{"id":33996,"date":"2009-08-07T15:03:36","date_gmt":"2009-08-07T15:03:36","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-10-23T16:35:09","modified_gmt":"2023-10-23T16:35:09","slug":"33996","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/33996\/","title":{"rendered":"Baldios, compartes, qualifica\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" 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fundo, se reconduz a saber quem \u00e9 que pode ser considerado comparte, para efeitos de frui\u00e7\u00e3o dos rendimentos gerados pelos baldios, \u00e0 luz da regulamenta\u00e7\u00e3o legal aplic\u00e1vel, para o que anexa uma solicita\u00e7\u00e3o do Presidente do Conselho Directivo dos Baldios da Freguesia de \u2026.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sobre o assunto cumpre-nos tecer as seguintes considera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">Na informa\u00e7\u00e3o que nos foi remetida em anexo, questiona-se, a certa altura, se, para se ser comparte, para o efeito referido, ser\u00e1 bastante ser-se propriet\u00e1rio de uma resid\u00eancia, utilizada, apenas, durante alguns dias do ano, nomeadamente, como resid\u00eancia de f\u00e9rias, localizada na povoa\u00e7\u00e3o cujos residentes s\u00e3o compartes dos baldios, e, nessa qualidade, legalmente recenseados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Depois de, no n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba, caracterizar os baldios como \u201cos terrenos possu\u00eddos e geridos por comunidades locais\u201d, disp\u00f5e o n.\u00ba 3 do mesmo preceito da Lei n.\u00ba 68\/93, de 4 de Setembro, na actual redac\u00e7\u00e3o, que \u201cs\u00e3o compartes os moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, t\u00eam direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio\u201d (salientado nosso).<\/p>\n<p align=\"justify\">E, em ordem a precisar o sentido e alcance desta norma, e, sobretudo, do conceito de comparte, muito mais relevante do que a quest\u00e3o de ser morador ou ter resid\u00eancia, fixa ou tempor\u00e1ria, na localidade em que os compartes tamb\u00e9m residem, \u00e9 saber quem \u00e9 que, de acordo com \u201cos usos e costumes locais\u201d, tem direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ou, como, a prop\u00f3sito, superiormente esclarece Ant\u00f3nio Bica, em trabalho publicado na revista \u201cVoz da Terra\u201d, de Janeiro de 2003, e aced\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.estig.ipbeja.pt\/~ac_direito\/12_vtjaneiro2003_antoniobica.pdf\">http:\/\/www.estig.ipbeja.pt\/~ac_direito\/12_vtjaneiro2003_antoniobica.pdf<\/a>, \u201cs\u00f3 \u00e9 comparte quem morar e enquanto morar nas povoa\u00e7\u00f5es cujos moradores t\u00eam, desde tempos antigos, direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio correspondente de acordo com o costume.<br \/>\nSe um comparte deixar de a\u00ed morar, perde a qualidade de comparte.<br \/>\nO conceito de morador, para o efeito, tem que ser entendido \u00e0 luz dos costumes locais.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">E, mais adiante, \u201cse um morador numa aldeia com baldio e a\u00ed propriet\u00e1rio e agricultor for residir para uma outra aldeia cujos habitantes n\u00e3o tenham direito ao mesmo baldio, mas mantiver pessoalmente na aldeia, onde antes morava, a explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola das suas terras a\u00ed situadas, ou por rendeiros, parceiros, ou trabalhadores assalariados, \u00e9, em regra e salvo eventuais costumes muito particulares que o pro\u00edbam, admitido a continuar a usar o baldio da aldeia onde deixou de residir, desde que o fa\u00e7a em apoio \u00e0 explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que mantiver nessa aldeia.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">E, por \u00faltimo, \u201cos baldios n\u00e3o s\u00e3o nem bens p\u00fablicos nem particulares. S\u00e3o bens n\u00e3o apropriados individualmente de que s\u00f3 os vizinhos de um ou mais povoados, que a lei designa por compartes, podem tirar proveito de acordo com a natureza dos bens e em conformidade com os costumes.<br \/>\nO direito ao uso e aproveitamento do baldio est\u00e1 dependente do estatuto de vizinhan\u00e7a, isto \u00e9 de se fazer parte da comunidade de pessoas que vivem num certo territ\u00f3rio.<br \/>\nQuebrando-se esse v\u00ednculo, perde-se o direito a beneficiar do baldio.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Ali\u00e1s, e em sentido id\u00eantico, se pronunciou j\u00e1 o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Coimbra, em ac\u00f3rd\u00e3os de 19\/10\/2004, proferido no recurso de agravo n.\u00ba 877\/04, e de 14\/03\/2006, proferido no recurso de agravo n.\u00ba 311\/06, em que, com clareza, se afirma:<br \/>\n\u201c- Os baldios s\u00e3o terrenos possu\u00eddos e geridos por comunidades locais, entendendo-se por estas o universo dos compartes; s\u00e3o compartes os moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, t\u00eam direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio;<br \/>\n&#8211; A comunidade local \u00e9 o universo de compartes, ou seja o conjunto de moradores com direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o dos baldios, enquanto logradouro comum afecto designadamente \u00e0 apascenta\u00e7\u00e3o de gado, recolha de lenhas e de matos, culturas e outras frui\u00e7\u00f5es, nomeadamente de natureza agr\u00edcola, silv\u00edcola, agro-pastoril ou ap\u00edcola.<br \/>\n&#8211; \u00c9 fundamental para se ser considerado como comparte de um baldio, para al\u00e9m do aspecto formal de integrar a lista de recenseamento aprovada pelos \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios dos baldios, a perten\u00e7a a uma comunidade local, enquanto nela morador ou a\u00ed exercendo uma qualquer actividade com direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o dos baldios, de harmonia com os usos e costumes\u201d (salientado nosso).<\/p>\n<p align=\"justify\">Por todo quanto acima se referiu, permitimo-nos sustentar a opini\u00e3o de que os propriet\u00e1rios de resid\u00eancias, acima referenciados, n\u00e3o reunir\u00e3o os requisitos indispens\u00e1veis \u00e0 sua qualifica\u00e7\u00e3o como compartes e, consequentemente, como usufrutu\u00e1rios dos baldios em causa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pel\u2019 A Divis\u00e3o de Apoio Jur\u00eddico<\/p>\n<p align=\"justify\">(Jos\u00e9 Manuel Martins de Lima)&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"justify\">O Governo Civil de \u2026, por of\u00edcio de \u2026, solicita a emiss\u00e3o de parecer relativamente a uma quest\u00e3o que, no fundo, se reconduz a saber quem \u00e9 que pode ser considerado comparte, para efeitos de frui\u00e7\u00e3o dos rendimentos gerados pelos baldios, \u00e0 luz da regulamenta\u00e7\u00e3o legal aplic\u00e1vel, para o que anexa uma solicita\u00e7\u00e3o do Presidente do Conselho Directivo dos Baldios da Freguesia de \u2026. <\/p>\n<p align=\"justify\">Sobre o assunto cumpre-nos tecer as seguintes considera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">Na informa\u00e7\u00e3o que nos foi remetida em anexo, questiona-se, a certa altura, se, para se ser comparte, para o efeito referido, ser\u00e1 bastante ser-se propriet\u00e1rio de uma resid\u00eancia, utilizada, apenas, durante alguns dias do ano, nomeadamente, como resid\u00eancia de f\u00e9rias, localizada na povoa\u00e7\u00e3o cujos residentes s\u00e3o compartes dos baldios, e, nessa qualidade, legalmente recenseados. <\/p>\n<p align=\"justify\">Depois de, no n.\u00ba 1 do art.\u00ba 1.\u00ba, caracterizar os baldios como \u201cos terrenos possu\u00eddos e geridos por comunidades locais\u201d, disp\u00f5e o n.\u00ba 3 do mesmo preceito da Lei n.\u00ba 68\/93, de 4 de Setembro, na actual redac\u00e7\u00e3o, que \u201cs\u00e3o compartes os moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, t\u00eam direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio\u201d (salientado nosso).<\/p>\n<p align=\"justify\">E, em ordem a precisar o sentido e alcance desta norma, e, sobretudo, do conceito de comparte, muito mais relevante do que a quest\u00e3o de ser morador ou ter resid\u00eancia, fixa ou tempor\u00e1ria, na localidade em que os compartes tamb\u00e9m residem, \u00e9 saber quem \u00e9 que, de acordo com \u201cos usos e costumes locais\u201d, tem direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ou, como, a prop\u00f3sito, superiormente esclarece Ant\u00f3nio Bica, em trabalho publicado na revista \u201cVoz da Terra\u201d, de Janeiro de 2003, e aced\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.estig.ipbeja.pt\/~ac_direito\/12_vtjaneiro2003_antoniobica.pdf\">http:\/\/www.estig.ipbeja.pt\/~ac_direito\/12_vtjaneiro2003_antoniobica.pdf<\/a>, \u201cs\u00f3 \u00e9 comparte quem morar e enquanto morar nas povoa\u00e7\u00f5es cujos moradores t\u00eam, desde tempos antigos, direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio correspondente de acordo com o costume. <br \/>Se um comparte deixar de a\u00ed morar, perde a qualidade de comparte.<br \/>O conceito de morador, para o efeito, tem que ser entendido \u00e0 luz dos costumes locais.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">E, mais adiante, \u201cse um morador numa aldeia com baldio e a\u00ed propriet\u00e1rio e agricultor for residir para uma outra aldeia cujos habitantes n\u00e3o tenham direito ao mesmo baldio, mas mantiver pessoalmente na aldeia, onde antes morava, a explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola das suas terras a\u00ed situadas, ou por rendeiros, parceiros, ou trabalhadores assalariados, \u00e9, em regra e salvo eventuais costumes muito particulares que o pro\u00edbam, admitido a continuar a usar o baldio da aldeia onde deixou de residir, desde que o fa\u00e7a em apoio \u00e0 explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que mantiver nessa aldeia.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">E, por \u00faltimo, \u201cos baldios n\u00e3o s\u00e3o nem bens p\u00fablicos nem particulares. S\u00e3o bens n\u00e3o apropriados individualmente de que s\u00f3 os vizinhos de um ou mais povoados, que a lei designa por compartes, podem tirar proveito de acordo com a natureza dos bens e em conformidade com os costumes. <br \/>O direito ao uso e aproveitamento do baldio est\u00e1 dependente do estatuto de vizinhan\u00e7a, isto \u00e9 de se fazer parte da comunidade de pessoas que vivem num certo territ\u00f3rio.<br \/>Quebrando-se esse v\u00ednculo, perde-se o direito a beneficiar do baldio.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Ali\u00e1s, e em sentido id\u00eantico, se pronunciou j\u00e1 o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Coimbra, em ac\u00f3rd\u00e3os de 19\/10\/2004, proferido no recurso de agravo n.\u00ba 877\/04, e de 14\/03\/2006, proferido no recurso de agravo n.\u00ba 311\/06, em que, com clareza, se afirma:<br \/>\u201c- Os baldios s\u00e3o terrenos possu\u00eddos e geridos por comunidades locais, entendendo-se por estas o universo dos compartes; s\u00e3o compartes os moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, t\u00eam direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o do baldio;<br \/>&#8211; A comunidade local \u00e9 o universo de compartes, ou seja o conjunto de moradores com direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o dos baldios, enquanto logradouro comum afecto designadamente \u00e0 apascenta\u00e7\u00e3o de gado, recolha de lenhas e de matos, culturas e outras frui\u00e7\u00f5es, nomeadamente de natureza agr\u00edcola, silv\u00edcola, agro-pastoril ou ap\u00edcola. <br \/>&#8211; \u00c9 fundamental para se ser considerado como comparte de um baldio, para al\u00e9m do aspecto formal de integrar a lista de recenseamento aprovada pelos \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios dos baldios, a perten\u00e7a a uma comunidade local, enquanto nela morador ou a\u00ed exercendo uma qualquer actividade com direito ao uso e frui\u00e7\u00e3o dos baldios, de harmonia com os usos e costumes\u201d (salientado nosso).<\/p>\n<p align=\"justify\">Por todo quanto acima se referiu, permitimo-nos sustentar a opini\u00e3o de que os propriet\u00e1rios de resid\u00eancias, acima referenciados, n\u00e3o reunir\u00e3o os requisitos indispens\u00e1veis \u00e0 sua qualifica\u00e7\u00e3o como compartes e, consequentemente, como usufrutu\u00e1rios dos baldios em causa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pel\u2019 A Divis\u00e3o de Apoio Jur\u00eddico<\/p>\n<p align=\"justify\">(Jos\u00e9 Manuel Martins de Lima)\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":26,"footnotes":""},"categories":[357],"tags":[187],"class_list":["post-33996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pareceres-ate-2017","tag-text-layout"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33996"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41135,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33996\/revisions\/41135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}