{"id":33600,"date":"2003-11-24T14:04:02","date_gmt":"2003-11-24T14:04:02","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-10-27T13:07:19","modified_gmt":"2023-10-27T13:07:19","slug":"33600","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/33600\/","title":{"rendered":"Parecer do IPPAR no \u00e2mbito de uma opera\u00e7\u00e3o de loteamento. Requisitos dos pareceres de natureza vinculativa."},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>segunda, 24 novembro 2003<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>287\/03<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>Maria Margarida Teixeira Bento<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<p align=\"justify\">Em resposta ao solicitado pela C\u00e2mara Municipal de &#8230; atrav\u00e9s do of\u00edcio n.\u00ba 7649, de 28-10-03 e reportando-nos \u00e0 quest\u00e3o identificada em ep\u00edgrafe, temos a informar o seguinte:<\/p>\n<div align=\"justify\">&nbsp;<\/div>\n<p align=\"justify\">Na sequ\u00eancia de uma comunica\u00e7\u00e3o da Direc\u00e7\u00e3o Regional de &#8230; do Instituto Portugu\u00eas do Patrim\u00f3nio Arquitect\u00f3nico informando a C\u00e2mara Municipal de que por for\u00e7a do despacho de homologa\u00e7\u00e3o do Ministro da Cultura e Coordena\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de 30-09-1983 havia sido alargada a &#8220;Zona especial de protec\u00e7\u00e3o em &#8230;&#8221; e, em consequ\u00eancia, deveriam os servi\u00e7os municipais solicitar parecer ao IPPAR em todos os projectos inseridos na nova delimita\u00e7\u00e3o da zona de protec\u00e7\u00e3o da Aldeia de&#8230;, foi consultado o IPPAR no \u00e2mbito de um processo de licenciamento de uma opera\u00e7\u00e3o de loteamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Aquela entidade, no parecer emitido relativamente ao processo em causa, considerou que o desenho urbano proposto n\u00e3o era o mais adequado para o local visto ter uma composi\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o espacial muito diferente da forma tradicional, uma vez que as habita\u00e7\u00f5es existentes se desenvolvem em banda e, no loteamento proposto, as habita\u00e7\u00f5es s\u00e3o isoladas a meio do lote. Assim sendo fundamentou-se a n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o do projecto nos seguintes diplomas legais: &#8211; nas atribui\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias do IPPAR, consignadas no Decreto Lei n.\u00ba 120\/97, de 16 de Maio; &#8211; na lei de bases do Patrim\u00f3nio Cultural Portugu\u00eas, Lei n.\u00ba 107\/2001, de 8 de setembro, nomeadamente nos artigos 43.\u00ba, 45.\u00ba e 51.\u00ba, respeitantes a im\u00f3veis classificados; &#8211; no Decreto-Lei n.\u00ba 555\/99, de 16 de Dezembro, com as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pelo Decreto-Lei n.\u00ba 177\/2001, de 4 de Junho, nomeadamente os arts. 15.\u00ba e 19.\u00ba&#8221; Questionando-nos a C\u00e2mara Municipal sobre se a decis\u00e3o do IPPAR tem ou n\u00e3o car\u00e1cter vinculativo compete-nos informar o seguinte:<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto ao alargamento da Zona Especial de Protec\u00e7\u00e3o da Aldeia de&#8230;: O Ministro da Cultura e Coordena\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, por Decreto n.\u00ba 28\/82, de 26 de Fevereiro, procedeu \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o, como de interesse p\u00fablico, da &#8220;Aldeia Velha de &#8230;&#8221;, com fundamento, designadamente, nos artigos 2.\u00ba, 24.\u00ba e 30.\u00ba do Decreto 20 985 de 7\/3\/1932, do n.\u00ba1 do \u00a7 1.\u00ba do artigo 19.\u00ba do Decreto n.\u00ba 46 349. de 22 de Maio de 1965, do n.\u00ba1 do artigo 1.\u00ba e n.\u00ba1 do artigo 2.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 1\/78, de 7 de Janeiro, da al\u00ednea a) do artigo 2.\u00ba e al\u00ednea a) do artigo 9.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 59\/80, de 3 de Abril e do artigo 3.\u00ba do Decreto regulamentar n.\u00ba 34\/80, de 2 de Agosto. A quest\u00e3o que agora se discute \u00e9 a da determina\u00e7\u00e3o da for\u00e7a jur\u00eddica do despacho do Ministro da Cultura e Coordena\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, datado de 20 de Setembro de 1983, que homologou um parecer favor\u00e1vel do IPPAR ao &#8220;alargamento do limite da zona de protec\u00e7\u00e3o da aldeia de &#8230;&#8221; no sentido de determinar se tal homologa\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para impor os condicionamentos que est\u00e3o associados a estas zonas de protec\u00e7\u00e3o. Ora resulta da lei que, depois de averiguadas as necessidades de protec\u00e7\u00e3o de que carece o bem classificado, as entidades competentes promovem os estudos destinados \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de uma proposta de delimita\u00e7\u00e3o das zonas objecto de servid\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estes estudos gozar\u00e3o de adequada publicidade &#8211; atrav\u00e9s de aviso p\u00fablico promovido pelas c\u00e2maras municipais -, tendo os interessados um prazo de trinta dias para apresentarem quaisquer reclama\u00e7\u00f5es (artigo 3.\u00ba do DL 181\/70, de 20\/4). estas ser\u00e3o transmitidas \u00e0 entidade com compet\u00eancia para a decis\u00e3o final, ou seja, o Ministro da Cultura, que as ter\u00e1 em devida conta. Na verdade, revestindo estas zonas especiais de protec\u00e7\u00e3o a natureza de servid\u00f5es administrativas a sua constitui\u00e7\u00e3o ou alargamento, sendo lesiva das esferas jur\u00eddicas dos particulares onerados, deve gozar de publicidade alargada, atrav\u00e9s de um aviso ao p\u00fablico, e ser precedida de audi\u00eancia dos interessados. Nas palavras do legislador, retiradas do pre\u00e2mbulo do DL 181\/70, &#8220;tem-se em vista tornar mais f\u00e1cil o conhecimento do aviso pelos interessados exigindo a sua publica\u00e7\u00e3o num jornal. Por outro lado, como o aviso se destina, n\u00e3o s\u00f3 a evitar maiores preju\u00edzos aos particulares &#8211; alertando-os de que ir\u00e1 ser constitu\u00edda uma servid\u00e3o, de forma a atenderem, nos seus projectos e empreendimentos, \u00e0s poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es dela resultantes -, mas tamb\u00e9m a permitir-lhes a apresenta\u00e7\u00e3o das reclama\u00e7\u00f5es que considerem convenientes sobre a constitui\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o, parece adequado que o aviso, embora n\u00e3o aguardando o estudo completo da servid\u00e3o, tenha lugar quando j\u00e1 estejam definidos com razo\u00e1vel probabilidade os termos em que se projecta a sua constitui\u00e7\u00e3o&#8221; Ap\u00f3s estes procedimentos, o Ministro da Cultura, procederia \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o da proposta da cria\u00e7\u00e3o da zona de protec\u00e7\u00e3o, por acto de igual valor &#8211; i.e. de decreto &#8211; \u00e0quele que classificou a aldeia de &#8230;, uma vez que, quer as finalidades, quer as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo acto constitutivo da servid\u00e3o s\u00e3o as mesmas do acto de classifica\u00e7\u00e3o, aplicando-se aqui o princ\u00edpio do paralelismo das formas, segundo o qual o que \u00e9 acess\u00f3rio deve seguir a forma do principal sempre que as raz\u00f5es da exig\u00eancia especial da lei se lhes apliquem (cfr. Artigo 221, n.\u00ba2 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n<p align=\"justify\">Ora, no caso em presen\u00e7a, para al\u00e9m de ilegal por n\u00e3o ter sido cumprido o requisito pr\u00e9vio de audi\u00e7\u00e3o dos interessados , o acto de constitui\u00e7\u00e3o da nova zona de protec\u00e7\u00e3o \u00e0 aldeia de Monsanto n\u00e3o observou a forma de decreto pelo que sempre seria ineficaz por carecer de forma legal, n\u00e3o podendo assim projectar os seus efeitos na realidade jur\u00eddica. Nestes termos e atenta a inefic\u00e1cia do acto de constitui\u00e7\u00e3o da zona especial de protec\u00e7\u00e3o da aldeia de &#8230; s\u00f3 nos resta concluir pelo car\u00e1cter n\u00e3o vinculativo do parecer do IPPAR no \u00e2mbito do loteamento em quest\u00e3o j\u00e1 que tal parecer n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio uma vez que a sua solicita\u00e7\u00e3o\/emiss\u00e3o n\u00e3o se encontra prevista na lei como formalidade para o licenciamento de opera\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas na \u00e1rea onde se localiza a pretens\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"justify\">Em resposta ao solicitado pela C\u00e2mara Municipal de &#8230; atrav\u00e9s do of\u00edcio n.\u00ba 7649, de 28-10-03 e reportando-nos \u00e0 quest\u00e3o identificada em ep\u00edgrafe, temos a informar o seguinte:<\/p>\n<div align=\"justify\">","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":1,"footnotes":""},"categories":[357],"tags":[187],"class_list":["post-33600","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pareceres-ate-2017","tag-text-layout"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33600","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33600"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41774,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33600\/revisions\/41774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}