{"id":34144,"date":"2012-12-07T16:08:56","date_gmt":"2012-12-07T16:08:56","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-10-23T13:48:20","modified_gmt":"2023-10-23T13:48:20","slug":"34144","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/34144\/","title":{"rendered":"C\u00e9rcea"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>sexta, 07 dezembro 2012<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>DAJ 290\/12<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>Ant\u00f3nio Ramos<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<div>\n<div>A C\u00e2mara Municipal da &#8230;, em of\u00edcio n\u00ba &#8230;, de &#8230;, solicita parecer jur\u00eddico que esclare\u00e7a a quest\u00e3o que se segue.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>De acordo com o Plano de Ordenamento da Orla Costeira &#8230;, no artigo 51\u00ba do seu regulamento, na elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Urbaniza\u00e7\u00e3o da &#8230; e enquanto este n\u00e3o entrar em vigor, a c\u00e9rcea m\u00e1xima na sua \u00e1rea \u00e9 de 7,00 m.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>De acordo com as defini\u00e7\u00f5es do regulamento do POOC, c\u00e9rcea, \u00e9 a \u201cdimens\u00e3o vertical da constru\u00e7\u00e3o, contada a partir do ponto de cota m\u00e9dia do terreno no alinhamento da fachada at\u00e9 \u00e1 linha superior de beirado ou platibanda ou guarda do terra\u00e7o\u201d (artigo 4\u00ba, al\u00ednea t).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Pergunta o munic\u00edpio se est\u00e1 correto o seu entendimento de que \u201ca c\u00e9rcea atr\u00e1s referida deve ser respeitada em todas as fachadas, tomando como cota de refer\u00eancia a do arruamento p\u00fablico que serve o pr\u00e9dio em quest\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Sobre o assunto, informamos:<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Pretende a C\u00e2mara Municipal, em suma, saber qual o crit\u00e9rio para se achar a c\u00e9rcea, mais concretamente qual a fachada que deve ser considerada para esse efeito.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Nesta mat\u00e9ria, e \u00e0 falta de crit\u00e9rio legal, nomeadamente no POOC ou mesmo no D.R. 9\/2009, de 29.5, e para uma resposta mais concreta \u00e0 quest\u00e3o colocada, podemos socorrer-nos da defini\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de c\u00e9rcea constante do Vocabul\u00e1rio Urban\u00edstico da DGOTU, 2004, que \u00e9 a seguinte:<\/div>\n<div>\u201cDimens\u00e3o vertical da constru\u00e7\u00e3o, medida a partir do ponto de cota m\u00e9dia do terreno marginal ao alinhamento da fachada at\u00e9 \u00e0 linha superior do beirado, platibanda ou guarda do terra\u00e7o, incluindo andares recuados, mas excluindo acess\u00f3rios: chamin\u00e9s, casa de m\u00e1quinas de ascensores, dep\u00f3sitos de \u00e1gua, etc.<\/div>\n<div>Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de edif\u00edcios implantados em terrenos onde se verifiquem desn\u00edveis topogr\u00e1ficos, o crit\u00e9rio a adoptar deve precisar qual a fachada que \u00e9 tomada como refer\u00eancia, contemplando sempre a coer\u00eancia global.<\/div>\n<div>Sempre que o crit\u00e9rio atr\u00e1s referido n\u00e3o for especificado deve entender-se que a c\u00e9rcea se reporta \u00e0 fachada cuja linha de intersec\u00e7\u00e3o com o terreno \u00e9 a de menor n\u00edvel altim\u00e9trico\u201d<\/div>\n<div>Temos assim, antes de mais, que competir\u00e1 \u00e0 C\u00e2mara Municipal estabelecer qual o crit\u00e9rio a adotar, ou seja, qual a fachada que toma como refer\u00eancia, quando a situa\u00e7\u00e3o se apresenta como a relatada pelo munic\u00edpio: o caso em que as fachadas laterais e\/ou posteriores, se situam a uma cota inferior \u00e0 da cota principal.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>S\u00f3 quando a C\u00e2mara Municipal n\u00e3o define esse crit\u00e9rio se deve entender, como \u00e9 dito no Vocabul\u00e1rio, que \u201ca c\u00e9rcea se reporta \u00e0 fachada cuja linha de intersec\u00e7\u00e3o com o terreno \u00e9 a de menor n\u00edvel altim\u00e9trico\u201d.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O que n\u00e3o pode a C\u00e2mara Municipal, como se verifica, \u00e9 pretender que a c\u00e9rcea respeite \u201ctodas as fachadas\u201d do edif\u00edcio, pois tal crit\u00e9rio contrataria a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de c\u00e9rcea.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Divis\u00e3o de Apoio Jur\u00eddico<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>(Ant\u00f3nio Ramos)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<div>A C\u00e2mara Municipal da &#8230;, em of\u00edcio n\u00ba &#8230;, de &#8230;, solicita parecer jur\u00eddico que esclare\u00e7a a quest\u00e3o que se segue.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com o Plano de Ordenamento da Orla Costeira &#8230;, no artigo 51\u00ba do seu regulamento, na elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Urbaniza\u00e7\u00e3o da &#8230; e enquanto este n\u00e3o entrar em vigor, a c\u00e9rcea m\u00e1xima na sua \u00e1rea \u00e9 de 7,00 m.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com as defini\u00e7\u00f5es do regulamento do POOC, c\u00e9rcea, \u00e9 a \u201cdimens\u00e3o vertical da constru\u00e7\u00e3o, contada a partir do ponto de cota m\u00e9dia do terreno no alinhamento da fachada at\u00e9 \u00e1 linha superior de beirado ou platibanda ou guarda do terra\u00e7o\u201d (artigo 4\u00ba, al\u00ednea t).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pergunta o munic\u00edpio se est\u00e1 correto o seu entendimento de que \u201ca c\u00e9rcea atr\u00e1s referida deve ser respeitada em todas as fachadas, tomando como cota de refer\u00eancia a do arruamento p\u00fablico que serve o pr\u00e9dio em quest\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sobre o assunto, informamos:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pretende a C\u00e2mara Municipal, em suma, saber qual o crit\u00e9rio para se achar a c\u00e9rcea, mais concretamente qual a fachada que deve ser considerada para esse efeito.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta mat\u00e9ria, e \u00e0 falta de crit\u00e9rio legal, nomeadamente no POOC ou mesmo no D.R. 9\/2009, de 29.5, e para uma resposta mais concreta \u00e0 quest\u00e3o colocada, podemos socorrer-nos da defini\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de c\u00e9rcea constante do Vocabul\u00e1rio Urban\u00edstico da DGOTU, 2004, que \u00e9 a seguinte:<\/div>\n<div>\u201cDimens\u00e3o vertical da constru\u00e7\u00e3o, medida a partir do ponto de cota m\u00e9dia do terreno marginal ao alinhamento da fachada at\u00e9 \u00e0 linha superior do beirado, platibanda ou guarda do terra\u00e7o, incluindo andares recuados, mas excluindo acess\u00f3rios: chamin\u00e9s, casa de m\u00e1quinas de ascensores, dep\u00f3sitos de \u00e1gua, etc.<\/div>\n<div>Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de edif\u00edcios implantados em terrenos onde se verifiquem desn\u00edveis topogr\u00e1ficos, o crit\u00e9rio a adoptar deve precisar qual a fachada que \u00e9 tomada como refer\u00eancia, contemplando sempre a coer\u00eancia global.<\/div>\n<div>Sempre que o crit\u00e9rio atr\u00e1s referido n\u00e3o for especificado deve entender-se que a c\u00e9rcea se reporta \u00e0 fachada cuja linha de intersec\u00e7\u00e3o com o terreno \u00e9 a de menor n\u00edvel altim\u00e9trico\u201d<\/div>\n<div>Temos assim, antes de mais, que competir\u00e1 \u00e0 C\u00e2mara Municipal estabelecer qual o crit\u00e9rio a adotar, ou seja, qual a fachada que toma como refer\u00eancia, quando a situa\u00e7\u00e3o se apresenta como a relatada pelo munic\u00edpio: o caso em que as fachadas laterais e\/ou posteriores, se situam a uma cota inferior \u00e0 da 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