{"id":34069,"date":"2010-06-15T16:04:38","date_gmt":"2010-06-15T16:04:38","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-10-23T15:14:41","modified_gmt":"2023-10-23T15:14:41","slug":"34069","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/34069\/","title":{"rendered":"Obras de conserva\u00e7\u00e3o, instru\u00e7\u00e3o de processo  licenciamento."},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>ter\u00e7a, 15 junho 2010<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>DSAJAL 112\/10<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>Maria Jos\u00e9 L. Castanheira Neves (Directora de Servi\u00e7os de Apoio Jur\u00eddico e \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Local)<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Directora de Servi\u00e7os de Apoio Jur\u00eddico e \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Local<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<p align=\"justify\">Em refer\u00eancia ao of\u00edcio n \u00ba &#8230;, de &#8230;, e ao assunto mencionado em ep\u00edgrafe, temos a informar:<\/p>\n<p align=\"justify\">As obras de conserva\u00e7\u00e3o, de acordo, com o regime jur\u00eddico da urbaniza\u00e7\u00e3o e edifica\u00e7\u00e3o (RJUE), na redac\u00e7\u00e3o dada pelo decreto-lei n \u00ba 26\/2010, de 30 de Mar\u00e7o, est\u00e3o em geral isentas de controlo pr\u00e9vio municipal, com uma \u00fanica excep\u00e7\u00e3o e que se consubstancia apenas nas obras de conserva\u00e7\u00e3o em im\u00f3veis classificados ou em vias de classifica\u00e7\u00e3o. Este novo regime entrar\u00e1 em vigor no pr\u00f3ximo 28 de Junho.<\/p>\n<p align=\"justify\">Note-se que no regime jur\u00eddico do RJUE, na redac\u00e7\u00e3o dada pela lei n \u00ba 60\/2007, ainda em vigor, estavam sujeitas a licenciamento as obras de conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dos edif\u00edcios classificados e em vias de classifica\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m as obras localizadas em zonas de protec\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, bem como em conjuntos ou s\u00edtios classificados, ou em \u00e1reas sujeitas a servid\u00e3o administrativa ou restri\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como acima referimos, a partir de 28 de Junho do corrente ano s\u00f3 as obras de conserva\u00e7\u00e3o em im\u00f3veis classificados ou em vias de classifica\u00e7\u00e3o ficar\u00e3o sujeitas a licenciamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tal significa que s\u00f3 este tipo de obras de conserva\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 sujeita a controlo pr\u00e9vio municipal.<br \/>\nQuestiona-nos a C\u00e2mara Municipal qual o significado dessa exig\u00eancia de controlo municipal por licenciamento destas obras de mera conserva\u00e7\u00e3o no que respeita ao projecto de arquitectura.<br \/>\nTal significar\u00e1 que os requerimentos destes processos de licenciamento dever\u00e3o ser instru\u00eddos com todos os elementos processuais exigidos, por exemplo, para uma nova constru\u00e7\u00e3o ou para uma obra de amplia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">A resposta s\u00f3 pode ser negativa, isto \u00e9, s\u00f3 dever\u00e3o ser exigidos os elementos adequados \u00e0 obra em causa. Ora, uma obra de conserva\u00e7\u00e3o tem como objecto manter a edifica\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es existentes \u00e0 data da sua constru\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o, designadamente obras de restauro, repara\u00e7\u00e3o ou limpeza (al\u00ednea f) do artigo 2 \u00ba do RJUE).<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, num restauro ou numa limpeza sujeitos a controlo pr\u00e9vio municipal por se tratarem de edif\u00edcios classificados ou vias de classifica\u00e7\u00e3o parece-nos por demais evidente que n\u00e3o \u00e9 adequado exigir um projecto de arquitectura, por n\u00e3o ser alterado qualquer componente deste tipo de projecto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, devem exigir-se apenas os elementos instrut\u00f3rios adequados \u00e0 pretens\u00e3o (veja-se o princ\u00edpio da proporcionalidade ou da proibi\u00e7\u00e3o do excesso consagrado no n \u00ba 2 do artigo 5 \u00ba do CPA que significa que a \u00abAdministra\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas obrigada a prosseguir o interesse p\u00fablico \u2013 a alcan\u00e7ar os fins visados pelo legislador \u2013 mas&nbsp; a consegui-lo pelo meio que represente um menor sacrif\u00edcio para as posi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas dos particulares\u00bb<sup>1<\/sup>) constantes do artigo 11 \u00ba da Portaria n \u00ba 232\/2008, de 11 de Mar\u00e7o, como, por exemplo, documentos comprovativos da qualidade de titular de qualquer direito que confira a faculdade de realizar a opera\u00e7\u00e3o, registo predial, extractos de plantas de ordenamento, planta de localiza\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria descritiva e justificativa adequada \u00e0 tipologia da obra, estimativa do custo da obra, calendariza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o e ficha com elementos estat\u00edsticos ( se for adequado).<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">1. M\u00e1rio Esteves de Oliveira, Pedro Costa Gon\u00e7alves, J. Pacheco de Amorim, C\u00f3digo do Procedimento Administrativo, comentado, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Coimbra, Almedina, 2001, pag.103.<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Maria Jos\u00e9 L. Castanheira Neves<\/p>\n<p align=\"justify\">(Directora de Servi\u00e7os de Apoio Jur\u00eddico e \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Local)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"justify\">Em refer\u00eancia ao of\u00edcio n \u00ba &#8230;, de &#8230;, e ao assunto mencionado em ep\u00edgrafe, temos a informar:<\/p>\n<p align=\"justify\">As obras de conserva\u00e7\u00e3o, de acordo, com o regime jur\u00eddico da urbaniza\u00e7\u00e3o e edifica\u00e7\u00e3o (RJUE), na redac\u00e7\u00e3o dada pelo decreto-lei n \u00ba 26\/2010, de 30 de Mar\u00e7o, est\u00e3o em geral isentas de controlo pr\u00e9vio municipal, com uma \u00fanica excep\u00e7\u00e3o e que se consubstancia apenas nas obras de conserva\u00e7\u00e3o em im\u00f3veis classificados ou em vias de classifica\u00e7\u00e3o. Este novo regime entrar\u00e1 em vigor no pr\u00f3ximo 28 de Junho.<\/p>\n<p align=\"justify\">Note-se que no regime jur\u00eddico do RJUE, na redac\u00e7\u00e3o dada pela lei n \u00ba 60\/2007, ainda em vigor, estavam sujeitas a licenciamento as obras de conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dos edif\u00edcios classificados e em vias de classifica\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m as obras localizadas em zonas de protec\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, bem como em conjuntos ou s\u00edtios classificados, ou em \u00e1reas sujeitas a servid\u00e3o administrativa ou restri\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como acima referimos, a partir de 28 de Junho do corrente ano s\u00f3 as obras de conserva\u00e7\u00e3o em im\u00f3veis classificados ou em vias de classifica\u00e7\u00e3o ficar\u00e3o sujeitas a licenciamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tal significa que s\u00f3 este tipo de obras de conserva\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 sujeita a controlo pr\u00e9vio municipal.<br \/>Questiona-nos a C\u00e2mara Municipal qual o significado dessa exig\u00eancia de controlo municipal por licenciamento destas obras de mera conserva\u00e7\u00e3o no que respeita ao projecto de arquitectura.<br \/>Tal significar\u00e1 que os requerimentos destes processos de licenciamento dever\u00e3o ser instru\u00eddos com todos os elementos processuais exigidos, por exemplo, para uma nova constru\u00e7\u00e3o ou para uma obra de amplia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">A resposta s\u00f3 pode ser negativa, isto \u00e9, s\u00f3 dever\u00e3o ser exigidos os elementos adequados \u00e0 obra em causa. Ora, uma obra de conserva\u00e7\u00e3o tem como objecto manter a edifica\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es existentes \u00e0 data da sua constru\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o, designadamente obras de restauro, repara\u00e7\u00e3o ou limpeza (al\u00ednea f) do artigo 2 \u00ba do RJUE).<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, num restauro ou numa limpeza sujeitos a controlo pr\u00e9vio municipal por se tratarem de edif\u00edcios classificados ou vias de classifica\u00e7\u00e3o parece-nos por demais evidente que n\u00e3o \u00e9 adequado exigir um projecto de arquitectura, por n\u00e3o ser alterado qualquer componente deste tipo de projecto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, devem exigir-se apenas os elementos instrut\u00f3rios adequados \u00e0 pretens\u00e3o (veja-se o princ\u00edpio da proporcionalidade ou da proibi\u00e7\u00e3o do excesso consagrado no n \u00ba 2 do artigo 5 \u00ba do CPA que significa que a \u00abAdministra\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas obrigada a prosseguir o interesse p\u00fablico \u2013 a alcan\u00e7ar os fins visados pelo legislador \u2013 mas\u00a0 a consegui-lo pelo meio que represente um menor sacrif\u00edcio para as posi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas dos particulares\u00bb<sup>1<\/sup>) constantes do artigo 11 \u00ba da Portaria n \u00ba 232\/2008, de 11 de Mar\u00e7o, como, por exemplo, documentos comprovativos da qualidade de titular de qualquer direito que confira a faculdade de realizar a opera\u00e7\u00e3o, registo predial, extractos de plantas de ordenamento, planta de localiza\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria descritiva e justificativa adequada \u00e0 tipologia da obra, estimativa do custo da obra, calendariza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o e ficha com elementos estat\u00edsticos ( se for adequado).<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">1. 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