{"id":70306,"date":"2025-01-17T09:20:38","date_gmt":"2025-01-17T09:20:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=70306"},"modified":"2025-03-12T12:56:14","modified_gmt":"2025-03-12T12:56:14","slug":"pescas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/pescas\/","title":{"rendered":"Pescas"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>As distintas atividades das pescas t\u00eam uma representa\u00e7\u00e3o expressiva na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da CCDR Centro, I.P., sendo a frota de pesca (local, costeira e do largo), pesca apeada, ind\u00fastria transformadora (salga e secagem, congelados e conservas), aquicultura (piscicultura, moluscicultura e conexos), produ\u00e7\u00e3o de sal e pesca l\u00fadica.<\/p>\n<p>Em termos geogr\u00e1ficos verifica-se uma concentra\u00e7\u00e3o da atividade nas comunidades ribeirinhas da Ria de Aveiro e em menor escala no estu\u00e1rio do Mondego, junto \u00e0 Figueira da Foz.<\/p>\n<p>A jurisdi\u00e7\u00e3o mar\u00edtima do litoral da zona centro \u00e9 exercida pelas capitanias do Porto de Aveiro (a partir de Cortega\u00e7a) e Porto da Figueira da Foz (at\u00e9 Pedr\u00f3g\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Pescadores matriculados<\/strong><\/p>\n<p>Em 2023 estavam registados em Portugal 14 125 pescadores, pr\u00f3ximo do efetivo apurado em 2022 (-0,2%), correspondente a menos 34 indiv\u00edduos. A classe et\u00e1ria dominante foi a de \u201c35 a 54 anos\u201d (54,8% do total), sendo que a restante popula\u00e7\u00e3o se distribuiu de forma relativamente uniforme pelos demais grupos et\u00e1rios: \u201c16 a 34 anos\u201d (20,9%) e \u201c55 ou mais anos\u201d (24,3%).<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Norte apresentou o maior n\u00famero de pescadores matriculados (30,3% do total) detendo, simultaneamente, a maior percentagem de inscritos na pesca do cerco (54,8% do total deste segmento). Seguiram-se o Algarve (18,2%), o Oeste e Vale do Tejo (14,0%), R.A. dos A\u00e7ores (13,4%), Centro (9,2%), R. A. da Madeira (5,1%), Pen\u00ednsula de Set\u00fabal (4,7%), Grande Lisboa (3,7%) e por fim o Alentejo com 1,5% do total dos pescadores inscritos.<\/p>\n<p>O Centro destacou-se por deter a maior percentagem de profissionais da pesca do arrasto (39,8%).<\/p>\n<p>A an\u00e1lise por tipo de arte revela que a pesca polivalente foi o segmento que maior n\u00famero de pescadores envolveu, totalizando 72,3% dos inscritos (+2,6 p.p. face a 2022), seguido dos segmentos do cerco (13,7%; 15,5% em 2022), do arrasto (9,1% que compara com 10,0% em 2022) e por \u00faltimo, da pesca em \u00e1guas interiores com 4,9%, (4,7% em 2022).<\/p>\n<p><strong>Pescadores apeados e apanhadores<\/strong><\/p>\n<p>Em 2023 estavam licenciados em Portugal 1 799 apanhadores e pescadores apeados (1 896 em 2022). Os apanhadores de animais marinhos operaram com diversos utens\u00edlios na recolha de v\u00e1rias esp\u00e9cies, conforme definido na legisla\u00e7\u00e3o em vigor no Continente e nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas. Os pescadores apeados operaram com artes de pesca sem aux\u00edlio de embarca\u00e7\u00e3o, designadamente com redes de tresmalho majoeiras, para a pesca de esp\u00e9cies pisc\u00edcolas demersais, com ganchorra de m\u00e3o, para a pesca de bivalves, ou na modalidade de pesca \u00e0 linha.<\/p>\n<p>Comparativamente ao ano anterior, o n\u00famero total de licenciados diminuiu 5,1%, devido \u00e0 tend\u00eancia verificada nas regi\u00f5es Centro (-12,3%), Oeste e Vale do Tejo (-21,6%), Grande Lisboa (-16,9%), Alentejo (-6,7%) e Algarve (-12,4%).<\/p>\n<p>Ainda assim, registaram-se aumentos no Continente, que foram de 20,0%, na regi\u00e3o Norte e 3,3% na Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, bem como nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas, em que o n\u00famero de profissionais cresceu 26,5% na R.A. dos A\u00e7ores e 31,3% na R.A. da Madeira.<\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o da frota de pesca<\/strong><\/p>\n<p>Em 31 de dezembro de 2023, estavam registadas na frota de pesca nacional 6&nbsp;856 embarca\u00e7\u00f5es, com uma arquea\u00e7\u00e3o bruta de 84 799 GT e uma pot\u00eancia propulsora de 342 794 kW. Esta situa\u00e7\u00e3o reflete um decr\u00e9scimo do n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es em 9,9% (-752 unidades), bem como da arquea\u00e7\u00e3o bruta (GT) (-1,7%) e da pot\u00eancia (kW) (-1,4%), face a 2022.<\/p>\n<p>A frota de pesca licenciada em 2023 (frota com autoriza\u00e7\u00e3o para operar com pelo menos uma arte de pesca, numa zona espec\u00edfica e por um determinado per\u00edodo) totalizou 3&nbsp;728 embarca\u00e7\u00f5es, que equivaleram a 54,4% do n\u00famero total de embarca\u00e7\u00f5es, 85,7% do total da arquea\u00e7\u00e3o bruta e 81,8% do total da pot\u00eancia da frota registada em 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n<p>Relativamente a 2022, a frota de pesca licenciada viu reduzir o n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es em 3,8% (-147 unidades), bem como a arquea\u00e7\u00e3o bruta (GT) (-0,8%) e a pot\u00eancia (-0,7%). Em termos regionais, verifica-se que o maior n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es registadas se encontrava no Algarve, com 1 487 unidades (1 702 em 2022), correspondentes a 21,7% do total.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e0 capacidade da frota registada, em termos de arquea\u00e7\u00e3o bruta, permitiu destacar a regi\u00e3o Centro, que representou 33,4% do total (32,9% em 2022), em resultado do maior n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es de pesca do largo que se encontravam registadas nesta regi\u00e3o, comparativamente \u00e0s restantes.<\/p>\n<p>As pequenas embarca\u00e7\u00f5es, com arquea\u00e7\u00e3o bruta inferior a 5 GT, representavam 82,5% do n\u00famero total, contribuindo com 8,8% do total da arquea\u00e7\u00e3o bruta. As grandes embarca\u00e7\u00f5es (mais de 100 GT) contribu\u00edram com 2,4% do n\u00famero total de embarca\u00e7\u00f5es, percentagem superior \u00e0 de 2022 em 0,2 p.p., detendo 65,2% do total da arquea\u00e7\u00e3o bruta (64,5% em 2022).<\/p>\n<p>Relativamente a 2022, o n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es licenciadas por tipo de arte decresceu para as modalidades do anzol (-3,9%), armadilhas (-4,2%), arrasto (-2,4%), redes (-4,9%) e cerco (-2,0%), tendo sido, contudo, registado um acr\u00e9scimo para as \u201coutras artes\u201d (+2,2%).<\/p>\n<p>Em 2023, al\u00e9m do n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es licenciadas a n\u00edvel nacional ter diminu\u00eddo 3,8%, tamb\u00e9m houve redu\u00e7\u00f5es em todas as regi\u00f5es, face a 2022.<\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o regional do volume de capturas de pescado fresco ou refrigerado em 2020, a preponder\u00e2ncia foi tomada pela regi\u00e3o Centro (31,4% que compara com 25,8% em 2019), que refor\u00e7ou a sua posi\u00e7\u00e3o, apesar de ter reduzido o volume de descarga comparativamente ao ano anterior (-2,2%).<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Liga\u00e7\u00f5es \u00fateis<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mar2030.pt\/\">MAR 2030<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgrm.mm.gov.pt\/\">Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Recursos Naturais, Seguran\u00e7a e Servi\u00e7os Mar\u00edtimos (DGRM)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ipma.pt\/\">Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA)<\/a><\/p>\n<p>Consulte <a href=\"https:\/\/www.ine.pt\/xportal\/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=439542305&amp;PUBLICACOESmodo=2\">aqui<\/a> as Estat\u00edsticas da pesca 2023, publicadas pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":9,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-70306","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70306"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74027,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70306\/revisions\/74027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}