{"id":33523,"date":"2003-05-12T16:04:41","date_gmt":"2003-05-12T16:04:41","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-11-13T16:36:19","modified_gmt":"2023-11-13T16:36:19","slug":"33523","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/33523\/","title":{"rendered":"Facturas de \u00e1gua &#8211; Execu\u00e7\u00f5es fiscais"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:1288px;margin-left: calc(-0% \/ 2 );margin-right: calc(-0% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:0%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:0%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:0%;--awb-spacing-left-medium:0%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:0%;--awb-spacing-left-small:0%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"searchbox\">\n<div class=\"value\">Data:&nbsp;&nbsp;<strong>segunda, 12 maio 2003<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">N\u00famero:&nbsp;<strong>120\/03<\/strong><\/div>\n<div class=\"value\">Respons\u00e1veis:&nbsp;&nbsp;<strong>Elisabete Maria Viegas Frutuoso<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_content\">\n<div class=\"fulltext\">\n<p align=\"justify\">Pelo of\u00edcio n\u00ba 789, dos Servi\u00e7os Municipalizados de &#8230; e que deu entrada nesta Comiss\u00e3o a 04\/04\/2003, foi-nos solicitado parecer jur\u00eddico sobre a seguinte quest\u00e3o:<\/p>\n<div align=\"justify\">&nbsp;<\/div>\n<p align=\"justify\">&#8220;\u00c9 obrigat\u00f3rio ou n\u00e3o, remeter as facturas de \u00e1gua, que n\u00e3o foram atempadamente liquidadas, para execu\u00e7\u00e3o fiscal pela C\u00e2mara Municipal, j\u00e1 que os Servi\u00e7os Municipalizados, e ap\u00f3s aviso pr\u00e9vio de interrup\u00e7\u00e3o de fornecimentos de \u00e1gua, interrompem o fornecimento aos consumidores em d\u00edvida?&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sobre o assunto, informamos:<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos termos do n\u00ba 4 do art. 30\u00ba da Lei das Finan\u00e7as Locais (Lei n\u00ba 42\/98, 6 de Agosto) &#8220;Compete aos \u00f3rg\u00e3os executivos a cobran\u00e7a coerciva das d\u00edvidas \u00e0s autarquias locais provenientes de taxas, encargos de mais-valias e outras receitas de natureza tribut\u00e1ria que aquelas devam cobrar, aplicando-se o C\u00f3digo de Procedimento e de Processo Tribut\u00e1rio, com as necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es&#8221;. Nesta conformidade, disp\u00f5e o art. 78\u00ba do C\u00f3digo de Procedimento e de Processo Tribut\u00e1rio, aprovado pelo Decreto-Lei n\u00ba 433\/99, de 26 de Outubro, que a cobran\u00e7a de d\u00edvidas tribut\u00e1rias pode ser feita atrav\u00e9s de pagamento volunt\u00e1rio ou de cobran\u00e7a coerciva, acrescentando o n\u00ba1 do seu art. 86\u00ba que &#8220;Findo o prazo de pagamento volunt\u00e1rio, come\u00e7ar\u00e3o a vencer-se juros de mora nos termos das leis tribut\u00e1rias&#8221;. Por seu turno, estipulam os n\u00bas 1 e 3 do art. 88\u00ba do mesmo diploma que, ap\u00f3s o decurso do prazo previsto para pagamento volunt\u00e1rio da d\u00edvida, ser\u00e1 extra\u00edda pelos servi\u00e7os competentes certid\u00e3o de d\u00edvida que servir\u00e1 de base \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o do processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal a promover pelos \u00f3rg\u00e3os perif\u00e9ricos locais, nos termos do t\u00edtulo IV deste C\u00f3digo. Do exposto, podemos ent\u00e3o inferir que existem duas modalidades de cobran\u00e7a de d\u00edvidas &#8211; volunt\u00e1ria e coerciva &#8211; e que findo o prazo de pagamento volunt\u00e1rio, o \u00f3rg\u00e3o perif\u00e9rico local (no caso, a C\u00e2mara Municipal &#8211; art. 7\u00ba do Decreto-Lei n\u00ba 433\/99) deve, de acordo com o estipulado na lei, proceder \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o do respectivo processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal, constituindo este, o procedimento normal a seguir.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, prev\u00ea o art. 5\u00ba da Lei n\u00ba 23\/96, de 26 de Julho, que em caso de mora do utente e ap\u00f3s aviso pr\u00e9vio, o fornecimento de \u00e1gua possa ser interrompido. Ora, embora este procedimento possa decorrer em simult\u00e2neo com a instaura\u00e7\u00e3o do processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal, deve entender-se que s\u00e3o dois procedimentos distintos, com fins e objectivos diferentes. Efectivamente, enquanto a suspens\u00e3o do fornecimento pretende p\u00f4r termo \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o p\u00fablico por falta de cumprimento do contrato previamente estabelecido, o processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal tem como objectivo, apenas, a cobran\u00e7a coerciva de uma d\u00edvida por falta de pagamento volunt\u00e1rio. Julgamos, por \u00faltimo, que o procedimento descrito deve constar de Regulamento Municipal de Abastecimento de \u00c1gua, regulamento este, elaborado de acordo com os diplomas citados e demais legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel. P<\/p>\n<p align=\"justify\">osto isto e tendo em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio da legalidade, que constitui o fundamento, o crit\u00e9rio e o limite de toda a actua\u00e7\u00e3o administrativa, resta-nos concluir que aos Servi\u00e7os Municipalizados cabe, em obedi\u00eancia \u00e0 lei e ao direito, remeter as facturas em d\u00edvida para execu\u00e7\u00e3o fiscal da C\u00e2mara Municipal de &#8230;.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Divis\u00e3o de Apoio Jur\u00eddico ( Dra. Elisabete Maria Viegas Frutuoso )<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"icons\">&nbsp;<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"justify\">Pelo of\u00edcio n\u00ba 789, dos Servi\u00e7os Municipalizados de &#8230; e que deu entrada nesta Comiss\u00e3o a 04\/04\/2003, foi-nos solicitado parecer jur\u00eddico sobre a seguinte quest\u00e3o:<\/p>\n<div align=\"justify\">","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":19,"footnotes":""},"categories":[357],"tags":[187],"class_list":["post-33523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pareceres-ate-2017","tag-text-layout"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33523"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33523\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42001,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33523\/revisions\/42001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}