{"id":92209,"date":"2026-08-06T09:29:18","date_gmt":"2026-08-06T09:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=92209"},"modified":"2026-08-06T10:45:51","modified_gmt":"2026-08-06T10:45:51","slug":"desfolhada-do-milho-memoria-agricultura-e-patrimonio-rural-no-centro-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/desfolhada-do-milho-memoria-agricultura-e-patrimonio-rural-no-centro-de-portugal\/","title":{"rendered":"Desfolhada do Milho: mem\u00f3ria, agricultura e patrim\u00f3nio rural no Centro de Portugal"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt size-full wp-image-92212 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro.jpg\" alt=\"\" width=\"1193\" height=\"559\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-18x8.jpg 18w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-200x94.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-400x187.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-500x234.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-600x281.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-700x328.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-768x360.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro-800x375.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/milho-desfolhada_dentro.jpg 1193w\" sizes=\"(max-width: 1193px) 100vw, 1193px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No final do ver\u00e3o e in\u00edcio do outono, quando se aproximava o momento da colheita, a cultura do milho entrava numa fase importante do calend\u00e1rio agr\u00edcola. Em muitas comunidades rurais, a desfolhada ou descamisada reunia familiares, vizinhos e outros membros da comunidade para separar as espigas das folhas que as envolviam e preparar a colheita para as etapas seguintes. A tarefa, realizada manualmente, combinava uma necessidade agr\u00edcola concreta com formas de entreajuda, conv\u00edvio e transmiss\u00e3o de conhecimentos.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Centro, sobretudo na Beira Litoral e em \u00e1reas da Beira Interior, o milho integrou durante gera\u00e7\u00f5es sistemas agr\u00edcolas diversificados. A investiga\u00e7\u00e3o sobre variedades tradicionais portuguesas identificou uma multiplicidade significativa de milhos locais associados a estes territ\u00f3rios. Uma expedi\u00e7\u00e3o realizada na regi\u00e3o Centro recolheu 51 variedades locais de milho e estudou o seu potencial para a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o, num contexto em que a broa de milho mantinha import\u00e2ncia econ\u00f3mica, alimentar e social nas comunidades rurais. O estudo chamou tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o para a substitui\u00e7\u00e3o progressiva de variedades locais por variedades h\u00edbridas e para os riscos associados \u00e0 perda de diversidade gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do milho em Portugal \u00e9 relativamente recente quando comparada com a de outros cereais. Origin\u00e1rio das Am\u00e9ricas, o milho era desconhecido dos europeus antes do final do s\u00e9culo XV. A sua introdu\u00e7\u00e3o na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica ocorreu nesse per\u00edodo e a cultura difundiu-se progressivamente. Em Portugal, a expans\u00e3o foi particularmente r\u00e1pida no Centro e no Noroeste, regi\u00f5es com condi\u00e7\u00f5es de humidade favor\u00e1veis \u00e0 cultura. Posteriormente, a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, o milho expandiu-se tamb\u00e9m para Tr\u00e1s-os-Montes e para as Beiras Interiores.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde encontrou condi\u00e7\u00f5es adequadas, o milho passou a integrar sistemas agr\u00edcolas de regadio e de policultura. Na Beira Litoral e na Beira Alta, a cultura estava associada a campos regados, frequentemente articulados com outras produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas e com a cria\u00e7\u00e3o de gado. O milho n\u00e3o era, portanto, uma cultura isolada: fazia parte de sistemas de produ\u00e7\u00e3o nos quais a disponibilidade de \u00e1gua, a fertiliza\u00e7\u00e3o dos solos, a produ\u00e7\u00e3o de forragens e a alimenta\u00e7\u00e3o humana e animal estavam interligadas.<\/p>\n<p>O ciclo agr\u00edcola come\u00e7ava meses antes da colheita. A prepara\u00e7\u00e3o do solo, a sementeira, as opera\u00e7\u00f5es de sacha e outros cuidados culturais acompanhavam o desenvolvimento da planta at\u00e9 \u00e0 matura\u00e7\u00e3o das espigas. Nos sistemas tradicionais, grande parte destas opera\u00e7\u00f5es era realizada com recurso a trabalho manual e a alfaias agr\u00edcolas cuja forma e utiliza\u00e7\u00e3o variavam de acordo com as regi\u00f5es. A documenta\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica portuguesa permite reconstituir muitos destes instrumentos e modos de trabalho anteriores \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura.<\/p>\n<p>A desfolhada correspondia a uma fase espec\u00edfica desse processo. Depois da colheita das plantas, as espigas eram separadas das folhas que as envolviam, ou \u201ccamisas\u201d, e reunidas para posterior transporte, secagem, armazenamento ou debulha, conforme os sistemas agr\u00edcolas locais. Em determinadas regi\u00f5es, as espigas eram encaminhadas para estruturas destinadas ao armazenamento e secagem dos produtos agr\u00edcolas, entre as quais se encontram os espigueiros e outras constru\u00e7\u00f5es rurais.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o exigia trabalho manual e podia envolver v\u00e1rias pessoas. A concentra\u00e7\u00e3o de tarefas num determinado per\u00edodo favorecia formas de coopera\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlias e vizinhos. A desfolhada adquiria, assim, uma dimens\u00e3o social que n\u00e3o pode ser separada da sua fun\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. A m\u00fasica, os cantares, a conversa e a partilha de alimentos podiam acompanhar o trabalho, transformando uma tarefa exigente num momento de encontro da comunidade. Registos de recria\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas de desfolhadas portuguesas documentam precisamente esta combina\u00e7\u00e3o entre trabalho agr\u00edcola, entreajuda e conv\u00edvio.<\/p>\n<p>Em algumas tradi\u00e7\u00f5es, a desfolhada inclu\u00eda ainda elementos de car\u00e1cter simb\u00f3lico ou l\u00fadico. \u00c9 o caso do chamado \u201cmilho-rei\u201d, express\u00e3o usada para designar uma espiga com gr\u00e3os vermelhos. A descoberta dessa espiga podia desencadear uma manifesta\u00e7\u00e3o coletiva e, conforme a tradi\u00e7\u00e3o local, estar associada a gestos de proximidade entre os participantes. Este costume n\u00e3o deve ser generalizado a todas as comunidades, mas constitui um exemplo da forma como uma caracter\u00edstica da pr\u00f3pria colheita podia adquirir significado social.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia hist\u00f3rica da desfolhada est\u00e1 tamb\u00e9m relacionada com a diversidade dos milhos cultivados em Portugal. Antes da generaliza\u00e7\u00e3o das variedades h\u00edbridas, muitas comunidades agr\u00edcolas utilizavam variedades locais, mantidas e selecionadas ao longo de gera\u00e7\u00f5es. Essa sele\u00e7\u00e3o baseava-se em caracter\u00edsticas de interesse para os agricultores, que podiam incluir adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, produtividade, caracter\u00edsticas da espiga e aptid\u00e3o para diferentes utiliza\u00e7\u00f5es alimentares.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica realizada em Portugal demonstra que este conhecimento agr\u00edcola n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com m\u00e9todos modernos de melhoramento vegetal. O projeto VASO, iniciado em 1984, constituiu uma experi\u00eancia de melhoramento participativo de milho na qual agricultores e investigadores aplicaram diferentes m\u00e9todos de sele\u00e7\u00e3o a variedades locais, incluindo a variedade conhecida como \u201cPigarro\u201d. Os resultados mostraram que tanto a sele\u00e7\u00e3o realizada pelos agricultores como a sele\u00e7\u00e3o conduzida pelos melhoradores permitiram manter n\u00edveis significativos de diversidade gen\u00e9tica, embora produzissem respostas diferentes em determinadas caracter\u00edsticas das plantas.<\/p>\n<p>Esta rela\u00e7\u00e3o entre variedades locais, alimenta\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rio \u00e9 particularmente evidente no caso da broa. O estudo de Vaz Patto e colaboradores mostrou que os milhos tradicionais recolhidos na Beira Litoral e na Beira Interior apresentavam interesse tecnol\u00f3gico para a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o e que a substitui\u00e7\u00e3o de variedades locais por h\u00edbridos constitu\u00eda um dos fatores de risco para a conserva\u00e7\u00e3o desses recursos gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola alterou profundamente este contexto. A mecaniza\u00e7\u00e3o reduziu a necessidade de trabalho manual em muitas opera\u00e7\u00f5es e modificou os sistemas de cultivo, os equipamentos utilizados e as formas de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. Ao mesmo tempo, a utiliza\u00e7\u00e3o de variedades melhoradas e h\u00edbridas alterou a composi\u00e7\u00e3o das culturas e contribuiu, em determinados contextos, para a redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de variedades locais. A hist\u00f3ria recente do milho na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica mostra que estas mudan\u00e7as resultaram da intera\u00e7\u00e3o entre agricultores, investigadores, institui\u00e7\u00f5es, tecnologias agr\u00edcolas e circula\u00e7\u00e3o de sementes.<\/p>\n<p>Hoje, uma desfolhada recriada no Centro de Portugal tem, em geral, uma fun\u00e7\u00e3o diferente daquela que desempenhava no contexto da agricultura tradicional. J\u00e1 n\u00e3o corresponde necessariamente a uma opera\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia de uma explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Pode, contudo, constituir uma forma de interpretar e divulgar o ciclo do milho, as t\u00e9cnicas agr\u00edcolas, os utens\u00edlios, as variedades locais e as formas de coopera\u00e7\u00e3o que fizeram parte da vida rural.<\/p>\n<p>A recria\u00e7\u00e3o de uma desfolhada ganha, por isso, interesse quando \u00e9 apresentada n\u00e3o apenas como uma celebra\u00e7\u00e3o do passado, mas como uma oportunidade de compreender um processo hist\u00f3rico. O milho transformou a agricultura portuguesa, integrou-se em sistemas de regadio e policultura, influenciou pr\u00e1ticas alimentares e contribuiu para a configura\u00e7\u00e3o de determinadas paisagens rurais. Ao mesmo tempo, as formas tradicionais de cultivo e de sele\u00e7\u00e3o das sementes deram origem a um patrim\u00f3nio agr\u00edcola que hoje pode ser estudado no \u00e2mbito da conserva\u00e7\u00e3o da agrobiodiversidade<\/p>\n<p>Participar numa desfolhada \u00e9, nesse sentido, entrar em contacto com uma parte da hist\u00f3ria agr\u00edcola do Centro de Portugal. A espiga, a eira, os utens\u00edlios, as sementes e os gestos do trabalho permitem compreender uma rela\u00e7\u00e3o entre agricultura, alimenta\u00e7\u00e3o e comunidade que se construiu ao longo de gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Recuperar esta pr\u00e1tica n\u00e3o significa reproduzir integralmente o modo de vida rural do passado. Significa manter acess\u00edvel um conjunto de conhecimentos e refer\u00eancias que ajudam a interpretar a paisagem, a agricultura e a cultura das comunidades que nela viveram e trabalharam. Entre a t\u00e9cnica agr\u00edcola e a mem\u00f3ria coletiva, a desfolhada permanece como uma forma concreta de aproximar o presente de uma parte significativa da hist\u00f3ria rural portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\nBarros, J. F. C., &amp; Calado, J. G. (2014). A cultura do milho. Universidade de \u00c9vora, Escola de Ci\u00eancias e Tecnologia. <a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10174\/10804\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/hdl.handle.net\/10174\/10804<\/a><\/p>\n<p>Dias, J., Oliveira, E. V. de, &amp; Galhano, F. (1994). Espigueiros portugueses: Sistemas primitivos de secagem e armazenagem de produtos agr\u00edcolas. Publica\u00e7\u00f5es Dom Quixote. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.etnograficapress.6592\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.etnograficapress.6592<\/a><\/p>\n<p>Gomes, I., Gonz\u00e1lez Remui\u00f1\u00e1n, A., &amp; Freire, D. (2024). Exotic, traditional and hybrid landscapes: The subtle history of the Iberian Peninsula maize between \u201ctradition\u201d and \u201cmodernity\u201d. Plants, People, Planet, 6(5), 1047\u20131059. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/ppp3.10458\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1002\/ppp3.10458<\/a><\/p>\n<p>Mendes-Moreira, P., Satovic, Z., Mendes-Moreira, J., Santos, J. P., Nina Santos, J. P., P\u00eago, S., &amp; Vaz Patto, M. C. (2017). Maize participatory breeding in Portugal: Comparison of farmer&#8217;s and breeder&#8217;s on-farm selection. Plant Breeding, 136(6), 861\u2013871. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/pbr.12551\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/pbr.12551<\/a><\/p>\n<p>Oliveira, E. V. de, Galhano, F., &amp; Pereira, B. (1995). Alfaia agr\u00edcola portuguesa. Etnogr\u00e1fica Press. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.etnograficapress.6697\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.etnograficapress.6697<\/a><\/p>\n<p>Vaz Patto, M. C., Moreira, P. M., Carvalho, V., &amp; P\u00eago, S. (2007). Collecting maize (Zea mays L. convar. mays) with potential technological ability for bread making in Portugal. Genetic Resources and Crop Evolution, 54(7), 1555\u20131563. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10722-006-9168-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10722-006-9168-3<\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":92211,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":41,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-92209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92209"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92226,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92209\/revisions\/92226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}