{"id":33260,"date":"2001-05-21T18:05:47","date_gmt":"2001-05-21T18:05:47","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-11-15T13:22:28","modified_gmt":"2023-11-15T13:22:28","slug":"33260","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/pt\/33260\/","title":{"rendered":"Licen\u00e7a de utiliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>segunda, 21 maio 2001<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>143\/01<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>MMTB<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<p>Em resposta ao solicitado por V. Ex\u00aa ao abrigo do of\u00edcio n\u00ba1553, de 30-4-2001, e reportando-nos ao assunto mencionado em ep\u00edgrafe, temos a informar o seguinte:<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que nos \u00e9 colocada prende-se com a possibilidade de concess\u00e3o da licen\u00e7a de utiliza\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio constru\u00eddo num lote sem que as obras de urbaniza\u00e7\u00e3o do loteamento estejam conclu\u00eddas. Assinala-se desde logo que as regras sobre a concess\u00e3o das licen\u00e7as de utiliza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios s\u00f3 podem constar, obviamente, no regime jur\u00eddico do licenciamento de obras particulares j\u00e1 que \u00e9 o D.L. 445\/91, de 20\/11, que regula o procedimento de licenciamento da execu\u00e7\u00e3o de obras de constru\u00e7\u00e3o civil, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios ou de suas frac\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas (vide artigo 1\u00ba, n\u00ba 1, al\u00edneas a) e b) do D.L. 445\/91). Diz o artigo 26\u00ba desse diploma que conclu\u00edda a obra, o presidente da c\u00e2mara emite a licen\u00e7a e o respectivo alvar\u00e1 de utiliza\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios novos, reconstru\u00eddos, reparados, ampliados ou alterados ou das suas frac\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas cujas obras tenham sido licenciadas, destinando-se essa licen\u00e7a a comprovar a conformidade da obra conclu\u00edda com o projecto aprovado, com as eventuais altera\u00e7\u00f5es efectuadas ao abrigo do artigo 29\u00ba, com as condi\u00e7\u00f5es do licenciamento e com o uso previsto no alvar\u00e1 de licen\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o (cf. artigo 26\u00ba n\u00bas 1 e 2).<\/p>\n<p>A licen\u00e7a de utiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 pois concebida essencialmente como um acto de controlo sucessivo da conformidade das obras com o projecto aprovado, at\u00e9 porque o facto da obra ter sido realizada de acordo com o projecto \u00e9 tamb\u00e9m ind\u00edcio suficiente de que \u00e9 id\u00f3nea para o uso a que se destina uma vez que as normas legais aplic\u00e1veis em fun\u00e7\u00e3o do uso proposto foram igualmente tidas em considera\u00e7\u00e3o no momento do licenciamento da obra. N\u00e3o \u00e9 pois em sede de licen\u00e7a de utiliza\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio que se efectua o controlo de outras opera\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas, designadamente das opera\u00e7\u00f5es de loteamento e obras de urbaniza\u00e7\u00e3o, sujeitas a procedimentos espec\u00edficos regulados pelo D.L. 448\/91, de 29\/11. O estado de execu\u00e7\u00e3o das obras de urbaniza\u00e7\u00e3o o que pode condicionar \u00e9 a concess\u00e3o de licen\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o, ou seja o in\u00edcio das obras, mas j\u00e1 n\u00e3o a utiliza\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, isto porque a c\u00e2mara s\u00f3 pode licenciar as obras de constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio se as obras de urbaniza\u00e7\u00e3o estiverem em adequado estado de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se a c\u00e2mara considerou ao abrigo do n\u00ba 2 do artigo 35\u00ba do D.L. 448\/91, que podia emitir a licen\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o uma vez que as obras de urbaniza\u00e7\u00e3o se encontravam em adequado estado de execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode agora deixar de emitir a licen\u00e7a de utiliza\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio s\u00f3 porque essas obras ainda n\u00e3o est\u00e3o conclu\u00eddas. A n\u00e3o conclus\u00e3o ou a suspens\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o das obras de urbaniza\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ter consequ\u00eancias, sim, mas ao n\u00edvel da validade do pr\u00f3prio loteamento j\u00e1 que podem levar \u00e0 caducidade do respectivo alvar\u00e1 se se verificarem as condi\u00e7\u00f5es previstas nas al\u00edneas b) e c) do n\u00ba 1 do artigo 38\u00ba do D.L. 448\/91, de 29\/11.<\/p>\n<p>A Chefe de Divis\u00e3o de Apoio Jur\u00eddico (Dra. Maria Margarida Teixeira Bento)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em resposta ao solicitado por V. 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