{"id":93670,"date":"2026-09-30T11:33:56","date_gmt":"2026-09-30T11:33:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=93670"},"modified":"2026-09-30T11:33:56","modified_gmt":"2026-09-30T11:33:56","slug":"arroz-carolino-a-colheita-de-um-territorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/arroz-carolino-a-colheita-de-um-territorio\/","title":{"rendered":"Arroz Carolino: a colheita de um territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-93673\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia.jpg\" alt=\"\" width=\"1985\" height=\"1240\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-18x12.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-200x125.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-400x250.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-500x312.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-600x375.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-700x437.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-768x480.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-800x500.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-1200x750.jpg 1200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia-1536x960.jpg 1536w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arroz_Mondego_dentro-Copia.jpg 1985w\" sizes=\"(max-width: 1985px) 100vw, 1985px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e1 em curso a colheita do arroz Carolino no Baixo Mondego e no vale do Arunca, encerrando mais um ciclo agr\u00edcola marcado pela rela\u00e7\u00e3o entre a \u00e1gua, os solos aluviais e o trabalho dos agricultores.<\/p>\n<p>A cultura do arroz tem uma longa presen\u00e7a na regi\u00e3o. A sua expans\u00e3o ganhou particular express\u00e3o a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX, acompanhando profundas transforma\u00e7\u00f5es nos campos do Mondego, nos sistemas de rega e drenagem e nas pr\u00f3prias formas de ocupa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>O ciclo come\u00e7a meses antes da colheita, com a prepara\u00e7\u00e3o e nivelamento dos terrenos, a sementeira e a gest\u00e3o da \u00e1gua. Seguem-se o desenvolvimento da planta, a forma\u00e7\u00e3o da pan\u00edcula e a matura\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o. No final do ver\u00e3o, quando o arroz atinge as condi\u00e7\u00f5es adequadas, entra-se na fase da colheita, hoje realizada essencialmente de forma mecanizada.<\/p>\n<p>O Baixo Mondego re\u00fane condi\u00e7\u00f5es particulares para esta cultura. A disponibilidade de \u00e1gua, os solos aluviais e as caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas da regi\u00e3o influenciam o desenvolvimento e a matura\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o. O Arroz Carolino do Baixo Mondego possui ainda o reconhecimento de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica Protegida (IGP), estando a sua produ\u00e7\u00e3o associada a uma \u00e1rea geogr\u00e1fica delimitada e a caracter\u00edsticas espec\u00edficas do produto.<\/p>\n<p>O vale do Arunca, integrado na rede hidrogr\u00e1fica do Mondego, faz parte desta paisagem agr\u00edcola. Ao longo do tempo, os seus campos contribu\u00edram tamb\u00e9m para a tradi\u00e7\u00e3o oriz\u00edcola da regi\u00e3o, numa rela\u00e7\u00e3o estreita entre os cursos de \u00e1gua, os terrenos agr\u00edcolas e os sistemas de regadio.<\/p>\n<p>Mas o arroz representa mais do que uma cultura agr\u00edcola. A sua produ\u00e7\u00e3o sustenta uma cadeia econ\u00f3mica que envolve agricultores, empresas de maquinaria e servi\u00e7os agr\u00edcolas, transforma\u00e7\u00e3o, secagem, armazenamento, distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, mant\u00e9m uma liga\u00e7\u00e3o direta \u00e0 gastronomia regional e portuguesa.<\/p>\n<p>Na cozinha, o Carolino distingue-se pela capacidade de absorver \u00e1gua e sabores, caracter\u00edsticas que justificam a sua utiliza\u00e7\u00e3o em prepara\u00e7\u00f5es como arroz de peixe, arroz de pato, arroz de lampreia ou arroz-doce.<\/p>\n<p>A colheita que agora decorre representa, assim, o fim de um ciclo e o in\u00edcio de v\u00e1rias outras etapas at\u00e9 o arroz chegar ao consumidor. \u00c9 tamb\u00e9m um momento para olhar para uma cultura que ajudou a moldar a paisagem e a economia do Baixo Mondego e dos seus vales.<br \/>\nDo campo \u00e0 mesa, o arroz Carolino continua a ligar territ\u00f3rio, agricultura, economia e gastronomia. E, terminada a colheita, come\u00e7ar\u00e1 novamente o ciclo que dentro de alguns meses devolver\u00e1 os arrozais ao campo.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\nAg\u00eancia Portuguesa do Ambiente. Aproveitamento Hidroagr\u00edcola do Baixo Mondego. Associa\u00e7\u00e3o de Benefici\u00e1rios da Obra de Fomento Hidroagr\u00edcola do Baixo Mondego.<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Arroz Carolino do Baixo Mondego IGP. Produtos Tradicionais Portugueses.<br \/>\nLeal, L. M. B. (2006). Monte Mayor: A terra e a gente. C\u00e2mara Municipal de Montemor-o-Velho.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o Europeia. (2015). Arroz Carolino do Baixo Mondego: Documento \u00fanico relativo ao registo de uma indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica protegida. Jornal Oficial da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Vaquinhas, I. M. (1991). Um espa\u00e7o em transforma\u00e7\u00e3o: A extens\u00e3o da cultura do arroz nos campos do Mondego, 1856\u201388. An\u00e1lise Social.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">&nbsp;<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Est\u00e1 em curso a colheita do arroz Carolino no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1451,"featured_media":93672,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":5,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-93670","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93670"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93670\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93674,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93670\/revisions\/93674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}