{"id":19936,"date":"2021-12-16T16:21:27","date_gmt":"2021-12-16T16:21:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ccdrc.pt\/centro-foi-a-regiao-que-mais-resistiu-aos-efeitos-da-pandemia\/"},"modified":"2021-12-16T16:21:27","modified_gmt":"2021-12-16T16:21:27","slug":"centro-foi-a-regiao-que-mais-resistiu-aos-efeitos-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/centro-foi-a-regiao-que-mais-resistiu-aos-efeitos-da-pandemia\/","title":{"rendered":"CENTRO FOI A REGI\u00c3O QUE MAIS RESISTIU AOS EFEITOS DA PANDEMIA"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19054\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-200x84.jpg 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-400x169.jpg 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-500x211.jpg 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-600x253.jpg 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-700x295.jpg 700w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-768x324.jpg 768w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b-800x337.jpg 800w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pessoas2017-c3b.jpg 920w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o Centro foi a regi\u00e3o que mais resistiu aos efeitos econ\u00f3micos da pandemia. Uma conclus\u00e3o dos mais recentes resultados das Contas Regionais de 2020, divulgados pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica. Apesar do Produto Interno Bruto (PIB) ter diminu\u00eddo em todas as regi\u00f5es portuguesas em 2020, o Centro teve o desempenho menos negativo, apresentando o menor decr\u00e9scimo do PIB entre as v\u00e1rias regi\u00f5es. Este decr\u00e9scimo foi determinado pela contra\u00e7\u00e3o do Valor Acrescentado Bruto (VAB) dos ramos do com\u00e9rcio, transportes, alojamento e restaura\u00e7\u00e3o e da ind\u00fastria, mas de forma menos acentuada do que nas outras regi\u00f5es. A estrutura produtiva da regi\u00e3o, diversificada, territorialmente heterog\u00e9nea e baseada num tecido empresarial com elevados graus de flexibilidade e de resist\u00eancia, ajuda a explicar a resili\u00eancia demonstrada pela regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020, o PIB da Regi\u00e3o Centro ascendia a 38,4 mil milh\u00f5es de euros, representando 19,2% do total do pa\u00eds e posicionando o Centro no terceiro lugar a n\u00edvel nacional, depois da \u00c1rea Metropolitana de Lisboa e da Regi\u00e3o Norte. Tendo 2020 sido um ano marcado por fortes restri\u00e7\u00f5es sobre a atividade econ\u00f3mica devido \u00e0 pandemia COVID 19, o PIB regional registou uma varia\u00e7\u00e3o nominal de -4,0% e real de -5,9% face a 2019. No entanto, esta diminui\u00e7\u00e3o foi menos intensa do que a m\u00e9dia nacional, uma vez que o pa\u00eds registou um decr\u00e9scimo nominal de 6,7% e real de 8,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as regi\u00f5es portuguesas registaram uma contra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f3mica, mais acentuada no Algarve e na Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira sobretudo pela influ\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o da atividade tur\u00edstica provocada pelas restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia, com grande relev\u00e2ncia na estrutura produtiva destas regi\u00f5es.<br \/><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19933\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1.PNG\" alt=\"\" width=\"646\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1-200x98.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1-400x195.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1-500x244.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1-600x293.png 600w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12-2a1.PNG 646w\" sizes=\"(max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><br \/>Tamb\u00e9m em todas as sub-regi\u00f5es da Regi\u00e3o Centro, o PIB diminuiu em termos nominais e reais, destacando-se o Oeste e a Beira Baixa com as varia\u00e7\u00f5es mais negativas. J\u00e1 as quebras menos significativas ocorreram nas Beiras e Serra da Estrela (-3,4%) e Viseu D\u00e3o Laf\u00f5es (-3,5%), em termos nominais, e em Viseu D\u00e3o Laf\u00f5es (-5,3%) e na Regi\u00e3o de Coimbra (-5,4%), em termos reais. <br \/>As quatro sub-regi\u00f5es do litoral eram respons\u00e1veis por mais de dois ter\u00e7os da riqueza criada na Regi\u00e3o Centro em 2020: Regi\u00e3o de Coimbra (20,6%), Regi\u00e3o de Aveiro (18,5%), Oeste (15,1%) e Regi\u00e3o de Leiria (14,6%). As sub-regi\u00f5es com menor peso relativo no PIB regional eram a Beira Baixa e as Beiras e Serra da Estrela, que geraram uma riqueza de 3,7% e 7,7%, respetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020, o PIB por habitante da Regi\u00e3o Centro cifrava-se nos 17.275 euros, traduzindo um decr\u00e9scimo de 780 euros em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Este valor representava 88,9% da m\u00e9dia nacional, tendo convergido para o valor nacional, j\u00e1 que aumentou 2,3 pontos percentuais face ao ano anterior. No entanto, o Centro mantinha-se como uma das regi\u00f5es portuguesas com menor PIB por habitante (apenas a Regi\u00e3o Norte e a Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira apresentavam pior desempenho). A \u00c1rea Metropolitana de Lisboa e o Algarve eram as regi\u00f5es com o PIB por habitante mais elevado, sendo as \u00fanicas a posicionarem-se acima da m\u00e9dia do pa\u00eds (com uma import\u00e2ncia relativa de 128,3% e 102,2%, respetivamente). Na compara\u00e7\u00e3o internacional, em 2020, o PIB por habitante da Regi\u00e3o Centro expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) correspondia a 67,9% da m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia (UE27), tendo piorado face ao ano anterior (68,1%). A m\u00e9dia nacional situava-se nos 76,4% da m\u00e9dia europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coes\u00e3o regional, avaliada pelas assimetrias regionais do PIB por habitante, aumentou face a 2019, uma vez que a diferen\u00e7a entre o maior e o menor valor do PIB por habitante observado nas sete regi\u00f5es portuguesas diminuiu (em 2019, esta diferen\u00e7a era de 9.352 euros, tendo-se reduzido para 8.027 euros, em 2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19934\" src=\"http:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_2-f17.PNG\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_2-f17-200x133.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_2-f17.PNG 320w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando as sub-regi\u00f5es do Centro, verificava-se que, em 2020, a Regi\u00e3o de\u00a0Leria (101,1) e a Regi\u00e3o de\u00a0Aveiro (100,1) superavam a m\u00e9dia nacional, ocupando o 4.\u00ba e 5.\u00ba lugar na ordena\u00e7\u00e3o nacional, respetivamente. Estas sub-regi\u00f5es, conjuntamente com a Regi\u00e3o de Coimbra e a Beira Baixa ultrapassavam a m\u00e9dia da Regi\u00e3o Centro, constituindo o grupo de sub-regi\u00f5es com melhor desempenho em termos do PIB por habitante. As restantes sub-regi\u00f5es posicionavam-se tanto abaixo da m\u00e9dia nacional, como da regional. As Beiras e Serra da Estrela continuavam a ser o territ\u00f3rio do Centro que gerava menos riqueza por habitante, observando um \u00edndice de 72,2 face \u00e0 m\u00e9dia nacional, ocupando a antepen\u00faltima posi\u00e7\u00e3o entre as 25 regi\u00f5es NUTS III do pa\u00eds (apesar da melhoria do \u00edndice face a 2019). A Regi\u00e3o Centro evidenciava, uma disparidade regional de 28,9 pontos percentuais em termos de PIB por habitante, correspondente \u00e0 diferen\u00e7a entre os \u00edndices da Regi\u00e3o de\u00a0Leiria e das Beiras e Serra da Estrela. Esta amplitude diminuiu face a 2019 (29,3 pontos percentuais), indicando um aumento da coes\u00e3o intrarregional. Analisando ainda o desempenho do PIB por habitante das sub-regi\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, constata-se que todas convergiram para a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19935\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_3-cc1.PNG\" alt=\"\" width=\"588\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_3-cc1-200x150.png 200w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_3-cc1-400x301.png 400w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_3-cc1-500x376.png 500w, https:\/\/www.ccdrc.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/not_16_12_3-cc1.PNG 588w\" sizes=\"(max-width: 588px) 100vw, 588px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ainda de referir que, em 2020, a produtividade do trabalho na Regi\u00e3o Centro era de 33.124 euros por trabalhador, o que correspondia a 92,4% do total nacional, sendo este valor inferior ao registado em 2019 (34.567 euros por trabalhador). O Centro permanecia como uma das regi\u00f5es portuguesas com a mais baixa produtividade do trabalho (ocupando a 5.\u00aa posi\u00e7\u00e3o na hierarquia nacional). Em termos sub-regionais, destacavam-se a Regi\u00e3o de Coimbra e a Beira Baixa com \u00edndices de produtividade simultaneamente superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional e regional (100,6% e 100,3% da m\u00e9dia nacional, respetivamente).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o Centro foi a regi\u00e3o que mais resistiu aos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19054,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[307],"tags":[],"class_list":["post-19936","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-informacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19936"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19936\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ccdrc.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}