{"id":83436,"date":"2025-10-15T09:28:18","date_gmt":"2025-10-15T09:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/?p=83436"},"modified":"2025-10-15T09:28:18","modified_gmt":"2025-10-15T09:28:18","slug":"dia-internacional-da-mulher-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/dia-internacional-da-mulher-rural\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher Rural"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>Hoje, 15 de outubro, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Rural. Para n\u00f3s, CCDR Centro, estas s\u00e3o guerreiras sem rosto e despojadas de armas a quem queremos dar voz e que pretendemos homenagear. Hoje e sempre.<\/p>\n<p>O Dia Internacional da Mulher Rural foi proclamado na Resolu\u00e7\u00e3o 62\/136, adotada na Assembleia Geral da ONU de 18 de dezembro de 2007. Pretende sublinhar a import\u00e2ncia que a mulher tem na comunidade e o seu papel fundamental na atividade agr\u00edcola, no sustento familiar, na gest\u00e3o dos recursos naturais e em tantas outras tarefas essenciais, mas que nem sempre s\u00e3o reconhecidas.<\/p>\n<p>A Mulher Rural \u00e9 uma guardi\u00e3 de mem\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es, \u00e9 com as suas m\u00e3os calejadas que faz a terra dar fruto. A Mulher Rural planta, colhe, cozinha, vende, transforma. Luta com coragem e resili\u00eancia, em sil\u00eancio e sem holofotes, contra o esquecimento de um sistema que ainda a invisibiliza, mas que se alimenta, dia ap\u00f3s dia, do fruto do seu trabalho.<\/p>\n<p>Segundo o estudo realizado pela investigadora Rita Madeira, \u201ca agricultura \u00e9 uma das atividades humanas mais difundidas pelo mundo, garantindo a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, a prote\u00e7\u00e3o ambiental, a preserva\u00e7\u00e3o das paisagens, a seguran\u00e7a e soberania alimentar, bem como o emprego rural\u201d. \u00c9 neste sentido que os agricultores s\u00e3o entendidos, nomeadamente pela FAO &amp; IFAD (2019), como atores sociais fundamentais que produzem comida, preservam a biodiversidade, gerem recursos e ecossistemas. Segundo a mesma autora, \u201cas mulheres agricultoras, especificamente, t\u00eam um papel fulcral na ruralidade: s\u00e3o guardadoras de sementes, transmitem saberes, prestam cuidados, asseguram a manuten\u00e7\u00e3o do tecido social e a difus\u00e3o da religi\u00e3o, entre outros\u201d (Madeira, 2022).<\/p>\n<p>Todavia, h\u00e1 uma insuficiente contabiliza\u00e7\u00e3o e reconhecimento do valor do trabalho feminino porque, muitas vezes, as pr\u00f3prias mulheres n\u00e3o reportam esta atividade j\u00e1 que n\u00e3o se identificam profissionalmente como agricultoras ativas e empregadas. Consequentemente, al\u00e9m de n\u00e3o serem contabilizadas para as estat\u00edsticas, n\u00e3o det\u00eam prote\u00e7\u00e3o social, estando associadas a trabalho familiar gratuito (Madeira, 2022).<\/p>\n<p>De acordo com as Na\u00e7\u00f5es Unidas, a CortevaTM Agriscience, a Divis\u00e3o de Agricultura da DowDuPontTM, realizou um estudo que englobou 17 pa\u00edses, incluindo a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, para destacar a relev\u00e2ncia das mulheres na agricultura e identificar as barreiras a uma participa\u00e7\u00e3o mais plena e bem-sucedida. O estudo abrange os resultados de 4.160 inquiridas que vivem tanto em pa\u00edses desenvolvidos, como em pa\u00edses em desenvolvimento, nos cinco continentes.<\/p>\n<p>Um dos resultados mais evidentes do referido estudo \u00e9 que a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero na agricultura \u00e9 transversal e persistente. Mais de tr\u00eas quartos das mulheres acreditam que n\u00e3o existem as mesmas oportunidades nem as mesmas possibilidades de tomada de decis\u00e3o sobre quest\u00f5es fundamentais, como a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos ou benef\u00edcios. Os resultados na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica encontram-se equiparados \u00e0 \u00cdndia, com 78% do total das inquiridas a referirem e a identificarem a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Ainda segundo o mesmo estudo, cerca de 40% das inquiridas afirmam ter rendimentos mais baixos do que os homens e menos acesso a financiamento. No topo das suas preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e3o a estabilidade financeira, o bem-estar das suas fam\u00edlias e conseguirem um equil\u00edbrio entre trabalho e vida pessoal. Para elas, \u00e9 vital que a sociedade entenda a import\u00e2ncia da concilia\u00e7\u00e3o e que, juntamente com o desenvolvimento da vida profissional, coexistam conceitos-chave como a fam\u00edlia, a estabilidade financeira e a pr\u00f3pria sa\u00fade.<\/p>\n<p>Muitas mulheres afirmam que necessitam de mais forma\u00e7\u00e3o para tirar partido da tecnologia agr\u00edcola, que se tornou essencial para o sucesso econ\u00f3mico e gest\u00e3o do meio ambiente. Este desejo de maior forma\u00e7\u00e3o surge como o fator mais referido entre as respostas quando se trata de eliminar os obst\u00e1culos perante a diferencia\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Importa ainda referir que este estudo tamb\u00e9m indica que estas mulheres est\u00e3o orgulhosas por trabalharem no setor agr\u00edcola. Contudo, muito mais legitimo e premente \u00e9 que este orgulho provenha de reconhecimento e da consci\u00eancia social sobre o seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>AGROS: \u201c<a href=\"https:\/\/www.agros.pt\/artigos\/o-papel-da-mulher-na-agricultura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O papel da mulher na agricultura<\/a>\u201d<\/p>\n<p>Madeira, R. (2022) &#8211; Mulheres agricultoras em a\u00e7\u00e3o. Processo de co-constru\u00e7\u00e3o de um programa de interven\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gico a partir da ADER-SOUSA. Faculdade de Letras da Universidade do Porto.<\/p>\n<p>UNITED NATIONS: <a href=\"https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/rural-women-day\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/rural-women-day<\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1451,"featured_media":83438,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[763,307],"tags":[],"class_list":["post-83436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-rural-agroalimentar-e-pescas","category-informacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1451"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83436"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83439,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83436\/revisions\/83439"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83438"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}