{"id":93297,"date":"2026-09-17T16:23:24","date_gmt":"2026-09-17T16:23:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=93297"},"modified":"2026-09-17T16:24:02","modified_gmt":"2026-09-17T16:24:02","slug":"arte-de-esteiras-e-cestaria-de-oia-um-saber-fazer-ligado-a-terra-a-agua-e-a-vida-rural-do-centro-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/arte-de-esteiras-e-cestaria-de-oia-um-saber-fazer-ligado-a-terra-a-agua-e-a-vida-rural-do-centro-de-portugal\/","title":{"rendered":"Arte de Esteiras e Cestaria de Oi\u00e3: Um saber-fazer ligado \u00e0 terra, \u00e0 \u00e1gua e \u00e0 vida rural do Centro de Portugal"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-93298\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1269\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-18x12.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-200x132.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-400x264.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-500x330.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-600x397.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-700x463.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-768x508.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-800x529.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-1200x793.jpg 1200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia-1536x1015.jpg 1536w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CestariaOia.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/div>\n<p>Em Oi\u00e3, no concelho de Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, permanece a mem\u00f3ria de um conjunto de pr\u00e1ticas artesanais associado ao quotidiano rural da regi\u00e3o: a arte de fazer esteiras e a cestaria.<\/p>\n<p>As esteiras eram tradicionalmente produzidas em bunho, mat\u00e9ria-prima vegetal recolhida nos p\u00e2ntanos. Segundo a documenta\u00e7\u00e3o reunida no \u00e2mbito do projeto, esta atividade era realizada por mulheres e as esteiras tinham diferentes utiliza\u00e7\u00f5es no quotidiano, nomeadamente nas camas dos trabalhadores e para cobrir o milho. A pr\u00e1tica inscrevia-se, assim, numa economia dom\u00e9stica e rural em que os recursos dispon\u00edveis no territ\u00f3rio eram transformados em objetos destinados a usos concretos.<\/p>\n<p>A cestaria respondia, por sua vez, a necessidades associadas aos trabalhos do campo. Os cestos eram utilizados, em particular, durante as vindimas. Entre os formatos identificados na tradi\u00e7\u00e3o local encontram-se o cesto de aro, o canastro e o cesto poceiro, designa\u00e7\u00f5es que fazem parte do vocabul\u00e1rio associado \u00e0 cestaria tradicional da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta produ\u00e7\u00e3o artesanal relaciona-se com a paisagem rural de Oi\u00e3 e do territ\u00f3rio envolvente, onde as atividades agr\u00edcolas e a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos vegetais contribu\u00edram para o desenvolvimento de diferentes formas de artesanato. O Silveiro, lugar pertencente \u00e0 freguesia de Oi\u00e3, constitui um dos espa\u00e7os onde esta tradi\u00e7\u00e3o ficou particularmente associada \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do bunho em esteiras. A documenta\u00e7\u00e3o sobre a localidade regista a continuidade desta pr\u00e1tica artesanal, embora em menor escala, e assinala a exist\u00eancia de estruturas dom\u00e9sticas tradicionalmente destinadas ao trabalho do bunho.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o das esteiras e da cestaria insere-se, assim, numa cultura material constru\u00edda a partir dos recursos dispon\u00edveis no territ\u00f3rio e das necessidades das comunidades. Estes objetos n\u00e3o constitu\u00edam apenas utens\u00edlios: envolviam conhecimentos relativos \u00e0 obten\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima, \u00e0s t\u00e9cnicas de transforma\u00e7\u00e3o e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as adequadas a diferentes tarefas do quotidiano rural.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo, a transforma\u00e7\u00e3o das atividades agr\u00edcolas e das formas de vida contribuiu para o decl\u00ednio de v\u00e1rios dos usos tradicionais destes objetos e para a redu\u00e7\u00e3o das atividades artesanais que lhes estavam associadas. No concelho de Oliveira do Bairro, fontes locais continuam a identificar a cestaria e a fabrica\u00e7\u00e3o de esteiras de bunho entre as formas de artesanato tradicional ligadas \u00e0s atividades rurais.<\/p>\n<p>Conhecer a Arte de Esteiras e Cestaria de Oi\u00e3 \u00e9, por isso, conhecer uma parte da cultura material e da mem\u00f3ria social de Oliveira do Bairro e da Regi\u00e3o Centro. \u00c9 compreender como mat\u00e9rias-primas dispon\u00edveis no territ\u00f3rio foram transformadas, atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas transmitidas entre gera\u00e7\u00f5es, em objetos destinados ao trabalho e \u00e0 vida quotidiana.<\/p>\n<p>Valorizar esta tradi\u00e7\u00e3o passa por document\u00e1-la, divulg\u00e1-la e criar condi\u00e7\u00f5es para a transmiss\u00e3o dos conhecimentos associados \u00e0s t\u00e9cnicas e aos materiais. A salvaguarda de um saber-fazer desta natureza n\u00e3o depende apenas da conserva\u00e7\u00e3o dos objetos produzidos, mas tamb\u00e9m da continuidade dos conhecimentos, das pr\u00e1ticas e das rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio que lhes d\u00e3o significado. Esta preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com os objetivos do pr\u00f3prio projeto TERPAT e com a estrat\u00e9gia da Dire\u00e7\u00e3o Regional de Cultura do Centro para a documenta\u00e7\u00e3o, salvaguarda e valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural imaterial.<\/p>\n<p>Em Oi\u00e3, o patrim\u00f3nio tamb\u00e9m se faz com fibras, m\u00e3os e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>C\u00e2mara Municipal de Oliveira do Bairro. Oliveira do Bairro. Viver no Centro de Portugal.<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o Regional de Cultura do Centro. (2023). Saber ser. Saber fazer: O patrim\u00f3nio cultural imaterial da Regi\u00e3o Centro. Dire\u00e7\u00e3o Regional de Cultura do Centro.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":93300,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":34,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-93297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93297"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93302,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93297\/revisions\/93302"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}