{"id":92667,"date":"2026-08-21T08:17:38","date_gmt":"2026-08-21T08:17:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=92667"},"modified":"2026-08-21T08:17:38","modified_gmt":"2026-08-21T08:17:38","slug":"casas-de-lavoura-e-solares-beiroes-patrimonio-rural-da-regiao-centro-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/casas-de-lavoura-e-solares-beiroes-patrimonio-rural-da-regiao-centro-de-portugal\/","title":{"rendered":"Casas de Lavoura e Solares Beir\u00f5es: patrim\u00f3nio rural da Regi\u00e3o Centro de Portugal"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt alignnone size-full wp-image-92662\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro.jpg\" alt=\"\" width=\"1768\" height=\"948\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-18x10.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-200x107.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-400x214.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-500x268.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-600x322.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-700x375.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-768x412.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-800x429.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-1200x643.jpg 1200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro-1536x824.jpg 1536w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Casa-de-Santa-Eulalia-dentro.jpg 1768w\" sizes=\"(max-width: 1768px) 100vw, 1768px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Na Regi\u00e3o Centro de Portugal, a paisagem rural conserva uma parte importante da hist\u00f3ria econ\u00f3mica, social e arquitet\u00f3nica das comunidades que a constru\u00edram. Entre campos agr\u00edcolas,&nbsp;aldeias, quintas e antigos caminhos, encontram-se diferentes formas de patrim\u00f3nio que ajudam a compreender a rela\u00e7\u00e3o entre territ\u00f3rio e modos de vida. Entre elas destacam-se as casas de lavoura e os solares rurais ou solares beir\u00f5es.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Embora correspondam a contextos sociais e funcionais distintos, ambos se relacionam com a organiza\u00e7\u00e3o da propriedade rural e com a explora\u00e7\u00e3o da terra. A casa de lavoura respondia \u00e0s necessidades da fam\u00edlia agr\u00edcola e da explora\u00e7\u00e3o, articulando, conforme os casos, habita\u00e7\u00e3o, armazenamento, cria\u00e7\u00e3o de animais e outras atividades relacionadas com a produ\u00e7\u00e3o. O solar rural, por sua vez, correspondia geralmente a uma resid\u00eancia de propriet\u00e1rios de maior estatuto econ\u00f3mico e social, frequentemente integrada numa quinta e associada \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da propriedade e \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. A distin\u00e7\u00e3o entre estes tipos de edif\u00edcio n\u00e3o deve, contudo, ser entendida como absoluta: a arquitetura rural portuguesa apresenta uma grande diversidade de solu\u00e7\u00f5es e sobreposi\u00e7\u00f5es funcionais.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A arquitetura rural beir\u00e3 n\u00e3o pode ser separada das condi\u00e7\u00f5es naturais, econ\u00f3micas e culturais do territ\u00f3rio. Nas Beiras, os materiais dispon\u00edveis localmente, o relevo, o clima e as atividades agr\u00edcolas contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es construtivas diversificadas. O Inqu\u00e9rito \u00e0 Arquitetura Popular em Portugal, realizado entre 1955 e 1961 e publicado pela primeira vez em 1961, dedicou uma das suas seis zonas de estudo \u00e0s Beiras, procurando documentar a arquitetura vernacular e a sua rela\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es locais. O trabalho desenvolvido nessa regi\u00e3o destacou a rela\u00e7\u00e3o entre os povoados, o meio natural, a atividade agr\u00edcola e o emprego de materiais de f\u00e1cil aprovisionamento local.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em determinadas \u00e1reas, encontram-se casas de dois pisos em que os espa\u00e7os de habita\u00e7\u00e3o se articulam com depend\u00eancias destinadas \u00e0 atividade agr\u00edcola. Nalgumas solu\u00e7\u00f5es, as fun\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 explora\u00e7\u00e3o ocupavam o piso t\u00e9rreo, enquanto os espa\u00e7os habitacionais se desenvolviam no piso superior. A esta organiza\u00e7\u00e3o podia associar-se palheiros, lojas, eiras, currais, arrecada\u00e7\u00f5es e outras constru\u00e7\u00f5es de apoio. N\u00e3o se trata, por\u00e9m, de uma regra aplic\u00e1vel a toda a regi\u00e3o: a arquitetura popular das Beiras apresenta diferentes solu\u00e7\u00f5es tipol\u00f3gicas, determinadas pelas condi\u00e7\u00f5es locais e pela evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos edif\u00edcios.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Na Beira Baixa, essa diversidade \u00e9 particularmente evidente. A utiliza\u00e7\u00e3o da pedra e de outros materiais de constru\u00e7\u00e3o varia de acordo com as caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e as tradi\u00e7\u00f5es construtivas de cada \u00e1rea. O granito assume particular import\u00e2ncia em v\u00e1rios territ\u00f3rios da Beira Interior, enquanto o xisto, o calc\u00e1rio, a terra e outros materiais surgem noutras zonas. A documenta\u00e7\u00e3o produzida pelo Inqu\u00e9rito \u00e0 Arquitetura Popular em Portugal evidencia&nbsp;precisamente a diversidade das solu\u00e7\u00f5es construtivas e a rela\u00e7\u00e3o destas com os materiais dispon\u00edveis, o clima, o relevo e as atividades desenvolvidas pelas popula\u00e7\u00f5es.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A casa de lavoura \u00e9, assim, um testemunho de uma economia em que habita\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e cria\u00e7\u00e3o de animais podiam estar estreitamente relacionadas. Mais do que um edif\u00edcio isolado, deve ser entendida como parte de uma paisagem constru\u00edda, na qual terrenos agr\u00edcolas, caminhos, muros, fontes, eiras e outras estruturas participavam na organiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. A sua leitura permite compreender n\u00e3o apenas as formas de habitar, mas tamb\u00e9m a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os solares rurais introduzem outra dimens\u00e3o nesta paisagem. Associados a fam\u00edlias propriet\u00e1rias e, frequentemente, a quintas agr\u00edcolas, assumiram fun\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia, administra\u00e7\u00e3o da propriedade e representa\u00e7\u00e3o social. A sua arquitetura podia integrar elementos como portais, bras\u00f5es de armas, varandas, escadarias, capelas, jardins e depend\u00eancias agr\u00edcolas. A casa nobre portuguesa, contudo, n\u00e3o corresponde a um \u00fanico modelo arquitet\u00f3nico, apresentando diferen\u00e7as de escala, cronologia, implanta\u00e7\u00e3o e express\u00e3o formal entre regi\u00f5es e propriedades.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A Casa de Santa Eul\u00e1lia, em Santa Eul\u00e1lia, freguesia de Pindo, concelho de Penalva do Castelo, constitui um exemplo documentado da articula\u00e7\u00e3o entre resid\u00eancia, representa\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. A documenta\u00e7\u00e3o oficial do patrim\u00f3nio cultural identifica o conjunto como uma propriedade de car\u00e1cter agr\u00edcola, constitu\u00edda pela casa de habita\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios, respetiva capela, casa dos caseiros e diversas depend\u00eancias de apoio, entre as quais um forno de p\u00e3o, lagar de vinho e azeite, casa de moagem, est\u00e1bulos, currais e arrecada\u00e7\u00f5es. A casa principal, de dois pisos, apresenta uma varanda voltada a sul e elementos associados ao estatuto dos propriet\u00e1rios, nomeadamente o bras\u00e3o de armas. A documenta\u00e7\u00e3o patrimonial refere que as caracter\u00edsticas do conjunto corroboram a tradi\u00e7\u00e3o de uma constru\u00e7\u00e3o em meados do s\u00e9culo XVIII, embora n\u00e3o existam certezas quanto \u00e0s diferentes fases da sua constru\u00e7\u00e3o. A Casa de Santa Eul\u00e1lia foi classificada como Monumento de Interesse P\u00fablico em 2020, atrav\u00e9s da Portaria n.\u00ba 607\/2020.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tamb\u00e9m o Solar dos Ara\u00fajo Coutinho, em Vila da Ponte, concelho de Sernancelhe, demonstra a proximidade entre arquitetura senhorial e arquitetura rural. O edif\u00edcio, que a documenta\u00e7\u00e3o patrimonial situa no s\u00e9culo XVII, encontra-se integrado numa quinta murada que inclui jardim, casas de caseiro e v\u00e1rias estruturas de apoio agr\u00edcola. Entre estas encontram-se lagares, eiras e um sistema hidr\u00e1ulico constitu\u00eddo por canais de pedra, tanques e uma nora destinada \u00e0 irriga\u00e7\u00e3o da propriedade. A documenta\u00e7\u00e3o oficial caracteriza o edif\u00edcio como um exemplar representativo&nbsp;da casa nobre beir\u00e3 e salienta a sua proximidade com a arquitetura rural tradicional. O im\u00f3vel foi classificado como Monumento de Interesse P\u00fablico em 2013.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Na zona de Mangualde, a Casa da Quinta da Cerca, situada em Guimar\u00e3es de Tavares, constitui outro exemplo de casa nobre rural. A documenta\u00e7\u00e3o patrimonial classifica-a como um solar r\u00fastico de uma tipologia comum na regi\u00e3o das Beiras. O edif\u00edcio, de dois pisos e planta irregular, apresenta uma organiza\u00e7\u00e3o em que as depend\u00eancias de servi\u00e7o ocupam o piso inferior e os sal\u00f5es nobres e \u00e1reas de habita\u00e7\u00e3o se encontram no piso superior. A simplicidade da composi\u00e7\u00e3o exterior e a aus\u00eancia de uma decora\u00e7\u00e3o arquitet\u00f3nica abundante mostram que a arquitetura solarenga beir\u00e3 n\u00e3o corresponde a um \u00fanico modelo formal. Atualmente, o im\u00f3vel encontra-se classificado como Im\u00f3vel de Interesse Municipal.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Estes exemplos ajudam a compreender que a express\u00e3o \u201csolar beir\u00e3o\u201d abrange edif\u00edcios de diferentes \u00e9pocas, escalas, caracter\u00edsticas formais e rela\u00e7\u00f5es com as propriedades agr\u00edcolas. Alguns apresentam uma express\u00e3o arquitet\u00f3nica mais pr\u00f3xima da casa nobre; outros conservam uma rela\u00e7\u00e3o particularmente evidente com estruturas e fun\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Em muitos casos, \u00e9 precisamente essa articula\u00e7\u00e3o entre resid\u00eancia, propriedade e produ\u00e7\u00e3o que lhes confere interesse enquanto patrim\u00f3nio rural.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Esta arquitetura deve, por isso, ser lida em conjunto com a paisagem. Uma casa de lavoura perde parte do seu significado quando desligada dos terrenos e das estruturas produtivas que lhe estavam associados; da mesma forma, um solar rural dificilmente pode ser compreendido sem considerar a quinta, os jardins, os espa\u00e7os agr\u00edcolas e as constru\u00e7\u00f5es de apoio que integravam a propriedade. O valor patrimonial reside muitas vezes nessa rela\u00e7\u00e3o entre arquitetura e territ\u00f3rio.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Conhecer as casas de lavoura e os solares beir\u00f5es \u00e9 descobrir uma parte da hist\u00f3ria da Regi\u00e3o Centro atrav\u00e9s da arquitetura e da paisagem. Cada edif\u00edcio pode revelar formas de habitar, produzir, administrar a terra e organizar a vida familiar e comunit\u00e1ria. O seu estudo permite tamb\u00e9m compreender as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas no mundo rural&nbsp;portugu\u00eas ao longo dos s\u00e9culos.&nbsp;Preservar este patrim\u00f3nio significa, por isso, conservar n\u00e3o apenas paredes, telhados ou elementos decorativos, mas tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre casa, trabalho, propriedade e territ\u00f3rio. \u00c9 essa rela\u00e7\u00e3o que permite compreender uma parte da hist\u00f3ria rural das Beiras e valorizar a Regi\u00e3o Centro atrav\u00e9s de um patrim\u00f3nio ainda presente nas aldeias, quintas e paisagens do interior de Portugal.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Refer\u00eancias<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Afonso, J., Martins, F., &amp; Meneses, C. (Coords.). (2004).&nbsp;Arquitectura&nbsp;popular em Portugal (4.\u00aa ed., 2 vols.). Centro Editor Livreiro da Ordem dos&nbsp;Arquitectos.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Andr\u00e9, P., &amp;&nbsp;Sambricio, C. (Coords.). (2016).&nbsp;Arquitectura&nbsp;popular: Tradi\u00e7\u00e3o e vanguarda. DIN\u00c2MIA\u2019CET-IUL.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Azevedo, C. de. (1988). Solares portugueses: Introdu\u00e7\u00e3o ao estudo da casa nobre (2.\u00aa ed.). Livros Horizonte.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Leal, J., &amp; Prista, M. (2021). Os arquitetos no campo: O Inqu\u00e9rito \u00e0 Arquitetura Popular em Portugal no terreno. Etnogr\u00e1fica, 25(1), 257\u2013283.&nbsp;<\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4000\/etnografica.10073\"><span data-contrast=\"none\">https:\/\/doi.org\/10.4000\/etnografica.10073<\/span><\/a><span data-contrast=\"auto\">&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Patrim\u00f3nio Cultural, I. P. (s.d.). Casa da Quinta da Cerca. Invent\u00e1rio do Patrim\u00f3nio Im\u00f3vel.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Patrim\u00f3nio Cultural, I. P. (s.d.). Casa de Santa Eul\u00e1lia. Invent\u00e1rio do Patrim\u00f3nio Im\u00f3vel.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Patrim\u00f3nio Cultural, I. P. (s.d.). Solar dos Ara\u00fajo Coutinho. Invent\u00e1rio do Patrim\u00f3nio Im\u00f3vel.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na Regi\u00e3o Centro de Portugal, a paisagem rural conserva [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1455,"featured_media":92663,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":308,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-92667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1455"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92667"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92668,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92667\/revisions\/92668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}