcola<\/a><\/p>\n<h3><label for=\"ap2\">Coutada \/ Tamujais<\/label><\/h3>\n<div>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O aproveitamento hidroagr\u00edcola da Coutada\/Tamujais desenvolve-se ao longo das ribeiras do Lucriz, dos Tamujais e do Prior, abrangendo cerca de 390 ha, no concelho de Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o.<\/p>\n<p>O conjunto deinfra-estruturas que integram o aproveitamento hidroagr\u00edcola compreende a barragem, ao a\u00e7ude do Retaxo, a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e respectivas redes de rega, drenagem e vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o do aproveitamento ser\u00e1 assegurada pela Junta de Agricultores e beneficiar\u00e1 cerca de 45 agricultores.<\/p>\n<p>Actualmente a barragem encontra-se em fase de primeiro enchimento.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>Atendendo aos registos da esta\u00e7\u00e3o de Castelo Branco, de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica de Koppen, a regi\u00e3o \u00e9 de clima temperado com ver\u00f5es quentes e secos &#8211; tipo Csa. \u00c0 luz da classifica\u00e7\u00e3o racional de Thornthwaite o clima \u00e9 subh\u00famido h\u00famido, 2.\u00ba mesot\u00e9rmico, com deficit grande de \u00e1gua no ver\u00e3o e, efic\u00e1cia t\u00e9rmica no ver\u00e3o moderada &#8211; tipo C<sup>2<\/sup>B&#8217;<sup>2<\/sup>S<sup>2<\/sup>B&#8217;<sup>4<\/sup>. Como acontece em todo o pa\u00eds, existe um desfasamento entre os regimes t\u00e9rmico e pluviom\u00e9trico; Os meses mais quentes, Julho e Agosto, s\u00e3o os que apresentam menores precipita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><em>Solos<\/em><\/h3>\n<p>Os solos do per\u00edmetro de rega s\u00e3o predominantemente de origem aluvionar e coluvionar apresentando as seguintes caracter\u00edsticas:<\/p>\n<ul>\n<li>1\/3 da \u00e1rea corresponde a superf\u00edcies ocupadas por&nbsp;<span class=\"u\">olival, culturas arvenses e pastagem<\/span>, suavemente onduladas ou planas, em correspond\u00eancia com forma\u00e7\u00f5es sedimentares,&nbsp;<strong>S<\/strong>&nbsp;(sedimentos detr\u00edticos n\u00e3o consolidados), com declives suaves a moderados (at\u00e9 6-8%). Por vezes com drenagem imperfeita ou pobre, onde predominam os cambissolos e regossolos<\/li>\n<li>1\/4 da \u00e1rea \u00e9 composta por terra\u00e7os aluvionares,&nbsp;<strong>T<\/strong>, constitu\u00eddos por forma\u00e7\u00f5es aluvionares antigas, em geral cascalhentas, em superf\u00edcies planas ou plano-convexas, com declives muito suaves (at\u00e92-3%), onde domina o&nbsp;<strong>olival<\/strong>. A drenagem \u00e9 moderada e por vezes imperfeita (nos terra\u00e7os de menor declive e em superf\u00edcies c\u00f4ncavas ou plano-c\u00f4ncavas) com predom\u00ednio de regossolos, cambissolos e luvissolos<\/li>\n<li>1\/5 da \u00e1rea situa-se em fundos de vales das ribeiras principais correspondendo a forma\u00e7\u00f5es aluvionares recentes, A, constituindo superf\u00edcies planas ou plano-c\u00f4ncavas, com declives muito suaves (at\u00e9 1-2%). Drenagem moderada (por vezes boa) com dom\u00ednio de olival. A drenagem \u00e9 pobre ou impedida, com inunda\u00e7\u00f5es frequentes em per\u00edodos chuvosos, ocupadas por&nbsp;<span class=\"u\">culturas arvenses de sequeiro<\/span>. Predominam os fluvissolos<\/li>\n<li>1\/5 da \u00e1rea situa-se em fundos de vales secund\u00e1rios e fundos de encostas adjacentes aos vales principais, de forma\u00e7\u00f5es coluvionares, B; superf\u00edcies plano-c\u00f4ncavas ou c\u00f4ncavas com declives muito suaves a suaves (at\u00e9 2-4%). Drenagem boa a imperfeita, com dom\u00ednio de olival ou, imperfeita a pobre, em pastagens ou culturas arvenses, por vezes regadas. Predominam os regossolos e os cambissolos<\/li>\n<\/ul>\n<h3><em>Ocupa\u00e7\u00e3o cultural<\/em><\/h3>\n<p>A cultura dominante no per\u00edmetro de rega \u00e9 olival antigo de sequeiro. A agricultura de regadio praticada actualmente consiste em tabaco ou milho (center-pivot) e olival (rega localizada).<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 estrutura fundi\u00e1ria, as explora\u00e7\u00f5es s\u00e3o de m\u00e9dia a grande dimens\u00e3o. A \u00e1rea m\u00e9dia dos pr\u00e9dios beneficiados \u00e9 superior a 4 ha, sendo frequente existirem pr\u00e9dios cont\u00edguos pertencentes ou a ser explorados pelo mesmo propriet\u00e1rio.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>Os&nbsp;<strong>recursos h\u00eddricos<\/strong>&nbsp;a utilizar no Aproveitamento Hidroagr\u00edcola da Coutada\/Tamujais s\u00e3o provenientes da albufeira da barragem da Coutada, na ribeira do Prior. Atrav\u00e9s do a\u00e7ude do Retaxo, localizado numa bacia hidrogr\u00e1fica adjacente \u00e0 bacia da ribeira do Prior, efectua-se o desvio parcial da \u00e1gua para refor\u00e7o dos recursos h\u00eddricos a armazenar na albufeira da barragem da Coutada.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt wp-image-71327 size-fusion-800 alignnone\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-800x501.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"501\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-200x125.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-400x250.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-500x313.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-600x376.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-700x438.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-768x481.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4-800x501.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro4.png 912w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>O a\u00e7ude do Retaxo, em bet\u00e3o, do tipo soleira galg\u00e1vel, com 8 m de altura, 99 m de comprimento e uma capacidade de armazenamento ao n\u00edvel do NPA de 33x103m3, inundando uma \u00e1rea de 2,2 h\u00e1, permite o desvio de at\u00e9 cerca de 70% dos escoamentos verificados. O caudal derivado \u00e9 conduzido atrav\u00e9s de uma conduta com di\u00e2metro nominal de 800 mm, seguida de uma vala trapezoidal que lan\u00e7a o caudal transportado numa linha de \u00e1gua at\u00e9 \u00e0 albufeira da barragem da Coutada.<\/p>\n<p>A barragem, com uma altura m\u00e1xima de 22,5 m, tem um perfil em aterro zonado. O paramento de montante \u00e9 protegido com enrocamento e o de jusante com terra vegetal.<\/p>\n<p>O descarregador de superf\u00edcie, em bet\u00e3o, implantado na margem esquerda; com soleira espessa (WES), em posi\u00e7\u00e3o frontal; canal de descarga rectangular e convergente no 2.\u00ba tro\u00e7o, terminando numa estrutura de dissipa\u00e7\u00e3o de energia por ressalto hidr\u00e1ulico (Bacia tipo III &#8211; USBR).<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71332 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-800x282.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"282\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-18x6.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-200x71.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-400x141.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-500x176.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-600x212.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-700x247.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-768x271.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5-800x282.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro5.png 918w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>A torre de tomada de \u00e1gua, em bet\u00e3o, com sec\u00e7\u00e3o circular, tomada de \u00e1gua do tipo seletivo, com tr\u00eas n\u00edveis de capta\u00e7\u00e3o; com grelhas e v\u00e1lvulas murais motorizadas, accion\u00e1veis por comando \u00e0 dist\u00e2ncia ou manualmente a partir do n\u00edvel superior da torre; o acesso a esses comandos \u00e9 feito atrav\u00e9s de um passadi\u00e7o.<\/p>\n<p>A descarga de fundo e a tomada de \u00e1gua funcionam numa conduta comum, fundada sob o aterro da barragem. Tem in\u00edcio na base da torre de tomada de \u00e1gua, terminando numa estrutura de sa\u00edda que cont\u00e9m a v\u00e1lvula de jacto oco, a deriva\u00e7\u00e3o da rede de rega, atrav\u00e9s duma v\u00e1lvula de borboleta e o circuito hidr\u00e1ulico destinado a assegurar a gest\u00e3o do caudal ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Imediatamente a jusante da barragem localiza-se a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, constitu\u00edda por um edif\u00edcio equipado com 3 grupos elevat\u00f3rios, com capacidade para elevar um caudal de 0,5 m3\/s at\u00e9 uma altura manom\u00e9trica de 65 m.<\/p>\n<p>Os grupos elevat\u00f3rios ir\u00e3o bombar o caudal para uma conduta de di\u00e2metro 800 mm que j\u00e1 faz parte da rede de rega.<\/p>\n<p>Para prote\u00e7\u00e3o do choque hidr\u00e1ulico e garantir o fornecimento de pequenos consumos, foi instalado um reservat\u00f3rio de ar comprimido (RAC), no exterior, junto ao edif\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A rede de rega desenvolve-se ao longo das margens das ribeiras do Lucriz, Tamujais e Prior, domina uma \u00e1rea de cerca de 390 ha, e tem aproximadamente 15,5 km de condutas, com di\u00e2metros que variam entre DN 800 e DN 90 mm. Abrange 69 pr\u00e9dios, 79 tomadas de \u00e1gua, 3 ramais de rede de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela e 98 bocas de rega.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua \u00e9 a pedido e em m\u00e9dia press\u00e3o, a partir de um sistema elevat\u00f3rio comandado e protegido por uma central hidropneum\u00e1tica, que permite um caudal m\u00e1ximo de 519 l\/s.<\/p>\n<p>A press\u00e3o a montante das tomadas \u00e9 no m\u00ednimo de 3 bar. As condutas instaladas s\u00e3o de PVC quando o seu di\u00e2metro \u00e9 menor ou igual a 500 mm(13,7 km), e de bet\u00e3o para di\u00e2metros maiores ou iguais a 600 mm (1,8 km).<\/p>\n<p>A rede de caminhos existentes, com uma extens\u00e3o aproximada de 15 km, permite dar liga\u00e7\u00e3o \u00e0 barragem, ao a\u00e7ude, aos eixos vi\u00e1rios p\u00fablicos mais importantes, garante um percurso com boas caracter\u00edsticas em cada uma das margens do vale da ribeira do Lucriz, e garantem o acesso at\u00e9 aos pr\u00e9dios beneficiados. Apresentam uma largura m\u00e9dia de 4,0 m e uma camada de desgaste em revestimento superficial betuminoso duplo.<\/p>\n<p>A drenagem do per\u00edmetro foi assegurada com a implementa\u00e7\u00e3o de um plano de reabilita\u00e7\u00e3o das linhas de \u00e1gua que percorrem toda a zona do aproveitamento, garantindo a circula\u00e7\u00e3o de escorr\u00eancias naturais confinadas aos leitos normais das linhas de \u00e1gua principais, sem extravasarem para os campos adjacentes, e, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de descarga\/circula\u00e7\u00e3o entre as redes de drenagem superficial existentes ao n\u00edvel da parcela e os cursos de \u00e1gua principais (drenagem externa). Atualmente est\u00e3o regularizadas as principais linhas de \u00e1gua e de corre\u00e7\u00e3o torrencial, foi efetuada a limpeza e aumento de sec\u00e7\u00e3o de vaz\u00e3o das ribeiras, linhas de \u00e1gua secund\u00e1rias e passagens hidr\u00e1ulicas.<\/p>\n<p>Nas ribeiras dos Tamujais, Prior e Lucriz procedeu-se \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de materiais superficiais e vegeta\u00e7\u00e3o numa extens\u00e3o de cerca de 5 km. As margens da ribeira do Lucriz tamb\u00e9m sofreram reperfilamento numa extens\u00e3o de 2,25 km. Na \u00e1rea envolvente foram abertas e\/ou limpas valas de drenagem em cerca de 2 km.<\/p>\n<h3><em>Estimativa de custos de gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A \u00e1gua vai ser distribu\u00edda em press\u00e3o e a &#8220;pedido&#8221;, estando o sistema de rega preparado para responder automaticamente \u00e0s varia\u00e7\u00f5es dos pedidos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de explora\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o podemos identificar tr\u00eas componentes principais, nomeadamente, despesas em energia e m\u00e3o de obra (taxa de explora\u00e7\u00e3o) e despesas de conserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o das diversas infra-estruturas (taxa de conserva\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Numa primeira fase considera-se que o funcionamento de todo o sistema seja garantido pela Junta de Agricultores com o apoio da CCDRC, IP. N\u00e3o se consideram quaisquer encargos. Posteriormente, \u00e0 medida que aumentar o n\u00famero de utilizadores, dever\u00e1 ser ponderado outro tipo de gest\u00e3o\/custos.<\/p>\n<p>De acordo com a estimativa apresentada no Estudo de Viabilidade, e atendendo \u00e0 influ\u00eancia que a altura manom\u00e9trica tem nos encargos com a energia, o respectivo consumo foi calculado em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1rea efectivamente regada, do consumo m\u00e9dio anual por unidade de rega regada (m3\/ha) e da altura manom\u00e9trica, adaptando os rendimentos para o grupo de bombagem respectivo. Os encargos energ\u00e9ticos resultaram da multiplica\u00e7\u00e3o dos consumos de energia por um pre\u00e7o unit\u00e1rio de 15$00\/kwh com um custo total anual de 20.700$00\/ha ao qual equivale um custo de 3$60 por m3 bombado.<\/p>\n<p>Actualmente, e atendendo a que ainda est\u00e3o a decorrer os ensaios do sistema de rega (automatismo do sistema elevat\u00f3rio e rede de rega) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel considerar valores reais. O custo que \u00e9 poss\u00edvel obter, fun\u00e7\u00e3o de uma m\u00e9dia calculada com base na factura de Setembro\/2009 da EDP \u00e9 de 0,44 \u20ac\/kwh (564,09 \u20ac\/1292 kwh), valor que n\u00e3o reflecte os custos reais a considerar para a fase de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O custo de conserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o anual, segundo o Estudo de Viabilidade foi estimado com base nas seguintes percentagens do valor do investimento:<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71333 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-800x473.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"473\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-200x118.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-400x236.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-500x295.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-600x354.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-700x413.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-768x454.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6-800x473.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro6.png 904w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>Utilizando o mesmo crit\u00e9rio, mas utilizando os valores reais do investimento, obtemos os seguintes encargos:<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Custos sobre o valor do investimento<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71339 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-800x393.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"393\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-18x9.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-200x98.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-400x196.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-500x246.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-600x295.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-700x344.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-768x377.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256-800x393.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro7-e1739357309256.png 914w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>Dividindo o valor obtido pela \u00e1rea total do regadio, resulta o valor final de 121 \u20ac\/ha (47.089,85 \u20ac\/390ha) para custos anuais de conserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesta fase, s\u00f3 podemos considerar os encargos de conserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o como valores finais. Os encargos com m\u00e3o de obra e energia, que representam uma despesa significativa a suportar pelos regantes, s\u00f3 poder\u00e3o ser correctamente considerados ap\u00f3s o decurso de uma campanha anual de rega, e quando se verificar uma ader\u00eancia significativa do n\u00famero de benefici\u00e1rios.<\/p>\n<h3><em>Ficha de caracteriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71342 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-800x370.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"370\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-18x8.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-200x92.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-400x185.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-500x231.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-600x277.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-700x323.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-768x355.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8-800x370.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro8.png 920w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71343 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-800x637.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"637\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-15x12.png 15w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-177x142.png 177w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-200x159.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-400x319.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-500x398.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-600x478.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-700x558.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-768x612.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9-800x637.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro9.png 909w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Barragem da Coutada:<\/strong><\/li>\n<li><strong>Altura m\u00e1x. acima do leito:<\/strong> 22,5 m<\/li>\n<li><strong>Desenvolvimento do coroamento:<\/strong> 412 m<\/li>\n<li><strong>Capacidade \u00fatil da albufeira:<\/strong> 3,807 hm3<\/li>\n<li><strong>Rede de Rega:<\/strong> 15,5 Km<\/li>\n<li><strong>Rede de Drenagem:<\/strong> 5,0 Km (limpeza) + 2,25 km (reperfilamento)<\/li>\n<li><strong>Rede Vi\u00e1ria:<\/strong> 15,2 km<\/li>\n<\/ul>\n<h3><em>Documenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/infra_estruturas_coutada_tamujais.pdf\">Infra-estruturas<\/a><\/p>\n<h3><label for=\"ap3\">Pereiras<\/label><\/h3>\n<div>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O Aproveitamento Hidroagr\u00edcola de Pereiras situa-se na freguesia de Pinheiro de Laf\u00f5es, concelho de Oliveira de Frades e distrito de Viseu.<\/p>\n<p>Este Aproveitamento teve como objectivo a rega de cerca de 43 ha de terrenos agr\u00edcolas localizados em Pereiras, dos quais apenas uma pequena parte era j\u00e1 abrangida por infraestruturas de rega, degradadas e com escassez de \u00e1gua durante o per\u00edodo do Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara Municipal de Oliveira de Frades promoveu a elabora\u00e7\u00e3o de um projecto de uma estrutura para armazenamento da \u00e1gua necess\u00e1ria \u00e0 rega, aproveitando para isso uma pequena bacia hidrogr\u00e1fica e um local que apresenta uma boa rela\u00e7\u00e3o entre a dimens\u00e3o da barragem constru\u00edda e a capacidade de armazenamento da albufeira. Mais tarde veio a ser complementado com o projecto de uma rede de rega elaborado pelo ent\u00e3o IEADR.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>A insola\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de cerca de 2550 horas e a radia\u00e7\u00e3o global m\u00e9dia anual varia entre 145 e 150 Kcal\/cm2.<br \/>\nO valor m\u00e9dio da temperatura di\u00e1ria \u00e9 de cerca de 13\u00baC.<br \/>\nO n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperaturas inferiores a 0\u00baC \u00e9 de 6 a 11 dias por m\u00eas e verifica-se nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Fora deste per\u00edodo, o n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperaturas m\u00ednimas negativas \u00e9 praticamente nulo.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de dias com temperatura m\u00e1xima do ar superior a 25\u00baC \u00e9 muito pequeno a nulo de Novembro a Abril e atinge os maiores valores de Junho a Setembro, com um valor m\u00e9dio superior a 15 dias.<\/p>\n<p>As amplitudes t\u00e9rmicas anuais, na zona do aproveitamento, s\u00e3o acentuadas e da ordem dos 14\u00baC.<br \/>\nO vento tem direc\u00e7\u00e3o predominante dos quadrantes Este e Oeste. O m\u00eas de Abril \u00e9 o que apresenta mais dias com velocidades m\u00e9dias iguais ou superiores a 36 Km\/h, mas a m\u00e9dia mensal varia entre 4 e 6 Km\/h.<\/p>\n<p>As geadas apresentam alguma incid\u00eancia, registando-se em m\u00e9dia 51 dias com geadas repartidas por 6 meses, geralmente de Novembro a Abril.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia de granizo, saraiva e neve n\u00e3o t\u00eam significado na zona do per\u00edmetro.<br \/>\nA precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia sobre a zona do aproveitamento \u00e9 da ordem dos 1112 mm, verificando-se alguma irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o ao longo do ano, sendo em Julho que ocorrem os valores mais baixos e os mais elevados em Dezembro.<\/p>\n<h3><em>Solos e aptid\u00e3o ao regadio<\/em><\/h3>\n<p>A \u00e1rea abrangida pelo projecto j\u00e1 era parcialmente regada, por m\u00e9todos tradicionais, pelo que parte dos terrenos j\u00e1 estavam topograficamente adaptados \u00e0 rega por gravidade. A distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua faz-se em baixa press\u00e3o, aproveitando parte da carga natural existente, resultante da diferen\u00e7a de cotas entre o plano de \u00e1gua da barragem e os terrenos a regar.<\/p>\n<p>A maior parte da \u00e1rea abrangida pela rede de rega corresponde a solos com capacidade de uso da classe Bs, ou seja, com limita\u00e7\u00f5es moderadas, riscos de eros\u00e3o no m\u00e1ximo moderados e suscept\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola moderadamente intensiva. Com menos representatividade, aparecem solos da classe Cs, suscept\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola pouco intensiva e com limita\u00e7\u00f5es acentuadas e, marginalmente, solos das classes Ee e Es, sem aptid\u00e3o agr\u00edcola. Duma forma geral, os solos do per\u00edmetro apresentam limita\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel radicular.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>O conjunto de infraestruturas que integram o aproveitamento \u00e9 formado essencialmente, como atr\u00e1s dissemos, por uma barragem e por uma rede de rega. A obra contemplou tamb\u00e9m a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de drenagem, obtida atrav\u00e9s da limpeza das principais linhas de drenagem natural.<\/p>\n<p>A barragem constru\u00edda na Ribeira de Pereiras, tem 15 m de altura m\u00e1xima acima da funda\u00e7\u00e3o e 243 m de desenvolvimento do coroamento. \u00c9 do tipo estrutural de aterro zonado, com n\u00facleo de material argiloso e maci\u00e7os estabilizadores constitu\u00eddos por saibros gran\u00edticos. Armazena 120.000 m3, volume de \u00e1gua que permite satisfazer as necessidades h\u00eddricas dos sistemas culturais previstos, em cerca de 80% dos anos.<\/p>\n<p>A rede de rega \u00e9 constitu\u00edda por condutas enterradas de PVC, com um desenvolvimento total de 3.904 m. Foram instaladas 25 tomadas de \u00e1gua, para baixa press\u00e3o, equipadas com limitador de caudal. Sempre que poss\u00edvel, foram localizadas nos pontos de maior cota, de forma a dominarem graviticamente toda a \u00e1rea servida (em m\u00e9dia 1,6 ha), junto a caminhos, para serem mais facilmente acess\u00edveis, e nos limites das propriedades, para facilitar o acesso a todos os utilizadores.<\/p>\n<h3><em>Limita\u00e7\u00f5es e Potencialidades<\/em><\/h3>\n<p>A \u00e1rea total do per\u00edmetro de rega \u00e9 de 43 ha, sendo a \u00e1rea \u00fatil de 40,9 ha e a \u00e1rea reg\u00e1vel em per\u00edodo de ponta de 32,8 ha.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos de rega continuam a ser por superf\u00edcie, pois a op\u00e7\u00e3o por m\u00e9todos sob press\u00e3o implicaria a constru\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o de bombagem, com os consequentes encargos energ\u00e9ticos, dificilmente compens\u00e1veis. Acrescem outras limita\u00e7\u00f5es de ordem f\u00edsica, como a reduzida dimens\u00e3o da maioria das parcelas e a sua compartimenta\u00e7\u00e3o por muros ou linhas de videiras.<\/p>\n<p>A rede de rega assim como as tomadas foram assim dimensionadas para a utiliza\u00e7\u00e3o da rega por superf\u00edcie, no entanto, a carga natural existente nas tomadas permite o recurso a m\u00e9todos expeditos de rega, como sejam as mangas pl\u00e1sticas perfuradas, e, nas zonas situadas a cotas mais baixas, \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da rega por gota-a-gota ou mini aspers\u00e3o.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o das infraestruturas de rega possibilita um servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, em baixa press\u00e3o, sem custos de bombagem, mas com algumas restri\u00e7\u00f5es no grau de liberdade de utiliza\u00e7\u00e3o, funcionando por rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A Junta de Agricultores de Pereiras \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento. Para fazer face a algumas das despesas instituiu um sistema de quotas, conforme prev\u00ea o seu Regulamento Interno, em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1rea regada, uma vez que n\u00e3o existem contadores volum\u00e9tricos ao n\u00edvel dos hidrantes. A Junta de Agricultores tem garantido a conserva\u00e7\u00e3o e o funcionamento da rede de rega, em colabora\u00e7\u00e3o com a C\u00e2mara Municipal que tamb\u00e9m tem feito limpezas parciais dos paramentos da barragem. Contudo, a barragem precisa de um conjunto de interven\u00e7\u00f5es, para se adequar \u00e0s exig\u00eancias do Regulamento de Seguran\u00e7a de Barragens nomeadamente as seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Demoli\u00e7\u00e3o do actual descarregador de superf\u00edcie e constru\u00e7\u00e3o de um novo descarregador com capacidade de vaz\u00e3o equivalente \u00e0 de uma cheia com per\u00edodo de retorno de 1000 anos<\/li>\n<li>Instala\u00e7\u00e3o de um sistema de observa\u00e7\u00e3o para monitoriza\u00e7\u00e3o dos deslocamentos verticais e horizontais, dos n\u00edveis hidrost\u00e1ticos na funda\u00e7\u00e3o e no aterro, dos caudais percolados pela funda\u00e7\u00e3o da barragem e da precipita\u00e7\u00e3o e n\u00edvel de \u00e1gua na albufeira<\/li>\n<li>Implementa\u00e7\u00e3o do Plano de Emerg\u00eancia e do Sistema de Aviso e Alerta, que funcionar\u00e1 em caso de acidente ou de cheias extraordin\u00e1rias<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c0 excep\u00e7\u00e3o desta \u00faltima as restantes medidas correctivas j\u00e1 foram aprovadas e v\u00e3o ser constru\u00eddas at\u00e9 2013, com financiamento do Estado Portugu\u00eas e da CE, atrav\u00e9s do PRODER.<\/p>\n<h3><em>Ficha de caracteriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71346 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro10-800x457.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"457\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro10-18x10.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro10-200x114.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro10-400x228.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Hidro_quadro10-500x285.png 500w, 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hm3<\/li>\n<li><strong>Rede de Rega:<\/strong> 3.904 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Estudos e obras a executar<\/strong><\/p>\n<p>Demoli\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o do Descarregador de Cheias e obras de implementa\u00e7\u00e3o do Sistema de Observa\u00e7\u00e3o e do Sistema de Aviso e Alerta.<\/p>\n<h3><em>Documenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/pereiras_carta_localizacao.pdf\">Carta de Localiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/planta_capacidade_uso_solo_pereiras.pdf\">Planta de Capacidade de Uso do Solo<\/a><\/p>\n<h3>Porc\u00e3o<\/h3>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O Aproveitamento Hidroagr\u00edcola do Porc\u00e3o situa-se na freguesia de Vila Nova de Monsarros, concelho de Anadia e distrito de Aveiro.<\/p>\n<p>Este Aproveitamento teve como objectivo aumentar a garantia de fornecimento de \u00e1gua a uma \u00e1rea de cerca de 60 ha de regadio tradicional imperfeito pois, apesar de j\u00e1 ter sido objecto de um melhoria promovida pela Dire\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Regionais de Hidr\u00e1ulica do Mondego, n\u00e3o satisfazia na maior parte dos anos as necessidades h\u00eddricas das culturas durante o per\u00edodo de estio.<\/p>\n<p>As infraestruturas necess\u00e1rias eram portanto para armazenamento de \u00e1gua e sua adu\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao in\u00edcio da rede de rega j\u00e1 existente. Projetou-se ent\u00e3o uma barragem na Ribeira do Porc\u00e3o, afluente do Rio da Serra, e uma conduta adutora que no seu tra\u00e7ado abastece tamb\u00e9m uma pequena \u00e1rea a montante da v\u00e1rzea de Monsarros.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>A insola\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de cerca de 2423,9 horas.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio da temperatura di\u00e1ria \u00e9 de cerca de 15\u00baC.<\/p>\n<p>O n\u00famero de dias com temperatura m\u00e1xima do ar superior a 25\u00baC \u00e9 superior a 90 dias. No Inverno a temperatura m\u00ednima m\u00e9dia do m\u00eas mais frio (geralmente Janeiro) \u00e9 de cerca de 8\u00baC.<\/p>\n<p>As amplitudes t\u00e9rmicas apresentam-se superiores no Ver\u00e3o relativamente ao Inverno, variando entre 9,6 \u00baC em Janeiro e 14,1\u00baC em Agosto.<\/p>\n<p>O vento tem direc\u00e7\u00e3o predominante do quadrante Noroeste (NW). Os meses de Dezembro a Abril s\u00e3o os que apresentam velocidades m\u00e9dias do vento maiores, Os ventos fortes s\u00e3o moderadamente frequentes, soprando com velocidades m\u00e9dia superiores a 36 Km\/h apenas em 2,1 dias por ano. A velocidade m\u00e9dia anual do vento \u00e9 de 5,5 Km\/h.<\/p>\n<p>As geadas apresentam pequena incid\u00eancia, registando-se em m\u00e9dia 17 dias com geadas, com maior frequ\u00eancia nos meses de Janeiro e Dezembro.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia de granizo, saraiva e neve n\u00e3o tem significado na zona do per\u00edmetro.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia sobre a zona do aproveitamento \u00e9 da ordem dos 1104 mm, verificando-se alguma irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o ao longo do ano, sendo em Julho que ocorrem os valores mais baixos e os mais elevados em Fevereiro.<\/p>\n<h3><em>Solos e aptid\u00e3o ao regadio<\/em><\/h3>\n<p>A \u00e1rea abrangida pelo projecto j\u00e1 era, quase totalmente, abrangida pelo regadio tradicional da V\u00e1rzea de Vila Nova de Monsarros, pelo que os terrenos j\u00e1 estavam topograficamente adaptados \u00e0 rega por gravidade. Para al\u00e9m disso, a maior parte da \u00e1rea desenvolve-se num vale relativamente largo e plano, com solos profundos e sujeitos a pr\u00e1ticas tradicionais de cultivo desde tempos imemoriais. Em termos de classifica\u00e7\u00e3o da capacidade de uso, a maior parte do vale principal corresponde a solos da classe Bh, ou seja, com limita\u00e7\u00f5es moderadas, com riscos de eros\u00e3o no m\u00e1ximo moderados, suscept\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola moderadamente intensiva e com algumas necessidades de drenagem. Marginalmente, e numa parte do vale da ribeira do Porc\u00e3o, os solos pertencem \u00e0 classe Ee, ou seja, com limita\u00e7\u00f5es muito severas, ou riscos de eros\u00e3o muito elevados, devido aos declives relativamente acentuados.<\/p>\n<p>Junto \u00e0 povoa\u00e7\u00e3o de Algeriz aparecem solos da classe Bs, suscept\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola moderadamente intensiva, com algumas limita\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel radicular.<\/p>\n<h3>Infraestruturas colectivas<\/h3>\n<p>A principal origem de \u00e1gua do regadio de Vila Nova de Monsarros, no rio da Serra, \u00e9 captada atrav\u00e9s de 3 a\u00e7udes e distribu\u00edda por uma rede de canais revestidos em meias manilhas de bet\u00e3o, de 300 e 400 mm de di\u00e2metro, com um desenvolvimento total superior a 6 Km, e com todas as obras de arte necess\u00e1rias ao maneio e controlo dos caudais de rega. Este conjunto de infraestruturas integra o regadio tradicional promovido, explorado e gerido pela Junta de Agricultores do regadio de Vila Nova de Monsarros.<\/p>\n<p>Para fazer face \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das disponibilidades h\u00eddricas, a CCDRC, IP (ex: DRAP Centro) correspondendo \u00e0s expectativas e ao empenhamento dos agricultores e da autarquia, promoveu a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem na ribeira do Porc\u00e3o, afluente do rio da Serra, com 19 m de altura m\u00e1xima acima da funda\u00e7\u00e3o e 66 m de desenvolvimento do coroamento. A barragem \u00e9 do tipo estrutural de aterro zonado, com n\u00facleo de material argiloso e maci\u00e7os estabilizadores constitu\u00eddos por materiais provenientes do desmonte do maci\u00e7o gresoso. Armazena 102.000 m3, volume de \u00e1gua que permite suprir as necessidades h\u00eddricas dos sistemas culturais praticados, normalmente a partir de meados de Julho, quando deixa de haver caudais suficientes no rio da Serra.<\/p>\n<p>A \u00e1gua captada na albufeira \u00e9 conduzida atrav\u00e9s de uma conduta de PVC, de 200 mm de di\u00e2metro, at\u00e9 ao in\u00edcio regadio tradicional, cerca de 3 Km a jusante. Ao longo da conduta adutora existem 14 tomadas de \u00e1gua para rega do pequeno vale da ribeira do Porc\u00e3o, entre a barragem e o in\u00edcio da v\u00e1rzea de Vila Nova de Monsarros. Foram ainda instaladas 1 ventosa de triplo efeito, 1 descarga de fundo e 3 v\u00e1lvulas de seccionamento.<\/p>\n<h3><em>Limita\u00e7\u00f5es e Potencialidades<\/em><\/h3>\n<p>A \u00e1rea total do per\u00edmetro de rega \u00e9 de 60 ha, repartida por 133 propriet\u00e1rios\/regantes.<\/p>\n<p>Uma das principais limita\u00e7\u00f5es prende-se com a reduzida dimens\u00e3o da maioria das parcelas e com a idade m\u00e9dia dos agricultores.<\/p>\n<p>Contrariando a tend\u00eancia nacional de abandono das terras agr\u00edcolas, na v\u00e1rzea de Vila Nova de Monsarros a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o dos terrenos ronda os 100%. Produz-se um pouco de tudo, sobretudo o milho regional, feij\u00e3o, batata, beterraba, forragem e couve.<\/p>\n<p>Apesar das disponibilidades de \u00e1gua para rega, o sistema de distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco flex\u00edvel e exige a presen\u00e7a de um cantoneiro, pois, embora se disponibilize um servi\u00e7o a pedido, mant\u00e9m-se no essencial a tradicional partilha de \u00e1guas.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A Junta de Agricultores do regadio de Vila Nova de Monsarros \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento.<\/p>\n<p>Para fazer face a algumas das despesas, a Junta de Agricultores instituiu um sistema de quotas bienais, em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1rea regada, cobrada a todos os propriet\u00e1rios\/benefici\u00e1rios. Os regantes que utilizam \u00e1gua proveniente da barragem do Porc\u00e3o pagam ainda uma taxa de explora\u00e7\u00e3o, por hora de rega, uma vez que n\u00e3o existem contadores volum\u00e9tricos ao n\u00edvel das tomadas de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A Junta de Agricultores tem garantido a conserva\u00e7\u00e3o e o funcionamento da rede de rega, bem como as limpezas e mondas nos paramentos, coroamento e sistema de drenagem da barragem, em colabora\u00e7\u00e3o com a C\u00e2mara Municipal e com a Junta de Freguesia. Reperfilou tamb\u00e9m o caminho da margem esquerda que permite agora o acesso de m\u00e1quinas e equipamentos ao coroamento. Contudo, a barragem precisa de um conjunto de interven\u00e7\u00f5es, para se adequar \u00e0s exig\u00eancias do Regulamento de Seguran\u00e7a de Barragens nomeadamente as seguintes:<\/p>\n<p>Demoli\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es do actual descarregador de superf\u00edcie para passar a dispor de uma capacidade de vaz\u00e3o equivalente \u00e0 de uma cheia com per\u00edodo de retorno de 1000 anos<\/p>\n<p>Instala\u00e7\u00e3o de um sistema de observa\u00e7\u00e3o para monitoriza\u00e7\u00e3o dos deslocamentos verticais e horizontais, dos n\u00edveis hidrost\u00e1ticos na funda\u00e7\u00e3o e no aterro, dos caudais percolados pela funda\u00e7\u00e3o da barragem e da precipita\u00e7\u00e3o e n\u00edvel de \u00e1gua na albufeira<\/p>\n<p>Implementa\u00e7\u00e3o do Plano de Emerg\u00eancia e do Sistema de Aviso e Alerta, que funcionar\u00e1 em caso de acidente ou de cheias extraordin\u00e1rias<br \/>\n\u00c0 excep\u00e7\u00e3o desta \u00faltima as restantes medidas correctivas j\u00e1 foram aprovadas e v\u00e3o ser constru\u00eddas at\u00e9 2013, com financiamento do Estado Portugu\u00eas e da CE, atrav\u00e9s do PRODER.<\/p>\n<h3><em>Ficha de caracteriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71351 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-800x522.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"522\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-200x130.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-400x261.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-500x326.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-600x391.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-700x456.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-768x501.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1-800x522.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro1.png 902w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71352 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-800x646.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"646\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-15x12.png 15w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-177x142.png 177w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-200x162.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-400x323.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-500x404.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-600x485.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-700x566.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-768x620.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2-800x646.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro2.png 916w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Barragem do Porc\u00e3o:<\/strong><\/li>\n<li><strong>Altura m\u00e1x. acima do leito:<\/strong> 19 m<\/li>\n<li><strong>Desenvolvimento do coroamento:<\/strong> 66 m<\/li>\n<li><strong>Capacidade \u00fatil da albufeira:<\/strong> 0,1 hm3<\/li>\n<li><strong>Conduta adutora:<\/strong> 2.000 m<\/li>\n<li><strong>A\u00e7udes:<\/strong> 3, no rio da Serra (regadio tradicional)<\/li>\n<li><strong>Rede de Rega:<\/strong> 6.330 m (regadio tradicional)<\/li>\n<\/ul>\n<h3><em>Estudos e obras a executar<\/em><\/h3>\n<p>Demoli\u00e7\u00e3o parcial e reconstru\u00e7\u00e3o do Descarregador de Cheias e obras de implementa\u00e7\u00e3o do Sistema de Observa\u00e7\u00e3o e do Sistema de Aviso e Alerta.<\/p>\n<h3><em>Documenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/porcao_carta_localizacao.pdf\">Carta de Localiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/porcao_capacidade_uso_solo.pdf\">Carta de Capacidade de Uso do Solo<\/a><\/p>\n<h3>A\u00e7afal<\/h3>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O aproveitamento hidroagr\u00edcola do A\u00e7afal localiza-se a cerca de 4 km a Norte de Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o, nas imedia\u00e7\u00f5es da povoa\u00e7\u00e3o de Tost\u00e3o, freguesia e concelho de Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o, distrito de Castelo Branco. A barragem e a maior parte das manchas a regar situam-se ao longo da ribeira do A\u00e7afal. As restantes \u00e1reas beneficiadas localizam-se ao longo das ribeiras do Coxerro e Lucriz.<\/p>\n<p>A ribeira do A\u00e7afal, que tem como afluentes as ribeiras do Coxerro e Lucriz, \u00e9 por sua vez um afluente da margem direita do Rio Tejo, fazendo parte da sua bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A finalidade do aproveitamento \u00e9 o abastecimento da \u00e1gua necess\u00e1ria para a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades culturais previstas, com base nas disponibilidades h\u00eddricas superficiais da bacia hidrogr\u00e1fica dominada pela sec\u00e7\u00e3o da barragem. Integram o aproveitamento, uma barragem em aterro constru\u00edda na ribeira do A\u00e7afal, uma rede de rega constitu\u00edda por dois blocos, A\u00e7afal e Lucriz, uma rede vi\u00e1ria, e um sistema de drenagem.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do Aproveitamento Hidroagr\u00edcola do A\u00e7afal foi da responsabilidade da ex-Direc\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura da Beira Interior, atualmente integrada na Direc\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura e Pescas do Centro.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Solos<\/em><\/h3>\n<p>Sob o ponto de vista geol\u00f3gico a \u00e1rea do aproveitamento est\u00e1 inclu\u00edda no denominado Complexo Xisto-Grauv\u00e1quico Ante-Ordov\u00edcico, constitu\u00eddo por bancadas alternantes de xistos e grauvaques com orienta\u00e7\u00e3o geral NW-SE. Mais concretamente, na zona da barragem e para norte desta a \u00e1rea \u00e9 caracterizada essencialmente pela ocorr\u00eancia de xistos. Para sul do local da barragem, na \u00e1rea regada, ocorrem rochas detr\u00edticas constitu\u00eddas por gr\u00e3os de quartzo e feldspato. No fundo do vale da ribeira do A\u00e7afal ocorrem aluvi\u00f5es.<\/p>\n<p>Imediatamente a seguir ao local da barragem, no in\u00edcio do per\u00edmetro, o fundo do vale tem uma largura reduzida. Para jusante, o vale alarga, atingindo cerca de 750 m de largura no limite da \u00e1rea regada.<\/p>\n<p>Os solos existentes na \u00e1rea envolvente da barragem e respectiva albufeira s\u00e3o essencialmente derivados do substrato rochoso xistoso, apresentando uma acidez relativamente elevada, e uma espessura muito reduzida. A sua capacidade de uso agr\u00edcola \u00e9 muito reduzida, apresentando na sua maior parte apenas aptid\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>Na plan\u00edcie aluvial da ribeira do A\u00e7afal, os solos apresentam boa aptid\u00e3o agr\u00edcola, encontram-se inclu\u00eddos na Reserva Agr\u00edcola Nacional, e constituem o Bloco do A\u00e7afal.<\/p>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>Devido \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o das serras das Talhadas e do Perdig\u00e3o (NW-SE), situadas a cerca de 3 km a sudoeste da barragem, verifica-se que contribuem para uma situa\u00e7\u00e3o de abrigo da \u00e1rea do aproveitamento, face aos fluxos provenientes de Sudoeste. Desta situa\u00e7\u00e3o resulta um clima continental, temperado (temperatura m\u00e9dia anual rondando os 16\u00baC), seco (humidade do ar \u00e0s 9 horas inferior a 75%) e moderadamente chuvoso (precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia de 790 mm).<\/p>\n<p>Os Invernos s\u00e3o frescos, observando-se anualmente, em m\u00e9dia, temperaturas inferiores a 0\u00baC em cerca de 22 dias, descendo a temperatura m\u00ednima absoluta para valores da ordem de -5\u00ba C.<\/p>\n<p>Os Ver\u00f5es s\u00e3o quentes, ocorrendo anualmente, em m\u00e9dia, temperaturas inferiores a 25\u00baC em cerca de 110 dias, atingindo por vezes a temperatura m\u00e1xima absoluta de 40\u00ba C.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia \u00e9 de 790 mm, concentrando-se no per\u00edodo de Outubro a Maio. O m\u00eas mais chuvoso \u00e9 Janeiro (127 mm), verificando-se menores valores no m\u00eas de Julho (5 mm em m\u00e9dia).<\/p>\n<p>Os rumos dos ventos mais frequentes s\u00e3o Nordeste e Oeste com velocidades m\u00e9dias da ordem dos 8 km\/h.<\/p>\n<p>Os nevoeiros ocorrem sobretudo nos meses do Outono, Inverno e Primavera.<\/p>\n<p>A geada verifica-se em m\u00e9dia em 45 dias por ano, sobretudo no vale a jusante do local da barragem e durante os meses mais frios.<\/p>\n<p>Considerando como evapotranspira\u00e7\u00e3o o processo atrav\u00e9s do qual a \u00e1gua armazenada no solo e nas plantas \u00e9 transferida para a atmosfera, e aplicando o m\u00e9todo de \u201cPenman modificado\u201d, m\u00e9todo utilizado para estimar a evapotranspira\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia na elabora\u00e7\u00e3o dos estudos realizados pela HIDROPROJECTO, a evapotranspira\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de 1.543,2 mm. O m\u00eas em que se regista uma evapotranspira\u00e7\u00e3o mais elevada \u00e9 Agosto com um valor m\u00e9dio de 208,86 mm, enquanto que o m\u00eas com menor evapotranspira\u00e7\u00e3o \u00e9 Novembro com um valor m\u00e9dio de 55,8 mm<\/p>\n<p>Os valores anuais m\u00e9dios de radia\u00e7\u00e3o e insola\u00e7\u00e3o e das restantes vari\u00e1veis clim\u00e1ticas referidas, s\u00e3o favor\u00e1veis ao bom desenvolvimento das culturas de Primavera\/Ver\u00e3o desde que se verifique a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades de \u00e1gua das culturas com os meios actualmente dispon\u00edveis.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>O empreendimento \u00e9 constitu\u00eddo por uma barragem e respectivos \u00f3rg\u00e3os anexos localizada na ribeira do A\u00e7afal, aproximadamente a 4 km a Norte de Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o, nas imedia\u00e7\u00f5es da povoa\u00e7\u00e3o do Tost\u00e3o. A barragem cria uma albufeira para armazenamento de \u00e1gua e regulariza\u00e7\u00e3o dos caudais da ribeira do A\u00e7afal.<\/p>\n<p>A barragem \u00e9 de perfil zonado, com cerca de 26 m de altura acima do terreno natural.<\/p>\n<p>O coroamento, \u00e0 cota 116 m, tem um desenvolvimento de 121 m.<\/p>\n<p>A barragem com a \u00e1gua ao n\u00edvel de pleno armazenamento (NPA), cria uma albufeira com um volume \u00fatil de 1,553 x 106 m3, inundando uma \u00e1rea 20 ha.<\/p>\n<p>O descarregador de cheias desenvolve-se na encosta da margem esquerda. \u00c9 um descarregador com soleira de controlo em labirinto e estrutura de dissipa\u00e7\u00e3o de energia em salto de esqui.<\/p>\n<p>A tomada de \u00e1gua \u00e9 constitu\u00edda por uma torre de sec\u00e7\u00e3o circular, com di\u00e2metro interior de 2,00 m, com duas aberturas de tomada de \u00e1gua equipadas com comportas de corredi\u00e7a. O acesso \u00e0 torre \u00e9 feito atrav\u00e9s de um passadi\u00e7o.<\/p>\n<p>A rede inicia-se a jusante da barragem do A\u00e7afal, onde se faz a transi\u00e7\u00e3o de di\u00e2metro e material do tubo proveniente da barragem, em a\u00e7o, para o de ferro fundido. A conduta principal, em ferro fundido com di\u00e2metro de 800 mm e uma extens\u00e3o de 2.688,40 m, desenvolve-se numa orienta\u00e7\u00e3o preponderantemente norte-sul, no in\u00edcio da zona central da \u00e1rea agr\u00edcola, e depois inflectindo para sudeste e fazendo o resto do percurso junto ao caminho rural. O tro\u00e7o final desta conduta \u00e9 em PVC, com di\u00e2metro a variar de 400 at\u00e9 160 mm.<\/p>\n<p>Da conduta principal partem ramais secund\u00e1rios, em PVC, com di\u00e2metros entre 400 e 110 mm e classe de press\u00e3o 6kg\/cm2. Muitos deles abrangem uma \u00fanica unidade de rega, caso em que t\u00eam no seu in\u00edcio uma v\u00e1lvula de seccionamento e limitador caudal. V\u00e1rios ramais cruzam as linhas de \u00e1gua existentes, estando devidamente protegidos.<\/p>\n<p>Junto ao caminho rural, nas proximidades da antiga f\u00e1brica de cer\u00e2mica, existe uma liga\u00e7\u00e3o \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de bombagem que alimenta o Bloco do Lucriz.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria \u00e9 constitu\u00edda por dois conjuntos de bombagem. Cada um deles apresenta uma pot\u00eancia de 45 kw, altura manom\u00e9trica de 37 m.c.a., debitando um caudal de 270 m3\/h.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e o Bloco do Lucriz, \u00e9 assegurada por uma conduta em PVC com um di\u00e2metro de 400 mm e uma extens\u00e3o de 1,7 km.<\/p>\n<p>A rede est\u00e1 equipada com tomadas de \u00e1gua (hidrantes), equipamentos de seguran\u00e7a e purga (ventosas, v\u00e1lvulas de descarga e antiarietes), e equipamento de controlo (v\u00e1lvulas de seccionamento e limitadores de caudal).<\/p>\n<p>Em todo o Bloco do A\u00e7afal foi melhorada a rede de drenagem tendo-se procedido \u00e0 abertura, limpeza e regulariza\u00e7\u00e3o de diversas valas de sec\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel numa extens\u00e3o de 5,2 km.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 barragem \u00e9 garantido por um caminho rural (3,5 km), que se desenvolve pela zona central do Bloco do A\u00e7afal, com in\u00edcio na E.N. 18. A partir deste caminho existe uma rede de caminhos agr\u00edcolas (4,8 km) que permitem o acesso \u00e0 restante \u00e1rea do Bloco do A\u00e7afal. O Bloco do Lucriz \u00e9 servido por caminhos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A Junta de Agricultores do Regadio do A\u00e7afal \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento, seguindo actualmente o \u201cRegulamento n.\u00ba 01\/2010 de 27 de Fevereiro\u201d, aprovado pela Assembleia de Agricultores do regadio do A\u00e7afal a 27 de Fevereiro de 2010, conforme consta na Acta n.\u00ba 2.<\/p>\n<p>A Junta de Agricultores tem garantido a gest\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento com o apoio do Munic\u00edpio de Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o e da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. \u2013 CCDRC, IP.<\/p>\n<h3><em>Ficha de carateriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71359 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-800x466.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"466\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-18x10.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-200x116.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-400x233.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-500x291.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-600x349.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-700x408.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-768x447.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3-800x466.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro3.png 905w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71360 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-800x954.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"954\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-10x12.png 10w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-200x239.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-400x477.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-500x596.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-600x716.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-700x835.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-768x916.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4-800x954.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro4.png 907w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<p><strong>Barragem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tipo: Aterro com perfil zonado<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima acima do n\u00edvel da funda\u00e7\u00e3o: 29,90 m<\/li>\n<li>Altura acima do terreno natural: 26 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 116 m<\/li>\n<li>Comprimento do coroamento: 121 m<\/li>\n<li>Largura do coroamento: 7,5 m<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de montante: 1\/2,7 (V\/H)<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de jusante: 1\/2,2 (V\/H)<\/li>\n<li>N.\u00ba de banquetas: 1 (cota = 106,00 m; largura = 2,00 m)<\/li>\n<li>Volume do corpo da barragem: 138,178 x 103 m3<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Albufeira:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea inundada: 20 ha<\/li>\n<li>Capacidade (NPA): 1,790 x 106 m3<\/li>\n<li>Capacidade \u00fatil (NPA): 1,553 x 106 m3<\/li>\n<li>Volume morto: 0,237 x 106 m3<\/li>\n<li>N\u00edvel de Pleno Armazenamento (NPA): 112,60 m<\/li>\n<li>N\u00edvel de M\u00e1xima Cheia (NMC): 114,75 m<\/li>\n<li>N\u00edvel m\u00ednimo de explora\u00e7\u00e3o (Nme): 100,00 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarga de fundo e tomada de \u00e1gua:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Central, na zona do antigo leito da ribeira.<\/li>\n<li>Tipo: Torre em bet\u00e3o seguida de conduta sob o terreno. O circuito da Descarga de Fundo \u00e9 comum ao da Tomada de \u00c1gua at\u00e9 \u00e0 deriva\u00e7\u00e3o para o sistema de rega (by-pass). Deste ponto para jusante a conduta da descarga de fundo prolonga-se por um convergente e um pequeno trecho com 350 mm de di\u00e2metro, terminando com uma v\u00e1lvula de jacto oco. A deriva\u00e7\u00e3o para a rede de rega est\u00e1 equipada com uma v\u00e1lvula de borboleta DN 600 PN 10.<\/li>\n<li>Di\u00e2metro interior da torre: 2,00 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da conduta: 700 mm<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo: 1,5 m3\/s<\/li>\n<li>Controlo a montante: 2 comportas de corredi\u00e7a<\/li>\n<li>Controle a jusante da descarga de fundo: V\u00e1lvula de jacto oco DN 350<\/li>\n<li>Controle a jusante da tomada de \u00e1gua: V\u00e1lvula de borboleta DN 600 PN 10<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarregador de cheias:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Margem esquerda<\/li>\n<li>Tipo de soleira: Em labirinto<\/li>\n<li>Tipo de controlo: Sem controlo<\/li>\n<li>Tipo de descarregador: Canal de encosta<\/li>\n<li>Cota da crista da soleira: 112,60 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento da soleira: 47,30 m<\/li>\n<li>Caudal de dimensionamento: 189 m3\/s<\/li>\n<li>Per\u00edodo de retorno: 1000 anos<\/li>\n<li>Caudal de ponta de cheia afluente: 191,5 m3\/s<\/li>\n<li>Canal de descarga em bet\u00e3o com sec\u00e7\u00e3o rectangular<\/li>\n<li>Dissipa\u00e7\u00e3o de energia: Salto de esqui<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de rega:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1rea a regar: 350 ha<\/p>\n<p>Caudal de projecto: 0,41 m3\/s (in\u00edcio da rede)<\/p>\n<p>Caudal espec\u00edfico: 1,9 l\/s.ha<\/p>\n<p>Caudal de maneio m\u00ednimo: 15 l\/s<\/p>\n<p>Bloco do A\u00e7afal<\/p>\n<ul>\n<li>Rede de Rega:<\/li>\n<li>Material: FF (Ferro Fundido)<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 2,7 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: 800 mm<\/li>\n<li>Material: PVC<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 5,4 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: 400 a 110 mm<\/li>\n<li>\u00c1rea a regar: 240 ha<\/li>\n<li>Unidades de rega: 23<\/li>\n<li>Bocas de rega (Hidrantes): 45<\/li>\n<\/ul>\n<p>Bloco do Lucriz<\/p>\n<ul>\n<li>Conduta Elevat\u00f3ria:<\/li>\n<li>Material: PVC<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 1,7 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: 400 mm<\/li>\n<li>Grupos electrobomba: 2<\/li>\n<li>Caudal &#8211; Q: 270 m3\/h<\/li>\n<li>Altura manom\u00e9trica &#8211; Hm: 37 m.c.a<\/li>\n<li>Pot\u00eancia: 45 kw<\/li>\n<li>\u00c1rea a regar: 110 ha<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-71361\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"351\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada-18x12.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada-200x142.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada-400x284.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/acafal_area_regada.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/div>\n<div>\n<p><strong>Rede Vi\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<p>Caminho Rural: 3,5 km<\/p>\n<p>Caminhos Agr\u00edcolas: 4,8 km<\/p>\n<p><strong>Rede de Drenagem:<\/strong><\/p>\n<p>Abertura, limpeza e regulariza\u00e7\u00e3o de valas de sec\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel<\/p>\n<p>Extens\u00e3o: 5,2 km<\/p>\n<h3>Documenta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/regulamento_01_2010_acafal.pdf\">Regulamento n.\u00ba 01\/2010<\/a><\/p>\n<\/div>\n<h3>Vermiosa<\/h3>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O aproveitamento hidroagr\u00edcola da Vermiosa desenvolve-se ao longo da ribeira da Devesa, situa-se na freguesia da Vermiosa, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda.<\/p>\n<p>A ribeira da Devesa \u00e9 um afluente da margem esquerda da Ribeira de Aguiar, cuja bacia hidrogr\u00e1fica se insere na bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Douro.<\/p>\n<p>Integram o aproveitamento, uma barragem em aterro constru\u00edda na ribeira da Devesa, que tem como finalidade fornecer \u00e1gua ao per\u00edmetro de rega com 131 ha, constitu\u00eddo por um sistema de rega sob press\u00e3o e um sistema de drenagem.<\/p>\n<p>As \u00e1guas utilizadas na rega s\u00e3o unicamente provenientes das aflu\u00eancias pr\u00f3prias da respectiva bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do Aproveitamento Hidroagr\u00edcola da Vermiosa foi da responsabilidade da ex-Dire\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura da Beira Interior, atualmente integrada na Dire\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura e Pescas do Centro.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Solos e aptid\u00e3o ao regadio<\/em><\/h3>\n<p>Os solos s\u00e3o de textura mediana a grosseira. Na zona mais plana, junto \u00e0 ribeira, os solos t\u00eam profundidade superior a 1 m e a sua textura \u00e9 franco-arenosa. Nas restantes unidades fisiogr\u00e1ficas identificadas verificou-se uma textura franca.<\/p>\n<p>Os solos integrados no per\u00edmetro n\u00e3o possuir\u00e3o, em princ\u00edpio, profundidade inferior a 0,60 m. Solos com profundidades inferiores a 0,30 m e inclina\u00e7\u00f5es superiores a 12 % foram exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>As capacidades de campo determinadas oscilam entre 13,1 e 21,1 % (percentagem em volume), o que demonstra uma variabilidade muito importante. Estes valores correspondem a 57 e 106 mm de capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos 40 cm superficiais. Atendendo ao tipo de rega previsto, rega por aspers\u00e3o, mesmo os valores mais pr\u00f3ximos do limite inferior s\u00e3o aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>A porosidade dren\u00e1vel determinada em algumas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pareceu muito satisfat\u00f3ria, provavelmente devido \u00e0 excessiva compacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas qu\u00edmicas dos solos integrados no per\u00edmetro, verificou-se:<\/p>\n<p>O pH dos solos \u00e9 bastante vari\u00e1vel, situando-se predominantemente na zona de acidez ligeira<\/p>\n<p>A salinidade \u00e9 inexistente<\/p>\n<p>O teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 geralmente baixo, apresentando pontualmente valores ligeiramente mais elevados. Correspondem \u00e0s zonas mais planas junto \u00e0 ribeira em que se pratica horticultura e em que h\u00e1 maior aplica\u00e7\u00e3o de estrumes<\/p>\n<p>Concluindo, os solos apresentam uma razo\u00e1vel aptid\u00e3o para o regadio, devendo ter em aten\u00e7\u00e3o aspectos como a compacta\u00e7\u00e3o, a acidez e a natureza fisiogr\u00e1fica. Esta \u00faltima caracter\u00edstica, n\u00e3o sendo considerada ao longo do tempo, poder\u00e1 favorecer consideravelmente a eros\u00e3o h\u00eddrica dos solos.<\/p>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>A amplitude t\u00e9rmica anual m\u00e9dia \u00e9 de 11,9 \u00baC, reflectindo uma forte influ\u00eancia continental. As m\u00e9dias m\u00e1ximas mensais foram registadas durante o m\u00eas de Julho e Agosto, com valores de 29,5 e 29\u00baC. A temperatura m\u00ednima mensal registada foi de 0,6 e 1\u00baC, durante os meses de Dezembro e Janeiro.<\/p>\n<p>A humidade relativa do ar associado \u00e0 temperatura, \u00e0 insola\u00e7\u00e3o e \u00e0 velocidade do vento, condiciona a evapora\u00e7\u00e3o, influindo igualmente, entre outros aspectos, sobre a ocupa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, uma vez que \u00e9 um factor de desenvolvimento de pragas e doen\u00e7as das plantas, e sobre o conforto humano. A varia\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da humidade, atinge valores mais elevados \u00e0s primeiras horas da manh\u00e3, diminuindo ao longo do dia. A temperatura apresenta uma varia\u00e7\u00e3o inversa \u00e0 da humidade, apresentando os valores m\u00e1ximos ao fim do dia.<\/p>\n<p>O valor m\u00e1ximo de insola\u00e7\u00e3o observa-se nos meses de Julho e Agosto, e o m\u00ednimo durante os meses de Janeiro e Dezembro. Na \u00e1rea do per\u00edmetro verifica-se uma m\u00e9dia anual de cerca de 2530 horas.<\/p>\n<p>Janeiro e Dezembro s\u00e3o os meses em que ocorre maior nebulosidade, cerca de 15 dias. Os valores m\u00ednimos de nebulosidade ocorrem em Julho e Agosto, apresentando em m\u00e9dia 21 dias de c\u00e9u descoberto.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de cerca de 600 mm, com valores m\u00e9dios mais elevados nos meses de Janeiro e Fevereiro, e valores m\u00ednimos de precipita\u00e7\u00e3o nos meses de Julho e Agosto.<\/p>\n<p>A evapora\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual ronda os 1440 mm, com os valores m\u00e1ximos a serem atingidos nos meses de Julho e Agosto, e os m\u00ednimos em Dezembro.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea do regadio, a evapotranspira\u00e7\u00e3o potencial, que corresponde \u00e0 quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria para o bom desenvolvimento das plantas no solo, apresenta um valor de 705 mm. A evapotranspira\u00e7\u00e3o real, que mede a transfer\u00eancia de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o e por perda de \u00e1gua para a atmosfera como resultado da transpira\u00e7\u00e3o das plantas que existem na superf\u00edcie, por unidade de \u00e1rea, atinge um valor de 467 mm.<\/p>\n<p>A velocidade m\u00e9dia m\u00e1xima do vento \u00e9 atingida durante o m\u00eas de Mar\u00e7o, (17,3 km\/h), predominantemente do quadrante sul.<\/p>\n<p>A geada, em m\u00e9dia, verifica-se em 60 dias por ano, ocorre entre os meses de Setembro e Maio, com maior incid\u00eancia nos meses de Novembro e Fevereiro.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio anual de dias de nevoeiro \u00e9 de 20, ocorrendo especialmente em Dezembro e Janeiro.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, observam-se 2,7 dias por ano com neve, enquanto que os dias com granizo e saraiva n\u00e3o t\u00eam significado.<\/p>\n<p>Em termos climatol\u00f3gicos, a zona apresenta valores de precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual baixos (cerca de 600 mm), enquanto a amplitude t\u00e9rmica anual m\u00e9dia \u00e9 de cerca de 12\u00baC, refletindo uma forte influ\u00eancia continental.<br \/>\nConforme j\u00e1 foi referido, os meses de maior pluviosidade s\u00e3o Janeiro e Fevereiro, predominam ventos soprando de Nordeste e Sudoeste, e ocorr\u00eancia de geada entre Setembro e Maio.<\/p>\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o d os factores anteriormente referidos, determina que a \u00e1rea abrangida pelo aproveitamento hidroagr\u00edcola apresente um clima de tipo continental, temperado, h\u00famido e moderadamente chuvoso.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>Conforme j\u00e1 foi referido, fazem parte do aproveitamento uma barragem de terra, com uma altura de 18 metros e um desenvolvimento ao n\u00edvel do coroamento de 288 m. A sua dimens\u00e3o foi determinada tendo em aten\u00e7\u00e3o as necessidades h\u00eddricas previstas para as culturas a praticar e de forma a garantir o armazenamento de um volume de \u00e1gua com o qual seja poss\u00edvel regar 131 hectares, sem restri\u00e7\u00f5es, em ano seco com 70 % de probabilidade de n\u00e3o ser ultrapassado. A bacia hidrogr\u00e1fica, na sec\u00e7\u00e3o da barragem, tem cerca de 10,9 km2.<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o do corpo da barragem houve necessidade de recorrer a explora\u00e7\u00e3o de terras, tendo sido utilizados materiais provenientes de zonas de empr\u00e9stimo previamente selecionadas, localizadas a noroeste e sudeste da barragem.<\/p>\n<p>A barragem tem uma albufeira, que ao n\u00edvel de pleno armazenamento, inunda uma \u00e1rea de cerca de 48,9 hectares, com uma altura m\u00e9dia de \u00e1gua de 4,6 metros e uma capacidade de armazenamento de 2,25 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os anexos da barragem incluem um descarregador de cheias e uma descarga de fundo, que coincide com o circuito hidr\u00e1ulico da tomada de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Um dos acessos \u00e0 barragem faz-se pela margem direita da ribeira por caminhos j\u00e1 existentes. Em alternativa, tamb\u00e9m se pode aceder \u00e0 barragem pelos caminhos existentes na rede de rega.<\/p>\n<p>Os caminhos do per\u00edmetro de rega s\u00e3o essencialmente caminhos j\u00e1 existentes melhorados. Os caminhos adaptados t\u00eam uma extens\u00e3o de 1990 metros, e os caminhos novos constru\u00eddos t\u00eam 990 metros, perfazendo um total de 2980 metros.<\/p>\n<p>A \u00e1gua armazenada na albufeira \u00e9 captada e encaminhada para a rede de rega, basicamente constitu\u00edda por tr\u00eas componentes: rede prim\u00e1ria, esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e rede secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>A rede prim\u00e1ria, com uma extens\u00e3o de 1231 metros, conduz a \u00e1gua entre a barragem e a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, utilizando uma conduta enterrada em PEAD e com 560 mm de di\u00e2metro, dimensionada para transportar at\u00e9 350 l\/s.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, localizada na zona central do per\u00edmetro, \u00e9 constitu\u00edda genericamente, por um edif\u00edcio principal com dois pisos, e dois anexos. No piso inferior foi colocado o equipamento de bombagem e no superior funciona a \u00e1rea de comando e controlo da esta\u00e7\u00e3o. A esta\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por dois conjuntos de bombagem diferentes, conectados cada um com um patamar de bombagem. A adu\u00e7\u00e3o aos dois conjuntos de bombagem \u00e9 em comum, sendo no resto independentes.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao golpe de ar\u00edete da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e das redes prim\u00e1ria e secund\u00e1ria, foi resolvida com a coloca\u00e7\u00e3o de quatro reservat\u00f3rios de ar comprimido, um a montante e tr\u00eas a jusante.<\/p>\n<p>A rede secund\u00e1ria \u00e9 constitu\u00edda por um conjunto de condutas, tomadas de \u00e1gua e outros equipamentos localizados a jusante da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, sem incluir a rede de rega na parcela. Atendendo \u00e0 diferen\u00e7a de cotas extremas existentes no per\u00edmetro, a rede secund\u00e1ria foi subdividida em duas, dando origem a dois patamares, designados de Patamar A e Patamar B. A cada um deles corresponde uma altura de eleva\u00e7\u00e3o, e por arrastamento, \u00e0 respectiva sub-rede secund\u00e1ria, garantindo uma carga hidr\u00e1ulica m\u00ednima nas tomadas de \u00e1gua de 3 kgf\/cm2.<\/p>\n<p>A rede secund\u00e1ria \u00e9 composta por um conjunto de 43 tomadas de \u00e1gua, sendo 19 localizadas no patamar A e 24 no patamar B, est\u00e3o ligadas atrav\u00e9s de uma rede de condutas com uma extens\u00e3o total de 6.412 m, com di\u00e2metros a variar entre 200 e 500 mm.<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 foi referido, a rede vi\u00e1ria principal \u00e9 constitu\u00edda pelo caminho de acesso \u00e0 barragem e pelos caminhos do per\u00edmetro de rega. O caminho de acesso \u00e0 barragem, seguindo pelo per\u00edmetro, desenvolve-se ao longo da conduta adutora, bifurcando-se na extremidade pr\u00f3xima da barragem, para dar acesso ao coroamento desta e \u00e0 c\u00e2mara de v\u00e1lvulas onde se localiza a tomada de \u00e1gua para rega. Os caminhos do per\u00edmetro de rega, basicamente, s\u00e3o caminhos j\u00e1 existentes que foram melhorados.<\/p>\n<p>A rede de drenagem, \u00e9 constitu\u00edda na sua maior parte, pela rede natural das linhas de \u00e1gua existentes que foram rectificadas. Pontualmente, a rede foi melhorada com a constru\u00e7\u00e3o de um de dois tipos de valas, uma de sec\u00e7\u00e3o triangular bastante larga com taludes pouco inclinados, e outra, trapezoidal bastante mais estreita, com taludes mais inclinados. A primeira foi constru\u00edda numa extens\u00e3o de 960 m, e a segunda em 1535 m.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A CCDRC, IP e a Junta de Agricultores da Vermiosa s\u00e3o as entidades respons\u00e1veis pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento. Apesar das dificuldades que t\u00eam existido desde a sua constru\u00e7\u00e3o, hoje, devido ao facto de se terem verificado actos de vandalismo na esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria (roubo de todos os componentes em cobre), n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a mesma entrar em funcionamento, sem que sofra repara\u00e7\u00f5es estimadas em mais de 100.000 \u20ac.<\/p>\n<h3><em><strong>Estudos<\/strong><\/em><\/h3>\n<p>Na sequ\u00eancia do Concurso P\u00fablico n.\u00ba 1\/2006 foi executado o projecto de \u201cAmplia\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o do Aproveitamento Hidroagr\u00edcola da Vermiosa\u201d, que consiste no aumento da \u00e1rea da rede de rega para mais 121 hectares, na consequente remodela\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e na instala\u00e7\u00e3o de equipamento de bombagem e filtragem. Pretende-se com esta interven\u00e7\u00e3o, que o per\u00edmetro de rega da Vermiosa passe a ser constitu\u00eddo por dois blocos de rega de diferentes cotas altim\u00e9tricas, pressurizados atrav\u00e9s duma esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria com dois patamares de eleva\u00e7\u00e3o, alimentada por uma conduta adutora a partir da albufeira da barragem da Vermiosa. O bloco de cotas mais baixas, com 131 hectares, corresponde ao actual bloco de rega, que passar\u00e1 a ter um \u00fanico escal\u00e3o de bombagem. A restante \u00e1rea a equipar, dar\u00e1 origem ao novo bloco, com 121 hectares.<\/p>\n<\/div>\n<h3><em>Ficha de carateriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<\/div>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71386 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-800x509.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"509\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-200x127.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-400x254.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-500x318.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-600x382.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-700x445.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-768x488.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5-800x509.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro5.png 915w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71387 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-800x708.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"708\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-14x12.png 14w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-200x177.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-400x354.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-500x443.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-600x531.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-700x620.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-768x680.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6-800x708.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro6.png 924w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<p><strong>Barragem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tipo: Aterro com n\u00facleo central argiloso<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima acima do n\u00edvel da funda\u00e7\u00e3o: 18 m<\/li>\n<li>Altura acima do terreno natural: 15,5 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 688 m<\/li>\n<li>Comprimento do coroamento: 288 m<\/li>\n<li>Largura do coroamento: 6 m<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de montante: 3\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de jusante: 2,5\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Volume do corpo da barragem: 0,095 x 106 m3<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Albufeira:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea inundada: 48,9 ha<\/li>\n<li>Capacidade total: 2,25 x 106 m3<\/li>\n<li>Capacidade \u00fatil: 2,20 x 106 m3<\/li>\n<li>Volume morto: 0,05 x 106 m3<\/li>\n<li>N\u00edvel de Plena Armazenamento (NPA): 684,80 m<\/li>\n<li>N\u00edvel de M\u00e1xima Cheia (NMC): 686,30 m<\/li>\n<li>N\u00edvel m\u00ednimo de explora\u00e7\u00e3o (Nme): 674,20 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarga de fundo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tipo: Em conduta sob o terreno<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da conduta: 800 mm<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo: 1,74 m3\/s<\/li>\n<li>Controlo a montante: Comporta corredi\u00e7a<\/li>\n<li>Controle a jusante: V\u00e1lvula<\/li>\n<li>Dissipa\u00e7\u00e3o de energia: Impacto<\/li>\n<\/ul>\n<p>Descarregador de cheias:<\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Margem esquerda<\/li>\n<li>Tipo de soleira: Em labirinto<\/li>\n<li>Tipo de controlo: Sem controlo<\/li>\n<li>Tipo de descarregador: Canal de encosta<\/li>\n<li>Cota da crista da soleira: 684,80 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento da soleira: 20,35 m<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo descarregado: 90 m3\/s<\/li>\n<li>Per\u00edodo de retorno: 5000 anos<\/li>\n<li>Caudal de ponta de cheia: 130 m3\/s<\/li>\n<li>Canal de descarga em bet\u00e3o com sec\u00e7\u00e3o rectangular<\/li>\n<li>Largura: 4 m<\/li>\n<li>Comprimento: 122,30 m<\/li>\n<li>Declive: 8,14 %<\/li>\n<li>Dissipa\u00e7\u00e3o de energia: Ressalto (Tipo III do Bureau of Reclamation)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de rega:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1rea a regar: 131 ha<\/p>\n<p><strong>Rede prim\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<p>Material: PEAD &#8211; PN8<\/p>\n<p>Extens\u00e3o: 1231 m<\/p>\n<p>Di\u00e2metro: 560 mm<\/p>\n<p>Caudal: 350 l\/s<\/p>\n<p>Esta\u00e7\u00e3o Elevat\u00f3ria:<\/p>\n<p>Grupos electrobomba Patamar A:<\/p>\n<ul>\n<li>2 de 44kw e um caudal de 58 l\/s<\/li>\n<li>2 de 22 kw e um caudal de 29 l\/s<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo: 145 l\/s<\/li>\n<li>Cota piezom\u00e9trica \u00e0 sa\u00edda da EE: 714,50 m<\/li>\n<li>Altura manom\u00e9trica m\u00e1xima: 54 m<\/li>\n<li>Altura manom\u00e9trica m\u00ednima: 43 m<\/li>\n<li>\u00c1rea: 56 ha<\/li>\n<\/ul>\n<p>Grupos electrobomba Patamar B:<\/p>\n<ul>\n<li>2 de 73 kw e um caudal de 76 l\/s<\/li>\n<li>2 de 37 kw e um caudal de 38 l\/s<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo: 190 l\/s<\/li>\n<li>Cota piezom\u00e9trica \u00e0 sa\u00edda da EE: 729,50 m<\/li>\n<li>Altura manom\u00e9trica m\u00e1xima: 68 m<\/li>\n<li>Altura manom\u00e9trica m\u00ednima: 57 m<\/li>\n<li>\u00c1rea: 75 ha<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede Secund\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>N\u00famero de Patamares: 2 (A e B)<\/li>\n<li>\u00c1rea: 131 ha (56 + 75)<\/li>\n<li>Distribui\u00e7\u00e3o: A pedido<\/li>\n<li>Press\u00e3o m\u00ednima garantida: 3 kgf\/cm2<\/li>\n<li>Extens\u00e3o das condutas: 6412 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro interno: de 81,4 a 452,2 mm<\/li>\n<li>Material: PVC<\/li>\n<li>V\u00e1lvulas de seccionamento: 2 por Patamar<\/li>\n<li>Tomadas de \u00e1gua Patamar A: 19<\/li>\n<li>Tomadas de \u00e1gua Patamar B: 24<\/li>\n<li>Ventosas triplo efeito: 7<\/li>\n<li>Descargas de fundo Patamar A: 1Descargas de fundo Patamar B: 2<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede Vi\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Caminhos existentes melhorados: 1990 m<\/li>\n<li>Caminhos novos: 990 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de Drenagem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Limpeza e reperfilamento das Linhas de \u00c1gua existentes:<\/li>\n<li>Valas sec\u00e7\u00e3o triangular: 960 m<\/li>\n<li>Valas sec\u00e7\u00e3o trapezoidal: 1535 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Elevat\u00f3ria encontra-se inoperacional devido a actos de vandalismo. Actualmente, a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no per\u00edmetro est\u00e1 a ser realizada graviticamente.<\/p>\n<h3>Alfaiates<\/h3>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O aproveitamento hidroagr\u00edcola de Alfaiates, localiza-se a cerca de 1 km a SW da Vila de Alfaiates, no vale da ribeira de Alfaiates, freguesia da Alfaiates, concelho do Sabugal, distrito da Guarda. Destina-se ao abastecimento de \u00e1gua necess\u00e1ria para satisfazer as necessidades de rega de uma \u00e1rea de 104,4 ha.<\/p>\n<p>A ribeira de Alfaiates, ao longo do seu percurso une-se com a ribeira da Aldeia da Ponte, tomando a designa\u00e7\u00e3o de ribeira de Vilar Maior. Por sua vez, este curso de \u00e1gua vai desaguar na margem direita do Rio C\u00f4a, cuja bacia hidrogr\u00e1fica se insere na bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Douro.<\/p>\n<p>O empreendimento \u00e9 constitu\u00eddo por uma barragem de aterro, uma rede de rega, uma rede vi\u00e1ria e uma rede de drenagem.<\/p>\n<p>As \u00e1guas armazenadas na albufeira e utilizadas na rega s\u00e3o unicamente provenientes das aflu\u00eancias pr\u00f3prias da respectiva bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do Aproveitamento Hidroagr\u00edcola de Alfaiates foi da responsabilidade da ex-Dire\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura da Beira Interior, atualmente integrada na Dire\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura e Pescas do Centro.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Solos<\/em><\/h3>\n<p>No local de implanta\u00e7\u00e3o da barragem a rocha aflorante \u00e9 um granito porfir\u00f3ide de duas micas que se apresenta s\u00e3o a pouco alterado no leito da ribeira, e muito alterado a decomposto em alguns locais das margens.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea correspondente \u00e0 albufeira, os afloramentos de granitos porfir\u00f3ides de matriz grosseira a m\u00e9dia apresentam-se geralmente pouco alterados a s\u00e3os no leito da ribeira, e progressivamente alterados a decompostos \u00e0 medida que aumenta a dist\u00e2ncia ao leito.<\/p>\n<p>Os solos inclu\u00eddos no per\u00edmetro, abrangem os fundos do vale da Ribeira de Alfaiates e de algumas pequenas linhas de \u00e1gua secund\u00e1rias e, em geral, as bases das encostas adjacentes. Situam-se na proximidade da Vila de Alfaiates, sendo a parte principal constitu\u00edda pela baixa aluvionar da ribeira de Alfaiates, com ocupa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola muito intensiva e, naturalmente, dividida por grande n\u00famero de pequenas parcelas.<\/p>\n<p>A \u00e1rea localizada no vale da ribeira de Alfaiates apresenta forma\u00e7\u00f5es aluvionares no fundo do vale principal, e coluvi\u00f5es nos fundos dos vales secund\u00e1rios e das encostas adjacentes.<\/p>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>O clima da regi\u00e3o onde se insere o aproveitamento \u00e9 resultado de factores gerais tais como a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, e de factores regionais e locais, de que se salienta a sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica no bordo ocidental da Meseta Ib\u00e9rica, a leste da Cordilheira Central, o afastamento do Atl\u00e2ntico, e a forma e disposi\u00e7\u00e3o dos principais conjuntos montanhosos do centro de Portugal.<\/p>\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o destes factores determina que a \u00e1rea abrangida pelo aproveitamento hidroagr\u00edcola apresente um clima de tipo continental, temperado, h\u00famido e moderadamente chuvoso.<\/p>\n<p>Os Invernos s\u00e3o muito frios, com a temperatura m\u00ednima m\u00e9dia do m\u00eas mais frio a n\u00e3o exceder, em m\u00e9dia, 1\u00ba C. Observam-se em mais de 40 dias, em m\u00e9dia, temperaturas inferiores a 0\u00ba C.<\/p>\n<p>No Ver\u00e3o, o clima \u00e9 condicionado pela altitude e ainda pela continentalidade, observando-se na regi\u00e3o o tipo moderado, registando-se em m\u00e9dia, temperaturas m\u00e1ximas superiores a 25\u00ba C, com frequ\u00eancia anual inferior a 100 dias. A temperatura m\u00e1xima m\u00e9dia do m\u00eas mais quente n\u00e3o excede, em m\u00e9dia, 29\u00ba C.<\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o global anual m\u00e9dia varia entre 150 e 155 kcal\/cm2.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual ronda os 830 mm. O per\u00edodo chuvoso estende-se de Outubro a Maio e representa cerca de 90% da precipita\u00e7\u00e3o anual. O per\u00edodo seco, ocorre de Junho a Setembro.<\/p>\n<p>As trovoadas ocorrem anualmente, em m\u00e9dia, em 12 dias, repartidas sobretudo pela Primavera e Ver\u00e3o, registando-se a maior frequ\u00eancia em Junho (2,5 dias).<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o sobre a forma de neve ocorre em cerca de 13 dias repartida geralmente pelos meses mais frios (Dezembro a Mar\u00e7o). Tamb\u00e9m se verificam algumas ocorr\u00eancias de granizo e saraiva nos meses de final do Inverno e da Primavera, embora muito pouco frequentes.<\/p>\n<p>A temperatura anual m\u00e9dia do ar na regi\u00e3o \u00e9 de 10,7\u00ba C (Guarda). As temperaturas m\u00e1ximas absolutas ocorrem em Julho, atingindo 35,0\u00ba C. As temperaturas m\u00ednimas absolutas registam-se em Fevereiro (-12,3\u00ba C).<\/p>\n<p>As temperaturas inferiores a 0\u00ba C, ocorrem, em m\u00e9dia, anualmente, em 37 dias, repartidas sobretudo pelos meses de Inverno.<\/p>\n<p>No Ver\u00e3o ocorrem com frequ\u00eancia, temperaturas superiores a 25\u00ba C, destacando-se o m\u00eas de Julho com 14 dias, em m\u00e9dia, num total anual de 40 dias.<\/p>\n<p>Nos meses mais frios, a acumula\u00e7\u00e3o do ar arrefecido durante a noite no fundo do vale da ribeira de Alfaiates, principalmente na \u00e1rea da albufeira, poder\u00e1 determinar um decr\u00e9scimo significativo das temperaturas m\u00ednimas durante a madrugada e manh\u00e3, que poder\u00e3o descer frequentemente a valores negativos.<\/p>\n<p>A \u00e1rea do aproveitamento n\u00e3o beneficia da situa\u00e7\u00e3o de abrigo proporcionada pela Serra da Estrela, verificando-se, por vezes, um acr\u00e9scimo na frequ\u00eancia e velocidade do vento, sobretudo do rumo NW. Com ventos do quadrante Sul, verifica-se uma redu\u00e7\u00e3o significativa pela interposi\u00e7\u00e3o da Serra da Malcata.<\/p>\n<p>Nos dias calmos, em que a circula\u00e7\u00e3o geral n\u00e3o \u00e9 predominante, podem ter significado os ventos de vale e de montanha.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea do aproveitamento, a acumula\u00e7\u00e3o de ar frio durante a noite, contribui para a ocorr\u00eancia de teores de humidade do ar superiores a 86%. \u00c0 tarde, devido \u00e0 temperatura ligeiramente superior que se verifica no vale da ribeira de Alfaiates, a humidade relativa do ar poder\u00e1 descer a valores inferiores aos verificados na regi\u00e3o (64% \u00e0s 15 horas e 75% \u00e0s 21 horas).<\/p>\n<p>Os nevoeiros s\u00e3o essencialmente de irradia\u00e7\u00e3o, prevendo-se que atinjam uma frequ\u00eancia anual m\u00e9dia de 100 dias. O r\u00e1pido arrefecimento que se verifica ao fim da tarde e a consequente chegada do ar frio proveniente da vertente norte da Serra da Malcata poder\u00e1 determina a forma\u00e7\u00e3o de nevoeiro, sobretudo nos meses de Outono, Inverno e Primavera.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de neblinas durante a madrugada, pela acumula\u00e7\u00e3o de ar frio no vale da ribeira de Alfaiates, poder\u00e1 provocar um maior n\u00famero de dias nebulosos do que os verificados na regi\u00e3o (128 dias).<\/p>\n<p>O valor da insola\u00e7\u00e3o, que poder\u00e1 ser considerado relativamente alto, varia entre as 2.700 e as 2.800 horas.<\/p>\n<p>A evapora\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1.387 mm anualmente, em m\u00e9dia, na Guarda, registando-se o m\u00e1ximo de 240,3 mm em Julho e o m\u00ednimo de 32,6 mm em Janeiro. Na \u00e1rea do empreendimento, devido ao pequeno acr\u00e9scimo da temperatura e por se tratar de uma \u00e1rea mais exposta, admite-se que a evapora\u00e7\u00e3o seja ligeiramente superior \u00e0 verificada na Guarda.<\/p>\n<p>O orvalho verifica-se anualmente, em m\u00e9dia em 43,5 dias, repartidos sobretudo pelos meses de Abril a Outubro. Nos meses mais frios, em que a temperatura desce abaixo de 0\u00ba C, forma-se geada, registando-se anualmente 42,5 dias, principalmente durante o Inverno.<\/p>\n<p>A evapotranspira\u00e7\u00e3o potencial anual m\u00e9dia \u00e9 de 670 mm, verificando-se os valores mais elevados de Junho a Agosto. A evapotranspira\u00e7\u00e3o real, condicionada pela reserva \u00fatil de \u00e1gua no solo de Maio a Setembro, \u00e9 de 457 mm, com o valor mensal m\u00e9dio mais elevado em Junho e m\u00ednimo em Janeiro.<\/p>\n<p>O clima da regi\u00e3o \u00e9 pouco h\u00famido com moderada defici\u00eancia de \u00e1gua no ver\u00e3o. Os valores m\u00e9dios da radia\u00e7\u00e3o e da insola\u00e7\u00e3o e os valores das principais vari\u00e1veis clim\u00e1ticas s\u00e3o prop\u00edcios ao bom desenvolvimento de culturas de Primavera\/Ver\u00e3o. A defici\u00eancia de \u00e1gua no ver\u00e3o, embora moderada, confere uma import\u00e2ncia significativa \u00e0 rega como forma de satisfazer as necessidades h\u00eddricas deste tipo de culturas. S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es limitantes para este tipo de uso na \u00e1rea do aproveitamento, os riscos de geadas tardias, as condi\u00e7\u00f5es de enraizamento, a capacidade de reten\u00e7\u00e3o e disponibilidade de nutrientes, o arejamento da zona radicular e o valor do investimento necess\u00e1rio para criar condi\u00e7\u00f5es para realizar eficazmente a rega por gravidade.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>Faz parte do aproveitamento uma barragem constitu\u00edda por um corpo principal com um desenvolvimento no coroamento de 206 m, e uma portela, de liga\u00e7\u00e3o ao descarregador de cheias, com 2 m de altura m\u00e1xima e 340 m de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A bacia hidrogr\u00e1fica, na sec\u00e7\u00e3o da barragem, tem cerca de 20 km2.<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o do corpo da barragem houve a preocupa\u00e7\u00e3o de selecionar para a zona central os materiais mais finos e sem elementos de grandes dimens\u00f5es, resultando assim um perfil praticamente homog\u00e9neo.<\/p>\n<p>A superf\u00edcie inundada \u00e0 cota 801,0 m \u00e9 de 22 ha, corresponde \u00e0 cota de pleno armazenamento (NPA) e permite armazenar 0,854 x 106 m3 de \u00e1gua. \u00c1 cota de 802,5 m, verifica-se o n\u00edvel de m\u00e1xima cheia (NMC), e a albufeira ocupa uma \u00e1rea de 25,3 ha.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os anexos da barragem incluem um descarregador de cheias e uma descarga de fundo coincidente com o circuito hidr\u00e1ulico da tomada de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 barragem faz-se pela margem esquerda da ribeira por um caminho j\u00e1 existente, ou em alternativa pelos caminhos da rede de rega.<\/p>\n<p>A \u00e1gua armazenada na albufeira \u00e9 captada numa torre de capta\u00e7\u00e3o de sec\u00e7\u00e3o circular, com acesso atrav\u00e9s de passadi\u00e7o. A entrada de \u00e1gua para o seu interior \u00e9 feita atrav\u00e9s de duas aberturas com as dimens\u00f5es de 0,50 x 0,50 e de 0,80 x 1,10 m. A obtura\u00e7\u00e3o destas aberturas faz-se atrav\u00e9s de v\u00e1lvulas planas manobradas do topo da torre. Acopladas \u00e0s v\u00e1lvulas existem grelhas met\u00e1licas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00e1gua captada \u00e9 conduzida at\u00e9 \u00e0 c\u00e2mara de decanta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s duma conduta em a\u00e7o de 500 mm de di\u00e2metro, executada ap\u00f3s conclus\u00e3o da barragem.<\/p>\n<p>A zona de rega pode ser divida em dois blocos. Um localizado logo a jusante do local da barragem, com uma \u00e1rea aproximada de 20 ha, e outro, com cerca de 80 ha, que se desenvolve ao longo da ribeira de Alfaiates.<\/p>\n<p>A rede de rega, com uma extens\u00e3o de 7.148 metros, conduz a \u00e1gua entre uma c\u00e2mara de decanta\u00e7\u00e3o e o per\u00edmetro a beneficiar com uma \u00e1rea de 104,4 ha. Esta rede permite efetuar a rega por mini-aspers\u00e3o, em baixas press\u00f5es, para al\u00e9m dos processos tradicionais de rega por superf\u00edcie, principalmente a rega por sulcos.<\/p>\n<p>\u00c9 uma rede ramificada onde n\u00e3o foi instalado qualquer dispositivo para prote\u00e7\u00e3o das condutas contra o golpe de ar\u00edete, atendendo a que as velocidades m\u00e9dias de escoamento s\u00e3o relativamente reduzidas na maior parte dos tro\u00e7os, e, porque a probabilidade de fecho simult\u00e2neo de todas as tomadas \u00e9 muito reduzida. Considerou-se que a elasticidade da tubagem \u00e9 suficiente para suportar os regimes transit\u00f3rios que possam ocorrer.<\/p>\n<p>A rede de rega \u00e9 constitu\u00edda por um conjunto de condutas em PVC que admitem uma press\u00e3o de servi\u00e7o de 6 kg\/cm2, com di\u00e2metros a variar entre 400 e 125 mm.<\/p>\n<p>Os ramais das tomadas e ventosas s\u00e3o em a\u00e7o galvanizado, com prote\u00e7\u00e3o anti-corrosiva suplementar atrav\u00e9s de pintura com base em resinas epoxy.<\/p>\n<p>Os maci\u00e7os de amarra\u00e7\u00e3o s\u00e3o em bet\u00e3o B15 e as prote\u00e7\u00f5es das condutas nos atravessamentos de caminhos e linhas de \u00e1gua s\u00e3o em bet\u00e3o B25. Os maci\u00e7os foram executados em escava\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, n\u00e3o foram permitidos aterros entre a superf\u00edcie de encosto dos maci\u00e7os e os taludes da vala para instala\u00e7\u00e3o das tubagens.<\/p>\n<p>A rede vi\u00e1ria, para al\u00e9m dos caminhos j\u00e1 existentes, \u00e9 constitu\u00edda por dois caminho. Um que se desenvolve de NE para S at\u00e9 ao encontro da ribeira de Alfaiates. O outro, com origem no tro\u00e7o final do caminho anteriormente referido, dirige-se \u00e0 ribeira de Alfaiates, seguindo na dire\u00e7\u00e3o O e inflectindo para SE, atravessa um afluente da margem direita da ribeira de Alfaiates at\u00e9 ao cruzamento com um caminho j\u00e1 existente na zona S do aproveitamento, onde termina.<\/p>\n<p>Para garantir a drenagem de toda a \u00e1rea do aproveitamento e atendendo \u00e0s caracter\u00edsticas dos solos, textura franca com boa drenagem interna, considerou-se ser apenas necess\u00e1rio proceder \u00e0 limpeza e desassoreamento da Ribeira de Alfaiates e ao seu afluente da margem direita.<\/p>\n<p>Procedeu-se \u00e0 desmata\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o que se encontrava em excesso nos taludes das ribeiras e foram retirados os sedimentos depositados no leito. No total, procedeu-se \u00e0 limpeza de 4.050 m de leitos de ribeira.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A CCDRC, IP e a Junta de Agricultores de Alfaiates s\u00e3o as entidades respons\u00e1veis pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3><em>Ficha de caracteriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71388 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-800x512.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"512\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-200x128.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-400x256.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-460x295.png 460w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-500x320.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-600x384.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-700x448.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-768x492.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7-800x512.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro7.png 903w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71389 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-800x722.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"722\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-13x12.png 13w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-200x181.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-400x361.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-500x451.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-600x542.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-700x632.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-768x693.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8-800x722.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro8.png 894w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<p><strong>Barragem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tipo: Aterro com sec\u00e7\u00e3o trapezoidal e perfil zonado<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima acima do n\u00edvel da funda\u00e7\u00e3o: 18,5 m<\/li>\n<li>Altura acima do terreno natural: 16 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 804 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento do coroamento: 206 m<\/li>\n<li>Largura do coroamento: 6 m<\/li>\n<li>Fecho da portela:<\/li>\n<li>Tipo: Aterro homog\u00e9neo<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima: 2 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento do coroamento: 342 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 804 m<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de montante: 2,8\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de jusante: 2,5\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Volume do corpo da barragem: 0,086 x 106 m3<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Albufeira:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea inundada (NPA): 22 ha<\/li>\n<li>\u00c1rea inundada (NMC): 25,3 ha<\/li>\n<li>Capacidade (NPA): 0,854 x 106 m3<\/li>\n<li>Capacidade \u00fatil: 0,650 x 106 m3<\/li>\n<li>N\u00edvel de Plena Armazenamento (NPA): 801 m<\/li>\n<li>N\u00edvel de M\u00e1xima Cheia (NMC): 802,50 m<\/li>\n<li>N\u00edvel m\u00ednimo de explora\u00e7\u00e3o (Nme): 795,50 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarga de fundo e tomada de \u00e1gua:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Central na zona do antigo leito da ribeira<\/li>\n<li>Tipo: Torre em bet\u00e3o de sec\u00e7\u00e3o circular seguida de conduta sob o terreno, aproveitando a conduta que serviu de desvio provis\u00f3rio. O circuito da descarga de fundo \u00e9 comum ao da tomada de \u00e1gua at\u00e9 \u00e0 deriva\u00e7\u00e3o para o sistema de rega (by-pass). Deste ponto para jusante, a conduta da descarga de fundo prolonga-se por um convergente at\u00e9 atingir o di\u00e2metro de 350 mm, a que se segue uma curva em perfil. Na extremidade da curva localiza-se um pequeno trecho recto que antecede a v\u00e1lvula de regula\u00e7\u00e3o com o mesmo di\u00e2metro, v\u00e1lvula de jacto oco.<\/li>\n<li>A deriva\u00e7\u00e3o para a rede de rega, em a\u00e7o com 500 mm de di\u00e2metro, termina numa c\u00e2mara de decanta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Di\u00e2metro interior da torre: 2,00 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da conduta: 500 mm (a\u00e7o)<\/li>\n<li>Caudal de dimensionamento da tomada de \u00e1gua: 0,18 m3\/s<\/li>\n<li>Caudal descarregado na v\u00e1lvula de jacto oco (NPA): 1,2 m3\/s<\/li>\n<li>Controlo a montante: 2 v\u00e1lvulas planas (comportas corredi\u00e7a)<\/li>\n<li>Controle a jusante: V\u00e1lvula de jacto oco, di\u00e2metro 350 mm<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarregador de cheias:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Margem direita<\/li>\n<li>Tipo de soleira: Em labirinto<\/li>\n<li>Tipo de controlo: Sem controlo<\/li>\n<li>Tipo de descarregador: Canal de encosta<\/li>\n<li>Cota da crista da soleira: 801,00 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento da crista: 38,02 m<\/li>\n<li>Caudal de dimensionamento: 96 m3\/s<\/li>\n<li>Per\u00edodo de retorno: 1000 anos<\/li>\n<li>Canal de descarga em bet\u00e3o com sec\u00e7\u00e3o rectangular ligeiramente convergente<\/li>\n<li>Largura: 7,50 m (reduzindo para jusante)<\/li>\n<li>Comprimento: 91,61 m<\/li>\n<li>Declive: De 0,06 % a 0,23 %<\/li>\n<li>Dissipa\u00e7\u00e3o de energia: Salto de esqui<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de rega:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea a regar: 104,4 ha<\/li>\n<li>Material: PVC<\/li>\n<li>Press\u00e3o de servi\u00e7o: 6 kg\/cm2<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 7.148 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: Varia de 400 a 125 mm<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede Vi\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Caminhos existentes melhorados: 4.430 m<\/li>\n<li>Perfil transversal: 4 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de Drenagem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Limpeza e desassoreamento de duas ribeiras:<\/li>\n<li>Comprimento total: 4.050 m<\/li>\n<li>Largura m\u00e9dia: 8 m<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Cerejo<\/h3>\n<h3><em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>O aproveitamento hidroagr\u00edcola de Cerejo\/Vila Franca das Naves, domina uma \u00e1rea total de 448,8 hectares, desenvolve-se ao longo das margens das ribeiras de Massueime, Cerejo e outras de menor import\u00e2ncia, ocupando terrenos pertencentes \u00e0s freguesias de Bou\u00e7a Cova e Cerejo do concelho de Pinhel e as de Vila Franca das Naves e Moimentinha no concelho de Trancoso. Com a constru\u00e7\u00e3o deste empreendimento, do qual fazem parte a barragem e respectivos \u00f3rg\u00e3os anexos, um sistema elevat\u00f3rio e um sistema de rega, pretende-se distribuir \u00e1gua em press\u00e3o a toda a \u00e1rea beneficiada pelo regadio.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da finalidade referida, e na sequ\u00eancia de um pedido formulado pelo Munic\u00edpio de Pinhel, foi autorizada e est\u00e1 a decorrer, a capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para abastecimento p\u00fablico \u00e0s povoa\u00e7\u00f5es de Alverca da Beira e Bou\u00e7a Cova.<\/p>\n<p>A albufeira e a barragem constru\u00eddas na ribeira do Cerejo, localizam-se na freguesia de Bou\u00e7a Cova, junto \u00e0 povoa\u00e7\u00e3o do mesmo nome. A rede de rega e todos os restantes elementos constru\u00eddos, distribuem-se pelas freguesias de Bou\u00e7a Cova e Cerejo do concelho de Pinhel e as de Vila Franca das Naves e Moimentinha no concelho de Trancoso, distrito da Guarda.<\/p>\n<p>O curso de \u00e1gua principal, da bacia corre de Sul para Norte, constitui um dos afluentes da margem esquerda da ribeira de Massueime que por sua vez \u00e9 afluente do rio C\u00f4a, cuja bacia hidrogr\u00e1fica se insere na bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Douro.<\/p>\n<p>As \u00e1guas armazenadas na albufeira e utilizadas na rega s\u00e3o unicamente provenientes das aflu\u00eancias pr\u00f3prias da respectiva bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do Aproveitamento Hidroagr\u00edcola de Cerejo\/Vila Franca das Naves foi da responsabilidade da ex-Direc\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura da Beira Interior, actualmente integrada na Direc\u00e7\u00e3o Regional de Agricultura e Pescas do Centro.<\/p>\n<h3><em>Caracteriza\u00e7\u00e3o edafo-clim\u00e1tica<\/em><\/h3>\n<h3><em>Solos<\/em><\/h3>\n<p>Os solos inclu\u00eddos no per\u00edmetro, s\u00e3o na sua maior parte solos de textura ligeira a mediana, nomeadamente, franco-arenosos, arenosos-francos e francos e, apresentam uma estrutura fraca a inexistente. De referir que o len\u00e7ol fre\u00e1tico pode subir temporariamente a menos de 150 cm de profundidade, sobretudo no fundo dos vales.<\/p>\n<h3><em>Clima<\/em><\/h3>\n<p>Trata-se de uma regi\u00e3o de clima mesot\u00e9rmico com evapotranspira\u00e7\u00e3o potencial anual m\u00e9dia de 1013 mm, com d\u00e9fice de \u00e1gua moderado no Ver\u00e3o, sendo este pouco quente e extenso. Como acontece em todo o pa\u00eds, na regi\u00e3o existe um desfasamento entre o regime t\u00e9rmico e o regime pluviom\u00e9trico, verificando-se alguma irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o inter-mensal da temperatura. Os meses mais quentes, Julho e Agosto, s\u00e3o os que apresentam menores precipita\u00e7\u00f5es. A precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual da regi\u00e3o \u00e9 de cerca de 1150 mm, decorrendo o per\u00edodo chuvoso, em ano m\u00e9dio, entre Outubro e Abril, com uma ocorr\u00eancia de cerca de 80% da precipita\u00e7\u00e3o total anual.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o de temperatura m\u00e9dia do ar ao longo dos meses \u00e9 relativamente alta devido essencialmente ao facto de se tratar de uma zona interior. Verifica-se um m\u00e1ximo em Julho e Agosto e um m\u00ednimo em Janeiro e Dezembro. A amplitude da varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual da temperatura do ar \u00e9 de 14,6\u00ba C.<\/p>\n<p>Como acontece em todo o pa\u00eds, na regi\u00e3o existe um desfasamento entre o regime t\u00e9rmico e o regime pluviom\u00e9trico, isto \u00e9, os meses mais quentes, Julho e Agosto, s\u00e3o os que apresentam menores precipita\u00e7\u00f5es. Verificam-se menores quantitativos de precipita\u00e7\u00e3o no auge da esta\u00e7\u00e3o seca, no Ver\u00e3o, e ocorr\u00eancia de um m\u00e1ximo de precipita\u00e7\u00e3o no Inverno, coincidente com os meses de menores temperaturas.<\/p>\n<p>Os valores m\u00e1ximos da humidade relativa do ar ocorrem durante a madrugada e s\u00e3o menores durante a tarde. A varia\u00e7\u00e3o anual da humidade relativa \u00e9 elevada traduzindo a continentalidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o do aproveitamento verificam-se em m\u00e9dia 50 dias de geada por ano, mais precisamente entre os meses de Outubro e Maio, com especial incid\u00eancia nos meses de Novembro a Abril.<\/p>\n<p>A nebulosidade na regi\u00e3o decresce dos meses de Inverno, para os meses de Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Os meses de vento mais forte s\u00e3o os de Novembro a Mar\u00e7o com velocidades m\u00e9dias da ordem dos 19 km\/h. No Ver\u00e3o \u00e9 um pouco mais ligeiro mas n\u00e3o baixa muito dos 14 km\/h.<\/p>\n<p>Considerando a evapora\u00e7\u00e3o como o processo de perda de vapor de \u00e1gua para a atmosfera, a partir de superf\u00edcies aqu\u00e1ticas, verificamos que os valores mais elevados ocorrem, em m\u00e9dia nos meses de Ver\u00e3o, Julho (225,8 mm) e Agosto (235,9 mm).<\/p>\n<p>Na zona do aproveitamento, principalmente nas zonas de melhores solos, verifica-se que a estrutura fundi\u00e1ria \u00e9 constitu\u00edda por explora\u00e7\u00f5es de pequena dimens\u00e3o e muito parceladas. Cerca de 95 % das explora\u00e7\u00f5es t\u00eam menos de 15 ha, variando o n\u00famero de parcelas de cada uma, entre 2 e 12, (existem cerca de 1200 pr\u00e9dios).<\/p>\n<p>Na \u00e1rea agora beneficiada j\u00e1 se pratica alguma agricultura de regadio, com rega de gravidade (sulcos e caldeiras) e localizada (gota a gota, anti-geada), a partir de capta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua particulares (po\u00e7os). De acordo com as caracter\u00edsticas anteriormente referidas, consideramos que a utiliza\u00e7\u00e3o futura do solo na \u00e1rea do aproveitamento, deveria incidir, principalmente, em culturas arvenses ou hort\u00edcolas e prados permanentes, pomares de macieiras, e vinhas.<\/p>\n<h3><em>Infraestruturas colectivas<\/em><\/h3>\n<p>Fazem parte do aproveitamento, a albufeira e a barragem constru\u00eddas na ribeira do Cerejo, e as redes de rega, vi\u00e1ria e de drenagem.<\/p>\n<p>A barragem tem um perfil de terra homog\u00e9neo, com materiais selecionados na zona central. \u00c9 constitu\u00edda por um corpo principal com um desenvolvimento no coroamento de 323 m, e uma portela que se estende pela encosta esquerda do vale, de pequena altura e 266 m de desenvolvimento.<\/p>\n<p>O sistema elevat\u00f3rio \u00e9 constitu\u00eddo por grupos electrobomba e filtros, conduta elevat\u00f3ria e reservat\u00f3rio. Os edif\u00edcios, da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e dos filtros, est\u00e3o implantados pr\u00f3ximo da estrutura terminal do circuito da tomada de \u00e1gua da barragem, na margem direita da ribeira de Cerejo. A liga\u00e7\u00e3o desta central ao reservat\u00f3rio, implantado na encosta da margem direita, efectua-se por uma conduta enterrada com cerca de 300 m de comprimento.<\/p>\n<p>A \u00e1rea inundada ao n\u00edvel de pleno armazenamento (NPA) \u00e9 cerca de 68 ha. A esta cota, a capacidade \u00fatil da albufeira estima-se em cerca de 4,680 x 106 m3, correspondente a cerca de 173 % das necessidades de \u00e1gua em ano m\u00e9dio e a cerca de 138 % das aflu\u00eancias igualmente em ano m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A bacia hidrogr\u00e1fica, na sec\u00e7\u00e3o da barragem, tem cerca de 14,5 km2.<\/p>\n<p>As principais caracter\u00edsticas dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a e explora\u00e7\u00e3o da barragem s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Descarregador de cheias: em bet\u00e3o, na margem esquerda, com soleira espessa (WES), em posi\u00e7\u00e3o frontal, com desenvolvimento em bico de pato; canal de descarga rectangular e convergente, terminando numa estrutura de dissipa\u00e7\u00e3o de energia do tipo salto de esqui<\/li>\n<li>Torre de tomada de \u00e1gua: com sec\u00e7\u00e3o circular em bet\u00e3o, do tipo selectivo, com tr\u00eas n\u00edveis de capta\u00e7\u00e3o, grelhas e v\u00e1lvulas murais accion\u00e1veis manualmente ao n\u00edvel superior da torre; acesso atrav\u00e9s de um passadi\u00e7o com origem no coroamento da barragem, apoiado em pilares interm\u00e9dios e desenvolvendo-se em arco<br \/>\nconduta de descarga de fundo e tomada de \u00e1gua: fundada sob o aterro da barragem, tem in\u00edcio na base da torre, terminando na extremidade, com uma v\u00e1lvula de jacto oco; na deriva\u00e7\u00e3o para o sistema elevat\u00f3rio da rede de rega, est\u00e1 montada uma v\u00e1lvula de borboleta; esta estrutura cont\u00e9m ainda um circuito hidr\u00e1ulico destinado \u00e0 descarga do caudal ecol\u00f3gico<\/li>\n<li>O edif\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, no p\u00e9 de barragem, \u00e9 formado por tr\u00eas m\u00f3dulos principais: sala de grupos, sala de quadros, e posto de transforma\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o \u00e9 equipada com dois grupos electrobomba de eixo horizontal e uma unidade auxiliar de eixo vertical. As unidades principais t\u00eam capacidade de debitar um caudal m\u00e1ximo de 600 l\/s.<\/p>\n<p>A jusante da esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria existe outro edif\u00edcio onde est\u00e1 instalada a esta\u00e7\u00e3o de filtragem com quatro unidades de funcionamento em press\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre a esta\u00e7\u00e3o de filtragem e a rede de rega est\u00e1 intercalado um reservat\u00f3rio para comando do funcionamento do sistema. A liga\u00e7\u00e3o entre o colector geral de compress\u00e3o e o reservat\u00f3rio \u00e9 feito em conduta enterrada em FFD, com di\u00e2metro de 500 e 700 mm e um desenvolvimento de cerca de 300 m.<\/p>\n<p>O reservat\u00f3rio est\u00e1 implantado na encosta da margem direita, \u00e9 em bet\u00e3o armado, tem uma geometria cil\u00edndrica com di\u00e2metro interno de 10 m e altura total de 4,20 m. A sua capacidade \u00fatil \u00e9 de 243 m3.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 barragem, \u00e0 esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria e ao reservat\u00f3rio faz-se a partir da povoa\u00e7\u00e3o de Bou\u00e7a Cova.<\/p>\n<p>O per\u00edmetro de rega est\u00e1 dimensionado para uma distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua a pedido e em press\u00e3o, a partir de um sistema elevat\u00f3rio comandado por reservat\u00f3rio elevado.<\/p>\n<p>A rede de rega tem aproximadamente 44 km de condutas, dos quais cerca de 4,7 km em bet\u00e3o pr\u00e9-esfor\u00e7ado com alma de a\u00e7o, DN 700 e DN 600, 21,4 km em PVC r\u00edgido, DN 500 a DN 90 e, 17,9 km de rede de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela em PEAD, DN 90 e DN 75.<\/p>\n<p>A rede vi\u00e1ria j\u00e1 existente na \u00e1rea do aproveitamento era bastante razo\u00e1vel, tendo sido melhorados os caminhos agr\u00edcolas existentes. Estabelecem liga\u00e7\u00f5es entre eixos vi\u00e1rios mais importantes e permitem o acesso \u00e0s zonas interiores do per\u00edmetro.<\/p>\n<p>Os novos caminhos constru\u00eddos destinam-se a estabelecer o acesso \u00e0 barragem e ao reservat\u00f3rio, \u00e0 esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, e \u00e0 margem esquerda da albufeira.<\/p>\n<p>Para garantir a drenagem de toda a \u00e1rea do aproveitamento e conforme previsto no projecto, procedeu-se \u00e0 desmata\u00e7\u00e3o, limpeza, corte de vegeta\u00e7\u00e3o arbustiva do leito, taludes e margens das linhas de \u00e1gua.<\/p>\n<h3><em>Gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>A CCDRC, IP e a Junta de Agricultores do Cerejo s\u00e3o as entidades respons\u00e1veis pela gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do aproveitamento.<\/p>\n<h3><em>Ficha de caracteriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<h3><em>Localiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71390 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-800x537.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"537\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-18x12.png 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-200x134.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-400x268.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-500x336.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-600x403.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-700x470.png 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-768x515.png 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9-800x537.png 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro9.png 918w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<h3><em>Dados Gerais<\/em><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone wp-image-71391\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"921\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428-10x12.png 10w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428-200x230.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428-400x460.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428-500x576.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/hidro10-e1739375254428.png 596w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/div>\n<div>\n<h3><em>Infraestruturas existentes<\/em><\/h3>\n<p><strong>Barragem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tipo: Aterro homog\u00e9neo (zona central do aterro com materiais seleccionados)<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima acima do n\u00edvel da funda\u00e7\u00e3o: 25,5 m<\/li>\n<li>Altura acima do terreno natural: 23,3 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 579,5 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento do coroamento: 323,0 m<\/li>\n<li>Largura do coroamento: 7,0 m<\/li>\n<li>Fecho da Portela:<\/li>\n<li>Tipo: Aterro homog\u00e9neo<\/li>\n<li>Altura m\u00e1xima: 4,5 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento do coroamento: 266,0 m<\/li>\n<li>Cota do coroamento: 579,5 m<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de montante: 2,8\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Inclina\u00e7\u00e3o do paramento de jusante: 2,0\/1 (H\/V)<\/li>\n<li>Volume do corpo da barragem: 0,220 x 106 m3<\/li>\n<li>Volume total da barragem: 0,258 x 106 m3<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Albufeira:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea inundada (NPA): 68 ha<\/li>\n<li>Capacidade (NPA): 4,867 x 106 m3<\/li>\n<li>Capacidade \u00fatil: 4,684 x 106 m3<\/li>\n<li>N\u00edvel de Plena Armazenamento (NPA): 577,0 m<\/li>\n<li>N\u00edvel de M\u00e1xima Cheia (NMC): 578,0 m<\/li>\n<li>N\u00edvel m\u00ednimo de explora\u00e7\u00e3o (Nme): 561,0 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarga de fundo e tomada de \u00e1gua:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Central<\/li>\n<li>Tipo: Torre em bet\u00e3o de sec\u00e7\u00e3o circular seguida de conduta em bet\u00e3o, com 1200 mm de di\u00e2metro interno, fabricada in situ, envolvida em maci\u00e7o de bet\u00e3o armado, sem colares corta-\u00e1guas. O circuito da descarga de fundo \u00e9 comum ao da tomada de \u00e1gua at\u00e9 \u00e0 deriva\u00e7\u00e3o para o sistema de rega (by-pass). Deste ponto para jusante, segue-se um tro\u00e7o convergente para o di\u00e2metro de 350 mm, a que se segue um tro\u00e7o com o mesmo di\u00e2metro, na extremidade do qual foi montada uma v\u00e1lvula de jacto oco DN 350\/PN 6. A deriva\u00e7\u00e3o para a rede de rega, inicia-se por uma junta de montagem e desmontagem, seguida de um t\u00ea, tamb\u00e9m met\u00e1lico, onde tem inicio a deriva\u00e7\u00e3o para a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria.<\/li>\n<li>Di\u00e2metro interior da torre: 2,00 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da conduta: 1.200 mm (bet\u00e3o)<\/li>\n<li>Caudal de ponta de rega: 0,6 m3\/s<\/li>\n<li>Caudal descarregado na v\u00e1lvula de jacto oco (NPA): 1,5 m3\/s<\/li>\n<li>Controlo a montante: 3 v\u00e1lvulas planas (comportas corredi\u00e7a)<\/li>\n<li>Controle a jusante da descarga de fundo: V\u00e1lvula de jacto oco, DN 350 mm<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da deriva\u00e7\u00e3o para a esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria: 0,7 m<\/li>\n<li>Di\u00e2metro da v\u00e1lvula de seccionamento: 0,5 m<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Descarregador de cheias:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o: Margem esquerda<\/li>\n<li>Posi\u00e7\u00e3o: Frontal<\/li>\n<li>Tipo de soleira: Em labirinto<\/li>\n<li>Tipo de controlo: Sem controlo<\/li>\n<li>Tipo de descarregador: Canal de encosta<\/li>\n<li>Cota da crista da soleira: 578,0 m<\/li>\n<li>Desenvolvimento da crista: 30,0 m<\/li>\n<li>Caudal m\u00e1ximo descarregado: 43,4 m3\/s<\/li>\n<li>Per\u00edodo de retorno: 1000 anos<\/li>\n<li>Canal de descarga em bet\u00e3o de sec\u00e7\u00e3o rectangular gradualmente convergente<\/li>\n<li>Largura: De 10,05 a 2,7 m<\/li>\n<li>Comprimento: 140,0 m<\/li>\n<li>Declive: i1 = 0,035, i2 = 0,103 e i3 = 0,3297<\/li>\n<li>Dissipa\u00e7\u00e3o de energia: Salto de esqui<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de rega:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea a regar: 448,8 ha<\/li>\n<li>Conduta Adutora:\n<ul>\n<li>Material: FFD, k=9<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: DN 700<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 24 m<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Esta\u00e7\u00e3o Elevat\u00f3ria:\n<ul>\n<li>Grupos Electrobomba:\n<ul>\n<li>2 de 175 kw (Caudal=0,30 m3\/s, Altura Manom\u00e9trica= 45 m.c.a)<\/li>\n<li>1 de 2,5 kw (Caudal=15 m3\/h, Altura Manom\u00e9trica= 45 m.c.a.)<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Esta\u00e7\u00e3o de Filtragem:\n<ul>\n<li>Quantidade: 4<\/li>\n<li>Tipo: DN 350 mm para 1 MPa (limpeza autom\u00e1tica em contra corrente)<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Conduta Elevat\u00f3ria:\n<ul>\n<li>Material: FFD, k=9<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: DN 700 + DN 500<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 22 m + 281 m<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Reservat\u00f3rio de Regulariza\u00e7\u00e3o:\n<ul>\n<li>Material: Bet\u00e3o armado<\/li>\n<li>Volume \u00fatil: 243 m3<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Material: Bet\u00e3o pr\u00e9-esfor\u00e7ado com alma de a\u00e7o (PN 0,8 e PN 0,6 Mpa)<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 4,7 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: DN 700 e DN 600<\/li>\n<li>Material: PVC (PN 1,0 e 0,6 Mpa)<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 21,4 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: DN 500 a DN 90<\/li>\n<li>Material: PEAD (PN 1,0 Mpa)<\/li>\n<li>Extens\u00e3o: 17,9 km<\/li>\n<li>Di\u00e2metro: DN 90 a DN 75<\/li>\n<\/ul>\n<p>Rede Vi\u00e1ria:<\/p>\n<ul>\n<li>Caminhos existentes melhorados: 11,8 km<\/li>\n<li>Caminho de acesso \u00e0 margem esquerda: 1,4 km<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rede de Drenagem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Desmata\u00e7\u00e3o, limpeza, corte de vegeta\u00e7\u00e3o arbustiva do leito, taludes e margens das linhas de \u00e1gua:<\/li>\n<li>\u00c1rea intervencionada: 46.500 m2<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":75,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-71319","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71319"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71392,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71319\/revisions\/71392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}