{"id":33773,"date":"2005-10-11T15:03:50","date_gmt":"2005-10-11T15:03:50","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-10-25T13:43:36","modified_gmt":"2023-10-25T13:43:36","slug":"33773","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/33773\/","title":{"rendered":"Carreiras; Progress\u00e3o; Congelamento; Aprendizes"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>ter\u00e7a, 11 outubro 2005<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>179\/2005<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>Jos\u00e9 Manuel Martins de Lima<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<p align=\"justify\">A C\u00e2mara Municipal de &#8230;, pelo of\u00edcio n.\u00ba &#8230;, de &#8230;, coloca a quest\u00e3o de saber se o disposto no n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 43\/2005, de 29 de Agosto, inviabiliza a atribui\u00e7\u00e3o do escal\u00e3o e \u00edndice estabelecidos na lei para os aprendizes aquando da sua transi\u00e7\u00e3o do 2.\u00ba para o 3.\u00ba ano de aprendizagem.<\/p>\n<div align=\"justify\">&nbsp;<\/div>\n<p align=\"justify\">Sobre o assunto cumpre-nos tecer as seguintes considera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">Prescreve o n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 43\/2005, de 29 de Agosto, que \u201co tempo de servi\u00e7o prestado pelos funcion\u00e1rios, agentes e outros trabalhadores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica central, regional e local e pelos demais servidores do Estado entre a data de entrada em vigor da presente lei e 31 de Dezembro de 2006 n\u00e3o \u00e9 contado, para efeitos de progress\u00e3o, em todas as carreiras, cargos e categorias, incluindo as integradas em corpos especiais\u201d (salient\u00e1mos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em face do disposto neste preceito, a tarefa que urgir\u00e1 levar a cabo ser\u00e1 a de precisar o sentido e alcance do conceito de progress\u00e3o e, simultaneamente, aferir da subsun\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o dos aprendizes, no caso, do 2.\u00ba para o 3.\u00ba ano de aprendizagem, no referido conceito.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ora, nos termos do n.\u00ba 1 do art.\u00ba 29.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 184\/89, de 2 de Junho, na actual redac\u00e7\u00e3o, \u201ca progress\u00e3o faz-se pela mudan\u00e7a de escal\u00e3o na mesma categoria\u201d, acrescentando o n.\u00ba 3 do preceito que \u201ca contagem de tempo de servi\u00e7o para efeitos de progress\u00e3o \u00e9 suspensa quando existam raz\u00f5es fundamentadas em desempenho deficiente de fun\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Concomitantemente, estabelece o n.\u00ba 1 do art.\u00ba 19.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 353-A\/89, de 16 de Outubro, na actual redac\u00e7\u00e3o, que \u201ca progress\u00e3o nas categorias faz-se por mudan\u00e7a de escal\u00e3o\u201d, fazendo, os n.\u00bas 2 e 3 do preceito, depender a sua concretiza\u00e7\u00e3o da verifica\u00e7\u00e3o cumulativa de dois requisitos \u2013 perman\u00eancia, no escal\u00e3o imediatamente anterior, de determinados m\u00f3dulos de tempo (n.\u00ba 2) e classifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o superior a \u201cN\u00e3o satisfat\u00f3rio\u201d (n.\u00ba 3).<\/p>\n<p align=\"justify\">Esclarecido que est\u00e1 o facto de s\u00f3 poder haver lugar a progress\u00e3o em categorias (acrescente-se, ou em carreiras de categoria \u00fanica), atrav\u00e9s da mudan\u00e7a de escal\u00e3o, importar\u00e1, agora, delimitar este conceito.<\/p>\n<p align=\"justify\">Diz-nos o art.\u00ba 4.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 248\/85, de 15 de Julho, na actual redac\u00e7\u00e3o, o seguinte:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<div align=\"justify\">\u201cA carreira \u00e9 o conjunto hierarquizado de categorias \u00e0s quais correspondem fun\u00e7\u00f5es da mesma natureza a que os funcion\u00e1rios ter\u00e3o acesso de acordo com antiguidade e o m\u00e9rito evidenciado no desempenho profissional.<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\">Categoria \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o que os funcion\u00e1rios ocupam no \u00e2mbito de uma carreira, fixada de acordo com o conte\u00fado e qualifica\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o ou fun\u00e7\u00f5es, referida \u00e0 escala salarial da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u201d (sublinh\u00e1mos).<\/div>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Serve a transcri\u00e7\u00e3o o prop\u00f3sito de salientar que estar-se integrado numa categoria de uma carreira implica assegurar o desempenho profissionalizado de fun\u00e7\u00f5es correspondentes a necessidades pr\u00f3prias e permanentes dos servi\u00e7os, ocupando um lugar do quadro de pessoal na sequ\u00eancia de uma nomea\u00e7\u00e3o (cfr. art.\u00ba 3.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 248\/85, de 15 de Julho, e art.\u00ba 4.\u00ba do D.L. n.\u00ba 427\/89, de 7 de Dezembro, aplic\u00e1vel \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Local por for\u00e7a do Decreto-lei n.\u00ba 409\/91, de 17 de Outubro, alterado, por ratifica\u00e7\u00e3o, pela Lei n.\u00ba 6\/92, de 29 de Abril).<\/p>\n<p align=\"justify\">Ora, compulsando o regime legal aplic\u00e1vel aos aprendizes, afigura-se-nos evidente n\u00e3o reunirem eles nenhum dos requisitos a que acima se alude.<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, para al\u00e9m de poderem ser recrutados com idade inferior \u00e0 exigida por lei para admiss\u00e3o a concurso e provimento em fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas [cfr. al\u00ednea b) do n.\u00ba 2 do Decreto-lei n.\u00ba 204\/98, de 11 de Julho], acresce que, conforme resulta do disposto no art.\u00ba 13.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 404-A\/98, de 11 de Junho, na actual redac\u00e7\u00e3o, aplicado \u00e0 administra\u00e7\u00e3o local pelo Decreto-lei n.\u00ba 412-A\/98, de 30 de Dezembro, o per\u00edodo de aprendizagem \u00e9 tipificado como um per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o (n.\u00ba 2), findo o qual o aprendiz \u00e9 submetido a um exame de aprendizagem profissional e ao requisito da maioridade (n.\u00ba 3), titulado por um contrato administrativo de provimento (n.\u00ba 4) \u2013 sobre a no\u00e7\u00e3o de contrato vide art.\u00ba 15.\u00ba do D.L. n.\u00ba 427\/89, de 7 de Dezembro, na actual redac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mesmo \u00e9 dizer que um aprendiz n\u00e3o assegura um desempenho profissionalizado de fun\u00e7\u00f5es (antes aprende a desempenh\u00e1-las), satisfazendo, eventualmente e de forma residual, necessidades transit\u00f3rias dos servi\u00e7os e sem ocupar qualquer lugar do quadro de pessoal, auferindo uma remunera\u00e7\u00e3o cujo montante \u00e9 exclusivamente determinado pelo decurso do tempo, reportado a m\u00f3dulos anuais, independentemente do m\u00e9rito ou dem\u00e9rito evidenciados durante a forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ali\u00e1s, e no mesmo sentido, atente-se que aos aprendizes n\u00e3o s\u00e3o atribu\u00eddos quaisquer escal\u00f5es, mas apenas \u00edndices remunerat\u00f3rios, o que por si s\u00f3 os subtrairia ao regime legal da progress\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em face de tudo quanto acima se exp\u00f4s, afigura-se-nos evidente n\u00e3o haver confus\u00e3o poss\u00edvel entre o instituto da progress\u00e3o nos escal\u00f5es das categorias (ou carreiras de categoria \u00fanica) e o modelo de atribui\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00f5es aos aprendizes e ajudantes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em conclus\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<div align=\"justify\">Prescreve o n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 43\/2005, de 29 de Agosto, que \u201co tempo de servi\u00e7o prestado pelos funcion\u00e1rios, agentes e outros trabalhadores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica central, regional e local e pelos demais servidores do Estado entre a data de entrada em vigor da presente lei e 31 de Dezembro de 2006 n\u00e3o \u00e9 contado, para efeitos de progress\u00e3o, em todas as carreiras, cargos e categorias, incluindo as integradas em corpos especiais;<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\">A integra\u00e7\u00e3o numa categoria de uma carreira implica assegurar o desempenho profissionalizado de fun\u00e7\u00f5es correspondentes a necessidades pr\u00f3prias e permanentes dos servi\u00e7os, ocupando um lugar do quadro de pessoal na sequ\u00eancia de uma nomea\u00e7\u00e3o (cfr. art.\u00ba 3.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 248\/85, de 15 de Julho, e art.\u00ba 4.\u00ba do D.L. n.\u00ba 427\/89, de 7 de Dezembro, aplic\u00e1vel \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Local por for\u00e7a do Decreto-lei n.\u00ba 409\/91, de 17 de Outubro, alterado, por ratifica\u00e7\u00e3o, pela Lei n.\u00ba 6\/92, de 29 de Abril);<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\">Por seu turno, um aprendiz n\u00e3o assegura um desempenho profissionalizado de fun\u00e7\u00f5es (antes aprende a desempenh\u00e1-las), satisfazendo, eventualmente e de forma residual, necessidades transit\u00f3rias dos servi\u00e7os e sem ocupar qualquer lugar do quadro de pessoal, auferindo uma remunera\u00e7\u00e3o cujo montante \u00e9 exclusivamente determinado pelo decurso do tempo, reportado a m\u00f3dulos anuais, independentemente do m\u00e9rito ou dem\u00e9rito evidenciados durante a forma\u00e7\u00e3o;<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\">Assim, e salvo melhor opini\u00e3o, n\u00e3o existindo confus\u00e3o poss\u00edvel entre o instituto da progress\u00e3o nos escal\u00f5es das categorias (ou carreiras de categoria \u00fanica) regulado nos art.\u00bas 19.\u00ba e 20.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 353-A\/89, de 16 de Outubro, na actual redac\u00e7\u00e3o, e o modelo de atribui\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00f5es aos aprendizes e ajudantes das carreiras dos grupos de pessoal oper\u00e1rio, previsto no art.\u00ba 13.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 404-A\/98, de 11 de Junho, aplicado \u00e0 administra\u00e7\u00e3o local pelo Decreto-lei n.\u00ba 412-A\/98, de 30 de Dezembro, ambos na actual redac\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se concluir n\u00e3o estarem estes sujeitos ao regime que do Decreto-lei n.\u00ba 43\/2005, de 29 de Agosto, decorre.<\/div>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"icons\">&nbsp;<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"justify\">A C\u00e2mara Municipal de &#8230;, pelo of\u00edcio n.\u00ba &#8230;, de &#8230;, coloca a quest\u00e3o de saber se o disposto no n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba do Decreto-lei n.\u00ba 43\/2005, de 29 de Agosto, inviabiliza a atribui\u00e7\u00e3o do escal\u00e3o e \u00edndice estabelecidos na lei para os aprendizes aquando da sua transi\u00e7\u00e3o do 2.\u00ba para o 3.\u00ba ano de aprendizagem.<\/p>\n<div align=\"justify\">\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":6,"footnotes":""},"categories":[357],"tags":[187],"class_list":["post-33773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pareceres-ate-2017","tag-text-layout"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33773"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41507,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33773\/revisions\/41507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}